Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
37 Entre o amor e a luta - Parte I
Notas iniciais
Elesis e Jin chegam e logo foram falar com seus amigos. A ruiva foi até Lire e Arme.
–Oi meninas!! Bom dia!!
–Acho que temos uma aluna nova na escola. – a loira olhava para Arme um tanto assustada com a chegada de Elesis.
–Essa aluna nova parece muito com certa ruiva que eu conheço, mas ela está muito feliz logo de manhã, o que a faz ser muito diferente da nossa amiga. – disse a baixinha segurando o riso.
–Aff! Sou eu mesma! – Elesis cruzou os braços.
–Nós sabemos, só estávamos brincando. É que você chegou toda diferente e beeeeem animada.
–E deu bom dia! Quando você dá bom dia ao chegar à escola??! – Lire ainda estava espantada.
–É que ontem foi um dia muito legal, e hoje será, eu espero, bem divertido como ontem.
–E o que aconteceu ontem? – perguntou a roxinha, curiosa.
–Ér... sabe... é que tipo... – Elesis bagunçou o cabelo, percebeu que havia falado o que não devia.
A ruiva ainda não estava preparada para contar sobre o fato de ela lutar contra os meninos, por causa de uma coisa que acontecera que também não contou. Isso estava se tornando um segredo que seria difícil de sustentar por muito tempo.
–Vai continuar a nos esconder seus segredos, Elesis?
–Arme, se ela não quer falar é porque é pessoal.
–Obrigado Lire, mas não preciso que responda por mim. – a ruiva já estava ficando impaciente.
–Somos suas melhores amigas! Por que nos esconde as coisas? Melhores amigas não escondem nada!
–Arme! Para com isso! – Lire a olhou um tanto preocupada com aquele começo de discussão.
–Você está insinuando que, por eu ser sua melhor amiga, sou obrigada a te contar o que acontece comigo?!
–Você não é obrigada, mas eu só acho que você não...
–“Não deveria esconder nada”. Troca o CD, porque esse parece estar arranhado. Fala sério, Arme! Eu não vou contar!
–Isso mostra o quanto você confia em nós! – a baixinha disse num tom irônico.
–Não fale por mim, Arme. Eu não quero me intrometer nessa briga infantil, que não vai levar a lugar nenhum, só uma discussão futura que pode interferir em nossa amizade! Será que vocês não percebem?! Eu já estou no meu limite de aguentar vocês duas discutindo sempre sobre o mesmo assunto! – disse Lire saindo de perto delas e indo para perto de Ryan.
–A Lire está certa, esqueça isso e me deixe em paz! – a ruiva estava saindo dali, quando a baixinha continuou.
–Eu só estou tentando entender o que acontece com você e poder te ajudar quando precisar da gente.
–Você me ajuda muito, não se intrometendo na minha vida. – Elesis viu Lass se aproximar e saiu sem dizer mais nada.
–Tudo bem, Arme? – perguntou Lass.
–Eu vou acabar me estressando com ela! – a roxinha não deu muita atenção.
–Você está estressada com a Elesis? Ou é impressão minha?
–Hã? – a baixinha o olhou.
–Está falando entre os dentes. – Lass soltou um pequeno riso – Você nervosa fica uma gracinha, mas volta a ficar calma e doce.
–Doce! É disso que eu preciso para me acalmar.
–Não foi bem isso que eu falei, mas tá valendo. – ele deu um beijo na bochecha dela e Arme corou.
A baixinha abriu a mochila e retirou um bolinho.
–Aceita um pedaço? – a roxinha perguntou, mas queria que seu namorado não aceitasse.
–Não, obrigado. Se eu aceitar é capaz de você se estressar comigo.
–Não sou “mão de vaca”! – Arme o olhou emburrada.
–Não quis dizer isso. Eu só... é... Ah! Deixa pra lá. – Lass se virou um tanto magoado com o estresse da namorada.
–Desculpa, estou irritada e acabei descontando em você.
–Tudo bem. – Lass falou num tom sério.
A baixinha percebeu que foi rude com Lass, precisava consertar aquilo e deu um abraço nele. O menino acabou deixando escapar um sorriso depois da atitude de Arme, mas logo ficou sério de novo.
–Eu te desculpo se você me der um beijo.
–Então... Para de ficar sério. – a roxinha cruzou os braços.
–Você me tratou mal, logo não tem condição de me pedir nada. – Lass também cruzou os braços e ainda falava sério.
–Tá... Mas eu só acho que beijar alguém sério é... – Arme foi interrompida por um beijo.
–Você fala muito.
A baixinha não gostou muito do que ele falou e deu um tapa no Lass.
–Ai! O que foi?
–Você falou que eu falo muito!
–Eu menti?
Arme ficou sem falar e virou o rosto, Lass percebeu que, agora, ele foi grosseiro e se redimiu com um beijo na bochecha dela.
–Me desculpa? – ele a olhou.
A baixinha não disse nada, então ele sorriu pra ela, aquilo quebrou o gelo e ela acabou cedendo. Deu um beijo nele. O sinal tocou e os dois foram para a sala de mãos dadas.
A aula demorou um pouco, os alunos que participariam do campeonato ficaram olhando o relógio toda hora, mas só fazia com que a mesma passasse devagar.
–Que aula chata. – Ryan falou baixo para si mesmo, mas como os professores tinham uma mania de escutar tudo, a professora parou a aula e fez um comentário.
–Obrigado Ryan, por gostar da minha aula. – disse Gyna com um sorriso no rosto.
–Desculpa professora. É que... bem... – o alaranjado ficou sem graça, pois a turma toda olhava para ele.
–Tudo bem, eu sei que lutar é mais divertido do que minha matéria. Mas preciso que preste atenção.
–Ok. Eu prometo que irei me esforçar.
–Não prometa, apenas preste atenção. – Gyna se virou para o quadro e continuou a matéria.
O sinal tocou logo depois e a turma se levantou rapidamente, uns para aproveitarem o intervalo e outros para treinarem logo.
–Lire!
A loira olhou para frente, pois ainda estava sentada mexendo na mochila, e viu que havia sido Arme que a chamou.
–Oi, fala.
–Vamos ver os meninos treinarem?
–Acho que não podemos fazer isso. Ainda mais por termos aula depois do intervalo.
–Mas eu queria ver só um pouquinho o Lass treinar. Por favor?! – a baixinha piscou os olhinhos para parecer fofa. E pareceu. Como ela consegue convencer as pessoas tão facilmente?
–Não vale fazer isso, sua chata!
–Então vamos?? – Arme abriu um sorriso.
–Tá, mas... E a aula?
–Depois será a aula da Elena e a matéria dela está adiantada, só vamos perder o primeiro tempo, depois voltamos... se você quiser.
–Tá bom, vamos falar com a Mari.
–Por que com ela?
–Não vou pedir aos professores. Você vai?
–Vamos falar com a Mari mesmo. – Arme a puxou para saírem da sala.
As duas passaram direto pela Elesis, que sentiu um aperto no coração ao ver que suas amigas a ignorou. Acabou pensando no que seu irmão te dissera, aquela frase marcou mesmo e se ela continuasse mentindo, poderia acontecer e ela ficar sozinha, sem pessoas que gostam, realmente, dela. A ruiva suspirou e foi para perto do irmão, que conversava com seus amigos, Elesis ficou calada a conversa toda.
–Tá tudo bem? – perguntou Jin percebendo a quietação dela.
–Sim... – Elesis percebeu que o ruivo continuaria fazendo perguntar, então inventou algo – É que estou esperando o recreio passar logo, não vejo a hora de treinar.
–Tudo bem, também estou ansioso por hoje.
Jin voltou a conversar e a ruiva acabou entrando na conversa também.
Lire e Arme chegaram à sala dos professores e chamaram a Mari, que atendeu no mesmo instante. Ela olhou as meninas, que estavam paradas na porta.
–Professora, – a baixinha começou com a voz mais doce e meiga possível – gostaríamos de assistir o treinamento. Podemos?
–Não.
As meninas ficaram em silêncio, esperando que ela continuasse a explicar o motivo da sua negação, mas Mari não falou nada, apenas pegou um livro e começou a se concentrar nele.
–Professora, poderia nos falar porque não deixou? – insistiu Arme.
–Treinamento não é brincadeira, vocês podem desconcentrar os alunos. – a professora não a olhou, continuou concentrada no livro.
As duas coraram de vergonha depois do que a Mari disse, ainda mais que os professores a olhavam.
–Não... Não iremos fazer nada, apenas observar. – disse Lire um tanto acanhada.
–É perigoso, usamos armas, equipamentos de luta e, até mesmo, habilidades. – Mari falou num tom frio e permanecia olhando o livro. Cálculos era mais interessante do que a conversa com as alunas.
Sieghart, Elena, Zero e Gyna, que se encontravam na sala, apenas observavam a frieza da professora, mas nem questionaram ou falaram algo.
–Mari, eu quero muito ver o Lass treinar, eu preciso, pelo menos, uma vez saber como ele está nos treinos. Eu o amo e sempre quero estar perto, saber que, mesmo de longe, eu poderei sentir que ele está bem. Não irei perturba-lo, ou ficar gritando. Mas eu não consigo controlar esse sentimento, que parece mandar em mim. – Arme riu – Por favor, só por hoje, por favor.
–Você não tem aula depois do intervalo? – perguntou Mari, finalmente, olhando-as.
–É... Temos aula da professora Elena, mas como nossa matéria está adiantada e só estamos na base dos exercícios, pensamos que não atrapalharia nada nos estudos. – disse Lire, ainda tímida.
Mari olhou para a professora, e a mesma assentiu com a cabeça.
–Eu posso permiti apenas as duas para verem o treino, pois são alunas exemplares, mas deixar ou não, cabe a Mari escolher. – disse Elena.
As meninas queriam sair dali, pois os professores olhavam para elas, aquilo estava sendo constrangedor. Zero e Sieghart percebendo que eles não tinham mais o que fazer na sala, resolveram sair, mas Mari pediu para que permanecessem.
–Bem, eu não sou a única a treina-los, então... Sieg e Zero, vocês concordam em deixa-las assistirem o treino? – perguntou Mari.
Os dois professorem voltaram a se sentar.
–Por mim. – disse Zero dando os ombros. – Só não quero gritinhos ou algo que possa desconcentrar os alunos.
Lire e Arme concordaram e olharam para Sieghart, esperando sua resposta.
–Bem, a sua escolha é a minha. Pode dar a martelada final. Eu deixo. – o professor sorriu olhando para Mari, que nem lhe deu atenção. O mesmo nem se importou.
A professora pensou um pouco e respondeu:
–Não.
–Por favor! Eu preciso... meu coração precisa muito ver que a pessoa que amo não irá se machucar, seria horrível para eu perceber que Lass se feriu ou... – Arme estava ofegante e com uma voz chorosa. – Você nunca sentiu isso??? Nunca sentiu que precisava estar ao lado de quem ama??
Lire se espantou um pouco com a revelação de Arme na frente dos professores. Mari ficou séria depois da pergunta, parecia não entender tal sentimento que a baixinha descreveu e olhou, vagarosamente, para Sieghart. Seu coração acelerou. Ela não gostou de saber que seu coração estava daquele modo, era algo inaceitável. Mas ela sentia e não poderia fazer nada, não era como controlar um robô, pois não se controla um sentimento.
Notas finais
Só lembrando que será em partes e ainda escreveremos sobre mais dois personagens (Ronan e Amy, que ainda não comentamos na história), então ficará um pouco grande e eu não sei se postarei amanhã =/
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