Notas iniciais
Essa oneshot é para uma amiga muito especial, mas espero que também agradem a vocês.
Escrever sobre o Akashi foi um desafio e também foi a primeira vez que fiz algo AkaKuro, mas fiquei satisfeita com o resultado.
Enfim, boa leitura.

Após descerrar seus olhos viu o mesmo teto de sempre. Era de manhã e Akashi Seiijuro não estava com um bom humor. Pensou em levantar, mas sua preguiça havia o vencido; Coisa rara de acontecer.

Hoje faria uma semana em que havia perdido a copa de inverno e o mesmo não sabia realmente como agir em meio ao que acontecera.

Fechou seus olhos e pensou em dormir de novo. Porém, suas empregadas entraram no quarto e o acordaram com o sorriso que sempre carregavam em suas faces familiares para o adolescente.

“Seiijuro-sama, hora de acordar.” Disse a empregada mais próxima ao garoto. “Seu pai não está com um bom humor hoje…”

O garoto levantou de imediato e saiu do quarto sem dizer palavra alguma.

O filho único da família Akashi tomou seu banho no mesmo horário de sempre e em seguida foi tomar o café da manhã com seu pai.

“Bom dia, pai.” Disse com toda a formalidade possível.

“Bom dia.” O homem respondeu. “Eu soube que não sairá do clube de basquete, isso é verdade, Seiijuro?”

Akashi Seiijuro sentou-se e olhou de forma séria para seu pai.

“Não.” Respondeu em seguida. “Vou continuar no clube de basquete. Eu sou o capitão e seria irresponsabilidade sair.”

O homem mais velho o olhou com desaprovação, mas logo cedeu.

“Ao menos mostre resultados.”

Em seguida o adolescente se dirigiu à saída de sua casa. O motorista estava pronto para levá-lo à escola, mas o mesmo negou a oferta e preferiu ir caminhando.

Virou a esquina e caminhou um bom tempo. Ele estava avoado e não percebeu que seu celular havia tocado. Continuou o caminho até a escola do mesmo jeito.

As aulas passaram rapidamente. E como sempre, as matérias eram coisas excessivamente fáceis para o garoto. Afinal, soube desde pequeno que devia ser bom em tudo.

Após as aulas, foi ao ginásio e treinou o resto da tarde, como sempre.

Em sua ida para casa, resolveu checar seu celular e viu que haviam cinco ligações perdidas.

“Kuroko Tetsuya.” Leu em voz alta.

Rapidamente retornou as ligações.

“Alô, Akashi-kun?” disse com aquela voz baixa e suave.

“Tetsuya? O que houve?” O ruivo estava visivelmente incomodado e surpreso com aquelas ligações repentinas.

“Nós podemos nos encontrar?”

“Claro.” Respondeu de imediato. “Onde?”

“Eu estou perto do seu colégio. O que acha da praça que tem por aqui?”

“Estou indo”

O capitão da Rakuzan não demorou muito para chegar no local marcado, mas, mesmo que procurasse, não encontrou Tetsuya. Por fim, resolveu se sentar em um dos bancos que enfeitavam o lugar.

“Akashi-kun” chamou o garoto.

“Como você chega atrasado no local que você marcou, Tetsuya?”
O garoto atrasado nada disse, apenas sentou-se ao lado do ruivo.

“Por que me chamou?” Perguntou totalmente desconfiado.

“Eu estive preocupado, Akashi-kun.” Ele olhava para o ruivo. “Seus colegas de time disseram que você esteve estranho e que seu pai havia ordenado que saísse do time. Eu estou preocupado com você… Pois,” Foi interrompido.

“Não precisa se preocupar comigo, Tetsuya.” O ruivo sorriu.

“PRECISO!” Ele aumentou seu tom de voz. “Eu estou preocupado, pois eu amo você, Akashi-kun. E não quero que você deixe o basquete, não quero que abra mão de nada. Você é incrivelmente feliz jogando e eu não quero vê-lo abrir mão dessa felicidade. Além do mais, eu não quero que você fique estranho… Akashi-kun, você não precisa ser bom em tudo, sabia?”

Kuroko Tetsuya esperou um bom tempo por uma resposta negativa. Ele não esperava que sua tentativa de animá-lo daria certo.

“O que você disse, Tetsuya?” Ele direcionou seu olhar ao garoto. “Eu não preciso ser bom em tudo?”

“Sim, é óbvio que não.” Deu um sorriso mínimo. “Todos possuem fraquezas.”

Akashi riu daquele momento. Naquela hora, achava que era o menino mais idiota do mundo.

“Tetsuya, posso falar algumas coisas?” Respondeu olhando para o céu que já escurecia.

“Sim.”

“Desde muito pequeno, eu sempre ouvi que tive de ser bom em tudo… E, de certa forma, isso ficou em minha cabeça. A única coisa que faço é estudar para ser o próximo líder da família e o basquete foi uma forma de me divertir, fugir de toda a pressão familiar. Se você me perguntasse, eu não diria que odeio tudo isso. Mas, não é como se fosse saudável. Você pode perceber isso pela… hm, minha outra personalidade. Desde o começo, ela era para me proteger. Eu era absoluto, o vencedor, o que tem razão e daquela forma, ninguém poderia dizer que eu estava errado. Sendo bom em tudo, eu não seria questionado e não iria perder nada, não iria perder vocês, não iria perder outra pessoa querida. Por outro lado, eu não queria agir daquela forma… Eu esperava que alguém me salvasse de mim mesmo, e nessa hora, você apareceu e fez com que eu pudesse voltar ao meu atual ‘eu’. Obrigado, Tetsuya. E sobre o basquete, não irei largar.”

Tetsuya suspirou ao ouvir aquilo do ruivo.

“Finalmente…” ele disse, aliviado.

“O que foi?” O ruivo perguntou meio incomodado com a reação do outro.

“Você finalmente me contou sobre seus sentimentos, Akashi-kun.” Ele sorriu. “Eu estou feliz.”

Seiijuro pôs sua mão em cima da de Tetsuya.

“Se eu não contasse depois de fazê-lo vir aqui, seria falta de educação.” Deu um sorriso mínimo.

“São nessas horas que eu agradeço a sua boa educação.” brincou o de olhos azuis.

No mesmo tempo, os dois foram se aproximando, encostando suas cabeças.

“Tetsuya” Chamou o ruivo.

“Sim?”

“Obrigado por vir.” Ele apertou a mão do menor. “Eu também o amo.”
Tetsuya não entendeu o ‘também’ da frase do ruivo e pensou bastante antes de perguntá-lo.

“Por que ‘também’ me ama?” Disse sério. “Eu não disse que o amo.”

“Eu estou preocupado, pois eu amo você, Akashi-kun.” Repetiu Akashi, fazendo o garoto lembrar do que havia dito.

Tetsuya corou um pouco, mas logo voltou a sua expressão de sempre.

“Eu não sabia que havia prestado atenção nessa parte.” Disse sério. “Você é estranho, Akashi-kun.”

“Eu presto atenção em tudo que vem de você, Tetsuya.” Ele sorriu.

Antes de se levantarem para ir para casa, Akashi deu um beijo na testa do outro, que sorriu com o ato.

Naquele dia, mesmo que a pressão da família não melhorasse num futuro próximo, ao menos, Akashi sabia que teria Kuroko Tetsuya para ouvir seus problemas e ajudá-lo, como um bom amigo e até mesmo namorado.

Notas finais
Espero que tenham gostado da one, amores. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!