Não há outro amor para mim.

42 Tomo uma importante decisão.


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Sejam bem-vindas ao mais novo e importante capítulo dessa fanfic. Antes eu agradeço pela repercussão que o último capítulo teve. Eu não esperava, e fiquei surpresa com alguns comentários e mensagens. Em breve prometo recompensa-las com mais capítulos num menor intervalo de tempo. Façam uma boa leitura.


Bem, se você nunca passou algumas horas sem comer e depois bebeu um pouco além da conta, considere-se uma pessoa de sorte. A companhia que eu estava fazendo a Killian nos drinks me rendeu uma tonteira. Era quase como ter sido acertada por um tijolo na cabeça e ter de sair andando em seguida. Não tenho certeza se meu amigo ficou assim também, mas em matéria de bebida, ele era um expert e provavelmente deve ter dado risada de mim quando decidi ir embora para casa, trocando os pés e soluçando.

Eu não sabia exatamente que hora devia ser, mas já havia anoitecido. Peguei meu carro estacionado na calçada perto do bar e entrei pensando se Emma estaria em casa. Pensei em ligar avisando que estava a caminho, mas arrisquei e decidi ir embora assim mesmo, sabendo que eu corria um grande risco de levar uma bronca dela por dirigir bêbada.

A verdade é que Killian e eu continuamos conversando sobre os problemas do casamento dele, e conforme bebemos, o assunto virou de cabeça para baixo. Eu lembro que Killian tirou sarro da avó de Ruby, dizendo que a velha se parecia com um saco de batatas. Contudo, chorou quando tocou no som do bar uma música do Michael Prins que o fez lembrar da esposa. Apesar disso, senti que seu humor mudara um pouco tendo ido até lá para conversar com ele.

Cheguei em casa uma hora depois, ainda perturbada pelo sono que a bebida tinha me dado, mas bem o suficiente para conseguir dirigir. A moto de Emma estava na garagem, isso significava que ela já havia chegado. Foi quando olhei no relógio de pulso e vi que eram quase nove da noite.

Emma estava andando pela sala com seu celular na mão quando entrei.

— Regina — ela disse assim que se virou e me viu. — Onde você estava? O que houve?

— Ahm, meu amor, não foi nada, eu só me esqueci de mandar uma mensagem dizendo que eu estava com Killian. — dei um soluço de súbito e Emma notou, obviamente.

— Poxa, eu pensei que tinha acontecido alguma coisa na emissora, estava quase ligando pra você. — Emma se aproximou e me selou, mas se afastou brevemente quando sentiu meu hálito. — Você bebeu?

— Um pouco. — solucei de novo. — Killian estava chateado, ele me convidou para beber um pouco e eu o acompanhei. Não foi nada de mais, meu amor. Eu só vou tomar um banho agora, comer alguma coisa e me deitar porque estou exausta. — a medida que eu falava aquelas coisas, ia tirando minha roupa enquanto andava pela sala. Eu não percebia mas estava falando tão embolado quanto um bêbado.

— Regina, acho que você não bebeu um pouco, você bebeu muito. — Emma cruzou os braços e me olhou com as sobrancelhas erguidas.

— Um pouco além da conta, meu amor. — mais um soluço. — Mas veja, estou bem. Eu até diria, ótima.

Emma abanou a cabeça, indignada.

— Como conseguiu dirigir até em casa? Por que não me ligou pedindo para que eu fosse buscar você? Olha só o seu estado...

— Não briga comigo, Emma, minha cabeça está começando a doer. — balbuciei.

— Ah, agora quer que eu não brigue? E se você sofresse um acidente? Não é a primeira vez que você e Killian bebem juntos e você chega assim. Vou falar com Ruby sobre isso. — reclamou ela, com seus fortes braços cruzados.

E o que ela havia dito estava certo. Antes, quando Killian e Ruby estavam se desentendendo por causa da gravidez, meu amigo me chamou pelo menos umas duas vezes para conversarmos no bar e eu bebi menos que hoje, mas bebi. Não que eu esteja me tornando uma alcoólatra, mas entendo a preocupação de Emma.

— Mas, meu amor, hoje eu tomei umas doses a mais, eu juro que estou bem, só um pouco tonta, com sono e precisando deitar. — gesticulei, colocando uma mão na testa e andando de um lado pro outro. — Me desculpa, eu não vou fazer de novo.

— Falar isso é como se dissesse que vai fazer de novo com certeza. — Emma disse isso entre os dentes de um jeito que não escutei bem, mas depois entendi. Ela estava aborrecida, porém, não era só comigo. — Ah, deixa... Desculpa, eu estou um pouco estressada.

Limpei meus olhos depois de bocejar.

— Por quê? O que aconteceu? — olhei para ela, mais séria.

— Coisas com o seriado... Recebemos uma crítica ruim sobre o final da primeira metade da temporada, não tenho certeza se os produtores vão querer continuar.

Andei até Emma e percebi seu desanimo ao falar aquilo.

— Meu Deus, mas foi tão ruim assim para quererem cancelar?

— Na verdade o clima não anda muito bom no estúdio. Tem gente reclamando de espaço no seriado, que os produtores dão as melhores falas pra mim, que anda trabalhando demais... Essas coisas. — Emma desfez o nó dos braços e tomou ar. — Eu vou confessar uma coisa.

— Deve. — falei.

— Acho que vou voltar a fazer filmes.

— Mas, meu amor, você estava tão animada com essa série. Ficou tão empolgada quando começou.

— Eu fique, eu sei, mas estou começando a perder a vontade, ainda mais agora que a minha personagem vai ter cenas inteiramente gravadas no hospital.

Acho que eu estava entendendo Emma. Ela estava reclamando porque sua personagem não teria mais cenas com o filho. Minha mulher parecia muito apegada ao papel que representava como mãe na série e os primeiros episódios foram quase que inteiramente sobre ela e esse menino. Me lembro de Emma falando do garoto e do personagem, o que me rendeu um sonho bem maluco semanas atrás. Eu tenho certeza que Emma só está pensando em sair da série por conta desse problema.

— Emma, posso ser sincera? — perguntei, pegando a parte de cima do meu terno em cima do sofá.

— Claro.

— Você vai sair da série por causa do garoto, não é? Perdeu a vontade de atuar quando viu que não terá mais cenas com ele. Está tão envolvida com a personagem que se aproveita para ser uma mãe de mentirinha. Você sempre soube que essa personagem era uma médica antes de ser mãe, é natural que eles queiram mudar o foco em algum momento da série. — se eu não estivesse ligeiramente alcoolizada, duvido que teria coragem de dizer isso logo de cara para Emma.

Swan respirou pesado e deve ter se dado conta. Ela me olhou de um jeito estranho. Ela não tinha resposta.

Dei-lhe um beijo nos lábios e subi para tomar banho e escovar os dentes, pois até eu podia sentir meu hálito. Pelo menos, ter bebido um pouco me deu coragem de falar uma verdade para minha mulher.

Uma hora mais tarde eu estava pronta para ir deitar. Comi alguma coisa que Emma me trouxe, tomei um remédio para evitar a ressaca e até me senti melhor quando sentei na cama.

Emma olhava para o teto, deitada com a coberta até sua cintura. Fiquei olhando para ela, pensando se ela estava chateada com o que eu falei sobre abandonar a série. Deslizei minha mão até a dela mais perto e a apertei entre meus dedos.

— Chateada pelo o que eu disse?

Ela fez que não.

— Não chateada, só confusa. — ela suspirou.

— Você colocou muito de você nessa personagem. E é até engraçado como se envolveu em tão poucos episódios, tão pouco tempo.

— Eu sempre me envolvi muito com meus personagens, se lembra quando fiz a doente terminal? Foram meses complicados aqui em casa.

— Nem tanto, você que pensa, mas eu sei que se dedicou muito e conseguiu ganhar um troféu por isso. — a olhava com carinho. Ela se ajeitou para ficar abraçada comigo de forma confortável.

— É, talvez eu tenha exagerado dessa vez. Eu nunca pensei em deixar um trabalho no meio do caminho por não concordar com alguma mudança no roteiro. — Emma encostou sua cabeça sobre meus seios. — Acho que é a fase.

— Você misturou um pouco as coisas, hum? A sede com a vontade de beber. — eu disse, suavemente.

— Sim. Devo ter aborrecido você também.

— Claro que não, meu amor. Tá tudo bem, vai ficar tudo bem. — falei, afagando os cabelos dela como eu sempre fazia.

Minha mulher ficou quieta. Acabou adormecendo e não tive outra escolha a não ser dormir logo.

De repente, no silêncio, me lembrei da ideia de Emma sobre inseminação e a imaginei deitada daquele jeito comigo com sua barriga enorme repousada entre nós. E novamente aquela sensação que eu não sabia explicar qual era. Não tinha um nome para dar àquilo.



De manhã, levantei com um resquício de ressaca. Era uma dor de cabeça chata mas não exagerada. Emma me deu um chá e logo passou. Ela havia acordado melhor, menos confusa com a vontade de sair da série e me disse que conversaria com os produtores sobre sua personagem.

Mesmo assim, fui trabalhar com medo de Emma mudar de ideia de novo e não querer mais o papel. Eu estava vendo que Swan ficara dependente de ser uma mãe na ficção para controlar sua vontade da vida real. A culpa começou a pairar sobre mim, e eu não sabia até onde Emma aguentaria esperar pela minha decisão.

À tarde, após o último plantão de notícias do dia na MBC, eu terminava de redigir um texto no computador quando alguém entrou no meu escritório.

Tive tempo apenas de ver seu vulto se aproximar e quando ergui os olhos ela tinha um embrulho nas mãos.

— Senhora — eu disse, surpreendida.

— Como vai, Regina? E você se esqueceu dessa vez. Não precisa me chamar de senhora, pode me chamar apenas de Maleficent, eu deixo. — ela abriu um sorriso doce.

— Ah, me desculpa, é que eu não consigo deixar a formalidade de lado aqui na emissora. — rimos juntas e ela me estendeu o presente.

— Eu entendo e admiro sua educação, mas somos colegas. Veja, eu me esqueci de entregar isso a você ontem, é seu presente que trouxe de Palermo. Na verdade, é um convite para que você visite a Itália e conheça as cidades lindas que existem por lá.

Peguei o embrulho com cuidado e fiquei sem graça. Em sua folga e sossego, Maleficent havia se lembrado de mim, era muita delicadeza da parte dela.

— Ah, mas pra que foi se incomodar, Maleficent? — abri o embrulho e vi um livro com gravuras da região da Sicília. Realmente era um convite, pois os lugares eram lindos. — Muito obrigada, eu nem sei como posso retribuir esse presente.

— Há uma forma de retribuir, se você aceitar tomar um café comigo num lugarzinho muito simpático que costumo frequentar aqui perto.

Eu a fitei incerta.

— Ahm... Não sei se eu deveria.

— Não vai demorar muito, eu prometo. Topa? — ela fez uma cara animada, como se fossemos amigas há muito tempo.

Assenti e aceitei. Que mal havia em ir com Maleficent tomar um café? Exatamente, nenhum.

O lugar era um bistrô, bem aconchegante, com decoração francesa, perto do estúdio da emissora e também perto do bar onde eu e meu amigo Killian íamos. Maleficent queria companhia para seu café da tarde e, além disso, me contar sobre um projeto que estava fazendo sobre um programa de auditório que lançaria nos próximos meses. Ou seja, ela estava interessada em me colocar para apresenta-lo.

— Acredito no seu potencial, Regina. Além do mais, você é bem afeiçoada, o público já a conhece, tem simpatia. O que me diz?

— Para ser um bocado verdadeira com você, Maleficent, quando comecei a trabalhar como jornalista jamais pensei em apresentar jornais na TV. Isso caiu de paraquedas na minha vida, a oportunidade surgiu e eu fui.

— Está com medo? — ela perguntou, girando uma colherinha em seu cappuccino.

— Não com medo, só confusa. — soei exatamente como Emma na noite de ontem quando conversamos sobre a série dela.

Maleficent fez que sim, compreensivamente.

— É um convite. Não se sinta apressada em aceita-lo. Além do mais, isso é um projeto que ainda está no papel. Se você estiver interessada, podemos dar continuidade.

— Tudo bem. Eu prometo pensar com carinho. — eu disse, terminando de tomar o café expresso que pedi. Eu observei Malefi concordar e voltar seus olhos para a janela do lugar, vendo a rua de um jeito distante, ela estava fazendo isso desde que chegamos. — Desculpe perguntar, mas você está bem?

Parece que a pergunta a pegou desprevenida.

— Se estou bem? Sim, estou. — ela voltou-se para mim. — Por quê? Não parece?

— Não. — fiz que não.

Maleficent não quis mais esconder. Abanou a cabeça e coçou a testa.

— É difícil explicar, Regina. Você não passou por isso, nem passará um dia.

— O divórcio?

— Sim. O divórcio. — ela me olhou mais séria. — Se você pudesse imaginar como me arrependo. Eu poderia ter feito um esforço, entende? Eu poderia ter feito uma terapia, um tratamento, só que eu não fiz. Eu não tomei atitude alguma.

— Mas por que não fez essas coisas? — perguntando isso, pareceu irônico da minha parte. — Se sabia que a ajudaria com seu marido por que não fez?

— Orgulho. — ela falou, seca.

Franzi minhas sobrancelhas, acompanhando o jeito dela de fitar a xícara com o resto de seu café sobre a mesa. Era como se seu brilho tivesse desaparecido ao tocar nesse assunto.

— Sabe quando o orgulho faz de você a pior pessoa do mundo? Não? Eu vou tentar explicar. Eu tinha tudo, Regina, eu tinha um homem que me amava, uma casa maravilhosa, dinheiro, viagens, uma emissora de TV, mas não havia substancia na vida do meu marido. Para mim, bastava tudo isso, e para ele bastava uma criança. Ele me dizia que não adiantava ter uma vida dessas e não poder ter um filho. Em nenhum momento eu dei meu braço a torcer. Tive medo de dividir o amor daquele homem, medo de precisar ser uma mulher que eu sabia que não existia dentro de mim. Eu fui muito arrogante.

— Como se não pudesse abrir mão da vida que tinha para dar o que o seu marido queria.

— Isso, perfeitamente isso.

Cerrei meus punhos embaixo da mesa me dando conta da terrível semelhança que Maleficent e eu tínhamos. O que ela me contava não se parecia com sua história, mas sim a minha, mesmo que de uma forma exagerada. E, a cada palavra dela, eu confirmava que estava impondo Emma as mesmas coisas que minha chefe fez ao marido dela. Bastava fazer Emma infeliz com minhas indecisões. Eu não podia ser como Maleficent que chegou a um extremo, se tornando a mulher triste com quem eu conversava naquele momento.

— Eu me arrependo amargamente de não ter procurado compreender Gerard.

— Você não deve se culpar. Você não sabia que perderia ele.

— Eu fiquei sabendo a partir do momento em que ele me deu chances de pensar e eu as joguei fora. Teimosia, orgulho... Eu não estava disposta a ouvi-lo quando não era sobre mim, sobre o amor que ele sentia por mim.

Queria dizer a ela que a entendia, porém, não devia, nem sabia como.

— Eu sinto muito. — foi o que consegui dizer.

— Ora, veja só eu importunando você com meus dramas outra vez.

— Não está importunando. Eu estava sentindo que você precisava desabafar.

— Sim, eu precisava. — e ela voltou seu sorriso sem jeito e olhar triste para a rua que via da janela do bistrô.

Pouco tempo depois, ela precisou ir embora, fazendo questão de pagar o café que tomamos mesmo comigo protestando muito. Prometi pensar mais sobre o convite dela de apresentar o programa de auditório que estava em seus planos, e desejei que ela melhorasse das lembranças que tinha do ex-marido. Maleficent me deu um beijo no rosto e partiu do bistrô ainda abalada. Eu também estava, só que sabia disfarçar bem.



Em casa, deixei minhas coisas sobre o sofá após falar com Pongo na porta e me sentei. Não sentia fome, sede, dor de cabeça, nem nada, eu estava vazia. Existiam mil vozes me dizendo coisas sobre meus medos e indecisão. Não podia imaginar que corria o risco de fazer Emma infeliz e, no entanto, eu só estava me dando conta disso agora. Até onde aquele amor incondicional dela iria por mim? E se ela não suportasse quando eu dissesse que não daria um filho a ela. Suas promessas podiam me dar certezas, mas as coisas mudam, sabemos disso. No fundo, eu sabia que já estava quase pronta para aceitar ser mãe com ela. O que me restava, era a ridícula teoria de que nada seria como antes se essa criança surgisse entre nós.

Me levantei, coloquei uma música para tocar e fiquei andando pela sala, esperando ansiosamente Swan chegar.

Ela chegou. No rádio já tocava See Through Heart há alguns segundos.

Quando ela entrou foi como câmera lenta; Ela falou com Pongo, fechou a porta, largou sua mochila numa das poltronas e olhou ao redor para ver se eu estava ali.

Meus lábios tremiam descontroladamente nesse instante. Ela sorriu e veio se aproximando. Eu tinha algo a dizer a ela, mas não saiu. A abracei e não deu mais para segurar o que eu tinha nos olhos.

Emma sentiu as lágrimas, me tocou no rosto assustada, me perguntando o que eu tinha. Eu não escutava bem agora, só via seus olhos, seu rosto. Estava ficando doente de ansiedade em dizer a ela que sim, finalmente.

Eu precisava distraí-la, até eu ter coragem. A beijei para que ela não me perguntasse nada. Comecei tirando sua camisa xadrez, depois a regata que ela vestia por baixo. Ela não entendia nada, eu só continuei antes que ela pudesse parar e ela deixou.

Foi ali mesmo, no sofá que eu a derrubei e subi em seu colo, me livrando das minhas roupas de apresentadora de jornal.

Segurei a cabeça de Emma e fiz ela colocar seu nariz sobre meus seios e começar a me devorar. Logo que nos livramos do restante de roupa que nos impedia, começamos. Eu, Emma, seus dedos, sua boca na minha, seus dentes, suas unhas nas minhas costas... Meu orgasmo.

Meu coração batia forte enquanto recebia os afagos dela, já deitada no sofá. Minha mulher estava intrigada com o que tínhamos feito.

— Você gosta de me fazer surpresas. — disse ela, desenhando o formato do meu nariz com um dedo.

— A de hoje não foi uma surpresa. — repliquei.

— Não? Então o que deu em você, hum?

— Hoje foi um presente, porque você merece, meu amor.

Emma me olhou desconfiada.

— Do que está falando?

Subi em seu corpo de novo e resolvi.

— Vamos ter aquele filho. Vamos realizar o seu sonho. Chega de esperar, chega de fazer você esperar. Vamos ter o nosso filho. — falei, convicta.

Emma piscou, me olhou assustada, mais confusa ainda.

— Você está brincando?

— Não, Emma. Eu falo sério.

Vi seu rosto se transformar de dúvida para alegria, um sorriso nervoso e um olhar carinhoso, até mesmo aliviado.

Outra vez Swan não tinha o que dizer, e eu soube que suas palavras e perguntas viriam depois, porque antes ela me beijou, por longos minutos.

Notas finais
Bem, eu sei que algumas de vocês estão muito contentes por esse final de capítulo e outras estão divididas, achando que Regina escolheu isso por ter medo de acabar como Maleficent. Em partes ela sentiu muito medo de se tornar Maleficent, mas por outro ela acredita estar preparada finalmente, mas haverão momentos daqui para frente que vão colocá-la a prova. Vamos ver se Regina disse o que disse da boca para fora ou não. Quero agradecer mais uma vez pelos comentários aqui, no twitter e as mensagens. Quem quiser debater sobre a fanfic, o espaço está sempre aberto e não sintam vergonha de falarem, por favor, eu até peço porque sei que muitas de vocês são acanhadas. Quem quiser xingar também pode, quem quiser dar um joinha também está convidado. Isso me ajuda muito. Um ótimo final de semana. Fiquem bem.