My life or your life?
32 32 - Não ouse.
Notas iniciais
POV Jace
Ver Sebastian depois de tanto tempo fui a pior sensação que tive. Senti raiva, dele, mais raiva ainda por aquele ser ter estragado o dia em que EU estava festejando a ideia de ser pai novamente. Olhei para Clary que mantinha um olhar fixo e assustado no ex namorado. Coloquei uma de minhas mãos em sua bochecha e ela me olhou. Tristeza e medo era o que estavam estampados naqueles lindos olhos verdes.
– Fique no carro, vou resolver isso. – Disse.
– Pode ser perigoso Jace, Sebastian é perigoso.
– Não se preocupe, eu vou ficar bem. – Dei um beijo rápido em seus lábios e sai do carro.
Sebastian estava parado, com uma expressão vitoriosa e debochada nos lábios. Parei a sua frente e cruzei os braços sobre meu peito, esperando que ele começasse a falar.
– Quanto tempo não é? – Ele riu.
– Por mim preferia que se passasse mais tempo.
– Sabe, eu não iria ficar muito tempo preso, além do mais, eu quero conhecer meu filho. Como ele está?
– Você não tem filho, eu já disse. – Sibilei entre dentes fechando minhas mãos em punhos.
– Thomas é o que meu então?
– Nada.
– Clary foi bem esperta. Conseguiu um cara rico pra banca-la. Sabe, quando namorávamos, ela sempre foi muito boa em persuadir as pessoas.
– Não ouse... – Comecei.
– Esse menino pode não ser meu filho. Eu sei que ela me traia. Aposto que faz o mesmo com você. – Ele continuou me interrompendo.
– Pare de mentir. – Gritei agarrando o colarinho de sua camisa. – Nem pense em chegar perto do meu filho ou da minha esposa, e limpe essa sua boca imunda antes de mencionar o nome de qualquer um dos dois.
O soltei o empurrando, mas o canalha apenas riu e entrou no carro, mas não sem antes lançar um olhar malicioso para a direção do meu carro. Bufei e voltei para o meu carro. Clary olhava para Thomas, que brincava silenciosamente. Mas assim que me viu se lançou a mim, me abraçando com força. Afaguei seus cabelos e a acalmei, senti a sua respiração calma em meu pescoço e sorri.
– Está tudo bem ruiva.
– Tem certeza? O que ele falou? – Ela perguntou ainda abraçada a mim.
– O de sempre, mas fique tranquila, nada vai acontecer, prometo. – Beijei o topo de sua cabeça e ela suspirou. – Temos que sair da estrada agora. Vamos para casa.
– Ok. – Ela se afastou de mim e eu liguei o carro, voltando a dirigir.
Em poucos minutos estávamos em casa. Clary entrou e deixou Tom brincando com Magnus. Entrei no quarto e ouvi o barulho do chuveiro ligado, deduzi que Clary estivesse tomando banho. Peguei uma roupa mais confortável e fui para o banheiro que tinha no corredor tomar um banho. Logo que terminei e voltei para o quarto encontrei Clary deitada com aparência cansada e triste. Me deitei ao lado dela e a puxei para mim.
– O que está se passando nessa cabecinha ruiva?
– Nada, só estou um pouco enjoada. – Sorri de lado e beijei seu pescoço.
– Vai passar. Durma um pouco. – Ela assentiu de leve com a cabeça e vi ela fechar os olhos.
Sussurrei algumas letras de músicas que compus para Clary até que percebi sua respiração se tornar mais calma e as batidas do coração ficarem mais ritmadas. Sorri de lado e fechei meus olhos, tentei dormir, mas não consegui, estava muito feliz para isso.
Descobri que o amor da minha vida carrega um pedacinho de mim dentro dela. Uma parte de mim que eu vou ter no mundo. Thomas é meu filho, o amo mais que tudo no mundo, mas saber que terei um só meu, um que ninguém queira tirar de mim é reconfortante. Thomas será meu filho amado, meu primogênito, minha razão de vida e isso nunca mudará, não vou ama-lo menos por ter um do meu sangue, aliás, sangue é a última coisa que importa. Eu sei bem disso, meus pais são a prova viva que amor é o que importa.
Não sei ao menos quando cai no sono, mas sei que foi um sono calmo, tranquilo e feliz. Me sinto ainda mais completo, como se transbordasse felicidade.
3 meses depois...
Seis meses, esse é o tempo em que Clary está gravida. Sua barriga, já está bem grande e teremos mais um menino. Sim, menino. Fiquei muito feliz ao saber da notícia, fizemos um jantar especial aqui em casa para contar aos pais da Clary, que ficaram emocionados com a novidade. Eu nem preciso dizer que meus pais praticamente soltaram fogos de artificio com a notícia não é?
Alec também amou a novidade, Isabelle ficou decepcionada por não ser uma menina, mas já encomendou outro de Clary. Filho que é bom ela não quer ter, agora ficar encomendando filho para os outros ela ama.
– Jace?
– Hã? A oi Alec. – Disse para o meu irmão. – O que quer?
– Estava longe em irmão. Pensando no bebê? – Sorri e concordei.
– Faltam só três meses Alec.
– Logo você vai conhece-lo, se acalme.
– Vou tentar.
Estávamos na empresa, eu tinha uma reunião daqui a meia hora com um novo cliente, não sabia seu nome, pois quem estava tratando disso era um outro funcionário meu, mas o cara é rico, e está interessado em comprar algumas ações.
Levantei-me da minha mesa e fui para a sala de reuniões, onde todos já esperavam para começarmos. Alec fazia piadinhas sobre meu estado de pai babão, tanto pela gravidez de Clary quanto por Thomas, que ficava cada dia mais esperto.
– Bom, tenho uma reunião agora, me deseje sorte. – Pedi.
– Boa sorte irmão. – Ele deu tapinhas no meu ombro e entramos na sala.
Todos os funcionários necessários já estavam sentados em suas devidas cadeiras. Mas tinha alguém em especial que estava sentado ao lado de um dos acionistas que me faz parar no exato momento em que ia me sentar.
– E ai, como está o novo papai? Fiquei sabendo que sua esposa está grávida. – Lery, um dos acionistas mais idosos disse.
– Obrigado. – Sorri forçado e me virei para o homem. – O que está fazendo na minha empresa?
– Quero assinar um contrato e comprar algumas ações. Aliás, parabéns pela Clary. – Sua voz fria e calculista se tornou diferente ao falar nome dela.
– Sai da minha empresa. – Disse entre dentes.
Sebastian se levantou e se prostrou ao meu lado, me virei para sua frente e o encarei. Seus olhos me fulminavam descaradamente e um sorriso cínico estava em seus lábios. Ele se aproximou de mim e falou baixo o suficiente para que só eu ouvisse.
– Cuide dela Herondale.
Segurei sua camisa rapidamente e soquei seu rosto com uma das mãos.
– Se ousar chegar perto dela, eu juro que te mato.
Sebastian se levantou e saiu sorrindo, vi em seus olhos a certeza da vitória antes que ele sumisse pelo corredor. Os acionistas me olhavam assustados e Alec se mantinha ao meu lado.
– Saiam por favor. – Alec pediu.
Logo ouvi passos apressados saírem da sala e levantei minha cabeça. Olhei para a parede, procurando algo que eu nem sequer sabia o que era. Ale se sentou ao meu lado e me olhou por alguns segundos.
– O que foi aquilo?
– O que foi aquilo? Quem deixou aquele idiota entrar na minha empresa? – Gritei exasperado.
– Não adiantar culpar alguém. Sebastian era o cliente com quem negociaríamos e você simplesmente o socou. – Olhei para o meu irmão incrédulo.
– Você sabe o que ele fez a Clary? Alec, pelo anjo, esse cara é um monstro. Eu não quero nenhuma ligação com ele.
– Mas Thomas...
– Nem ouse dizer isso. – Gritei antes que ele continuasse. – Eu vou para casa. Peça para alguém desmarcar qualquer coisa que eu tiver hoje. Estou indo para casa.
– O que ele te disse?
– Nada. – Respondi simplesmente.
Sai da sala de reuniões e fui para a minha, peguei alguns papéis e sai do escritório. Peguei meu carro e fui direto para casa. Assim que cheguei não vi sinal que alguém estava em casa. Subi as escadas e fui direito para o quarto do Tom, ele dormia tranquilamente no berço. Voltei para o corredor e fui para o meu quarto. Ouvi o barulho do chuveiro e respirei aliviado.
– Clary?! – Chamei.
– Jace? Já está em casa? – Ela gritou de dentro do banheiro.
– Pois é. Não tinha nada importante. – Menti.
– Já estou saindo, cinco minutos.
– Tudo bem, vou estar no quarto do nosso filho.
Ouvi ela murmurar um ok e sai do quarto. Assim que entrei Thomas já estava acordado, mas ainda sonolento. O peguei no colo e sentei na poltrona perto da janela.
– Seu pai está tão preocupado, queria que você já fosse grande para me ajudar a cuidar da sua mãe. – Disse a ele que me olhava sério, parecia entender o que eu falava.
– E por que eu precisaria de cuidados? – Ouvi a voz doce de Clary ao meu lado e sorri antes de olha-la.
– Por que você é muito linda e eu preciso ficar de olho. Agora que terei mais duas ajudas. – Disse e passei a mão livre por sua barriga. – Vai ficar mais fácil.
– Nossa, me sinto uma princesa assim, que o rei quer manter em segurança.
– Mas você é minha princesa. Na verdade, minha rainha. – Sorri a puxando para se sentar no meu colo.
Ajeitei os dois ali e os abracei, me acalmando pelo acontecido de hoje mais cedo. Clary me acalmava, apenas sua presença me deixava aliviado. Beijei seus lábios com voracidade. Queria ter certeza que era real e queria poder assegurar de que nada poderia acontecer.
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