My life or your life?
8 8 - Redenção.
Notas iniciais
POV Clary
Eu estava sem reação, meus ouvidos não queriam acreditar no que tinham acabado de ouvir. Jace me encarava com os olhos brilhando. Como ele pode pedir uma coisa dessas sendo que mal me conhece, faz menos de três dias que nos vimos pela primeira vez, mas ao mesmo tempo eu pensava em como recusar um pedido desses.
– Jace, eu não sei o que dizer.
– Apenas diga que aceita. — Ele respondeu.
– Por que está fazendo isso? Por pena?– Perguntei, mas estava na cara que não era isso, ele encarava minha barriga com os olhos brilhando.
– Fazer as coisas por pena não é comigo. Eu realmente quero ser o pai desse bebê.
– Por que? — Insisti.
– Por que você é a única garota que eu realmente me importei um dia. Já sinto como se fizesse parte da sua vida.
– Eu não posso me casar com você, somos amigos e além do mais, não posso prender a você em um assunto que você não tem culpa. Você é jovem, bonito, tem dinheiro, não posso ficar casada com você impedindo de se divertir.
– Fazemos assim então, você aceita meu pedido, mas nós teremos que nos casar, meu pai leva a sério isso. Mas não precisaremos agir como casados.
– Jace, eu não sei. – Me deitei novamente na cama. — Não acho isso certo.
– Eu acho. Eu me importo com você, eu sempre quis ter um filho, agora eu tenho a oportunidade de ter.
– Mas ele não é seu. — Disse como se fosse óbvio, ele apenas sorriu de lado e me encarou.
– Pai é quem cria, eu sou adotado sabia?– Arqueei minhas sobrancelhas e ele sorriu de lado. — Meus pais na verdade são meus tios, Maryse era irmã da minha mãe. Ela morreu no parto e meu pai morreu meses depois em um acidente de carro.
– Sinto muito.
– Já passou. — Ele acariciou meu rosto onde Sebastian me bateu. – Isso está bem feio. Ele já fez isso antes?
– Só no dia em que contei que estava grávida.
– Ele é um desgraçado. Está na minha lista de quem bater na próxima vez que eu o ver. — Gargalhei e ele me acompanhou. — Então, aceita?
– Tudo bem.– Ele sorriu e me abraçou forte.
POV Jace
Depois de conversarmos e ela decidir aceitar meu pedido eu a fiz dormir, fiquei velando seu sono, me sentindo completo e feliz pela primeira vez na vida. Meus pais sempre me deram carinho e me trataram igualmente aos filhos biológicos deles, mas eu sempre fui o mais rebelde, mas não por meus pais terem morrido, mas sim por sentir falta de algo para amar de verdade, algo que eu pudesse dar meu nome e que poderia me amar também. E agora Clary está me dando essa oportunidade, e eu não vou deixar escapar.
Ela dormiu agarrada a mim, seu pequeno corpo encaixado perfeitamente ao meu. Como se tivesse sido feito sob medida para mim. Dormi algumas horas depois com os braços a sua volta, mesmo que eu tenha dito que podemos agir como se não fossemos casados, não podia negar que ficaria com ciúmes de vê-la com outro homem. Não posso negar que gosto dessa ruiva. Não posso negar que ela é a minha redenção.
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Uma semana depois, Clary ainda insistia em trabalhar no Taki's, mesmo que eu tenha dito que vou pagar as contas dela agora. Fiz ela se mudar para um hotel de verdade, bem melhor que o antigo que ela estava e a matriculei na faculdade. Ela trabalha a tarde e estuda de manhã, eu a levo e busco. Decidi pegar firme no meu estágio para assumir a presidência da empresa, mas toda noite quando ai ao hotel em que Clary estava, eu cantava e compunha músicas novas. Ela me ajudava muito, fazendo críticas e até acrescentou partes na música. Eu a ajudava em algumas coisas da faculdade e ficamos ali, conversando e esquecendo dos problemas.
– Que tal eu te apresentar a minha família?– Perguntei assim que entramos no quarto.
– Tipo, seu pai e sua mãe? Seus irmãos também?– Ela perguntou preocupada sentando na cama.
– É. Eles vão gostar de você.
– E o que eu digo se perguntarem dos meus pais?
– Diga a verdade, que eles te expulsaram de casa quando descobriram que estava esperando um filho meu.
– Seu?
– Sim. Meu. — Me ajoelhei a sua frente e coloquei minha mão em sua barriga, sentindo o meu filho ali.
Senti as mãos de Clary no meu rosto, fazendo carinho na minha bochecha, olhei para ela e me perdi no verde dos seus olhos, não posso mais negar, estou apaixonado pela ruiva, mas não sei se o sentimento é recíproco.
– Obrigado por ser tão incrível.
– Você me tornou assim. Só por você e pelo nosso filho que eu estou me esforçando para me tornar um homem responsável.
– Amo quando diz nosso filho. Queria que ele fosse realmente. — Ela sorriu triste.
– Sangue não muda o que sinto, ele é sim meu filho e logo logo, você será minha esposa. — Ela sorriu e se levantou.
– Peça alguma coisa para comermos, vou tomar um banho, depois você vai. - Concordei e ela entrou no banheiro, liguei para a recepção e pedi nosso jantar.
Logo Clary saiu do banho com um pijama de ursinho, que mesmo sendo infantil a deixava muito sexy, o tecido já estava apertado em sua barriga por causa do bebê.
– Sabe de quantos meses você está?
– Provavelmente quatro.
– Temos que começar o pré natal. É importante para saber sobre a saúde do bebê. - Ela sorriu.
– Vá tomar seu banho, falamos sobre isso depois. — Concordei e fui para o banheiro, tomei um banho longo e quente.
Eu tinha levado algumas roupas para lá por que eu dormia muito mais aqui do que na minha casa, coisa que meus pais já estavam começando a achar estranho. Terminei meu banho e me vesti, shorts e camisa. Voltei para o quarto e Clary já estava comendo.
– Nem me esperou. — Brinquei a fazendo sorrir, um lindo sorriso.
– Você demora demais no banho.– Me sentei ao seu lado e comecei a comer.
– Podemos ir na minha casa amanhã. — Disse.
– Tudo bem.
– O que foi?
– Se eles mandarem você se afastar de mim... você vai?
– Mas é claro que não, um homem sabe cumprir seu dever de pai. Eu vou cuidar de você do nosso filho.
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