My past horrible ... my beloved gift
4 Meu passado me condena
Notas iniciais

Pov. Paulo
Não é possível, fico dois anos sem saber do paradeiro dessa garota e quando a encontro ela se lembra do passado, nem eu entendo direito o que aconteceu no passado, só me lembro de uma coisa, eu era e acho que ainda sou apaixonado por essa garota
Decidi tentar conversar com ela, saber a parte dela, já que só me lembro da minha, saí do meu quarto e voltei a sala, onde dessa vez ela assistia minha serie favorita: The Flash
— serio que você gosta dessa série, ela é incrível- disse e ela deu uma leve assustada
— é minha favorita, dá pra não fazer mais isso- ela nem olha na minha cara
Peguei o controle e dei pausa na série
— ou eu to vendo- ela disse tentando tirar o controle da minha mão
— não, continua depois, quero conversar com você- me sentei ao seu lado
— o que você quer?
— Alicia, nós já vivemos uma história juntos, já nos conhecemos faz tempo, eramos melhores amigos quando bem pequenos, eu não te vejo a dois anos porque parece que você fugiu de mim, eu não consigo entender por que- disse sincero e ela me olhou como se fosse me matar
— o que? não consegue? Paulo, o que você fez comigo, ninguém faria, e tudo o que eu fiz, foi tentar ter você perto de mim, eu já te amei uma vez- ela disse começando a chorar- e se você não sabe nem o motivo de eu ter ido embora, eu espero que eu não cometa o mesmo erro de novo, o de te amar e querer estar perto de você- então ela saiu pela porta
E eu mais uma vez estou aqui, sem respostas
Pov. Alicia
Saí dali chorando como louca e fui ao jardim, chovia lá fora e eu amava sentir a chuva descendo pela minha pele, me sentei em um canto muito escondido e fiquei lá, chorando e lembrando
Como ela não se lembra de tudo o que aconteceu e de como ele me trocou como se pra ele eu fosse um nada
Flashback on
Dois anos atrás...
Estava decidida, era hoje, hoje que eu ia me declarar pra ele, e ver se de verdade o Guerra gostava de mim, ou se só queria a minha amizade
Era apaixonada por ele desde que tínhamos 9 anos, e nesses 7 anos nunca lhe disse nada, mais o que será que ele sente por mim? vou saber hoje
Peguei um dos meus papeis de carta e comecei a escrever:
"E ai Guerra, desculpe mais não dá mais, tenho que te dizer isso dessa forma mesmo
Te amo. Te amo de um jeito que eu tento explicar e não sei. Palavra fica presa. Engasgo, afogo e uso palavras pela metade. Na hora H sempre falta uma vogal. Mas quer, de novo, saber? Meu coração nunca foi pela metade: sempre foi-inteirinho-seu.
Quero saber o que sente por mim, me encontre amanha as duas horas na praça se achar que vale a pena esperar e lutar pelo nosso amor, mais se não parecer, vou saber que não me ama, e vou embora amanha mesmo
P.S: Independe da sua escolha de esperar ou não, eu vou te amar pra sempre
Acabei de fazer a carta e liguei para Lais, minha melhor amiga, pedi a ela que visse aqui em casa, e ela logo chegou
— oi Lala- ela não quis entrar então fui até a porta
— oi Ally, do que precisa?
— preciso que entregue isso ao Paulo, hoje e agora
— agora? por que?
— decidi me declarar- ela sorriu
— nossa que bom Ally, então já to indo- ela me deu um beijo e foi
Não acredito que tive essa coragem, agora é só esperar
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No outro dia, estava na hora e no lugar marcado, mais me surpreendi ao não ver Paulo e sim a Lais
— Lala, o que está fazendo aqui?
— Ally, tenho que te contar uma coisa
— pode falar
— o Paulo pegou a carta e rasgou ela, sem nem ler, depois disse que gostava de mim, me pediu em namoro e logo depois me beijou- meu coração se partiu em mil pedaços, não dá pra acreditar
Me sentei decepcionada e a olhei
— e você aceitou?- perguntei, mais segurei o choro, ela não ia me ver chorar
— eu disse que ia pensar, mais Ally, por você eu não vou aceitar e ...- a cortei
— não, você vai sim, ele gosta é de você, então esquece- disse mesmo não querendo aquilo
— e você amiga, o que vai fazer?
— eu vou embora Lais, vou pra Los Angeles, arrumar uma casa e morar com algumas amigas, ta decidido- disse me levantando e indo embora, sem olhar pra trás
Era tao estranho, a dois dias parecia que ele sentia o mesmo por mim, mais agora não, agora ele quebrou meu coração, brincou comigo e sem dó, eu vou embora mesmo, quando nem percebi já estava chorando e assim cheguei em casa em prantos
— Ally, minha filha, que foi?- minha mãe correu e me abraçou
— o Paulo brincou comigo mãe- nos sentamos no sofá e contei a ela tudo
— o querida, sinto muito- ela me aconchegava e eu chorava mais
— mãe, lembra que você disse que tinha uma casa lá em L.A que era sua e do papai?
— temos por que?
— eu vou me mudar hoje mãe, vou morar com as meninas e sair de perto dele- ela me olhou assustada
— querida não
— sim, vou ligar pra Valéria, Majô, Carmem, buscar a Marcelina amanha, ela já ta grande, tem que sair daquele orfanato, depois pra Marga, Cleme, Bibi, Laurinha, e amanha vamos ir morar juntas lá
— tem certeza disso minha filha- agora ela chorou
— tenho- assim subi e fui arrumar minhas malas
Peguei todo meu quarto, tudo que podia e não podia mais, liguei pra as meninas e estava tudo combinado, como meu avô havia me dado uma passagem de ida pra qualquer lugar, a peguei e fui, com um grande choro de meu pai e minha mãe, e sem me despedir de mais ninguém, principalmente de Paulo Guerra
Flashback off
Depois de me lembrar, decidi voltar, era impressionante como aquele lugar estava vazio, acho que todos gostaram de seus parceiros, me levantei e voltei
Pov. Marcelina
Eu e Mário nos sentamos juntos no sofá, era impressionante como esse garoto é lindo, e tão especial
— tá agora vamos conversar, me conta do seu passado- fiz uma cara meio triste mais quando ele percebeu eu sorri- se quiser
— eu conto, quando era bebê, eu fui encontrada na porta de um orfanato, e eles me acolheram, eu fui crescendo e queria saber sobre meus pais, mais isso doía muito, então decidi parar, um dia, eles decidiram fazer um sorteio pra uma pessoa de lá sair e ir conhecer um sítio, um tal Panapana, e por incrível que pareça eu fui escolhida, e lá eu conheci as meninas, Ally é a minha melhor amiga, melhor mesmo, mais todas eu vou levar por toda a minha vida, um dia a Ally veio para L.A e me buscou, com os meus 16 anos, e ai nós ficamos morando juntas até chegarmos aqui- ele prestava atenção em cada palavra
— fascinante
— e a sua história? me conta
— quando eu nasci, a minha mãe morreu no meu parto e meu pai achou que o culpado fosse eu, então sempre me tratou como um nada na vida dele, ai ele encontrou a minha madrasta e eu pensei que ela seria uma bruxa pra mim, mas não, ela me criou, como se fosse a minha mãe, ela engravidou, teve uma filha, mais sempre me tratou como filho, e hoje meu pai trabalha mais que tudo, minha irmã já tem 12 anos e ela continua ali, firme e forte, e eu também, mais com meus 16 fui morar também com meus amigos e agora to aqui
— fascinante- repeti o que ele disse e ele riu- é serio eu gostei
Ficamos ali nos encarando, até que caímos na real
— eu vou fazer o almoço- ele disse e eu assenti
Ele é um bom ouvinte, será que a gente pode dar certo um dia? quem sabe
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