Notas iniciais
Ooooooooooooi gente!! (: /Reyna Potter: Esse capítulo está pequeno devido a ser um prólogo (/Emily Staine: Ah, jura, Reyna? Está no título. Não acha óbvio demais?) Ok. MAS NUNCA É RUIM AVISAR, NÃO É? Esperamos que gostem! Atualização (03/11/2014): Olá, meus pequenos filhotes. Eu fiz algumas modificações, acrescentei e aperfeiçoei o que eu e minha prima havíamos escrito há mais de um ano. Pretendo fazer isso com toda a história, e prometo-lhes que será uma mudança boa. Ela irá tomar alguns rumos diferentes, mas a essência continuará. Eu agradeço profundamente por todos que apoiaram-nos e estiveram conosco desde o começo (e aos que estão começando a ler agora mesmo). Vocês fazem com que tudo se mova. Obrigada. Ótima leitura. —Reyna Potter.

Pov. Jenny.

Eu corria incessantemente por entre os troncos retorcidos. Os galhos nocauteavam-me, roubando-me o fôlego parco o qual tentava armazenar em meus pulmões borbulhando flamas, ardendo em furiosa ira. Gotas de suor escorregavam em minha testa, mesclando-se a lágrimas de sangue viscoso de um corte em minha têmpora.

As raízes no chão enroscavam-se nas minhas pernas, embalando meus tornozelos, fincando-se em meus ossos, fazendo-me tropeçar incansavelmente. Minha pele marcava-se de arranhões, garras perfuradas sobre elas. Estava machucada, ofegava arduamente, a tragada de ar pesada e difícil. Era doloroso respirar, era doloroso mover-me, manter-me em invariável velocidade. Não sabia onde estava. Não sabia onde minha irmã estava. Estava ainda ela viva? Não sabia... não sabia.

Não sabia se iria aguentar por mais tempo. Por quanto tempo. Ou sequer se teria forças para continuar a lutar. Por que não entregar-me aos teus braços? A uma lufada de ar a qual faria tudo esvair-se, em um singelo toque, em uma fácil decisão? Um entorpecimento tomou conta do meu corpo e o mundo ao redor girou a minha volta, um lancinante estorvo vertiginoso apoderando-se.

Estaria morrendo? Iria simplesmente sumir, nunca ver minha irmã, deixá-la desaparecer assim como minha existência, minha esperança, minha coragem e destemor? Onde ela estava? Onde eu estava? Como poderia me encontrar? Como poderia encontrá-la? Não... Não podia desistir. Não ainda.

Com o resquício de minhas forças, levantei-me e prossegui meu rumo floresta adentro, a escuridão progredia em me engolir e desorientava-me, corroendo meus sentidos, avolumando-se em meu âmago, ameaçando despedaçar-me. Ao cambalear em minha vã tentativa de fugir das chamas as quais devoravam-me interiormente, minhas pernas fraquejaram, obrigando-me a verter-me. Desabei no úmido solo escorregadio e pegajoso. Minha mente dilacerava-se, a dor extenuando-se em um inescrupuloso patamar inimaginável. Pontilhadas socavam-me o estômago, a consciência sã. Minha enevoada visão enegreceu-se, vagarosamente.

Não iria conseguir, nunca conseguiria.

—Emy. –sussurrei em atenuado vigor. As sombras aglutinavam minha voz, incorporando-as em sua própria identidade. Não chegaria a seus ouvidos, sabia disso. Contudo, por que manter-me em meu racional? Não era possível, não... –Irmã, por favor.

Minha presença é um fio inalcançável, vagueando ao nada, infiltrando-se na vaga inexistência. A densa obscuridade vencendo-me e as teias cativas carregando-me a lugar nenhum, e ao mesmo tempo... ao infinito. Imperceptivelmente, era incapaz de sentir meu corpo. Meus lábios eram inamovíveis, selados em um murmúrio nunca dito. Uma dor excruciante apossou-se de mim, e em um exaspero incorrigível, desfaleci.

Pov. Emily.

—Jenny! –berrei, meu fio de voz esvaindo-se, o último som remanescente de meu fôlego já suprimido. Engoli em seco, sentindo o gosto amargo e doce simultâneo do sangue preenchendo meu paladar. Havia tropeçado, muitas vezes. Pois dessa vez ela não estava lá para me segurar... minha irmã, a que eu sempre podia me sustentar quando pranteava, aquela que segurava-me no colo quando tinha medo, e aquela que sempre ajeitava meus longos cabelos quando acordava. Costumava dizer que eram desajeitados, como eu. Eu torcia o nariz, e afastava-me, corada. Não era desajeitada... porém, eu não me incomodaria se ela provocasse-me nesse exato instante. Assim eu poderia correr para seus braços calorosos, que sempre tive por perto.

Contudo, ela não estava do meu lado. Não estava comigo. Não estaria amanhã, e não sei quando poderei vê-la novamente. Se eu vê-la... pois ela...

Ela...

Meus pés enroscaram-se em uma raiz sobressalente, puxando-me para si, instando-me a colidir contra a úmida camada densa de folhas degeneradas, impregnando-se em meu corpo, gelando meu sangue correndo frenético, esquentado, como lavas inflamáveis. Tentei me levantar, meus braços fraquejados, tremulando enquanto pressionava minha palma contra o solo. Minha cabeça latejava, e enfraquecida, não conseguia ponderar. Via fogo, chamas, consumindo os galhos, as folhas, minha mente.

O que eu fazer? Nunca estive sozinha como estou agora.

Funguei ao colocar-me de pé, de esguelha visualizando os olhos prateados incendiários. Dei um passo torturante a frente, e apoiei-me no tronco mais próximo, ignorando a aguda alfinetada a qual rasgou minha pele. Ele ia rápido... rápido demais. Suas pegadas eram sombras, seus passos faíscas em minha parca visão, seus ruídos farfalhadas em minha audição fragilizada. Meus pés cambalearam, e oscilei para o tronco a frente. O horizonte tremulou, e apoiei minha testa na superfície áspera, fechando meus olhos com firmeza, tentando expulsar a súbita tontura.

A solidão tão familiar aconchegou-se em meu interior. Aquela mesma a qual sobrepujara-me quando meus pais se foram. Quando eu descobrira que estavam, infinitamente, longe de mim. E que não voltariam tão certo. A culpa... ela lacerava meu peito, transformando-me em frangalhos vazios. Vazios, frios, inconsoláveis.

Eu desejava apenas o calor de minha família. Daquela presença que faz com que tudo esteja bem, mesmo quando não estava. O que já era tarde demais, tarde demais... Nunca, nunca. Era tarde. Tarde? Afinal, o que tais palavras significavam? Seria a risada escarnecedora do destino? Seria o relógio fragmentando-se, o ponteiro desmanchando-se? Os minutos dividindo-se, afastando-se em pequenos segundos rompidos, pequenos minutos despedaçados.

Meu corpo desaba, a visão curvando-se nas trevas sólidas, concretizando-se a minha frente, diante de meus olhos opacos. Encolhi-me, um zumbido agoniante gritando em meu ouvido. Estava com medo. Estava com dor. Estava aprisionada, em uma jaula de pesadelos formados por mim mesma. E por aquele momento, aquele momento congelado...

O que estava acontecendo?

Perpassei meus braços ao redor de minhas pernas, envolvendo-a com a tentativa de não sentir-me só, sem esperanças, sem uma fagulha de luz. Tentei cantar, aquela canção a qual enxotava os maus sonhos o qual minha irmã costumava sussurrar para fazer-me adormecer em tempestades. Fechei meus olhos, concentrando-me nas lembranças passadas, em nossas risadas, no carinho de minha mãe em minhas costas quando ela conversava baixinho comigo em momentos sombrios de uma noite arrancada da tranquilidade por um rugido do inconsciente. Porém nada era o mesmo... Não deu certo. Nada daria.

—Jenny. –pronunciei seu nome de maneira ríspida, entrecortada, uma ardência escorregando por minha garganta. Meu coração aparentava acelerar, mil agulhas cravando-se em meu interior, sufocando-me, enrodilhando-se em meu pescoço, em meus tornozelos, em meus pulsos. Meus pensamentos afogavam-se, enveredando-se por caminhos confusos e incoerentes, dissipando-se ao som do ondular das líricas quedas das folhas secas do alto das copas. Meus batimentos desregularam-se, estancando vagarosamente. Estava a pressão sobre meu tórax diminuindo? Suas pancadas repentinamente dolorosas amenizaram e floresceu uma complexada falta irregular. Nada, apenas um desproporcional oco, como se houvesse parado de bater aquele inquieto coração. Uma garra invisível pressionou-a em um estupor contínuo, e retraí-me.

Era como se as flamas que, deliberadas, traçavam o caminho onde conturbava-me, estivessem asfixiando-me. Minha mente logo vagou pela floresta, em ecos cada vez mais desesperados. E eu não podia fazer nada. Apenas uma coisa, algo que não iria diluir-se tão rápido quanto desejado de mim. Eu cedi as brasas, e elas, gratas, arrastaram-me a rachadura do tempo imortal.

Não me lembro de mais nada. Apenas de escuridão.

Notas finais
O que acharam? ^^ Vamos postar o próximo capítulo assim que recebermos o primeiro comentário! ENTÃAAAAO, COMENTEM! Nos digam se devemos continuar ou não :D Não vai matar ninguém não é? Vocês já devem saber que somos primas, certo? (Caso não saibam, sim, somos primas o/) Bom, essa história foi baseada em uma brincadeira de quando éramos pequenas. /Emily: ai que lindo, uma história de quando éramos crianças... /Reyna: Manera nas lágrimas, primona. ~le oceano saindo dos olhos~ ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO E NÃO SE ESQUEÇAM DE COMENTAR!! /Emily: Amo vocês ♥ /Reyna: Suborno não ajuda em nada, emizinha... TAMBÉM AMO MUITO VOCÊS, SEUS LINDOS ♥♥♥♥ -suborno duplo- Atualização (03/11/2014): Faz algum tempo que não havíamos aparecido, não é? Muitas coisas aconteceram desde então. Eu irei prosseguir com a história e, se quiserem, ficarei extremamente contente ao comentarem, escreverem críticas construtivas, opinaram e expressarem o que acharam. Irei sorrir bastante. A escolha é de vocês. —Reyna Potter.