Ela era a rainha,

Uma Lannister de rochedo Casterly.

Uma leoa, e não seria nenhuma rosa qualquer que iria lhe tomar o trono.

E acima de tudo, ninguém, absolutamente ninguém, tiraria seu filho dela, nem mesmo a pequena rainha, ninguém.

‘‘você terá três filhos, de ouro serão suas coroas e de ouro serão suas mortalhas... ’’

Nem mesmo a tola profecia de Maggy, a rã, ou Stannis, e muito menos seu asqueroso irmão duende, nada.

Ela iria protegê-lo,nada aconteceria a Tommem, não enquanto ela estivesse viva, ninguém tocaria nele.

E o pior é que não podia contar com ninguém, nem com a guarda real, todos eram tão uteis quanto mamilos em uma placa de peito, isso também incluía o senhor comandante, e Pycelle fazia pouco e menos ainda.

A prova disso era Joff, vira-o morrer em seus braços, os olhos implorando desesperadamente por ajuda, o rosto ficando cada vez mais roxo enquanto ele lutava para respirar, e não pudera fazer nada, e o velho meistre nem se mexeu.

Não tinha ninguém, Myrcella estava em Dorne, entregue as víboras e a mil léguas de distancia, seu pai, estava morto, assassinado na latrina pelas mãos do seu monstruoso e detestado irmão.

Perdera até mesmo Jaime, perdera até mesmo ele,ele que sempre fora sua outra metade, não podia perder Tommem, seu leãozinho, seria mais do que conseguiria suportar.

Talvez seu tio Kevan estivesse com a razão, talvez ela estivesse paranoica, vendo duendes em cada sombra, mas como não fazê-lo? Ele matara sua mãe, seu pai, matou Joffrey, agora Myrcella estava ferida, e foi ele quem a mandou para Dorne, conseguia ver os dedinhos imundos dele naquilo tudo.

Ela até conseguia ver o maldito anão andando nas passagens secretas da fortaleza de Maegor com aquelas perninhas atrofiadas, só esperando a hora de sair da lareira no meio da noite para abrir a goela do seu reizinho.

Ela não estava sendo paranoica, estava sendo mãe, as mães fazem tudo e qualquer coisa pelos filhos.

Tudo e qualquer coisa.

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