Notas iniciais
E ai pessoal. Estou esperando uma recomendação hein?

Ela estava sentada numa pedra segurando a cesta. Não sabia o quê fazer. Várias pessoas também foram com ela. Inclusive Lili, que acabará de entrar na passagem.

Lili- Rainha, vamos.

Luiza- Me desculpe eu só estava pensando.

Lili- O seu Rei já vai chegar, ele me falou que não vai te deixar sozinha numa hora dessas.

Luiza- Ele... Ele vai vir?

Lili- Sim princesa.

Mônica- Não me chame de princesa, a senhora sabe que eu nunca fui princesa. Se eu não me casa-se com o príncipe eu seria plebeia.

Lili- Mas vamos logo!

Mônica- Está bem, me fale uma coisa.

Lili- O quê?

Luiza- Você acha que ele me ama?

Lili- Eu tenho certeza.

De repente, a passagem secreta se abriu e alguém entrou nela fazendo as duas pular de susto. Lili pegou a mão de Luiza, e a levou correndo para outro local. Os passos se aumentavam, e ela me encostou-se à parede escura...

Souza- Mas onde será que elas estão?

Lili- Rei! Nós estamos aqui.

Souza- Ah meu deus. Eu pensava que vocês estivessem lá no começo.

Luiza- Rei! Meu marido!

Ela correu e deu um abraço nele ainda com as cestas na mão. Ela começou a chorar. Lili também começou a fraquejar e rolou algumas lágrimas em seus olhos.

Souza- Luiza?

Luiza- Me desculpa me desculpa. Quantas vezes eu vou precisar me desculpar?

Souza- Mas pelo quê?

Luiza- Me desculpa por tudo! Por eu sempre brigar com você!

Souza- Eu é que tenho que me desculpar. Eu nunca quis te levar ao mundo dos brutos...

Luiza- Mas depois a gente se fala. E as pessoas que atacaram nosso mundo?

Souza- Elas estão sendo caçadas. E por enquanto, nós temos que permanecer calmos e aqui.

Luiza- Mas...

Souza- Por favor, não vamos discutir isso.

Luiza- Está bem, mas quem vai cuidar do bebê?

Souza- Eu trouxe uma pessoa aqui comigo. Era hoje o dia de ela cuidar do bebê.

Luiza- Ah não. Essa pessoa não.

Souza- Sim.

– Olá rainha e rei. Sou eu seu súdito.

Luiza- Ah não ele não. Quando você saiu eles estavam te chamando de adestrador de leoas.

Souza- Pare de inventar calúnias e deixa-o cuidar do bebê.

– Eu vou cuidar muito bem da Sônica.

Luiza- É MÔNICA!

– Mônica Sônica, para mim tanto faz.

Souza- Olhe sua educação e cuida bem da Mônica. É Mônica, M-Ô-N-I-C-A.

– Me entregue-a logo.

Mônica- Se alguma coisa acontecer a ela, a culpa é sua.

Entregou-o a bebê para o homem sorridente. Tinha medo de perder o bebê por causa dessa peste de homem. Mas não podia fazer nada, hoje era o dia dele cuidar do bebê. O bebê logo começou a chorar quando ela passou para ele. Outro sinal que ele não é bom com bebês.

Ele fechou a cestinha e continuou a andar com eles. Era inconcebível que alguém fosse tão mal. Quer dizer, ele não podia ser tão ruim com as criancinhas. Ele deve ter alguma coisa de bom. Nós passamos por várias rochas e aberturas, mas nenhuma delas era a escolhida.

Depois foi que passamos por um poço, mas tinha bancos e tudo mais. Nós sentamos e esperamos.

Luiza- Souza me responda uma coisa?

Souza- Pode dizer

Luiza- O que nós exatamente estamos procurando? Ou nós estamos nos escondendo?

Souza- Nós estamos esperando.

Luiza- O quê?

Souza- Estamos esperando o reino se acalmar.

Luiza- E esse poço?

Souza- Acho bom você nem se aproximar.

Luiza- Por quê?

Souza- Visto que esse poço é uma passagem para nenhum lugar.

Luiza- Quer dizer que se alguém cair ai, ela morre?

Souza- Pode se dizer que sim.

Luiza- Então eu vou tomar distância.

– Bem, a neném quer ver o poço de perto. Posso?

Souza- Acho que sim, mas talvez algo a distraia, além dessa sua cara de monstro.

– Vamos lá bebê?

Ele chegou perto do poço com o bebê. EU me preocupei um pouco, mas ele não vai ter coragem de joga-la lá. Além disso, se ele jogar a bebê, ele vai perder a cabeça. Literalmente. Afagou um pouco de cabelos dos olhos e jogou-os para trás. Ela estava pensando que nunca iria ao mundo dos brutos. Mas isso não era justo, se seu marido podia ir neste mundo perigoso e ela não. Pelo que ela saiba, o rei é muito mais importante que a rainha.

Ele se sentou novamente e esperou com cara feia. Seus cabelos castanhos caiam sobre os olhos quando ele fazia cara feia. Imperecivelmente ele tirou os cabelos dos olhos quando percebeu que eu estava olhando. Mas que homem mais petulante!

Revirou os olhos e passou a olhar para a cestinha. Uma cesta que nem parecia uma cesta. Parecia um berço improvisado. Com uma alça para puxar. O homem puxou a cesta para perto dele quando percebeu que eu estava observando minha filha. Mas que homem mais petulante!

Mostrei a língua para ele e ele fez uma cara de quem comeu e não gostou para a rainha. Ele fez uma cara de assassino psicopata. Meu deus, ele não era louco a esse ponto? Ele não estava pretendendo jogá-la no poço.

Luiza- Você não é tão louco?

– Hehe, eu vou fazer.

Ela se levantou num pulo e fechou os punhos. Se ele iria tentar jogar a filha dela num poço, não iria sair ileso. Iria sair bem machucado, e ela pegaria a filha. Ela cerrou os dentes e correu para cima dele, ele desviou dela.

Luiza- SOUZA ELE VAI JOGAR A NOSSA FILHA LÁ!!

Souza- Solte-a agora!

– Só vou soltá-la no poço. E vocês não vão me impedir.

Ele chegou perto do poço e estendeu o braço até o meio dele com a cesta. Ela se assustou. O neném começou a chorar sem parar, como se soubesse o que está acontecendo. Ele foi afastando o braço, até a cesta chegar aos dedos. Ele vai sofrer.

Luiza- Solte-a!

– Não. Ela vai sentir.

Luiza- Ela não tem culpa de nada!!

– Não, mas vai ter. Quando ela crescer, vai poder reinar o reino e o próximo da linha de reinarem era eu! EU!!

Souza- Se acalme nós podemos resolver isso civilizadamente, como pessoas.

– Não, eu já fiz demais. Mesmo se eu a devolvesse eu iria ser preso por tentar matar a filha do rei e da rainha.

Luiza- Se você joga-la no poço vai ter a cabeça cortada.

Ele soltou os dedos e depois a cesta cair no poço. A rainha correu e o derrubou no chão. Começou a dar socos e tapas nele com muita força, chorando sem parar.

Luiza- O QUÊ VOCÊ FEZ?! SEU IDIOTA, DESGRAÇADO!!

Souza- Minha filha, o que você fez com ela?

O nariz dele estava sangrando e ela continuava batendo nele. Teve uma hora que ela cansou e saiu correndo de volta ao reino. O rei e a Lili foram atrás.

– Neném, todos sabem que eu precisava fazer isso. Eu sei que você não morreu, só está em outro mundo. Outro lugar. Precisa merecer para voltar para cá.



Notas finais
7