My new life
15 A busca começa em Araruama e Recreio.
Notas iniciais
POV Mari
Já se passou uma hora desde que a Hanna, o Matheus e o Nico se foram. Só estamos esperando a Mayara e a Piper na sala para decidirmos quem vai ficar onde. Elas chegam e a May começa:
–Eu vou ficar aqui nesta casa mesmo com Luige e com o Daniel, já que nós vamos procurar pelo Recreio. Jason, Piper e Cam, vocês vão ficar na casa da minha prima Larissa, ela sabe que vocês vão para lá e aqui está o endereço.- ela fala entregando um papel para Jason.- Mari, Leo e Gabriel vocês vão ficar na casa da tia Luce.
–E Percy, Annabeth e Grover- Eu falo- Vocês vão ficar na casa do meu primo Lucas, eu já liguei para ele e ele falou que está tudo bem. O endereço é este.- eu falo e entrego o papel para eles.- É só falar que vocês são meus amigos e ele já vai saber quem são.
–Beleza.- Percy fala.
–Então já podemos ir, como a Hanna disse vamos nos comunicar por mensagem de íris, então mãos a obra e até logo pessoal!- Eu digo, já indo pela porta em direção a garagem já arrastando o Leo e o Gabriel comigo. Entramos no carro do avô da Hanna uma picape vermelha, Gabriel vai dirigindo, Leo no banco de carona e eu vou atrás, saímos da Garagem e vamos rua a fora.
–Gabriel, você sabe onde é que é a casa, não sabe?
–Pode deixar comigo que eu sei onde é que é.
–Ótimo!
Então os garotos vão conversando e eu vou dormir.
(2 horas depois)
Não tive sonhos. Acordei e já estávamos em Araruama, só não sabia direito quanto tempo faltava para que chegássemos a casa.
–Já estamos chegando?- pergunto, os garotos não dormiram pelo jeito devem ter ficado conversando.
–Finalmente acordo bela adormecida.- fala o Leo.
–Não vai me irritar, só responde a minha pergunta!
–Só mais um cinco minutos e já chegamos.- fala o Gabriel.
–Obrigada!
Os cinco minutos passam rápido, os garotos ainda ficam conversando (depois reclamam que as garotas que não param de falar!) e eu fico escutando música do rádio. Chegamos a casa é bem grande e a poucas quadras da praia, saímos do carro e eu toco a campainha. A Tia Luce abre a porta com um sorriso no rosto.
–Mari, você cresceu em? Faz um tempo que a gente não se fala! Esqueceu que eu também sou da família?
–Claro que eu não esqueci. É só que as coisas andam complicadas ultimamente.
–Ta explicado. E aí Gabriel, como vai a vida tudo beleza, faz um tempo que nós não nos vemos também, não esquece que você é um bom amigo da família!
–Eai, tá tudo beleza, e realmente não nós falamos a tempos né?! Foi bom te rever!
–Igualmente, e você é...- ela fala olhando para o Leo.
–Leo Valdez.
–Prazer Leo se você ainda não sabe eu sou a Tia Luce, pode me chamar assim mesmo.
–Ok.
–Mas então, o que vocês vieram fazer aqui mesmo? A Mayara não falou.
Provavelmente ela não sabia de nada, então inventei uma mentira qualquer.
–Viemos curtir um pouco Araruama, o Leo queria conhecer-la. Né Leo?- ele raciocinou um pouco e então falou.
–É isso mesmo.
–Então ta, bom, como já fiquei sabendo que vocês viriam eu deixei umas camas para vocês preparadas no quarto dos fundos, eu vou ficar fora este mês, vou visitar umas amigas, qualquer coisa podem usar o telefone da casa mesmo para me ligarem. Eu já estava de saída mesmo, só vou pegar as malas e a casa é de vocês!
–Ok.- Respondemos.
Entramos na casa enquanto a Tia Luce botava as coisas dela na mala.
–Uau. — Os dois falaram, assim que viram a casa.
–Eu sei né? A casa é demais!- Eu falo.
–Tchau meninos, até daqui a um mês talvez.- fala a Tia Luce.
–Até.- respondemos.
–A casa é nossa!- Eu falo assim que fecho a porta.- É o seguinte, vamos só arrumar as coisas que trouxemos, vou falar onde cada um vai ficar e vamos sair eu já tenho uma idéia de onde podemos começar a busca.
–Ta.
Então os guio até os fundos da casa, onde ficam os quartos e só então percebo que só tem dois quartos, sendo um deles o da Tia Luce que ela trancou, ou seja vamos ter que ficar os três no mesmo quarto, por sorte o quarto até que é bem grande, tem um banheiro, uma escrivaninha uma cama de casal e uma de solteiro e uma TV.
–Eu vou ficar na cama de solteiro!- Grita rapidamente Gabriel.
–O que?- Eu e Leo falamos juntos.
–Isso que vocês escutaram a cama de solteiro é minha!- ele fala e pula em cima da cama.
–Então nós vamos dormir na mesma cama?- Pergunta Leo pra mim.
–Não tem jeito, né?- Falo- Você vai ver só Gabriel, espera só.
–To com muito medo...
–Quer ver só?
–Te desafio.
–Então se prepara para apanhar!
Falo e vou até a cama dele, pego o travesseiro da cama ao lado e começo a meter a porrada nele com o travesseiro.
–Ai ai... Como é bom ver isso sem ser eu a vítima.- Suspira Leo.
–Porra, para garota!
–Pede desculpas.
–Eu não!
–Não vai?
–Não!
–Então olha só!
Pego o travesseiro ainda mais firme e bato ainda mais nele, além disso ainda pego a ponta da fronha e faço cócegas no seu ponto fraco, seu pé!
–Ta ta ta, eu me rendo!
–Então pede desculpas!
–Ta, Desculpas!
–Acho bom!
Dito isso, pego o travesseiro e me jogo na cama ao lado descansando da batalha.
–Eai cara, aprendeu que nunca se deve subestimar esta garota?- fala o Leo.
–Agora sei disso.
–Só que apanha sabe.
–Poise.
Eles se calam e eu falo:
–Vou dar uma volta pela casa acabem de arrumar as coisas.
–Ta.- os dois respondem.
Então saio do quarto deixando os dois sozinhos lá e vou até a cozinha, abro a geladeira e procuro algo que me deixe feliz... Sorvete! Por sorte tem um pote cheio de sorvete de flocos, pego-o e vou até a gaveta e pego uma colher, vou com tudo até a varanda que é bem grande e me sento no balanço. Fico um tempo lá olhando para o horizonte, comendo meu delicioso sorvete até que o Leo aparece na porta da casa.
–Então você está aí?!- ele fala vindo na minha direção.- Estava te procurando pela casa inteira, já acabei de arrumar as minhas coisas.
–Que bom, e o Gabriel?
–Já está acabando.- ele fala se sentando no balança o lado.
–Ata, quer sorvete?
–Claro, sorvete é sempre bom!
–Aqui toma um pouco.- falo e entrego uma colher com sorvete pra ele.
–Valeu.
–Nada.
Ficamos em silêncio por um tempo, eu fiquei admirando a paisagem do sol se pondo com o céu em um tom alaranjado e rosado, neste meio tempo tinha horas que eu ficava olhando para o Leo sob a luz do por do sol, ele estava muito bonito, ali apenas olhando para o horizonte...
–Pronto, cheguei.- Meus pensamentos são Interrompidos por Gabriel.
–Ótimo, está com a arma que você pegou?- pergunto.
–Sim- ele fala mostrando a espada de bronze celestial.
–Então vamos logo.- fala Leo.- Pra onde você disse que nós poderíamos começar a busca?
–Tem um antigo parque de diversões por aqui, ele está inativo a muito tempo e seria um ótimo esconderijo, além de o parque estar a exatamente uma quadra da praia!- Eu falo.
–Tem razão, um ótimo lugar para começar! Então vamos logo estamos esperando o que?- fala o Leo.
–Borá.- eu e Gabriel respondemos.
Então eu vou até a casa rapidamente apenas para deixar o pote de sorvete que ainda estava comigo na cozinha, e volto para fora, juntos vamos a pé, já que podíamos passar por uma pista e tal, até o parque. Por sorte ele não fica muito longe, então em 10 minutos nós já aviamos chegado. Eu me lembro perfeitamente deste local, eu vinha muitas vezes aqui com o meu Pai nas férias, era um lugar que eu me divertia sem nunca se cansar, mas agora eles fecharam. As vezes eu queria jogar um pote de merda no filho da puta que fechou isso aqui! Mas enfim, voltando ao presente. Entramos no parque e começamos a procurar alguma pista, só que estava escuro demais e não conseguíamos enxergar merda nenhuma.
–Ta muito escuro aqui!- eu falo.
–Ninguém trouxe lanterna nenhuma não?- pergunta Gabriel.
–Não...- eu falo.
–Mas eu tenho algo que pode iluminar isso aqui!- exclama Leo.
–O qu...- Eu começo a falar, mas antes eu pudesse terminar a mão do Leo começa a pegar fogo!- AAAAAAAAHHHHHHHHHH!- Isso fui eu gritando.- QUE PORRA É ISSO LEO???- Grito novamente.
–Ae,- ele fala como se tivesse esquecido- Eu esqueci de falar que eu posso controlar e fazer fogo.
–PORRA DA PRÓXIMA VEZ ME AVISA SE NÃO QUISER ME MATAR DE SUSTO.- Eu grito mas vou me acalmando.
–Ta.
–Ótimo agora, Mari por favor para de gritar eu acho que você estourou meu tímpano- fala Gabriel dando ênfase na ultima parte enquanto colocava a mão na orelha.
–Foi mal.- me desculpo- agora vamos andando.
–Ta.- os dois respondem.
Então voltamos a andar, desta vez com Leo iluminando o local. Durante uns 5 minutos não achamos nada, então andamos mais um pouco estávamos perto da montanha-russa que eu já havia andado várias e várias vezes, ali principalmente estava muito escuro, então fomos mais para dentro, atrás da montanha-russa havia uma cabine, vazia e destrancada, entramos nela e parecia normal não havia nada dentro apenas uma cadeira e um papel encima dela. Vou até ela e pego o papel.
–Leo, chega mais perto pra eu poder ler o que está escrito!
–Ta.
Então ele e o Gabriel se aproximam e lemos o bilhete que dizia:
"Deveriam ter feito o que eu mandei, ficar apenas esperando o fim de Thalia, agora as consequências serão ainda maiores, e pode ter certeza que uma amiga sua já sabe disto..."
Releio o bilhete umas cinco vezes, para ter certeza de que o que eu tinha lido era o que eu achava que tinha lido. Aquele filho da puta, seqüestrador de amigos, cara de bosta, com cérebro de merda, viado, já falei filho da puta? Não! Então Filho da puta! E muitos outros apelidos nada legais tinha feito algo com uma das minhas amigas, agora ele vai se arrepender de ter nascido! Pego o bilhete e o amaço e jogo-o no chão com toda a minha raiva.
–Calma, não faz isso com o papel ele pode ser importante.- O Gabriel fala, pega o papel e coloca-o no bolso.
–Aquele Filho da puta!- Eu xingo.
–Com quem será que ele armou?- Pergunta Gabriel.
–Não faço idéia, só sei que uma das garotas!- respondo- Aquele merda...
–Gente...- O Leo fala olhando para algo atrás de nós- A gente devia se preocupar com aquilo?
Nós nos viramos e vimos três grifos nós olhando pronto para atacar. Eu peguei a minha adaga, o Gabriel sua espada e o Leo tirou um martelo de seu cinto.
–Hora da luta.- Eu falo e partimos para o ataque.
POV MAYARA
Jason, Piper e Cam forma os últimos a sair, agora restou aqui na casa apenas eu, o Luige e o Daniel.
–Então o que vamos fazer agora?- pergunta o Luige.
–Podemos começar a busca pela Thalia!- Respondo.
–Mas nós precisamos de uma dica para começar...- Lembra o Daniel.
–Verdade...- Falo
–Ninguém tem alguma sugestão?- Pergunta o Luige.
–Tem umas cavernas próximas as praias, podemos começar procurando por lá!- Sugere Daniel.
–Boa, vamos agora!- Falo já indo em direção a porta.
–Ok.- Os dois falam.
Mas então antes de sairmos de casa eu lembro:
–Daniel, você falou que estas cavernas ficam perto da praia, por acaso seriam aquelas perto do posto 12?
–Sim.
–Como nós vamos chegar lá inteligência? Ela fica meio que em uma ilha, para chegarmos lá vamos ter que ir nadando ou sei lá!
–Não tinha pensado nisso...
–Gente eu conheço uma passagem para chegar na caverna sem nadar, apenas caminhando pelas pedras.- fala o Luige.
–Que bom, você já passou por elas?- Pergunto.
–Já, quando era menor passava muito por lá com uns colegas. Mas... Se nós formos mesmo por esta passagem é melhor vocês mudarem de roupa.
–Porque?- Eu e o Daniel perguntamos.
–Porque vocês provavelmente vão se molhar, ou seja é melhor colocarem uma roupa de praia.
–Ta né.
Então nós três vamos até os quartos para colocar uma roupa de praia, eu vou até o meu armário e pego um biquíni laranja com estampa de palmeiras pretas no busto e parte de baixo preta, coloco por cima uma saída de praia amarela, prendo o cabelo em um rabo de cavalo e por fim boto um chinelo, vou até a sala e os dois já estão prontos com bermuda, blusa e chinelo.
–Agora podemos ir?- Pergunto.
–Não temos mais nada a esperar.- Fala o Luige.
–Então bora!- Fala o Daniel.
Vamos para a garagem e pegamos o meu quadriciculo amarelo que dava perfeitamente para nós três. O Daniel foi dirigindo, eu fui no meio e o Luige foi atrás de mim. Quando chegamos na praia, ela não estava muito cheia, devia ter no máximo umas 10 pessoas lá, então fomos discretamente juntos até a passagem que o Luige havia falado, era uma passagem de pedras que ligava até a ilha, tenho que admitir que meu namorado é demais.
–Tomem cuidado na hora de passar, as ondas podem acabar te derrubando e se elas te derrubarem pode se dizer que não vai ser algo legal.- avisa Luige.
–Ok, quem vai primeiro?- Pergunto.
–Eu vou.- fala o Luige.
Então o Luige vai na frente, ele estava com uma mochila então nós enfiamos os chinelos de nós três nela e fomos em rumo a ilha/caverna.
–Porra, você podia falar que a passagem ia ser em pedras que machucam o pé e são escorregadias além do risco de podermos cair a qualquer instante!- Reclama Daniel.
–Você acho o que? Que nós iríamos passar por uma ponte feita de arco-íris mega segura?- Ironiza Luige.
–Da para vocês pararem de reclamar?- Eu falo.
Aí que eu cometi o erro de me desconcentrar, por que no mesmo instante uma onda, pequena porém forte o suficiente para me fazer cair, veio e me fez escorregar nas pedras, já estava a ponto de cair no mar e bater com a cabeça nas pedras, quando o Luige me agarra pelo braço antes que eu caísse para a morte.
–Te segurei!- ele fala olhando para mim com uma preocupação enquanto me ajuda a levantar.- Você esta bem?
–Obrigada você me salvou.- Eu falo e o beijo- Agora eu estou bem.
–Vocês podem parar com isso antes que eu vomite aqui?- Reclama Daniel.
–Seu chato, borá logo.- Eu falo e seguimos em frente.
Por sorte chegamos do outro lado sem que ninguém caísse, então lá estávamos na entrada da caverna.
Fale com o autor