Máscara

9 Gelado


Notas iniciais
Desculpem a demora D:

Estou com bloqueio, mas consegui escrever algo. Desculpem pelo tamanho. Agradeço aos leitores que leem, aos que compreendem e aos que esperam. Devo muito à vocês, principalmente os que me mandam reviews. Meu Nyah! está estranho, diz que eu não tenho nenhum leitor nessa fic, porem eu sei que é mentira, pois tenho leitores que me mandam reviews. Espero que gostem, de coração.

TMJ pertence ao Mauricio de Souza ;D

- Narração Off-

Depois que PK colocou os três nas suas devidas salas, ele voltou ao portão. O professor Rubens pensava que aquela história estava muito mal contada, e de certa forma estava mesmo. Então Mônica se levantou da carteira e lançou um olhar pra Magali.

- Narração Magali –

Quando Mônica se levantou da cadeira e me olhou, senti maldade naquele olhar. Ela foi até o professor, eu sinto que ela vai aprontar, acho que está com raiva de mim. Talvez ciúmes. Talvez inveja, ou talvez ela tenha perdido totalmente o controle. Ela deu um sorriso maldoso e pediu pra falar com o professor no corredor. Eles saíram e então eu não ouvi mais nada. Até que eles voltam.

_Magali e Denise, favor vir aqui no corredor. – Aquela vadia. Tinha que ser ela. – Vocês duas não estavam presas no banheiro, né? – Ele nos olhou com aquele rosto divino, logo se transformou em algo que nunca quis ver. Algo maléfico. Algo que dizia “eu estava certo”.

_Nós... – Denise começou a falar, mas não ia conseguir terminar. Estava quase gaguejando, ela não sabia mentir. Eu havia aprendido.

_Estávamos sim, professor. – Respondi, lhe encarando, olhando dentro dos olhos dele.

_Oh, não foi o que me informaram. Sabiam que chegar atrasado pode dar suspensão, ou ter que ajudar na cantina, né? Se disserem a verdade agora, eu livro vocês dessa. – Eu não posso dizer a verdade. A Denise logo se entregou, porque não queria pegar nem detenção, muito menos ajudar na cantina. Mas eu não posso afundar o Cascão e o PK nessa. – E você Magali, estava presa no banheiro?

_Como lhe disse antes, professor, estava sim. E não há motivos pra mentir.

_A sua colega, que supostamente, estava com você no banheiro já disse que não estava realmente presa. – Ótimo. Agora vou ter que mentir mais.

_Na verdade professor, ela não estava presa. Depois que me tiraram do banheiro... – Ele revirou os olhos. – Ela estava atrasada, então nós pedimos que ela viesse junto com a gente, pra que não se encrencasse. – Juro que foi o melhor que veio à minha cabeça.

_Porque continua insistindo nisso?

_Não quero que ninguém leve sobre culpa. – Ele entendeu, sabia que eu estava protegendo o Cascão e o PK. Sabia que eu me sacrificaria pra que nenhum deles se ferrasse. Mas eu ainda vou pegar a Mônica. Ela fez de propósito, ela sabia que fazendo isso eu tentaria proteger e acabaria me danando. E é bem isso que está acontecendo. É porque eu não tenho nenhum problema pra resolver mesmo, né. Daí agora mais isso. Que merda!

_Está bem, vamos pra direção. – Eu só concordei, não poderia discordar. Cascão estava lá e, incrivelmente, ele disse a mesma coisa que eu sobre a Denise ter se entregado. Mas nós tínhamos matado o primeiro tempo, eles não acreditaram na conversa do banheiro. Eu e Cascão dissemos que estávamos matando aula e que convencemos o PK a nos ajudar a voltar pra sala. Eles ficaram na dúvida, mas aceitaram. Cascão levou um aviso: Mais uma detenção e ele seria expulso. É, ele teria que melhorar o comportamento. Sinto que posso mudar isso, e não posso ficar depois da aula, tenho que ver minha mãe, arrumar minha casa e ajudar meu pai.

_Diretor Ted, poderia trocar? Ao invés de detenção, trabalhar na cantina.

_Mas ai teria que dobrar os dias, ou seja, duas semanas trabalhando na cantina de garçonete nos recreios e ajudando na limpeza nos períodos livres. É isso que você quer? – Será duro, mas terei que aguentar.

_Sim. – Ele aceitou e nós, eu e Cascão, saímos da direção.

_Você tá mal né. Cuidar da casa, bom, não vou dizer o que você tem que fazer, porque você sabe muito bem. E não vou dizer que imagino o quando é ruim, é doloroso, porque não faço a mínima ideia. Mas você podia ter entregado o PK e a mim e não o fez. E é por isso que eu te amo, Magali. – Ele me olhou. Nossos olhos brilhavam.

_Cas, me desculpa por aquela noite. Prometo que nunca se repetirá. Eu te amo mais do que tudo.

_Eu não conseguiria aguentar mais um dia sem você. Você sempre foi meu porto seguro e agora eu quero ser o seu. Me deixa ser, novamente, seu porto seguro?

_Ter você como meu porto seguro é o que eu mais quero. – Ele me beijou.

_Bom, agora vocês voltem pra sala. – Dizia a supervisora, que passava por ali. Voltamos, estava tudo bem. Agora com o Cas do meu lado, posso suportar tudo. Posso sentir o peso caindo das minhas costas, novamente me sinto como um pássaro, livre e solto. Bom, logo vai bater o sinal para o recreio e vou ter que ir pra cantina. Sim, diretor Ted disse, depois, que era pra começar hoje, pra não levar muito tempo pra acabar. Bateu, não sei se fico triste ou feliz. Corri para cantina e comecei a servir as mesas, não era nada difícil, era até fácil demais. A ‘turminha’ da Mônica pediu vários sucos. Eu trouxe uma bandeja, com todos os pedidos. Mônica havia pedido o de morango.

_Ah, Magali, venha aqui. – Ela chamou, me fazendo ir até a mesa deles. Eu abri um sorriso. – Eu pedi suco de uva e veio de morango. Quero outro. – Ela me entregou o suco. Suspirei pesado. A turma dela estava rindo, e a raiva subindo a minha cabeça. Sei que vou me ferrar mais por causa disso, mas agora já era.

_Você quer outro? – Disse, autoritariamente. Ela assentiu. – Então vá buscar. – E virei o suco na cabeça dela, que se molhou toda. Agora eu realmente me ferrei, mas ela vai ter que voltar pra casa. Toma! A turminha dela se paralisou, sabiam quem eu era e nem se atreveram a rir mais. Alguns fizeram cara de nojo pra ela e saíram, e os outros apenas saíram. Mônica estava sozinha, novamente. Ela saiu correndo do pátio, murmurando palavras inaudíveis.

Notas finais
é isso ai, por enquanto e espero que gostem, obrigada por esperar, obrigada, obrigada mesmo <3