Máscaras & Sussurros
19 Sede
Olhei para Sasuke e nos seguramos para não voltar ao nosso importuno ataque de risos, Kakashi não podia nos repreender por rir e, ironicamente, isso só tornava a situação ainda mais engraçada. O seguimos para uma sala um pouco isolada das de aula e eu pensei que até que era um bom lugar para se estabelecer, considerando que era longe dos alunos.
Nos sentamos de frente para ele em sua mesa e esperamos seu discurso hipócrita com expressões de desdém no rosto. Felizmente, Sasuke já estava completamente fora do efeito da droga que o tinha afetado quando chegou de manhã, então poderia entrar na discussão com argumentos decentes. — Vou dar a ambos uma advertência que tem que ser assinada e levada a sala do diretor. Três dessas, vocês são suspensos, mas Uchiha já sabe bem disso, certo? Fico pensando em quantas você já tem… Vi Sasuke revirar os olhos e percebi que talvez mais uma advertência seria realmente um problema, então comecei: — Não entendi porque ganhamos essa advertência, professor. Eu só fiz uma observação válida e meu colega achou graça, não vejo como isso é contra as normas da Instituição. Kakashi lançou uma expressão de indiferença para mim e eu percebi que a inteligência não ia funcionar nesse caso, então resolvi me aproveitar da fraqueza de todo homem; o corpo feminino. Como estávamos em pleno verão, eu estava com um shorts jeans rasgados relativamente curto e uma blusa de alcinha um tanto decotada. Então, cruzei minhas pernas lentamente, deixando minhas coxas bem a mostra e inclinei meus braços para trás, fazendo meu busto se sobressair ainda mais. — Você podia esclarecer para mim qual foi o nosso pecado? – perguntei, fazendo a última palavra sair como um sussurro erótico. – Olha, Srta. Haruno… — Kakashi começou e eu percebi que seu único olho a mostra estava me analisando e sua mente provavelmente já me imaginara sem roupas. Sasuke percebeu minhas intenções e pousou sua mão firme em minhas coxas, as massageando devagar, de um modo que as evidenciava ainda mais, sem tornar o gesto vulgar. Novamente, me segurei para não rir e fiz uma cara sexy, como se estivesse contendo um orgasmo. Notei o professor conter um pigarro e desviar o olhar, quando finalmente conseguiu dizer: — Vocês faltaram o respeito com um professor e isso já o suficiente para uma advertência, peguem-na e caiam fora. Ao dizer isso rápido demais, percebi que meu jogo estava funcionando. Molhei os lábios devagar demais e respondi, com uma voz manhosa: — Respeito? Nós só estávamos dando a nossa opinião, professor, como isso pode ser falta de respeito em uma aula de ética? Seu olho me violou novamente e eu conti um sorriso. Sasuke aproximou-se de mim e começou a acariciar os meus ombros, deixando cair uma das minhas alcinhas. Kakashi não conseguia mais se segurar e exclamou, impaciente com sua própria falta de controle: — Você está certa, opiniões são sempre bem vindas, mas tentem se… Se conter da próxima vez. – ele soltou a última parte como se aplicasse aquela situação, o que era óbvio. – Agora dêem o fora daqui! Esperamos estar a uma distância razoável da sala dele para cairmos na gargalhada novamente e comentar o quão pervertido um professor pode ser. — Por um momento, até eu estava caindo nos seus encantos. – Sasuke disse, agora me prensando contra a parede. – Não preciso desses joguinhos com você. – respondi com um sussurro em seu ouvido e ele, já sedento como eu, pegou minha mão e me conduziu para a primeira porta que encontrou. Felizmente, era só mais uma daquelas salas de aula que ficam em desuso quando não se tem alunos suficientes para uma matéria. Arranjamos um jeito apressado de bloquear a porta e nos jogamos um contra o outro. Fazia uma eternidade desde que eu tinha feito sexo e o fato de que era Sasuke quem estava me satisfazendo e não um desconhecido ou Lee me deixava ainda mais sedenta. Nossa relação era mental, masoquista e dependente, mas tudo isso parecia não fazer sentido quando começávamos nossas carícias. A química era inegável e nos completávamos de uma maneira que ficava óbvio para ambos que aquilo era a coisa certa a fazer. Completamente tomada pela luxúria, cai em cima dele e o beijei como uma verocidade que talvez nunca tivesse tido com alguém. Enquanto ele passava suas mãos firmes pela minha coxa de forma feroz, eu o mordia delicadamente no lóbulo da orelha. Desci para o pescoço, mas não era suficiente, precisava explorar todas as partes daquele corpo delicioso que se apresentava na minha frente. Quando me dei por mim, estava beijando seu abdômen nu e ele já estava apertando outras saliências minhas. Depois de experimentar absolutamente tudo daquela escultura dos deuses, finalmente voltei para os seus lábios que eram tão maravilhosamente mutáveis... Naquele dia, correspondiam com os meus, vorazes e selvagens. Era sua vez de me acariciar, ele começou beijando meu pescoço, mas logo estava massageando meus seios com a magia de sua boca. O meu prazer era absoluto e tudo o que eu conseguia pensar era o quão perfeitos éramos um para o outro.
Finalmente, depois de carícias intermináveis, senti sua penetração que quase causou um orgasmo imediato por causa do tanto prazer que eu estava sentindo mesmo antes de nos tocarmos. Consegui contê-lo afim de aproveitar mais aquele momento de sonho e conseguimos ficar um bom tempo aproveitando a beleza daquele ato até atingirmos o auge juntos, provando nossa perfeita conexão, como sempre. Mesmo assim, ainda ficamos um tempo presos nas carícias até resolvermos nos levantar e voltar ao mundo real. – Acho que foi mais ou menos isso que Kakashi estava pensando. – eu disse, achando graça. Sasuke não riu e disse, com a voz cheia de amargura: — Se aquele filho da puta tocar em você assim, eu mato ele. Seu tom era sério e com o ódio presente naquele frase, eu realmente cheguei a acreditar que ele era capaz de matar Kakashi se quisesse. Mas o que aquela frase significava? Ele achava que eu pertencia à ele? Nunca tínhamos combinado exclusividade, mas aquela frase deixou bem explicito o seu desejo de me ter só pra ele e mais ninguém. Apertei sua mão mais forte, como se dissesse que concordava com o acordo e respondi, tentando tranquilizá-lo: — Ele não vai. Eu me mato antes de deixar alguma coisa assim acontecer. Sasuke virou-se de repente para me fitar e, com a conexão profunda dos nossos olhares, eu esperava que ele dissesse alguma outra promessa de amor ou algo que selasse nosso compromisso, mas tudo o que disse foi: — Ótimo. Dei um meio sorriso e finalmente nos separamos para irmos para nossas classes. Apesar de fazermos o mesmo curso, Sasuke estava um ano acima do meu e só tínhamos a aula de Kakashi juntos porque ele repetiu. Minhas outras aulas, apesar de interessantes, não foram nada comparada a nossa visita ao escritório do professor. Minha sede de aventura e de pecados, me fez, novamente, ir atrás de confusão e, quando me dei por mim, já estava na porta do escritório de Kakashi novamente. Então, percebi o quão ávida de atenção eu estava e desisti da ideia. Fui para casa sem esperar meu cavaleiro negro e deitei no sofá, refletindo sobre o que tinha acontecido nos últimos dias. Era tudo uma loucura. O meu emprego novo iria começar naquele dia e eu não fazia ideia de como iria suportar atender várias pessoas e fingir um sorriso a cada pedido. Perdida em pensamentos, não percebi quando Temari entrou de mãos dadas com Shikamaru. — Ei. – ela me cumprimentou e eu acenei com a cabeça. – E ai, se fudeu muito nas aulas ou foi de boa? — Até que foi de boa. – respondi, porque era verdade. Eu estava esperando odiar de cara todos os professores e todos os alunos por serem certinhos demais e tão pertencentes àquele sistema que eu odiava tanto, mas eu até que consegui me manter longe desses pensamentos. Talvez porque Sasuke estivesse lá... Então, virei-me para fitá-la e percebi sua expressão de completo ódio. Será que Naruto tinha contado que eu estava com Sasuke? Eu sabia muito bem que Temari o odiava completamente e que ela nunca aprovaria, mas eu realmente não achava que ela iria se importar tanto. — O que foi? – perguntei, porque não sabia ser falsa e ficar fingindo que não tinha nada me incomodando. — Porra, Cherry! – ela berrou do nada e eu percebi Shikamaru sair de fininho de perto dela. – Fica aqui! Ele fez uma careta e sentou-se em uma poltrona no canto da sala, derrotado. Eu sabia que Shikamaru era do tipo que não dava a mínima para qualquer coisa que estivesse acontecendo ao seu redor, então não hesitei em perguntar de novo: — O que foi?! — Não se faça de idiota, puta que pariu, eu sei que você não é burra, você entrou em Oxford, pelo amor de deus! – Temari disse, completamente furiosa, enquanto andava de um lado pro outro pela sala de estar. — Temari, eu posso ser inteligente, mas não sou vidente. – respondi, calma. Queria que ela falasse com todas as palavras o que a estava incomodando e porque aquilo era tão insuportável para ela a ponto de fazê-la explodir assim. — Você viu o que ela faz?! – ela perguntou, virando-se para Shikamaru, que já estava quase dormindo. Ele acenou com a cabeça, não fazendo a menor ideia do que estava concordando e Temari voltou-se para mim novamente. – Você quer que eu diga, não é? Ergui as sombrancelhas como se concordasse com o óbvio e ela soltou: — Você está com o Uchiha! — Ok, Temari, antes de qualquer coisa que você venha a me falar do que ele possa ter feito para a sua família, você não acha que é justo que eu tire as minhas próprias conclusões sobre ele? – comecei, tentando acalmá-la com o meu tom de voz manso. Só que minha pergunta pareceu surgir efeito contrário nela. Seu rosto expressou uma ravia ainda maior e ela berrava alto quando disse: — Cala a boca, Cherry! Você não faz a menor ideia de tudo que ele causou para mim... Para todos! Ele fudeu a vida de cada um de nós, inclusive das pessoas que te acolheram. Você é assim tão ingrata? — Temari, como assim? Eu sou super grata por vocês terem me acolhido, mas desculpa cara, vocês não mandam em mim e o que eu faço é problema meu. Eu realmente acho que a gente tem que tirar as próprias conclusões das pessoas, Sasuke não parece tão mal assim, talvez você não o conheça como eu. Ela piscou os olhos e ficou um tempo ainda me fitando. Então, suspirou, como se tentar me convencer fosse inútil, como se eu fosse um caso perdido. Conhecia bem aquele olhar e suspiro, já tinha os recebido muitas vezes. — Cara, você não faz a menor ideia e ainda fica defendendo aquele filho da puta. Todo mundo te avisou, Cherry, todo mundo. Então foda-se, mesmo. Vou deixar você se fuder sozinha, mas depois não venha chorar pra mim. Não se atreva vir chorar pra mim. – ela disse em um tom sério que nunca tinha ouvido antes e puxou Shikamaru -que acordou com um susto- para fora do apartamento. Suspirei. O que raios Sasuke tinha feito para Temari? Eu acreditava que tinha sido algo sério e grave, mas eu tenho certeza que era algo compreensível, ela só não entendia aquela mente complexa como eu. Ela só precisava tentar entender. Fiquei tanto tempo pensando no que poderia ter causado tanta raiva que me perdi completamente no tempo e quando percebi, já estava atrasada para o meu primeiro dia. Ótimo, tudo o que faltava. Eu não sabia como ia suportar, mas levantei em um pulo e me troquei as pressas, para poder ir correndo para o restaurante que tinha me contratado. Era óbvio que eu não iria conseguir trabalhar direito, eu não gostava das pessoas, eu tinha esse problema. Quando cheguei, ofegando, um velho baixinho me esperava com uma expressão de “você está atrasada” e eu já percebi o quão difícil seria lidar com tudo aquilo no momento que ele ergueu a mão e eu ignorei o gesto. — Me desculpe, senhor, perdi a hora. – falei, sincera. – Não vai acontecer de novo. — Com certeza que não, porque se acontecer você está na rua. – ele disse, com um sotaque engraçado, me entregou um bloquinho, uma caneta e me empurrou pela porta da dispensa. — Esse é o Chouji, ele vai te explicar tudo o que você precisa saber, vê se não causa problemas. Olhei para minha frente e vi um sujeito gordinho, com uma expressão engraçada que disse: — Oi. É Olívia né? — Não, meu nome é Cherry, Lee... É confuso. — Eu entendo, entendo. Então, não sei, ser garçonete não é tão difícil, o que você quer saber? Eu suspirei. — Que horas que dou o fora daqui? E com essa pergunta, Chouji apenas riu e me olhou de cima a baixo. — Você não vai aguentar uma semana. – disse baixinho, sorrindo e eu franzi o cenho. — Você não me conhece. Já tenho tanta merda na minha vida, essa só vai ser mais uma das que eu tenho que aguentar. Fala logo o que eu preciso saber e vamos começar logo com isso. – respondi, seca. No fim do dia, percebi que o meu trabalho não faria nada bem para a minha saúde mental. Eu simplesmente sabia que aguentar mais aquilo só me deixaria ainda mais ávida por diversão e escapismo a noite. Não poderia suprimir os meus prazeres depois de um dia forçando risadas. Olhei para o relógio e pensei: “essa é uma ótima hora para visitar Sasuke” e assim foi. Iria, novamente, para minha maior perdição, ignorando completamente tudo o que Temari tinha me dito anteriormente. Talvez eu realmente estivesse viciada naqueles olhos negros.
Notas finais
Heey, como estão?
Capítulo novo para vocês (:
Eu sei, demorei, mas gente, tá tenso de verdade, haha me deem uma chance, estou tentando, juro.
Enfim, eu mudei a classificação da fic para +18, sei que alguns de vocês (talvez a maioria) não tenha mais que 18, mas achei justo só avisar, tipo, deixar claro que o conteúdo da fic é pesado.
Então, gostaram? Deixem um review para mim, porfa ♥
Beijão
Capítulo novo para vocês (:
Eu sei, demorei, mas gente, tá tenso de verdade, haha me deem uma chance, estou tentando, juro.
Enfim, eu mudei a classificação da fic para +18, sei que alguns de vocês (talvez a maioria) não tenha mais que 18, mas achei justo só avisar, tipo, deixar claro que o conteúdo da fic é pesado.
Então, gostaram? Deixem um review para mim, porfa ♥
Beijão
Fale com o autor