My strange world Percabeth/Thalico
31 O medo do desconhecido
Notas iniciais
Pov Annabeth:
Estava sentada na proa do ArgoII, a tristeza me dominava, as lagrimas rolavam pelo meu rosto, parecia que eu não era eu; como se eu estivesse ali observando o meu luto e o das outras pessoas, mas no fundo não fosse eu que estivesse sofrendo e sentindo aquilo
De repente eu não sentia nada, eu não estava indiferente, triste , muito menos feliz; mas eu estava perdida em meio aos meus pensamentos confusos, num sentimento que eu não entendia. Eu tinha raiva, não só de Urano, mas também de mim ; além disso eu estava triste pela perda, feliz por ele ter finalmente cumprido seu destino e nervosa com o Percy que agora quando eu precisava dele estava jogado em um canto refletindo.
Mordi o lábio inferior e sequei as lagrimas me levantando, em seguida caminhei até Aline que acabava de embarcar com Travis, Connor, Katie e Miranda. Abracei todos e fiz algumas perguntas, mais por educação do que por curiosidade.
–Estou bem... Estava com saudades — disse Aline e eu sorri
–Aline! — exclamou Percy se animando de uma hora para outra
–Percy — disse (lê-se gritou) e eles se abraçaram e sairam conversando. Olhei por um tempo paralisada, mas logo depois peguei meu boné e coloquei ficando invisível. Caminhei pelo navio e os vi nos estábulos fazendo um piquenique. A raiva cresceu dentro de mim e eu simplesmente sai dali indo direto para meu quarto e trancando a porta.
Eu não via motivo para chorar então simplesmente adormeci assim que me joguei na cama
Eu estava na saída de incêndio de um prédio, as escadas pareciam não ter fim, a luz era muito forte e minha cabeça doía. Eu tinha descido uns 10 lances de escada,minha visão se acostumara, mas aminha cabeça agora fervia. Comecei a descer o ultimo lance, lá pelos últimos degraus algo me disse para subir tudo e encarar o fogo, mas minha curiosidade em relação ao que tinha atrás da porta e o calor ali dentro me empurrava com força para a porta.
Empurrei a porta com força e eu comecei a cair tudo estava escuro, bati com tudo em um chão duro e frio.
–Annabeth — disse a escuridão — Que bom vê-la
Continuei em silencio
–O que acha de se juntar a mim, quem sabe não dominamos tudo, depois que derrubarmos tudo te deixarei reconstruir o mundo da sua maneira
–Quem é você? — perguntei com a voz fraca
–Se junte a mim... Eu posso te perdoar...
–Quem é você? Perdoar do que?
–Ah Annabeth o tempo está passando, você tem que decidir! Aos poucos ele morreram e por sua culpa — disse a voz rindo — Tic Tac Tic Tac...
De repente eu estava em frente a minha casa, ela estava queimando e eu conseguia ouvir os gritos de meu pai que estava lá dentro. Na minha frente tinha o que eu precisava para apagar o fogo, mas eu não conseguia alcançar. Em minha cabeça a voz ria.
–Annabeth? — chamou uma voz, mas não era a mesma que estava no sonho.
Abri os olhos, eu estava chorando muito, abracei Jimmy de imediato.
–Calma Annabeth, está tudo bem... — disse o garoto meio assustado
–E-Eu to com medo — disse e ele me abraçou com força
–Vai ficar tudo bem... Vem vamos um pouco lá fora, me pediram para te chamar.
–Obrigada Jimmy...
–É pra isso que servem os amigos! — disse me abraçando de lado e me levando até o refeitório.
–Por que você tá com o braço no ombro dela? — gritou Percy com raiva quando chegamos lá
–Por que ele se importa mais comigo do que você? — respondi me sentando ao lado de Jimmy e Percy nos olhou com raiva.
–Leo, quanto tempo para chegarmos.
–Bom vamos amanhã de manhã.
–Então eu vou voltar a dormi — disse me retirando, mas não voltei pro quarto
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