Não apenas um bromânce
15 Efeito Dominó
Notas iniciais
Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói.
(Augusto Cury)
Visto meu uniforme e já devidamente pronto e com o Embaralhador em mãos, eu e Deadpool seguimos na direção de Abutre.
Mesmo dizendo e afirmando para mim mesmo e para Wade que eu não o levaria mais em minhas costas, não pude negar quando ele sugeriu isso. Não tínhamos tempo para procrastinar com enrolações. Seria desconfortável? Para uma das partes, sim. Seria constrangedor? Para uma das partes, com certeza. Mas eram os ossos do ofício.
Quando chegamos perto do local do roubo, vários policias podiam ser vistos. Muitas pessoas curiosas também. E é claro, jornalistas e repórteres. Tiro Wade das minhas costas e aproximo-me mais dos policiais. Escuto a conversa deles e logo tomo conhecimento que estava havendo um perseguição com vários policias em viaturas e até um helicóptero sendo chamado.
Anoto mentalmente o nome das ruas e logo volto para onde estava Wade, ele novamente pula nas minhas costas.
— Isso vai dar o que falar para as pessoas – comento jogando uma teia em um prédio e logo tomando impulso para continuar o trajeto.
Quanto mais nos aproximávamos da onde a perseguição ocorria, mais policias e carros era possível ver. Um tumulto havia sido criado nas ruas de Nova York. Um caos entre as pessoas era perceptível de ver de longe. Acelerei nossa ida.
Após algumas ruas, as asas pretas com detalhes verdes entrou em meu campo de visão.
— Escuta, Wade, eu vou me aproximar o máximo que eu puder, e então você pula nas costas desse velho e deixa isso o mais próximo que conseguir dele. – Levanto o embaralhador e o ponho na visão de Wade, que o pega. – Okay?!
— Okay. Esperar, pular e abater. Simples e fácil.
— Isso mesmo, simples e fácil. – Mas não era tão simples e fácil, o velho estava bem rápido, e aquelas asas pareciam machucar, e estávamos bem alto. As coisas não estavam tão a nosso favor. – Vamos lá.
Com o máximo de força que eu era capaz de reunir, consegui fazer com que fossemos mais rápidos. Meus braços já estavam doloridos e gritavam por descanso, já podia imaginar o alívio quando encostasse meus pés no chão.
Quando estávamos chegando mais perto, Abutre vira seu rosto para trás e nos encara. Seus olhos ardem de ódio, e seu rosto exibia uma carranca de dar medo. Mas logo um sorriso cínico surgiu em seus lábios, mas mesmo assim suas feições não deixaram de ser duras.
— Olha quem veio me procurar, o heroizinho da vizinhança! – exclama as palavras com um ódio que me deixa enjoado. Ninguém merecia tanto ódio assim. O que eu fiz a esse velhaco, afinal?
— Na verdade, é amiguinho da vizinhança! – Deadpool retruca e eu reviro os olhos.
— Cala a boca!
— Estou defendendo você, amor! – Sabe, era difícil acreditar que estávamos tendo um briguinha, onde Deadpool me chama de amor, enquanto eu estou perseguindo um velho de asas.
Se eu estou com vergonha? Sempre que estava com Wade a resposta é sim, com certeza, obviamente.
— Em casa a gente conversa.
— Em casa a gente pode é fazer outras coisas. – sua voz sugestiva me deixou e um nível de irritação inacreditável.
— CALA A BOCA!
— O casalzinho está se divertindo ai atrás? – Abutre pergunta irritado e parecendo incomodado.
— Estaríamos nos divertindo muito mais se a gente não precisasse estar perseguindo um velho! – Deadpool retruca como uma criança mimada, e única coisa que eu fazia era rezar para ele calar a boca, ou magicamente perder a voz.
— Tá, Tá, sem mais delongas va... – Não termino minha frase, pois vejo Abutre impulsionar seu corpo para baixo, deixando que nós passássemos por ele. Praguejo e sinto minha raiva aumentar. – Saiba que se isso se alongar muito mais, eu mato você, Wade!
— Mas a culpa não é...
— Cala a boca!
— Mas...
— Se falar mais alguma coisa, deixo você cair e se quebrar todo! – Wade se cala e eu suspiro. Vejo Abutre atrás de nós, dando uma risada e logo indo na outra direção.
Nos viro e tento me aproximar novamente. Todos os nervos do meu corpo gritavam de exaustão, conseguia imaginar meu braços moles depois de acabar com isso.
Abutre tenta desviar por ruas, e até lança algumas de suas penas, que de leves e macias não tinham nada. Elas eram em formato de lâmina, e eram bem afiadas. E eu pude confirmar isso quando uma delas passou raspando pelo meu braço direito. Solto um grito abafado.
— Que porra... – Respiro fundo e continuo encarando o homem a frente, que parecia se divertir com o que estava acontecendo. – Okay, já chega. – Jogo uma teia em um prédio e a outro jogo em uma das pernas de Abutre. – Agora Wade!
Quando nossos corpos estavam bem perto do de Abutre, Wade pula nas costas dele e gruda o embaralhador lá. O homem tenta se mexer, resmungando irritado, mas logo suas asas começam a parar de se mover.
— Obrigado, Reed! – exclamo com um sorriso.
Quando Abutre e Deadpool começam a cair, Deadpool, com precisão e rapidez, sobe de novo nas minhas costas, mas não de um jeito muito confortável. Continuando a segurar Abutre pela perna, nossos corpos vão em direção a parede a nossa direita, onde havia prendido a teia.
Viro meu corpo e uso de escudo o corpo de Wade, fazendo com que ele receba o impacto. Wade bate no concreto de um jeito duro e dá um gemido.
— Puta que pariu, Spidey! Nada samaritano esse gesto – resmungou com a voz com uma pontinha de dor.
— Eu não ia bater nessa parede, meus braços estão doendo e o meu braço direito está todo fodido! – retruco e vou nos levando ao solo.
Abutre toca o chão primeiro, seu corpo permanece deitado até que a sua perna que estava com a teia atinja o chão. Ele tenta levantar, mas eu logo chego ao solo e o puxo, fazendo com ele caia de novo.
Wade sai das minhas costas e estrala seus braços e suas costas, eu me concentro no homem no chão. Chego perto dele e seus olhos me fuzilam. Em uma das suas mãos havia uma bolsa, onde eu apostava que estavam os diamantes que ele roubou.
Todavia, meu interesse não era esse. Esse roubo fútil não continha nada que me atraísse, mas o fato dele ele ter cara de vilão e ter feito eu ir até a Oscorp e passado por uma das minhas piores experiências, isso sim tinha o meu total foco e interesse.
— Quem é você e por que está envolvido com Drago e Harry Osborn? – questionei com a minha voz já se alterando um pouco.
Ele apenas me olhou e repuxou seus lábios em um sorriso cínico e nojento.
— O que eles pretendem?
Sem resposta, apenas o mesmo olhar e sorriso.
— Quem é você? – pergunto mais irritado. Pego ele pela roupa e o levanto, jogando seu corpo contra a parede. – Você trabalha para o Harry, né? Está metido nisso também!
— Você é tão patético, Peter Parker – Abutre cospe as palavras com repugnância. Paro e absorvo a mensagem de que ele sabe o meu nome, sabe quem eu sou, sabe tudo de mim...
Ele poderia aqui e agora acabar com toda a minha vida, era só dizer para qualquer pessoa meu nome e tudo estaria acabado.
Entretanto, esse fato não me incomodava tanto, não agora. Era só mais um número para a equação. Nesse momento eu queria respostas, eu merecia elas!
O homem estava ajudando a acabar com a minha vida e sorria cínico, estava metido até o pescoço na minha tortura e me olhava com ódio, como se eu fosse a pessoa que estivesse errada ali.
Um ódio subiu pelo meu corpo. Tomou conta de cada célula que eu detinha. Podia sentir meus olhos faiscarem ódio, e travarem uma luta com o olhar de Abutre.
— É matar ou morrer.
Sem pensar dou um soco no rosto do homem à minha frente. E depois outro e outro. Eu queria poder descontar minhas raiva toda, queria poder ter todas as respostas. Sanar minhas dúvidas, dar um fim ao meu pesadelo... Eu queria apenas ser deixado em paz!
Só paro quando sinto braços me envolverem e me puxarem para trás, criando uma distância entre mim e Abutre. Enquanto sou levado para longe, não digo nada e não me mexo, apenas observo o homem que eu havia socado. Ele estava agora sentado no chão, seu rosto estava manchado de sangue, mas o sorriso doentio dele não havia desaparecido, nem o olhar de ódio.
— O que foi isso, Peter? – Wade sussurra quando para de me puxar, quando uma distância saudável havia sido estabelecida entre mim e o homem de preto e verde.
Não digo nada, apenas respiro fundo e olho ao redor. Várias pessoas estavam em volta de nós, incluindo vários policias, que agora iam em direção a Abutre. Sinto vergonha, mas ela é pouca, por mais que eu pensasse que o que eu havia feito havia sido estúpido e idiota, eu me sentia distante de tudo.
Várias pessoas falavam, apontavam, várias pessoas tiravam foto e vaziam anotações, mas tudo parecia longe e borrado.
É matar ou morrer.
As palavras ditas por Abutre se repetiam sem parar na minha cabeça. Elas pareciam sérias, uma ameaça. E isso me assustava mais do que qualquer coisa. Um atestado de que o futuro era pior do que eu imaginava.
— Peter? – Wade pergunta e eu começo a voltar para a realidade, olho para ele e noto que parecia preocupado.
— Não me chama de Peter. – Suspiro e olho para Abutre, que já fora algemado e agora ia em direção à uma viatura. Só agora lembro que eu ainda tinha um emprego.
Fecho os olhos e suspiro. Viro-me para Wade.
— Tem algum celular ai? Rápido, por favor! – peço em um tom de urgência.
— Tenho, por quê? – Wade vai tirando um celular do seu bolso e eu já o pego de sua mão, sem esperar para responder sua pergunta.
Para minha sorte, não havia senha, então apenas movo meu dedo pela tela para desbloqueá-lo. Ignoro o fato da foto da tela inicial ser uma foto minha e abro logo o aplicativo de câmera.
Aproximo-me um pouco e tiro algumas fotos, em uma delas, Abutre encara diretamente a mim. Encaro ele de volta, mas logo ele é colocado na viatura e some de vista.
Vou me afastando, mas ainda sim consigo ouvir a conversa de dois policiais sobre Abutre. Um deles revela o nome verdadeiro dele, Adrian Toomes.
Abro o bloco de notas e anoto o nome dele, bloqueando o celular logo depois. Ainda com o celular em minhas mãos, passo por Wade.
— Vamos embora daqui.
Minha cabeça era um pandemônio, incontáveis pensamentos atravessavam minha mente, e nesse reboliço todo a única coisa que eu queria era poder dormir.
Logo Wade me alcança e começa a caminhar comigo, ele não diz nada, não pergunta nada, e eu agradeço por isso. Eu apenas queria seguir em paz para minha casa, queria editar aquelas fotos e mandá-las o mais rápido para Jonah e depois disso dormir por meses.
Por incrível que pareça o trajeto até o beco perto do Edifício Baxter, onde eu havia deixado as minhas coisas, havia sido no mais puro e completo silêncio. Silêncio esse que eu queria, mas que após um tempo havia se tornado bem incômodo. É estranho ver alguém como Wade, sempre tão tagarela e animado, ficar quieto.
Já vestido de Peter Parker, com a minha mochila nas costas, volto para o lado de Wade, e começamos a caminhar até o meu apartamento.
— Você ainda está irritado comigo? – Wade pergunta receoso e com a voz baixa, parecia amuado, o que me fez ficar mal.
— O quê? Como assim? Eu não estou irritado com você, Wade! – exclamo olhando para ele, que me encara também.
— É que você parecia irritado, e não quis mais que eu chamasse você de Peter...
Suspiro com os olhos fechados, relembrando de tudo o que acabara de ocorrer. Mordo o meu lábio inferior e volto a olhar para o homem ao meu lado.
— Desculpe... Eu não estou e nem estava irritado com você, é só que... – Respiro fundo e tento encontrar palavras para descrever a minha perda de razão e controle momentânea que havia ocorrido. Mas não, eu não queria falar disso. – Era só para não me chamar de Peter na frente de várias pessoas, elas poderiam ouvir e, você sabe... – Encaro Deadpool e ele mantêm seu rosto virado em minha direção. – Desculpe... Pode me chamar como quiser.
— Até de baby boy? – Suspiro e dou um risada.
— Não que eu goste muito, mas se te faz feliz... – Paro de falar quando sinto Wade agarrar meu rosto e puxá-lo em sua direção. Prontamente, seus lábios se colam aos meus, e sua língua pede passagem para adentrar em minha boca. E eu concedo, é claro.
Eu não tinha notado que eu precisava tanto desse beijo até o ter. Wade conseguiu me acalmar em apenas alguns segundos. Meus pensamentos não tinham mais foco em nada. Eu apenas estava sentindo naquele momento.
Mas não deixo que dure muito, separo meus lábios dos de Wade, mas não afasto muito nossos rostos.
— Sem demonstrações de afeto muito chocantes em público, eu sou um garoto e você é um mercenário bem conhecido, não vai pegar muito bem a gente aos beijos no meio da rua. – Wade dá uma risada e chega mais perto.
— E quem se importa?
— Eu, um pouco pelo menos. – Wade me dá mais um beijo. – Preciso ir para casa editar essas fotos e mandar para o meu chefe, Wade.
— Okay, okay, você venceu, vamos. – Deadpool se afasta e puxa sua máscara para baixo, e já engancha seu braço ao meu para andarmos, mas eu sinto um ardência e me afasto.
— Meu braço machucado! – exclamo fazendo uma careta. O arranhão havia sido superficial, mas dolorido, e iria com certeza deixar uma cicatriz.
— Desculpa, amor, não é minha culpa você ser tão distraído e dramático!
— Eu? Distraído e dramático? Primeiramente, eu não teria esse arranhão se eu não tivesse um peso a mais nas minhas costas. E depois, você que é a Drama Queen da nossa relação! – retruco de forma irritada. Mas Wade não fala nada, viro o rosto em sua direção.
— Nossa relação? – questionou. Foi então que eu notei o que eu tinha falado. Fecho meus olhos e faço uma careta.
— Nossa relação de amizade! – explico dando uma leve corada.
— Acho que não! Que fofo, meu Petey já admite que estamos em um relacionamento! – Deadpool exclama animado e me puxa para um abraço. Ele aperta o meu corpo e faz meus pés saírem do chão, mas logo sinto uma pontada em meu braço direito e o empurro.
— Meu braço, Wade! – choramingo. Quando ele me solta deixo meu braço bem parado, esperando a ardência passar.
— Desculpe, mas não é minha culpa você ser tão fofo. – Wade dá um sorriso fazendo com que eu dê um também. – Agora vamos, arainha, você ainda tem trabalho de casa para fazer. – Wade pega a minha mão e começa a andar. Não separo minha mão da dele, pelo contrário, encaixo melhor elas, apertando o máximo que eu posso e usufruindo de poder sentir que ele estava realmente comigo.
. . .
Depois de horas editando, muitas deles com Wade ao meu lado, incomodando mais do que de costume, finalmente consigo terminar as fotos. Elas haviam ficado com uma qualidade inferior do que ficavam normalmente, mas a câmera de Wade era boa, o que ajudou bastante.
Mando um email para Jameson com todas as fotos e com o nome Adrian Toomes bem em cima. Alguns minutos depois recebo a resposta.
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Bufo e reviro os olhos, mas não levo muito a sério, não importava se eu fosse nomeado Fotógrafo do Ano pelo Sony World Photography Awards, ele ainda insistiria que o meu trabalho não era bom.
Vejo o horário e dou um gemido, estava tarde e eu estava morrendo de sono. Desligo o computador e o deixo no chão. Ajeito-me melhor na cama e durmo, desejando que Wade não aparecesse aqui de madrugada.
Passar tempo com ele é legal, mas dormir era o que eu mais desejava.
. . .
O prédio do Clarim Diário estava um caos. Inúmeras pessoas corriam de um lado para o outro, com várias fotos e textos. Desde que havia sido revelado que Abutre era Adrian Toomes, muitas coisas haviam ocorrido.
Ele havia acusado várias pessoas com que já havia trabalhado de fraude, alegando que seu trabalho havia sido roubado. Também havia dito que roubara armas e joias que ninguém nunca mais encontraria.
E isso havia feito crescer matérias e mais matérias.
Com o meu cheque já em mãos, entro no elevador e pressiono o botão referente ao primeiro andar. Estava sozinho no elevador, os pensamentos que me rondavam eram mais e mais dúvidas.
Toomes não havia revelado minha identidade, e eu não sabia se ele o faria. Eu estava com medo, mas também achava que Drago não deixaria a diversão acabar assim, provavelmente estava ameaçando e chantageando ele para que mantivesse a boca fechada.
Ou era assim que eu desejava.
Quando as portas se abrem, um homem entra no meu campo de visão, após focar meu olhar nele vejo que é Edward Brock, a pessoa que eu havia visto fazia alguns dias.
Ele parecia com raiva, seu olhar era de ódio e seu maxilar estava rijo. Ele entra no elevador sem me olhar. Noto que em suas mãos há uma caixa com pertences, como porta retratos e cadernos.
— Tudo bem? – pergunto curioso. Ele suspira, mas responde.
— Não, não está nada bem!
— O que houve?
— O Homem-Aranha foi o que houve! Se não fosse aquele aracnídeo nojento essa merda toda não teria acontecido! Mas ele vai pagar sim, para aprender a não querer dar uma de herói de novo – esbravejou com um tom de ameaça que me fez engolir o seco.
— O que... O que ele fez? — tomo coragem para perguntar. As portas do elevador se abrem me dando um pequeno susto.
— Leia os jornais e descubra. – Edward saiu pisando forte do elevador. Fiz uma careta e sai também, indo em direção à uma banca que ficava ali perto.
Peguei o jornal de hoje e passei meus olhos pelas matérias, logo vi algo que fez meu sangue gelar.
E com a descoberta da verdadeira identidade do criminoso Abutre, graças ao Homem-Aranha e a polícia de Nova York, temos a revelação da farsa do Clarim Diário, que vendeu milhões de cópias de seu jornal de ontem (19/12) com a afirmação de que sabia quem era o vilão. O texto assinado por Edward Brock, estagiário contratado há uma semana, afirma que a pessoa por trás de Abutre era Roger Clarke, magnata das empresas Clarke, que tem como foco principal novos experimentos científicos.
Além da mancha na imagem do jornal e na iniciante carreira de Brock, o jornal também é processado diretamente por Clarke por calúnia e difamação. (Calúnia— Art. 138 — Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime. Difamação— Art. 139 — Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação).
O Jornal publicou uma retratação e disse que já tomou as providências para a demissão de Brock.
— Acho que temos mais uma pessoa no clube de Assassinos do Homem-Aranha. – Suspiro e fecho os olhos, é impossível não se formar uma careta em meu rosto. – Como é incrível ser eu.
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