Ménage À Trois

2 Até que um Viagra nos Separe


Notas iniciais
: Gente, eu me desculpo pela demora. Ocorreram diversas coisas, e a escola foi mais puxada do que eu pensei. Eu também esqueci a senha da minha conta do nyah, aí quando recuperei-a, acabei me mudando de estado. :D Eu só peço perdão. UGH.
Ficou meio pervertido demais, LOL... E omg! Vocês são umas fofuras! Dedico todo o lemon e tal para a Berlim Hime, que recomendou a fanfic! ♥ Obrigada! Me deixou muito contente!
Whelp, boa leitura!

Logo depois dos três subirem para a parte superior do apartamento, Gilbert levara-os até a suíte, mostrando a “enorme” banheira de que falara anteriormente. Arthur tinha um mau pressentimento quanto a isso, mas não conseguira negar na hora H. Acabaram os três retirando as roupas e entrando no cubículo preenchido com água quente e espuma.

– Bem legal, né não?! – O albino proclamara, cortando o silêncio que regia a situação até então.

– Oui! É... Realmente grande... – Concordou o francês, sentindo o pé de alguém entre as pernas. Os dedos roçavam provocativamente pelo seu falo, fazendo-o arfar baixinho. Sabia o causador de tudo aquilo apenas por encarar a expressão que Gilbert detinha no rosto alvo.

– Pode ficar melhor se ligarmos a hidromassagem, sabe? Ô loirinho, aperta o botão que está do seu lado! – Arthur grunhiu, tentando se mexer no espaço limitado. Com muito esforço, conseguira ligar as bolhas, imediatamente relaxando onde estava. Aquilo era mesmo maravilhoso!

Os três soltaram um suspiro, até que o alemão novamente começara a agir. Aproveitou de que estava no meio do casal para abusar de ambos. Com a mão esquerda, deslizou os dedos pela parte inferior da coxa de Kirkland, descendo cada vez mais, até que alcançasse seu membro. O inglês abrira os lábios, sem saber o que fazer além de gemer baixo. Já com a direita, Gilbert envolveu a ereção de Francis, apertando-a delicadamente entre os dedos. Iniciou movimentos de vai-e-vem acelerados em ambas as mãos, o rosto quente indo procurar refúgio no pescoço inglês. Por lá, beijou e lambeu a pele, deixando ali uma marca avermelhada.

Francis semicerrou os olhos, tentando fazer alguma coisa pelo albino, em troca. Com muito custo ele mudara a posição, ficando de frente para as costas de Gilbert. Colou o corpo ao dele, obrigando-o a sentar-se no seu colo. As mãos seguravam os glúteos alvos com firmeza, deixando a glande roçar rente à entrada do alemão – que gemia com tal contato, rebolando sutilmente o quadril.

Arthur observava a cena, excitando-se cada vez mais. O corpo queimava como uma fornalha, e o ciúmes destoou em sua expressão. Não era justo que só estivesse recebendo uma punheta da ninfetinha albina! Ele queria mais! Pensando sobre isso foi que Arthur rastejara-se pelo espaço inexistente, conseguindo subir ao colo de Gilbert. Pôde ouvir Francis grunhir com o peso extra que carregava sobre as pernas, mas nem se deu ao trabalho de ligar. Ao contrário, os braços envolveram o pescoço de marfim, puxando os lábios do alemão em um beijo fervoroso. As línguas travavam uma batalha exageradamente enlouquecida, tanto dentro como fora da boca. Toda aquela babação fizera Francis sentir calavômitos, e a temática penis in the ass perder a graça.

Balbuciou o nome do namorado, que estava ocupado demais na esfregação e canibalismo bucal para prestar atenção ao seu chamado. Como o recalque francês bateu e ficou, Francis acabou empurrando os outros dois para o lado, o que ocasionou um mini Ragnarök no cubículo que chamavam de banheira. Resultado: Os três acabaram presos em uma posição nada ortodoxa.

Em meio às pernas e às pipas que não sobem mais, Arthur já estava completamente arrependido de ter aceitado o convite de uma biscate de beco. Afinal, quem tinha sido o gênio a pensar naquela ideia de girico mesmo? Ah, sim. A mesma biscate que convidara o valente casal para uma suruba psicodélica. Mas como dizem, “aquilo que acontecesse em Vegas, fica em Vegas”, Arthur preferiu ficar quieto.

– E agora?

– Quem foi que fodeu o bagulho mesmo? – Reclamou Gilbert, tentando se desvencilhar da posição vergonhosa em que se encontrava.

– A gente vai ter que pedir ajuda e... É impressão minha ou a espuma dobrou de tamanho? – Murmurou Francis, olhando ao redor.

– Droga! Merda! A hidromassagem ainda está ligada! Ninguém consegue desligar?

– Minhas mãos estão indisponíveis no momento...! – Retrucou Arthur, que as detinha presas embaixo das nádegas francesas.

– Bem. Só nos resta uma coisa a fazer: Socorro! – Gritou Gilbert, o mais alto que conseguira.

– Alguém nos tire daqui! – Gritara também o francês.

– Socorro!

– A osmose não é brincadeira, não! – E assim, Arthur.


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Do outro lado da parede daquele banheiro caótico, encontrava-se o quarto de um jovem dono de uma fábrica de xarope de boldo. Depois de horas de insônia, finalmente conseguira pregar o sono, até que gritos o despertaram de imediato. O canadense rosnou, frustrado, levantando-se da cama.


– Mas que merda é essa... – Reclamou, andando pelo quarto e armando-se com um taco de hóquei. Bateu com força contra a parede, gritando em tom raivoso:

– Cale a boca, Gilbert! Tem gente que vai trabalhar amanhã!

E a resposta viera de imediato.

– Meu vizinho, graças a Deus! Eu tô preso na banheira, cara! Você precisa me ajudar, ou eu vou gritar o resto da noite!

O loiro resmungou novamente, calçando suas pantufas de urso polar. Ainda portando a sua “arma”, saiu de casa, encaminhou-se pelo corredor, chegando; assim, à porta de seu vizinho. Segurou com força o taco, desferindo golpes violentos contra a porta.

Até que o austríaco invocado do 21A abrira-a:

– Você andou se drogando novamente, Williams?! Irei tocar e demonstrar toda a minha fúri-

–... Foi mal. Porta errada. – E assim, encaminhou-se para a porta de seu outro vizinho, desferindo novamente os golpes que deixariam até mesmo o Hulk com inveja.

Uma vez dentro do apartamento, o bravo herói desta noite chegou à suíte, abrindo a porta e vislumbrando o cômodo tomado pela espuma. Arregalou os olhos e ajeitou os óculos no enquadramento do rosto.

–... O que é que você aprontou dessa vez.

– Ô! Aqui! A gente está aqui!


Depois de minutos e minutos se livrando da espuma, o canadense acabou encontrando um francês, inglês e alemão presos em uma banheira, fato de que estavam completamente nus. O rosto do mais jovem era de curiosidade, e um sorrisinho de “te peguei no flagra, Adamastor” iluminava o rosto cansado do mesmo.


– E aí? Vai ficar olhando pra gente com essa cara de tiozinho tarado ou vai nos tirar daqui?

– Oh, me desculpe. Eu só não esperava encontrar o meu vizinho junto do meu antigo professor de literatura. – O canadense referia-se ao inglês, cuja profissão era exatamente essa. Era professor em uma das escolas mais aclamadas de toda Londres.

– Como é? – Perguntou Arthur, piscando os olhos na direção de seu suposto ex-aluno.

– Ah... Então você não se lembra de mim, né? Afinal, quem se lembra do garotinho esquisito? Ninguém! Nem mesmo o meu próprio vizinho desocupado! – Começara, em tom completamente magoado. Kirkland começara a gaguejar sem saber como respondê-lo. A verdade era fria e cruel: realmente não se lembrava dele.

– Mas eu vou te contar uma novidade, professor. Só vou tirar vocês daí se acertarem o meu nome.

– Mas isso é ridículo! – Reclamaram os três em uníssono.

– Silêncio, filhos da puta! – Ordenou o loiro, sentando-se na tampa do vaso sanitário. Cruzou as pernas, brincando com o taco de hóquei entre os dedos. – Comecem!

Arthur, Francis e Gilbert franziram os cenhos, pensando em um possível nome para aquela criatura.

– John!

– Não.

– Mark!

– Nãão.

– Aaron!

– Não!

– John!

– Pelo amor da Rainha, cale a boca, Gilbert! – Gritou Arthur, que tentava pensar sem muito sucesso.

Um longo período de silêncio prosseguiu-se, e que muito bem poderia ter durado horas.

– Meus dedos já estão parecendo ameixas secas... Meu bom garoto, eu nada tenho a ver com essa história! Liberte-me, por favor! – Implorou Francis, com lágrimas nos olhos.

– Não me interessa, você está com esses farsantes.

– Aaaaaah! Mate eu!

– Isso! – Exclamou o canadense, apontando na direção do albino, que acabara de gritar.

–... Hã?

– Você disse o meu nome! “Matthew”! Finalmente você se lembrou do seu vizinho! – O jovem detinha um sorriso adorável no rosto, enquanto que os outros três suspiraram de alívio. Bem, aquele albino era realmente sortudo.


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Depois das despedidas e do adeus definitivo, o casal novamente encontrava-se na rua, desamparados. Francis e Arthur andavam sem um rumo, por uma avenida mais noturna na cidade.


– Mas que belo aniversário esse que estamos tendo...

– Não fique assim! Serviu para nos tirar da rotina, non?

– Claro. Quase matamos meu irmão, eu fui drogado, tornamos um bicampeão de judô em um aleijado, além de que acabamos presos na banheira de um playboy albino e salvos pelo meu ex-aluno. Essa noite não tem como ficar melhor, mesmo. – O sarcasmo na voz de Arthur chegava até a quase despedaçar o pobre coração francês. Quase.

– Oh! Mas olhe ao seu redor! Há tantos bares com gente apta para novos horizontes! Veja! Aquele parece promissor! – Francis apontou para um bar relativamente chique, do outro lado da rua. Mas Arthur já se sentava em um banco que encontrara pelo caminho. Os cotovelos apoiaram-se nos joelhos, e o rosto nas mãos.

– Não comece, Francis... A gente vai acabar botando fogo no edifício. Ou traficando algum animal do Peru.

Bonnefoy coçou a nuca, sentando-se ao lado do namorado. Segurou a mão do mesmo, e o olhar chateado fixava-se nos próprios pés.

– Eu sinto muito. Non era para ter terminado assim...

– A culpa não é só sua.

– Vamos ir para casa assistir O Diário de Bridget Jones?

Estavam começando a se levantar, quando uma garota aproximou-se. Ela vestia uma saia curtíssima, de cor rosa choque. A blusa era prata brilhante, do estilo “cheguei”, e o salto plataforma deveria ter uns bons quinze centímetros. Acontece que não era ela, mas sim “ele”.

– E aí, estão afim de um programa, fofuras? – Francis e Arthur se entreolharam, pulando do banco e postando-se ao lado do loirinho.

– Quanto você cobra?

– Duzentas a noite. O hotel fica por conta de vocês.

– Nós preferimos em casa, se não se importar! – Anunciou Arthur, garantindo que daquela vez não iria dar nada de errado.

– Por mim, tipo assim, está totalmente beleza!

O casal sorriu, animado. Finalmente, depois de tantas e tantas desventuras teriam seu precioso e batalhado Ménage à Trois! Chamaram um táxi e seguiram em direção à própria residência.

Chegando por lá, Feliks – Também conhecido como “Veruska Púrpura”- Observou o apartamento de seus clientes, impressionado com a decoração.

– Até que vocês têm uma casa bem legal, pra cara de taxo dos dois!

– Isso foi meio rude, mas devíamos começar logo... – Reclamou o inglês, tocando de leve no ombro do polonês. Feliks sorriu de canto, empurrando os outros dois no sofá. Foi retirando lentamente as roupas, até que restasse apenas a lingerie de renda vermelha.

– Mas antes, eu quero oferecer outro serviço... – Sussurrou, voltando a mexer na bolsinha que antes carregava. De lá retirou um vidrinho, voltando e sentando-se no colo de Arthur. Entregou o objeto na mão francesa, aproveitando para roçar o corpo contra o do outro que o segurava.

– Essa pílula eu consegui com um Árabe muito gentil... É uma espécie de Viagra, só que mais poderoso. – Começara o loirinho, enrolando uma mecha do cabelo de Arthur na unha postiça.

– Ele me disse que quem toma, faz tudo o que toca tornar-se mais... hm, prazeroso. É a nova tendência. E cada pílula eu posso fazer, tipo assim, por vinte pratas. – Sussurrou rente ao ouvido de sua vítima, aproveitando para morder-lhe o lóbulo.

Francis automaticamente animou-se com o produto:

– E o quão mais prazeroso fica?

– Huh... Vinte vezes mais, duuh.

O francês arregalou os olhos, tomando uma, duas, três pílulas. Arthur pegou o vidrinho, também colocando mais do que três na boca. O calor subiu, a visão embaçou-se e os dois acabaram desmaiando na hora do tchacatchaca.


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Os pássaros cantavam, os raios do Sol adentravam o apartamento, fazendo com que o inglês abrisse os olhos aos poucos. Ele levantou a cabeça do chão, coçando o rosto. Olhou ao redor, não reconhecendo o apartamento vazio em que se encontrava e... Espere. Apartamento vazio?!


– M-Mas...O-O... F-Francis! – Berrou, batendo na cabeça do namorado, que dormia ao seu lado no chão. O mais velho acordou em um salto, em posição de batalha:

– Liberté, Egalité, Fraternité e-!

Ao rolar os olhos pelo apto, encontrou-o completamente vazio. Os vasos sumiram, a mesa, a televisão de 54 polegadas... Absolutamente tudo.

– O-Oh, non! Minha televisão!

– Cadê nossas roupas?! – Voltou a gritar Arthur, percebendo que se encontrava apenas de roupa íntima. Nem as meias se salvaram.

– Foi aquela vadiazinha, Arthur! Ele nos drogou e roubou tudo! Mas que merde! Sumiu tudo... Minha televisão... Meus quatrocentos canais, oh!

– M-Mas ele nunca conseguiria levar tudo aquilo em uma noite... Ele teve a-ajuda e... F-Francis... E se foi um negão e... – Bonnefoy lançou um olhar curioso ao namorado, que detinha uma cara de completo pânico na face. As mãos protegiam a retaguarda, como se sua vida dependesse dela.

–... E se ele comeu nossos rabos...?

– Epa, ninguém comeu o meu rabo, Arthur!

– Mas então por que estamos sem roupa?! Ai meu Deus, e se a gente pegar AIDS, Francis?!

– Controle-se, homem! Eu sou macho, e o meu instinto viril me diz que ninguém comeu a minha bunda, tá legal?! Precisamos averiguar isso!

Dito isso, nosso bravo cavaleiro francês correu pelo apartamento, em direção ao elevador. Arthur o seguiu, e ambos foram para o estacionamento, conhecido também como S1. Quando chegaram por lá, desesperados – e parcialmente nus- agarraram o guarda pelo colarinho da camisa, perguntando em tom desesperado:

– Yao, misericórdia, você viu alguém suspeito levando uma televisão de plasma; 54 polegadas, pelo portão?!

– Além de outras coisas! – Completou Arthur.

– Sim, né! Se não me engano, era uma mulher muito estranha, estilo Eliana, acompanhada de um negão de uns dois metros.

– E-Eu disse, Francis!

– E vocês precisavam ver! Era O Negão! O Braço do tamanho de uma tromba de elefante! – Arthur arregalou os olhos, agarrando o braço do namorado e o chacoalhando violentamente.

– Francis, eu disse!

– Arthur, pela milésima vez: Ninguém comeu o meu rabo!

Os dois novamente começaram a correr pelo estacionamento, em direção à saída. Chegaram à rua, correndo e gritando de modo enlouquecido. Talvez a perda de sanidade de Francis tenha sido causada pelo roubo de sua esposa e amada televisão, enquanto Arthur era atormentado pelo medo de ter sido violado por um negão do Sudão. Ninguém jamais saberá o que realmente aconteceu naquela noite.

Uma sirene deu fim à loucura dos dois, e lá iam Arthur e Francis, passear na viatura policial.


– Eu não acredito que acabamos sendo nós os presos. – Murmurou Arthur, ao contemplar as paredes de pedra da cela. Francis encolhia-se em um canto, chocado demais para ligar para as lamentações do outro.


– Eu sabia que concordar com você nessa ideia absurda causaria o Apocalipse.

– Pois saiba que tudo o que é francês não presta! A culpa é sua e desse seu ménage à trois!

– Eu deveria ter te comprado um Kama Sutra! Ou talvez um dildo, para ver se acalmava esse teu rego! – Retrucou o francês, mordendo a ponta da unha. Arthur abriu os lábios, indignado com o que acabara de ouvir. Encolheu-se nas roupas de presidiário – que ganhara dos policiais, para que não tivesse que ficar apenas com a cueca. – e virou as costas. Lágrimas rasas escorriam de seus olhos, e ele abraçou-se.

Bonnefoy, que não aguentava ver seu precioso inglês insuportável chorar, arrependeu-se de imediato, andando até o namorado e o abraçando por trás.

– Désolé, Artie... A culpa é minha por não te satisfazer mais...

– N-Não... A culpa é m-minha por nunca estar satisfeito com o que tenho. – Ele anunciou, virando o corpo para que pudesse retribuir o abraço. Apertou-o contra si, escondendo o rosto no ombro do francês.

– Eu te amo, mesmo que você não seja um guru do sexo!

– Ora, mas que corta-clima você, non? – Suspirou o mais velho, levantando o rosto do outro. Olhou para os lados, percebendo que aquela era a cela mais afastada de todas. O silêncio predominava o que deixava tudo mais... Perigosamente excitante.

Francis sorriu com o que acabara de pensar, já deixando as mãos passarem por baixo da camisa larga de Arthur. Os dedos procuraram pelos mamilos alheios, apertando-os entre o indicador e o anelar. Arthur gemeu baixo, mordendo o tecido da camisa de Francis.

– O-O que você e-está fazendo, i-imbecil...

– E não existe nada mais sexy do que uma cela? Do que alguém poder pegá-lo em tal situação, Kirkland? Isso não te anima? – As palavras foram sussurradas com lentidão na orelha inglesa, enquanto a blusa era retirada de seu corpo.

As mãos pesadas do francês desciam pela pele branca, adentrando rapidamente a calça frouxa. Os dedos envolveram o membro semi-ereto de Arthur, provocando-o. A outra mão tratou de massagear os testículos, soltando um gemido ainda mais alto dos lábios do mais novo.

– F-Francis...! – Arthur arqueou o corpo para trás, deixando a respiração ofegante ainda mais nítida em meio ao silêncio. O quadril acompanhou os movimentos das mãos francesas, desesperados por um ápice. Mas Francis impedira-o.

Jogou-o contra uma das camas da cela, subindo por cima do namorado. Retirou lentamente a própria blusa, puxando a ereção de dentro da calça. Arthur encarou-a, avermelhando-se pelo tamanho da mesma. Exatos dezesseis centímetros. E como conhecia cada pedacinho deles. Ao julgar pela expressão de Bonnefoy, o inglês empurrou-o de leve para o lado, apenas o suficiente para levantar a parte superior do corpo. Apoiou-se nos cotovelos, lambendo e abrindo os lábios.

Imediatamente sentiu a cavidade preenchida com o volume do namorado, que já investia o quadril contra a sua língua. Arthur semicerrou os olhos, sugando a glande com vontade, e engolindo-o o máximo que sua garganta permitia. Ficaram apenas nisso por vários minutos, até que o ritmo do quadril francês diminuiu, chegando à velocidade nula. A expressão era de total deleite, ao retirar a intimidade dos lábios de Arthur e vislumbrar os olhos do mesmo.

– Você é um imundo, Kirkland. – O inglês tentara revidar, quando fora jogado novamente contra o colchão. Só que dessa vez não na pose anterior, mas de quatro. Francis agarrou-o por trás, afastando mais ainda suas pernas. Puxou os glúteos do namorado, afastando-os no objetivo de deixar sua entrada mais à vista.

Arthur corara com intensidade.

– E-Ei, não faça isso...!

– Você prefere sem o preparo, mon amour? – Perguntou em retorno, naquele tom sacana que Arthur tanto odiava. Fora novamente calado pelos gemidos, ao sentir a língua quente e molhada umedecer-lhe a entrada, penetrando-o lentamente.

Sabia muito bem que Francis adorava enlouquecer-lhe, mas não poderia negar que aquilo o excitava ainda mais, visto a pulsação à qual seu próprio membro estava submetido. Não aguentaria mais. Precisava aliviar-se:

– Mas que droga! Enfia logo, seu francês de merda...! – Choramingou, agarrando-se ao lençol puído da cama. Francis retirou a boca da região, apoiando-se nos joelhos. Segurou-o firmemente pelo quadril, em uma tradicional posição conhecida como “vemk minha nêga”, e penetrou-o lentamente.

Kirkland deixou a cabeça pender para trás, em um gemido mudo. Mordeu os lábios vermelhos com força, à medida que Francis aumentava o ritmo e força das estocadas. E como amava aquela sensação de que estava fazendo algo errado... De como poderia ser pego naquela posição, com aquele tipo de expressão no rosto. O fato de ser errado era o que o excitava ao máximo, e Arthur sabia exatamente o quão sujo aquele pensamento era. Mas desde quando animais importam-se com ética, em momentos tão carnais quanto esses? Porque era isso o que eram neste momento. Animais.

Francis puxava o inglês pelo cabelo, e o ápice de ambos já podia ser sentido. Fora preciso apenas mais alguns minutos e uma investida que acertara em cheio o “ponto G” do submisso. Arthur acabou chegando primeiro, despejando o líquido branco pelo lençol cinzento. E logo depois viera Francis, que aliviou-se ainda no interior do namorado.

Caíram exaustos na cama, os ossos doendo até a alma. Ambos já avistavam o nirvana, e muito bem perceberam que aquele tipo de noite já não devia mais ser vivida por senhores como eles. Esperando a respiração se normalizar, e os pensamentos desembaralharem, Francis pensara sobre uma suposição. Os dois já namoravam há seis anos, e o casamento entre pessoas do mesmo sexo já era aprovado em seu país de origem.

Talvez tudo aquilo fosse um sinal. Talvez o fato de ter estado com tantas pessoas diferentes em uma única noite tenha feito Bonnefoy perceber o quão perfeito Arthur é. Ele apenas abraçou-o com força, escondendo o rosto no ombro do namorado.

– Ei, Arthur... Você não quer se casar comigo?

Silêncio. A respiração inglesa prendeu-se por um tempo, e o rubor subiu pelas bochechas do inglês. Aquele não era o momento e nem o local mais romântico para um pedido. Não havia anel, ou um jantar. Nem smokings, ou um Francis ajoelhado aos seus pés. Mas havia um Francis abraçado à si, com o rosto tão vermelho quanto o seu. Só os dois, em meio àquela cela da prisão local. E aquela hora jamais soara tão certa em momento mais oportuno do que aquele.

– V-Você demorou um pouco, idiota... – Bonnefoy rira, beijando o topo da cabeça do mais baixo. Apertou-o mais contra o corpo, e não conseguira controlar as lágrimas que rolavam por suas bochechas. O roubo de sua televisão de plasma viera a calhar, afinal.



– Seis longos anos.



Notas finais
EU TERMINEI. EU REALMENTE TÔ POSTANDO ISSO
EU VOU SAIR LOGO DESSA PÁGINA ANTES QUE DESISTA SFLFKSDKKS

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DESSA COISA SEM-NOÇÃO E.

Quero meus reviews QQQ Boa semana!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!