Notas iniciais
Ola meninas, como vcs estão? Espero que bem, tenho que agradecer a todas pelos comentários deixados e tbm dizer que este é o penúltimo capítulo da fic, mas como eu tinha avisado antes, comecei uma outra fic de O&P, que já estou postando (tinha alguns erros nela, mas já arrumei) o endereço dela é esse http://fanfiction.com.br/historia/582532/Ate_As_Ultimas_Consequencias/ Bem att mais

[RECAPITULANDO]

— É claro que sei. Conheço a Jane que ama a filha acima de tudo e todos. A que se dedicou às necessidades de gente que mal conhecia e ajudou pessoas que nunca vira antes. A Jane que é capaz de lidar com todas as situações e administrar uma casa sem o menor esforço. E conheço a Jane que se arrependeu de seus er­ros e esforçou-se para enterrar o corpo de Anne junto do marido. Conheço a Jane apaixonada que tem muito amor para oferecer, que pode fazer feliz um homem que não seja tolo a ponto de tratá-la com menos respeito e admiração do que ela merece.

— Charles... Tem certeza?

— Certeza absoluta. E quando toma uma deci­são, ninguém consegue me fazer mudar de ideia. Case-se comigo, e prometo passar o resto da vida fazendo você feliz.

— Não vai ser difícil. Ter seu amor é uma felicidade maior do que jamais sonhei conhecer.

— Oh, não. Há muito mais felicidade esperando por você. Por nós. Amo você, Jane.

— Também amo você.

***

Mary abraçou Jane com lágrimas nos olhos.

— Você ficou linda nesse vestido — disse, re­ferindo-se ao modelo verde claro que ela usara para a cerimônia de casamento com Charles. — Sabia que seria perfeito para você.

— Obrigada por tê-lo encomendado. E por ter me emprestado o colar. Fico feliz por ter recupe­rado todas as suas jóias.

— Felizmente aquela mulher não conseguiu in­criminá-la como pretendia. Ela é tão ousada que estava usando meu anel quando o detetive da Pinkerton a encontrou e entregou à polícia!

— Agora ela terá o castigo que merece.

— Certamente. Quanto ao colar de esmeraldas... quero que fique com ele.

— Oh, eu não posso...

— Combina com o bracelete que foi de sua mãe. Assim terá algo que pertenceu às suas duas mães.

— Vou guardá-lo com muito amor.

Charles aproximou-se e passou um braço em torno da cintura da esposa.

— As mulheres de minha vida estão felizes?

— Muito — Jane respondeu sorridente.

— Todos os convidados já foram embora. Alguns se mostraram surpresos por eu estar me casando com a viúva de meu irmão tão depressa, mas nin­guém comentou o fato de preferir ser chamada de Jane.

— Caroline comportou-se muito bem — Jane comentou.

— Nem uma gota de champanhe — ele concordou.

— Mas estou preocupada com ela. Caroline não é como você, Mary. Não tem amigos, não se interessa por nada...

Gruver interrompeu a conversa.

— A sra. Rose está aqui, senhor.

— Ótimo. Mande-a entrar. — E virou-se para a esposa. — Caroline também me preocupa, mas creio ter encontrado uma solução.

— Qual?

— Contratei uma dama de companhia. Alguém que vai mantê-la longe de encrencas. E Helena também terá companhia.

— Helena? Mas ela já tem a sra. Gardiner.

— Refiro-me a uma companhia de brincadeiras, não a uma enfermeira.

— Afinal, quem é essa sra. Rose?

— Já vai conhecê-la.

Um minuto depois a visitante entrou na sala.

— Esperava que chegasse a tempo para o ca­samento — Charles indicou. Os ombros largos bloqueavam a visão da porta, onde a mulher havia parado.

— Eu tentei, sr. Bingley, mas o trem fez uma parada extra e chegou depois do horário previsto. — A voz soava familiar.

Charles afastou-se e deixou entrar a jovem que levava uma criança pela mão. Jane a reconheceu imediatamente.

— Elizabeth!

— Jane! — Ela correu a abraçá-la. — Este é Paul.

— Olá, Paul. — Jane sorriu para o menino corado e rechonchudo. — Charles, contratou Elizabeth para ser dama de companhia de Caroline?

— Isso mesmo.

Havia contado a ele sobre como a jovem perdera o marido e tivera de deixar o filho aos cuidados da irmã para trabalhar. Jane conhecera o de­sespero de ser a única responsável por uma crian­ça, e rezara muito para que Elizabeth não tivesse de se casar com alguém horrível só para garantir o sustento do filho. O fato de Charles ter agido de acordo com suas preocupações tornava o amor que sentia por ele ainda maior.

— Oh, Charles! — E abraçou-o. — Você é maravilhoso.

— Mamãe, pode acomodar a sra. Rose? Quero que ela seja instalada em um quarto no segundo andar.

— Por favor, podem me chamar de Elizabeth.

— Venha comigo, querida — Mary convidou.

Assim que ficaram sozinhos, Charles beijou a esposa e toma-a nos braços para levá-la ao quarto.

— Já amamentou Helena? — ele perguntou.

— Sim, e já a coloquei no berço. Ela deve dormir até o amanhecer.

— Ótimo. Então podemos começar nossa noite de núpcias.

****

Apesar de todos os receios, Jane conseguiu en­tregar-se e sentir todo o prazer que Charles proporcionou. Mais tarde, saciada e exausta, ela apoiou a cabeça no ombro do marido e suspirou.

— Não pensei que fosse assim. Com o pai de Helena... — Calou-se embaraçada.

— Pode dizer tudo que quiser, meu amor. Não existem mais segredos entre nós.

— Creio que me senti atraída por ele por saber que era proibido. Meu pai havia me dado algumas escolhas, e Gaylen não estava entre elas. Descobri por que da pior maneira possível.

— Mas essa ligação deu um fruto maravilhoso, e por isso não deve lamentá-la. Hoje prometi amá-la, honrá-la e respeitá-la, mas também prometo amar e respeitar Helena. Ela é minha filha, Jane. De hoje em diante, sou o pai dela.

As lágrimas a impediram de responder.

— Você me ensinou a amar. Mostrou-me que todos têm direito a fazer suas escolhas na vida. Prometo a você que Helena, e todos os outros filhos que tivermos, terão o direito de escolher seus caminhos e realizar seus sonhos. Não ten­tarei transformá-los de acordo com minha opinião. Cometi esse erro com Fitzwilliam, mas aprendi mi­nha lição.

— Todos cometem erros. Você foi generoso o bastante para perdoar os meus. Nunca me acusou pela morte de Fitzwilliam.

— Porque você não é culpada por isso. Fitzwilliam teria seguido seu caminho, mesmo que eu me com­portasse de maneira diferente com ele. O fato de não ter estado em seu compartimento naquela noi­te não significa que teria sobrevivido ao acidente. Ninguém jamais poderá saber. Não posso me culpar pelo destino de meu irmão, e você também não deve assumir responsabilidades que não são suas.

— Disse que eu o ensinei a amar, mas está enganado. Você amou Fitzwilliam, e vejo o amor em seus olhos sempre que está com sua mãe.

— Sei que cometerei mais enganos antes de estarmos velhos e cansados, mas você vai me aju­dar a manter os pés no chão e os olhos no mundo. Não é verdade, sra. Bingley?

— Certamente, sr. Bingley. Certamente.