My life or your life?

40 40 - Nós dois sabemos disso.


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo e comentem.... agradeço a quem está comentando e acompanhando a fanfic. Gostaria que os fantasminhas aparecessem, ficaria muito feliz.

POV Clary

Minha vernissage foi um sucesso, dos 150 quadros que pintei e que expus lá, todos foram vendidos por preços absurdos. Jace e eu fomos embora depois das duas da manhã, eu insisti para ficarmos até o fim, afinal eu queria me despedir de todos que compareceram ali.

Quando chegamos no hotel, fui até o quarto de Thomas me certificar de que ele estava bem, meu filho dormia perfeitamente na sua pequena cama, a babá estava na cozinha bebendo água, pagamos o honorário e ela se foi. Fui a primeira a tomar banho, me joguei na cama logo em seguida para esperar por Jace, que vinte minutos já se juntava a mim.

Gostou de hoje? – Ele perguntou.

Eu amei Jace, estava tudo perfeito. Todos os meus quadros foram vendidos e essa é apenas minha primeira exposição. – Eu respondi animada.

Fiquei muito orgulhoso de você. Se saiu muito bem no discurso.

– Eu estava tão nervosa. – Admiti.

Você foi maravilhosamente bem. – Sorri buscando seus lábios.

Eu convidei o pessoal para almoçar aqui. – Disse e Jace bufou. – O que foi?

– Lucas. Eu não o quero perto de você.

– Por que?

– Ele me disse coisas hoje, coisas que eu realmente não gostei.

– Isso é mais uma cena de ciúmes sua?

– Não...bem, talvez.

– Esqueça isso ok? Você sabe que Lucas e eu somos amigos.

– Mas Clary...

– Mas nada Jace. Sem cenas de ciúmes, por favor. – Pedi o interrompendo.

Tudo bem.

Beijei seus lábios suavemente e me aconcheguei em seu peito. Jace era ciumento por natureza, isso eu já tinha percebido, mas daí a reclamar do Lucas, um bom amigo, ao qual eu conheço a alguns anos e que estudou com o meu irmão, isso não tem cabimento.

Demorei alguns minutos para dormir, mas por fim o cansaço e o calor que o corpo de Jace tem me levaram para a inconsciência. Eu estava feliz e isso até nos meus sonhos era possível perceber.

Acordei na manhã seguinte com um pouco de frio, virei para o lado e não vi Jace ali. Olhei ao redor do quarto e também não o vi. Achei melhor levantar e me vestir. Olhei as horas no meu celular e vi que já se passava das oito da manhã. Fui até o banheiro e tomei um banho morno. Depois me sequei e vesti uma calça jeans e uma camisa regata, peguei um casaco leve já que não pretendo sair do apartamento e também vesti, calcei uma botinha preta sem salto e penteei meus cabelos os deixando soltos.

Sai do quarto e fui até o quarto do meu filho ver se ele ainda estava ali. Meu pequeno não estava mais lá e sua pequena cama estava arrumada. Fechei a porta e fui para a cozinha, vi Thomas correr em minha direção e me abaixei para pega-lo no colo. Jace logo saiu da cozinha com um sanduiche nas mãos.

Bom dia amores. – Disse.

Beijei a testa de Thomas e logo depois fui até Jace beijando de leve seus lábios.

Bom dia ruiva. – Jace cumprimentou. – Vem, estava preparando o café.

Segui com Thomas no meu colo até a cozinha, onde o balcão estava repleto de comida, desde panquecas até variados tipos de bolo, também havia sucos e geleias.

Você fez tudo isso? – Perguntei sentando Thomas no cadeirão.

Claro que não. Eu fiz somente o café, o resto eu pedi da cozinha do hotel.

– Com certeza, nem sei por que ainda pergunto. – Ri me sentando para comer.

Jace também sorriu me servindo um copo de suco e uma xicara de café. Peguei as panquecas e comecei a comer. Dei frutas e leite para Tom, enquanto Jace também começava a comer.

O café foi alegre, nós estávamos felizes e Thomas também percebia isso. Jace ficava todo babão quando nosso pequeno balbuciava a palavra pai, já que na maioria das vezes Tom o chamava de mamãe também.

Quando terminamos de comer, Jace e Thomas fora assistir TV na sala enquanto eu fiquei na cozinha para preparar o almoço para o pessoal que viria aqui. Decidi fazer uma lasanha à bolonhesa e como sobremesa um bolo gelado de chocolate com morangos.

As onze horas a campainha tocou e Jace atendeu, logo ouvi as vozes dos meus pais, dos meus sogros e meu irmão com a namorada. Sai da cozinha para cumprimentar a todos e os encontrei na sala rindo e brincando com Thomas que estava amando ser os centro das atenções.

Oi pessoal.

– Clary querida. – Maryse disse me abraçando. – Espero que não tenhamos chegado muito cedo.

– Claro que não, já está quase tudo pronto. – Assegurei.

Oi filha. – Minha mãe disse me abraçando também.

Oi maninha. – John disse me abraçando de lado. – Essa é minha namorada Susie. Acho que já se conhecem não?

– Sim maninho, já conversei com ela ontem. Olá Susie.

– Oi Clary. Como está?

– Muito bem, obrigado por terem vindo.

– É comida maninha. – John disse nos fazendo rir.

Bom, vou na cozinha ver a lasanha, fiquem a vontade.

Entrei na cozinha apressada com medo de que a lasanha queimasse e coloquei as luvas para tirá-la do forno, assim que me virei para coloca-la sobre a bancada dei de cara com Lucas que me encarava risonho.

Lucas!? O que faz aqui? Me assustou. Não te vi na sala, achei que não tivesse vindo.

– Eu cheguei assim que saiu da sala. Vim aqui te cumprimentar. – Ele deu de ombros vindo me abraçar.

Coloquei a lasanha na bancada e o abracei de volta. Lucas me abraçou forte e ficou um bom tempo assim até eu me separar dele um pouco surpresa.

Bem, e melhor voltar para sala, logo eu vou também. – Disse me afastando dele.

Clary, você está feliz?

– Claro que estou. Por que a pergunta.

– Jace te disse que não pode mais ter filhos, mas que sempre estaria bom somente com Thomas, mas talvez seja ele o problema, talvez ele queira mais filhos. – Ele foi direto ao assunto me surpreendendo.

O que está dizendo?

– Jace não ama você. Desde que soube que não pode mais ter filhos, ele não procura somente você. Ele está te traindo Clary.

Me afastei dele rapidamente, seus olhos eram intensos sobre os meus, me prendendo ali, não me permitido contestar o que ele disse, mas não podia ser verdade. Jace nunca faria isso comigo. Eu sou a esposa dele, a mulher que ele ama, a pessoa que...não deu um filho de seu sangue a ele.

– Por que está dizendo isso?

– Molly Harper é minha prima. Sei o que estou falando.

Molly Harper, a mesma mulher que estava com Jace na empresa no dia que fui lá? Mas ele me disse que ela era apenas a pessoa que assinou o novo contrato com a empresa.

Jace não faria isso. – Esbravejei. – Você está mentindo. Por que está fazendo isso?

– Eu não mentiria para você, somos amigos. – Ele segurou meu pulso. – Jace quer ter um filho do sangue dele e nós todos sabemos que isso você não pode dar.

– O que falou de mim ontem da vernissage para ele? – Perguntei.

Que você merecia alguém que realmente te amasse, que te apoiasse nessa fase difícil e que não te trocasse por um rostinho bonito. Assim como eu.

– Está tudo bem aqui? – Ouvi a voz de Jace e Lucas soltou meu pulso.

Está Jace. Só vim me despedir e pedir desculpas por não poder ficar, meu voo sai daqui a uma hora. – Lucas disse. – Até mais sardas e pense no que eu disse ontem Jace.

Lucas saiu sem esperar resposta, logo ouvi a porta da sala bater e voltei a realidade. Encarei Jace a minha frente e me peguei pensando na possibilidade de Jace me trair. Eram altas já que ele sempre quis ser pai. Mesmo que ele me diga que somente Thomas está de bom tamanho, ainda não me convenço, até por que, qual homem aceita somente o filho de outro homem e que ainda por cima perdeu a chance de ter um com seu sangue por que o pai do outro menino impediu a mulher de engravidar novamente.

Clary? Você está bem?

– Você quer outro filho? – Perguntei.

– Clary, isso e novo. Já falei que...

– Você quer outro filho? Diga Jace.

– Quero, mas se não conseguirmos, não tem problema. – Ele disse e isso bastou para me fazer chorar.

Leve a comida para a sala. Eu vou para lá quando estiver melhor.

Sai sem esperar a resposta. Passei rapidamente pela sala e fui direto para o meu quarto, me joguei na cama e deixei que as lágrimas viessem. Lucas tinha razão, um dia Jace iria querer uma mulher que pudesse lhe dar filhos. Eu não esperava que esse dia pudesse ter chegado tão rápido. Se ele quer uma mulher que possa lhe dar filhos ele terá. Mas antes eu quero saber se tudo o que Lucas me disse é verdade e só Jace pode me dizer isso, ele não consegue mentir olhando para mim, seus olhos o denunciam.

POV Jace

Clary não apareceu para o almoço, tive que arranjar a desculpa de que ela estava passando mal para que nossa família não estranhasse. Tenho toda a certeza de que ela só está assim por que o idiota do Lucas lhe disse algo.

Quando todos foram embora agradecendo pelo almoço e me dando recomendações para a viajem fui com Thomas até o quarto que Clary estava. Assim que entramos vi Clary sentada na cama lendo um livro, seus olhos estavam vermelhos e inchados. Eu realmente tive certeza de que ela estava chorando. Me sentei ao lado dela e logo Tom foi para seu colo.

Oi amor. Ele comeu Jace? – Ela perguntou sem me encarar.

Sim. Clary, todos já se foram, por que não apareceu no almoço?

– Lucas me disse umas coisas que me abalaram.

– Que coisas? – Perguntei tentando controlar minha raiva.

Você seria capaz de me trair apenas por que não posso te dar filhos legítimos? – Clary me encarava tristonha, mas seus olhos nunca saiam dos meus.

De onde tirou isso? – Exclamei exaltado. – Eu nunca faria isso.

Clary me analisou por alguns segundos antes de voltar a chorar e me abraçar. Thomas ficou com os olhinhos arregalados por ouvir os soluços da mãe. Abracei Clary mais forte a sentindo se acalmar.

O que ele te disse Clary? O que o Lucas te disse? – Tentei parecer calmo para não assusta-la.

Que você está me traindo com a Molly Harper. Apenas por que não posso te dar filhos.

– Ele não tem o direito de falar uma coisa dessas. – A afastei olhando em seus olhos. – Você não acreditou nele não é?

– Eu só fico insegura com tudo isso. Não é como se eu não soubesse que isso pode acontecer, mas não é preciso ninguém dizer para mim.

– Clary, eu nunca trairia você. Quando nos casamos, fiz um voto de fidelidade e não sou homem de descumprir promessas. Eu já disse que Thomas é meu filho, não me importa o sangue que ele tenha, ele é meu. Se nosso filho não tivesse morrido ele receberia o mesmo amor que dou para o Tom, os dois seriam iguais ao meu ver. Eu nunca te trocaria por mulher alguma.

– Promete? – Ela perguntou chorosa.

É claro que prometo, você confia em mim?

– Confio. – Beijei-a com paixão para tentar faze-la esquecer dessa ideia absurda. – Me perdoa.

– Não se preocupe com isso. – Disse a abraçando. – Só não deixe que Lucas te influencie contra mim.

– Eu não sei por que ele me disse essas coisas.

– Eu te disse que ele não te vê apenas como amiga. Lucas está tentando nos separar.

– Acha mesmo isso?

Me sentei encostando as costas na cabeceira da cama e puxei Clary para se sentar no meio das minhas pernas. A abracei pela cintura e deitei minha cabeça em seu ombro sentindo seu cheiro.

Eu tenho certeza disso. Por favor, não o deixe tirar você de mim.

– Eu não vou deixar. Da minha parte ele só terá amizade, é você que eu amo Jace. – Clary disse segurando a mão de Thomas que insistia em pular na cama.

Obrigado por isso.

Suspirei mais tranquilo por saber que Clary confia em mim e que eu não preciso me preocupar, Lucas não terá minha mulher e minha família está segura. Mas assim que voltarmos para Nova York amanhã, eu terei uma pequena conversa com ele. Ninguém inventa coisas ao meu respeito para minha mulher e fica livre por isso. Lucas e eu teremos um longa conversa.

Notas finais
O que acharam do Lucas? O que Jace vai fazer? Comentem e favoritem a fanfic está na reta final....