Não há outro amor para mim.

32 Tenho o sonho mais louco da minha vida.


Notas iniciais
Olá, meninas. Sejam bem-vindas a mais um capítulo dessa fanfic. E primeiramente eu quero mandar um beijão bem grandão para Thauana que fez uma recomendação e me deixou muito surpresa e boba na tela do computador. Eu realmente não esperava e não sabia que você ainda lia a fanfic. Que legal! Muito obrigada mesmo, você não imagina como fiquei feliz. Agora, vamos ao capítulo que está muito engraçado, diga-se de passagem. Como será que Regina vai se sair como mãe por um dia? Vocês vão entender o que eu estou falando. Façam uma boa leitura.


Mais alguns dias se foram e mal me dei conta de que as festas de final de ano estavam próximas. Deixa eu tentar explicar o porquê; Na Califórnia essa época do ano, em particular, é interessante pois não esfria tanto quanto nos outros estados. Nós que vivemos aqui nos acostumamos com o clima ameno que fica, mas também não é tão tranquilo assim, afinal, se não há neve aqui o tempo recompensa com alguns dias de chuva.

No U.S.A News, passei uma semana inteira noticiando sobre os problemas que a chuva andava causando. Há umas duas semanas choveu por três dias seguidos e me lembro que nem fui ao orfanato porque o transito estava péssimo na estrada que me levava de L.A. para Pacific Palisades e eu estava muito preocupada em chegar em casa antes de anoitecer.

Por falar em orfanato, também me lembro de ter contado a Emma sobre o garotinho que vi chegando ao convento na última vez que estive por lá. Minha mulher também achou estranho mas acredito que ela tenha se sentido muito mais surpresa do que comovida com o que eu especulava sobre o menino. Era uma preocupação, o.k. Eu admito. Uma coisa que eu jamais tive na vida e agora estava mostrando à ela, me preocupar com um garoto que eu nem sequer havia visto o rosto. É um avanço e tanto, só que eu logo tratei de despistar essa preocupação mudando de assunto. Eu não podia me mostrar tão sensível. Sinto vergonha ainda, não sei lidar com isso.

Mas acabamos esquecendo dessa situação. Emma estava pensando em chamar Mary Margaret e David Nolan para virem passar o natal conosco. Eu achei a ideia ótima e pensei em chamar minha irmã e meu pai da mesma forma. Na mesma noite em que combinamos isso, comentei com Emma sobre Killian e Ruby.

Meu amigo me contou que sua situação com a esposa tinha melhorado após ele se acertar com o L.A. Diário e conseguir mais tempo para passar com ela, porém, ainda não estava totalmente confiante de que os dois eram o mesmo casal apaixonado de outrora. Não podia me meter nessa situação deles mas estava chateada e comentei com Emma.

— É. O Kill tem me ligado, conversei com ele aquele dia, mas ele está abatido. Eu tenho medo que ele saia magoado desse relacionamento.

— Ah, minha vida, mas eles nem se separaram. Eu acho que Ruby também deve estar frustrada. Acontece que ela tem uma personalidade forte e Killian pode estar tendo trabalho com isso.

Paramos nos olhando e pensando.

— Acho que você tem razão. Você conhece ela a mais tempo, pode ser isso. — eu disse, suspirando e me deitando sobre o colo dela. Nós estávamos no sofá da sala, comendo pipocas e vendo um filme qualquer que passava na TV. Na verdade nem prestávamos muita atenção, valia a pena ficar ali com ela só pelo namoro e momento. — Por mais que a gente queira ajudar, não podemos dar muito palpite.

— Sim. Isso é verdade.

Emma envolveu os braços em mim e pôs o balde de pipoca para que eu segurasse.

— Já que não podemos dar palpite no casamento dos outros, vamos falar sobre o nosso? — coloquei uma pipoca na boca de Emma. Eu a via por cima do meu ombro.

— Quer discutir a nossa relação enquanto comemos pipoca? — Swan me olhou, mastigando.

— Acho que é melhor agora do que esperar até depois de fazermos amor. Vai demorar muito, sabe?

Ela riu de leve, pegando mais um punhado de pipoca e enfiando na boca.

— Uhum. — gemeu enquanto mastigava, me olhando com seus expressivos olhos verde escuros.

— Estava pensando hoje de tarde nos últimos dias, os últimos acontecimentos e acho que pela primeira vez em meses eu posso dizer que estou feliz.

— Isso é verdade?

— Sim. — me virei sobre o colo dela. — Eu me sinto bem com você novamente, me sinto com vontade de fazer mais coisas ao seu lado.

— Toda vez que você diz que quer fazer mais coisas ao meu lado eu sinto que meu coração vai saltar pela boca. — Emma estava falando sério porque pude sentir como o peito dela palpitava. — Acho que conseguimos superar todas aquelas coisas ruins que haviam acontecido conosco.

— Você quer dizer a crise?

— Sim. Será que precisávamos passar por momentos como aqueles?

— Não sei, Emma, mas querendo ou não, aprendemos com a crise, os desentendimentos mesmo que fossem por coisas banais.

— É, aprendemos a conversar também.

— A propósito, estou muito orgulhosa de você, agora já não tem mais medo de me falar o que sente ou o que você deseja.

Emma comprimiu os lábios antes de falar.

— Você tem me dado liberdade para falar. Talvez uma liberdade que nunca tivemos antes. Estou bastante surpreendida com você, sabia? Ando descobrindo uma nova Regina que até então eu não conhecia.

— Posso imaginar. Como já conversamos, estou me esforçando por você, por nós duas, tentando entender seus desejos para continuar fazendo você feliz.

— Obrigada, minha vida. — Emma disse me fazendo um carinho na face.

Fiquei olhando para ela, esperando que me falasse mais alguma coisa. Na verdade eu estava esperando que Emma falasse sobre ter filhos, achei que ela fosse comentar já que resolvi falar da nossa relação. Mas ela permanecia quieta sobre isso como se eu pudesse adivinhar o que estava pensando.

Pelo o que andei percebendo, minha mulher acalmou seus ânimos depois que comecei a dar atenção ao desejo dela e me esforçar para aceitar ser mãe. Contudo, eu tenho certeza de que não estou pronta para ser mãe definitivamente. Tenho lá minhas dúvidas, não posso afirmar nada para ela ainda. Se bem que às vezes, como hoje, enquanto nos amávamos na cama, eu sentada no colo de Emma, sentindo seus dedos me preencherem, me dava uma vontade louca de aceitar qualquer coisa que Emma me propusesse. Claro que era coisa de momento, no calor do sexo, só para me sentir amada como eu estava sendo por ela e sua boca e dedos, vez ou outra me dava uma vontade de dizer sim para ela e acabar logo com a tormenta. Se Emma fosse um homem acho que teria engravidado hoje e acabaria me arrependendo depois, porém eu sinto que toda essa vontade dela, todo o seu tesão na cama tem a ver com minha escolha em entende-la. É como se Emma estivesse me vendo com outros olhos, com uma admiração. Que eu não esteja sendo egoísta mais uma vez só para ter prazer.

Um lapso me trouxe de volta à realidade de que eu devia pensar com a razão e não o coração.

Emma me olhou, enfiou os dedos por entre meus cabelos, eu ali entorpecida nos seus braços, querendo desabar no colchão porém atenta a ela.

— Eu te amo tanto. — ela disse com os lábios próximos dos meus.

Nesse momento quis dizer que faria tudo o que ela quisesse, mas eu não podia mentir, eu não podia enganá-la. Então, me deitei a puxando para cima, conseguindo alguns preciosos segundos para pensar no que dizer.

— Me prova mais uma vez que você me ama. Só mais uma vez essa noite.

Deslizei minhas unhas pelas costas de Swan, sentindo os pelos fininhos que ela tinha na curva da coluna se ouriçarem.

Emma demorou. Me observava. E para a minha surpresa ela falou algo antes de descer por meu corpo:

— Eu provo quantas vezes precisar, quantas vezes forem necessárias, do jeito que você merece. — O som de sua voz ecoou baixinho dentro da minha cabeça, e quando me dei conta Emma já havia colocado minhas pernas sobre seus ombros.

O que ela queria dizer com merecer? Acho que essa fala de minha esposa reforça minha tese de seu deslumbramento com minha decisão em entende-la.



Não me lembro quando dormi, mas me lembro do sonho.

Eu estava sentada no sofá, digitando alguma coisa, possivelmente uma matéria do jornal no notebook quando Emma e o garotinho que fazia seu filho no seriado entraram pela porta da sala com Pongo. As coisas estavam esquisitas desde o início nesse sonho; Emma tinha voltado a ficar loira e no seriado que ela estava fazendo, no entanto, ela era morena. O garotinho que era seu filho, de repente a chamou de mãe, e pela forma como ele disse não era com a personagem que ele falava, era com Emma, a minha Emma. Mas não me pergunte o que eu estava vendo, porque eu não me dei conta de que era um sonho tão cedo.

— Mãe, nós precisamos dar um banho no Pongo. — disse o menino.

— Ah, não! Pongo pisou na poça de lama outra vez. — reclamou Emma, levando o cachorro para a cozinha, mas ela não havia visto que ela também tinha pisado em uma poça de lama.

Quando começou a andar, vi as pegadas de sujeira formarem um rastro do tapete e seguir corredor a dentro.

— Emma, olha o que você está fazendo com o meu tapete! — me levantei, largando o notebook, desesperada, percebendo que o garoto também havia se sujado. Por onde diabos esses três andaram?!

Segui o rastro de lama que os três patetas deixaram pela casa, chegando até o quintal onde eles estavam dando banho em Pongo. Não era bem um banho que estavam dando no cachorro, se assim posso dizer, eles na verdade estavam os três tomando banho juntos, com roupa e tudo.

Emma tinha perdido o controle da mangueira (de propósito) e molhou ela, o garoto e Pongo de uma só vez. Aquilo virou uma brincadeira que eu aparentemente não estava gostando nem um pouco.

Andei com as mãos na cintura até onde estavam.

— Parem já com essa brincadeira ridícula! Desligue a mangueira, Emma. — eu gritei.

Spalsh! Levei uma esguichada na cara e na minha roupa toda.

— Emma! — gritei, me vendo ensopada. — Olha o que você fez!

— Não é culpa minha, é o Pongo que não para quieto... — ela disse quando o cachorro pegou a mangueira e saiu com ela na boca pelo quintal, molhando além de nós todos mais uma vez, meus terninhos que havia colocado para secar no sol das nove da manhã.

Emma e o garoto saíram correndo atrás dele que veio em minha direção, pulando no meu corpo, me derrubando quase que instantaneamente. Nem tive tempo para gritar. Agora eu estava completamente ensopada e precisaria tomar outro banho porque devia ir trabalhar às dez.

Emma tirou o cachorro de cima de mim enquanto o garotinho ria tanto que sentiu dor na barriga.

O mirei com os olhos fervendo de raiva e no mesmo momento ele segurou o ar, parando de gargalhar.

— Desculpa, mamãe. — ele disse, mostrando seus dentinhos.

Ele disse mamãe. Eu acho que ouvi bem, mamãe. Sim, ele disse mamãe. Então isso significava que eu era sua mãe no sonho.

Aquela história continuou comigo subindo até o banheiro e tomando o segundo banho do dia. Quando saí do closet, vestida para ir trabalhar, Emma e seu... digo, nosso filho, apareceram na porta do quarto.

— Meu amor, você pode levar o Roland para o colégio hoje? Você sabe que ele tem medo de moto, não sabe? Não quero arriscar levando ele na garupa. — Emma tinha a mão sobre o ombro do menino que já estava prontinho para ir para o colégio com uma mochila do Incrível Hulk nas costas e uma lancheira dos Vingadores numa das mãos. Estava uma gracinha. O garoto era uma gracinha. Nem parecia o pestinha que tinha dado risada de mim pouco tempo antes.

— Claro que levo. Já escovou os dentes, filho? — perguntei, me agachando para checar os dentes dele.

— Sim, mamãe. — ele os mostrou.

— Eu mesma dei banho nele e mandei escovar os dentes. — disse Emma, estufando o peito, muito orgulhosa como se fosse a mãe do século.

Olhei para minha esposa e assenti, voltando a ficar de pé.

— Bem, então vamos porque já estou ficando atrasada.

Saímos todos juntos de casa. Roland e eu demos um beijo em Emma e ela seguiu com sua moto para o trabalho. Eu abri uma das portas da minha Mercedes para Roland entrar, ele me seguiu e sentou no banco de trás muito comportado, mas algo me dizia que ele estava disfarçando sua real intenção.

Sentei no banco do motorista e o vi do retrovisor.

— Coloque o cinto, filho.

Ele obedeceu e dei a partida no carro.

Enquanto andávamos pela rodovia o olhava de relance pelo retrovisor. Sorri, e perguntei o que ele estava levando na lancheira:

— O que sua mãe preparou para você hoje, querido?

— Ah, o de sempre, mamãe. Dois sanduiches de pasta de atum e suco de limão. — ele respondeu.

— Hum, de novo. Sua mãe precisa mudar seu cardápio, caso contrário você vai acabar enjoando. Na próxima vez deixe comigo, vou fazer algo mais gostoso para você lanchar.

— Mamãe, por que não posso levar hambúrguer e batatas fritas para comer na escola?

— Porque não é saudável, Roland. — eu expliquei para ele, meneando a cabeça enquanto fazia uma curva. — Crianças não podem ficar comendo besteiras o tempo todo, só de vez em quando.

— Mas eu tenho um amigo na minha turma que come Cheetos na hora do lanche. — ele comentou isso de forma emburrada. Cruzou os braços, chateado.

— Isso porque a mãe dele não sabe alimentá-lo. Fast Food e biscoitos fedorentos não fazem bem. Você não pode comer isso todos os dias.

— Só posso comer essas coisas quando você e a mãe Emma deixarem?

— Sim, somente quando eu e a Emma deixarmos.

— Hum, então vou poder comer hambúrguer no domingo. — vibrou ele.

— Por que no domingo? — fiquei curiosa para saber o que ele queria dizer.

— Porque é no domingo que você e a mamãe Emma acordam contentes e me deixam fazer tudo. Acho que é por causa das coisas estranhas que vocês ficam fazendo quando a porta do quarto fica trancada. Não entendo porque vocês trancam a porta todos os domingos de manhã e ficam lá dentro do quarto fazendo aqueles barulhos esquisitos.

— Ahm... Roland, eu e sua mãe não fazemos nada no domingo de manhã. — minha cara estava cor de pimentão. Felizmente já tínhamos chegado no colégio dele e parei perto da entrada para ele descer. Aquele garoto era mais esperto do que eu imaginava. Felizmente nem tanto para deduzir que no domingo de manhã eu e Emma namorávamos o tempo que não tivemos durante a semana. — Tenha um bom dia de aula. Eu venho te buscar mais tarde, certo? — me virei no banco para ele me dar um beijo na bochecha.

Ele fez isso e desceu do carro. Eu o vi entrando com seu material no colégio e então pude ir para meu trabalho.

O sonho deu um salto no tempo e me vi saindo do escritório, vendo uma foto que eu tinha sobre minha mesa de trabalho; Eu, Roland e Emma. O retrato estava entre minhas foto com Swan na praia e a de minha mãe e eu no colo. Sorri para a fotografia e sai da minha sala, me despedindo de todos que eu conhecia na emissora. O dia na MBC tinha sido normal, busquei meu garoto no colégio, recebendo logo uma notificação da professora de que ele não havia se comportado bem e havia ficado de castigo boa parte da aula.

Quando cheguei em casa com o menino Roland, o fiz prometer que ele se comportaria mais e para reforçar minhas palavras o coloquei de castigo até que Emma chegasse em casa naquela noite.

— Mas, mamãe. Eu não fiz nada, eu juro. — ele me dizia com um bico enorme, tentando me convencer, mas eu sabia que ele havia aprontado.

— Fique na escada até sua mãe chegar. Você vai pensar no que você fez e eu vou contar tudo para Emma. — eu falava de braços cruzados para ele.

O menino me obedeceu e se encolheu num dos degraus da escada.

Fui preparar o nosso jantar e estava pensando no tanto que Emma ia falar com Roland quando eu contasse a ela sobre a reclamação da professora. Fiz frango e um pouco de purê de batata que minha mulher e filho gostavam – eu não sei como era possível mas conseguia sentir o cheiro da comida mesmo dormindo, era um sonho bastante real.

Pude ouvir o barulho da moto de Emma e ela entrar em casa. Fui até a sala, recebe-la, eu estava até de avental por conta dos afazeres na cozinha, mas Emma não se importava com isso.

— Hey, filhão! — ela pegou Roland no colo logo que ele correu para seus braços assim que ela cruzou a porta.

— Mamãe, eu estou de castigo. — disse o menino, choroso.

— É? E o que você fez para estar de castigo? — Emma perguntou.

— Ele brigou com um coleguinha na turma dele por causa de um lápis de cor. A professora me disse que Roland mordeu o menino. — fui logo contando.

— Roland, por que você fez isso? — Emma o colocou no chão e cruzou os braços.

— Ele pegou o meu lápis sem me pedir. — nosso filho fez outro bico e também cruzou os braços.

— E você não contou para sua professora?

Ele fez que não.

— Ao invés disso ele mordeu o garoto. — falei outra vez.

Swan pôs as mãos na cintura e disse:

— Filho, você não pode morder seus colegas, mesmo que eles estejam errados. Você poderia ter falado com a professora e não ficaria de castigo.

— Desculpa, mamãe. Eu prometo que não vou mais morder ninguém.

Roland olhou para Emma de banda, fazendo cara de arrependido. Senti vontade de abraça-lo e enchê-lo de beijos. Foi a primeira vez que senti um carinho tão grande por uma criança. Mas espere... Eu ainda estou sonhando!

Emma passou um minuto séria, olhando para o nosso filho e depois abriu um sorriso e seus braços para que ele viesse de novo agarrá-la. Era impressionante como ele sorria ao estar perto dela ou a forma como ele a obedecia e parecia tão envolvido. Minha mulher o rodava, colocava de cabeça para baixo, fazia cócegas e se divertia junto dele. O menino ria histericamente, parecia amar aquelas brincadeiras malucas que Swan tinha toda a paciência do mundo para fazer. Eu sentia vontade de rir, de brincar com o garoto também, só que não cheguei a fazer isso. Nesse sonho, eu também me reprimia ou talvez quisesse mostrar que era a parte racional das duas mães.

Houve um intervalo entre nosso jantar e a hora de irmos deitar. Tudo ocorreu normal. Já havíamos perdoado Roland e ele tinha se comportado a mesa, comido tudo o que eu colocara no prato dele. Até deixamos ele assistir um pouco de televisão, estava passando um desenho que eu adorava secretamente, As trapalhadas de Flapjack, e assistimos até dar sono.

Cutuquei Emma ao meu lado e chamamos Roland para subir.

— Está na hora de irmos dormir, filho, amanhã você tem aula e não pode acordar tarde. — fui me levantando do sofá e desligando a TV.

— Ah, mamãe, mas eu não estou com sono.

— Mas vai dormir mesmo assim. Vamos.

— Não. — ele disse, se levantando e correndo de mim.

— Roland, não comece com gracinhas.

Não adiantou falar nada. Roland abriu a porta da cozinha e saiu correndo pelo quintal. O garoto era tão rápido que conseguiu se enfurnar em algum canto e se esconder antes que eu chegasse.

— Roland! Não me faça ir atrás de você porque se eu fizer isso você vai ver só uma coisa. — ameacei.

Ele não respondeu mas consegui escutar aquela risadinha infantil vir de trás da árvore que existia bem perto da piscina. Corri para lá e ele saiu, dando a volta na piscina. Como era rápido!

Eu já estava perdendo a paciência e o persegui pelo quintal feito gato e rato. Emma estava na porta da cozinha, parada e rindo de nós dois. Parecia até um complô entre ela e o garoto.

— Vem aqui, seu pestinha! — eu estava quase o alcançando. Perdi as contas de quantas voltas na piscina nós demos até que parei para pegar um ar. Eu estava exausta. — Você não me escapa. — foi nesse momento que o perdi de vista.

Entrei em desespero o procurando com os olhos. Ele havia sumido de novo.

Eu não me mexia, não sabia para onde ir e não escutava nada além das gargalhadas de Emma ao fundo. A piscina estava na minha frente, um passo e eu poderia cair dentro d’água se fosse menos atenta. Ainda olhava para os lados, para os arbustos e os enormes vasos de plantas que estavam em volta.

De repente Emma parou de rir e eu percebi que tinha me esquecido de olhar para um lado: atrás de mim.

Swan gritou:

— Atrás de você!

Tchibum!

Não vi mais nada. Só pude sentir aquele empurrão e minhas pernas arriarem para frente, me jogando na água da piscina.

Quando emergi, me debatia dentro d’água, pedindo socorro porque não sabia nadar (só em sonho mesmo porque eu sei nadar desde pequena).

Roland chorava de tanto rir de mim na beira da piscina e Emma veio me ajudar a sair dali.


...


Acordei com um sobressalto. Me sentei na cama completamente apavorada e trêmula. Era o sonho mais real que eu já tive na vida.

Olhei em volta. O quarto era um breu puro e Emma dormia ao meu lado um sono tão calmo que parecia um anjo. No relógio da cômoda eram três e vinte e cinco da manhã.

Coloquei a mão sobre meu seio esquerdo, meu coração estava acelerado. Fui me acalmando, me dando conta de que tinha sido um sonho muito bem sonhado. Vi novamente minha esposa ao meu lado e pensei no quanto ela acharia graça disso quando eu contasse a ela.

Notas finais
Será que Regina vai mudar de ideia depois desse sonho? Nunca se sabe, pessoal. Quero agradecer quem comentou no capítulo passado. Um beijo para cada uma. Obrigada pelo apoio que estão me dando, é por isso que os capítulos andam saindo com mais frequência. Até o próximo. Espero vocês. Fiquem bem.