Não se Esqueça de Mim Sammy!!
2 Simplesmente Esquema Tático
Notas iniciais
O local era sujo, fedido e escuro, mas os irmãos não faziam questão de se detraírem com as condições do ambiente, ainda que trouxeram lanternas.
Eles vasculharam por todo o local e não encontraram nada, até que ouvem uns sussurros em língua morta. Com toda a determinação do mundo os dois seguem sorrateiramente ao som que, quanto mais eles avançavam, melhor era possível entender, e todas aquelas palavras eram citadas de modo tão “profissional” que podia-se notar até o quanto a magia e o conjurador dessa eram poderosos.
Os dois vêem ao fundo uma iluminação fraca e trêmula de velas e se aproximaram bem devagar, mas em alguns metros de distância alcançados as velas se apagaram e a voz se interrompeu. Eles ficam confusos, mas de repente os dois são lançados para longe em direções opostas. Dean cai sobre umas caixas de madeira e Sam é jogado contra uma parede quase demolida.
Enquanto seu irmão continua caído no chão, Sam permanece grudado na parede pela mesma força sobrenatural que os arremessou no ar. E num piscar de olhos a bruxa aparece na frente de Sam.
— Como ousam impedir minhas pragas! – Exclama a bruxa com uma voz rouca e uma pele pálida como de um zumbi. – Vocês vão se arrepender de terem me interrompido!
Ela coloca a mão ainda suja do cemitério na testa de Sam e murmura um outro feitiço. Ainda pouco tonteado pela com o impacto Dean se levanta.
— DEAN!! – Grita Sam.
— Tire essa sua mão imunda do meu irmão!! – Dean pega a estaca e corre para cima dela cambaleando um pouco.
A bruxa estende a sua mão desocupada para Dean e o derruba novamente, mas desta vez ele é jogado mais longe. Ela então continua a murmurar enquanto Dean fica caído no chão sem conseguir mover um dedo e quase se desespera.
— SAMMYYYYY!!!!
Nas ultimas palavras Sam começa a gritar de agonia e ela finalmente desaparece.
A força da gravidade o joga no chão brutamente e Dean tenta andar até Sam para ajuda-lo, com alguma dificuldade.
— Sam... Você está bem?... – Dean segura nos ombros de Sam e ajuda-o a levantar.
— Acho que sim... Mas não estou muito confiante...
— Aquela filha-da-mãe! Eu vou acabar com a raça... – Dean não consegue terminar o que ia dizer, pois seus ferimentos doíam demais.
— Vamos embora Dean...
Os irmãos se apóiam um no outro, se ajudando simultaneamente a andarem. Quando eles chegam no hotel, cuidam dos ferimentos como de costume, mas assim que terminam Dean se preocupa.
— Você tem certeza de que está bem?
— Bom... Pode ser que ela tenha feito algum feitiço contra mim, mas até agora não estou sentindo nada.
— Que tal a gente ligar para o Bob e pedir ajuda?
— Dean relaxa...
— Relaxar?! Pode ser que ela tenha te jogado alguma maldição!!
— É, eu sei disso! Mas até agora eu...
— Não sente nada, eu sei! – Dean interrompe – Mas eu quero que entenda: pode ser que não esteja fazendo nada agora, mas de repente algum espírito amaldiçoado começa a te perseguir pelo resto da vida!
— Dean isso é “Arraste-me para o inferno”. – Disse Sam como se Dean estivesse redondamente enganado.
— Tanto faz! E se isso te matar?
— Ta bom, então vamos ligar para o Bob...
Sam liga para o Bob e pede mais informações.
— Eu não faço idéia de como vamos nos livrar desse feitiço! – Exclama Bob do outro lado do telefone – Para cada tipo de magia existi uma forma diferente de se destruir, sem falar do conjurador: quanto mais poderoso, mais difícil será desfazer o que ele fez!
— Então o que devo fazer?
— A minha única idéia é esperar para ver, depois conseguimos cura-lo.
— Ta, valeu Bob.
Sam desliga o celular com um pouco de decepção.
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