My life or your life?

25 25 - Oficial de justiça.


Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários no capítulo anterior, fico feliz que estou conseguindo agradar vocês. Beijos e até breve.

POV Clary

Há uma semana que eu comecei a trabalhar e sinceramente, estou amando. Meu chefe é maravilhoso e me explica muitas coisas sobre artes visuais, cada dia mais eu fico encantada com tudo a minha volta.

Thomas está cada dia mais lindo, e por incrível que pareça, mais parecido com o Jace na personalidade, ele é carinhoso e esperto, mas é mimado e sabe como conquistar as mulheres daquela casa. Izzy definitivamente é uma tia babona, assim como Alec, que mima meu filho mais que tudo no mundo. Maryse é uma vó maravilhosa, assim como Robert, que ama o menino como se ele fosse realmente seu neto. Meus pais também são mega babões, principalmente meu pai, que não perde a oportunidade de encher o garoto de brinquedos.

Hoje é sexta feira, um dia maravilhoso, me levantei cedo e tomei um longo e bom banho. Jace ainda dormia enquanto eu me arrumava, hoje ele não iria para a empresa, alegando que precisava de alguns dias de descanso, o bom é que Thomas teria mais tempo com ele. Assim que vesti meu uniforme e um blazer preto por cima e meus saltos preto, arrumei meu cabelo em um coque e passei uma maquiagem leve, passei um pouco de perfume e estava pronta. Me sentei na beirada da cama e passei a mão pelos cabelos dourados de Jace, tirando alguns fios de seu rosto.

Bom dia... – Ele sussurrou ainda de olhos fechados.

Bom dia loiro. Já estou indo. – Informei depois de depositar um beijo cálido em seus lábios.

Já? Que horas são?

– Sete da manhã. Volto mais cedo hoje ok?

– Tudo bem. Já vou me levantar, só mais cinco minutos. – Ele murmurou enfiando a cabeça no travesseiro, sorri e dei um beijo em seu pescoço antes de me levantar.

Te vejo depois.

Me levantei e sai do quarto, assim que desci as escadas encontrei-me com Maryse e Robert que conversavam animadamente sobre Thomas, mais especificamente sobre o aniversário dele. Que só vai acontecer daqui a cinco meses.

– O que acha querida? Podemos fazer o aniversário dele em um salão muito famoso daqui. – Maryse disse animada e eu sorri.

– Falta muito ainda Maryse, e acho que deve ser alguma coisa mais simples, afinal é só um ano, ele nem vai se lembrar disso.

– Imagine, vamos tirar fotos, gravar vídeos e ele vai poder assistir quando estiver maior. – Robert falou.

Tudo bem, mas acho que poderíamos fazer aqui, afinal, vocês tem um belo jardim.

– Ótima ideia. – Maryse disse animada.

Bom, eu preciso ir, até mais. – Me despedi deles pegando uma maçã e indo para fora de casa.

Entrei no carro que Jace havia me dado de presente e fui para o trabalho, e não pensem que eu não tenho carteira de motorista, pois eu tenho sim. Quando cheguei no meu trabalho, cumprimentei alguns funcionários e fui para a recepção, eu trabalhava em duas funções, atender o telefone e mostrar as obras que ficavam expostas para algum comprador.

– Bom dia Clarissa. – Murmurou meu chefe com um enorme sorriso no rosto.

– Bom dia Senhor Salvatore. – Cumprimentei amistosamente e ele foi para sua sala.

Continuei a atender o telefone e atendi algumas pessoas que estavam interessados em algumas obras. Julie a minha ex sogra, ou seja, mãe de Sebastian apareceu ali, com um sorriso tímido nos lábios.

Podemos conversar por uns instantes? – Ela perguntou cautelosa.

Eu sempre me dei bem com ela, ao contrário do pai de Sebastian, Julie era uma mulher meiga e educada, sempre me tratou como uma filha e eu a tratei como uma mãe. Eu nunca contei a ela que estava grávida e muito menos que tinha sido abandonada pelo filho dela.

– Claro, eu já ia tirar um tempinho para o café. – Sorri.

Eu a guiei até uma pequena salinha onde tomávamos café, Julie se sentou em uma das poltronas enquanto eu a servia. Entreguei a xicara a ela e me sentei a sua frente esperando que o assunto começasse por ela.

– Bom, eu sei que ficou grávida do meu filho. – A olhei chocada mas assenti concordando.

Sim. A reação dele e dos meus pais não foi como eu imaginei.

– Eu também soube disso e sinto muito, eu não criei Sebastian para ser assim. Quando ele nasceu eu o eduquei para ser um homem bom e com caráter, mas o pai dele sempre ensinou ao contrário.

– Eu realmente sei que você fez todo o possível para educa-lo. – Sussurrei com um tom triste.

Eu, fico meio sem graça de perguntar, mas eu meu neto? – Sorri de lado.

É um menino, lindo e carinhoso. Tem os cabelos de Sebastian, mas somente isso, ele é muito mais parecido comigo. Seu nome é Thomas. – Peguei meu celular e coloquei em uma foto para que ela visse.

Julie olhou a foto encantada, seus olhos brilhava e um sorriso se formou em seu rosto. Longos minutos nós ficamos em silencio, ela apenas ficou ali olhando para a imagem do meu pequeno príncipe.

Quantos meses ele tem?

– Sete meses. É muito esperto para a idade.

– E quem é esse homem ao lado dele?

– Jace. O pai dele e meu noivo.

– Pai? – Ela me olhou interrogativa.

Ele é o pai que Thomas escolheu. Eu o conheci algum tempo depois de ser expulsa de casa e que Sebastian me enxotou da casa dele. Jace assumiu o papel de pai, e ama muito meu filho.

– Esse sim é um grande homem. – Ele sorriu me entregando o celular. – Aposto que os pais dele estão orgulhosos.

– Estão sim, e amam ao Thomas como se fosse neto de sangue, ele é o xodó daquela casa.

– Clary, eu sei que por tudo o que meu filho fez, eu não teria nenhum direito, mas eu gostaria de conviver com meu neto. Sebastian é meu único filho e Thomas é meu primeiro neto.

– Claro que sim Julie, mas eu não quero que Thomas saiba pelo menos por enquanto que Jace não é o pai biológico.

– Claro, eu entendo. – Ela sorriu alegre. – Eu vou ser apenas uma conhecida sal que ama demais seu filho, ele não precisa saber quem eu sou.

Nos levantamos e ela me abraçou sorrindo, murmurando desculpas pela atitude do filho e obrigados pelo meu gesto de deixa-la conhecer Thomas. Assim que ela se foi, depois de pegar o número do meu celular e marcar uma data para ir até a minha casa, Julie se foi com um enorme sorriso no rosto.

Quem sou eu para privar uma mulher tão boa como aquela de conviver com meu filho apenas por que o homem que me ajudou a concebe-lo é um monstro sem coração? Ela tem meu apoio para conhecer Thomas e se aproximar dele, mas penas ela e mais ninguém.

No fim do meu expediente, passei na padaria e comprei alguns doces que eu estava louca para comer. Assim que cheguei em casa, vi Simon e Izzy saindo, eles nem me viram, pois estavam muito ocupados em rir um da cara do outro. Alec estava na sala com o namorado, os dois assistiam filme na tela plana.

Olá Alec. Oi Mag. – Cumprimentei os dois.

Oi sardas. Como foi seu dia? – Magnus perguntou.

Bem, amo meu trabalho. – Os dois riram. – Onde está Thomas?

– Com o Jace na piscina. – Rolei os olhos e fui para fora pronta para brigar com Jace por colocar meu pequeno na água gelado, ele estava meio febril noite passada.

Mas quando cheguei lá, não consegui evitar que meu coração se derretesse com a cena. Jace estava segurando Thomas para cima enquanto o menino ria da cara de babão do pai. Me sentei em uma das espreguiçadeiras e fiquei os observando ali. Por incrível que pareça, nenhum dos dois me viu ali. Sorri e fiquei mais alguns minutos ali.

Oi meninos. – Disse e os olhinhos dos dois vieram direto para mim.

Está ai a muito tempo? – Jace perguntou saindo da água.

– Alguns minutos. – Deixei a sacola de doces de lado e peguei uma toalha para secar meu filho. – Sabe que ele vai ficar doente não é?

– Eu cuido dele. – Ele deu de ombros e pegou outra toalha para se secar. – O que tem nas sacolas?

– Doces. – Ele me olhou brincalhão e depositou um beijo demorado em meus lábios.

É por isso que eu te amo.

Jace pegou uma das sacolas e atacou todos os doces que tinha ali, dando para Thomas que esperava ansioso por cada pedacinho. Olhei para aqueles dois que por mais que não fossem pai e filho se sangue, se pareciam em cada gesto. Thomas não tinha definitivamente nada de Sebastian.

– A mãe do Sebastian me procurou hoje. – Eu disse e Jace parou de comer.

O que ela queria?

– Ela ficou sabendo da gravidez e quer conhecer o Tom. Ela é uma mulher boa Jace e sofre pelo filho que tem.

– E o que disse a ela?

– Que pode vir conhece-lo. Afinal de contas ela é vó dele. – Jace fechou os olhos e respirou fundo passando a mão pelos cabelos molhados.

– Ela falou mais alguma coisa?

– Ela só quer ficar perto dele, mas eu disse sobre você, disse que ela não será a vó dele, que no máximo é uma amiga da família.

– Ela aceitou isso? – Ele perguntou surpreso mas também aliviado.

– Ela sabe que tenho motivos para não querer nenhum laço com a família dela e que estou bem e feliz aqui.

Jace sorriu de lado e afagou meus cabelos, logo depois me dando um beijo demorado. Senti medo ali, medo e ciúmes. Sentimentos comuns mas que eu não entendia o porquê de estarem ali.

O que foi? – Perguntei quebrando o beijo.

Se Sebastian se aproveitar que a mãe dele amoleceu seu coração para tentar se aproximar do meu filho?

– Eu não quero isso. Conheço Sebastian e sei que ele não se arrepende, ele apenas quer o que não pode ter. Ele só está nos infernizando por querer se divertir. Pode ter certeza que ele não entrará na vida do nosso filho.

Dei um beijo em Jace e me levantei, Thomas estava tremendo de frio e eu precisava dar um banho quente nele e vestir uma roupa naquele pequeno ser, caso contrário passaria noites em claro com ele sem dormir.

Vou entrar com vocês. – Jace disse e pegou as outras sacolas de doces me acompanhando para dentro de casa.

Assim que entramos Maryse me chamou até a cozinha, entreguei Thomas ao Jace e disse que desse um banho no pequeno primeiro, depois eu subiria e colocaria o nosso filho para dormir, já que ele nem se aguentava de tanto sono.

– Maryse?

– Clary, eu só queria perguntar que sabor de bolo prefere para a festa do Tom.

– Acho que chocolate e cereja seria bom. Com sorvete para acompanhar.

– Ótima escolha.

– Vou ajudar Jace com Tom. Trouxe alguns doces da padaria. – Lhe entreguei as sacolas e ela sorriu.

Assim que sai da cozinha ouvi a campainha tocar, como eu estava perto resolvi atender. Um homem de terno perto e de cabelos castanhos com um corte formal estava a porta com uma pasta nas mãos.

Clarissa Morgenstern? – Ele disse com a voz grossa.

Sou eu mesma. – Disse. – O que deseja?

– Sou oficial de justiça, vim entregar esse mandato. – Ele me entregou dois papeis, um eu assinei e devolvi e o outro ficou para mim.

– Obrigado. – Respondi fechando a porta.

Abri o envelope e comecei a ler, minhas pernas ficaram bambas e eu me apoiei na soleira da porta para não cair. Maryse ainda entretida na cozinha não me viu entrar em desespero ali. Eu já não sabia mais onde eu estava, minha cabeça girava e eu perdi o chão.

Corri pelas escadas e entrei no meu quarto Jace estava pegando alguma roupa para tomar seu banho. Me joguei em seus braços e o apertei forte enquanto as lágrimas caiam pelo meu rosto, molhando seu peito. Jace me envolveu em seus braços e me apertou forte tentando inutilmente meu acalmar.

– Anjo, o que foi?

– Sebastian...ele...ele quer tomar meu filho. – Sussurrei e ele ficou tenso.

Ele o que? Como assim Clary? – Entreguei o envelope para ele e eu me sentei na cama tentando secar minhas lágrimas.

Minutos depois eu senti os braços de Jace em minha cintura e ele se ajoelhou a minha frente. Jace segurou meu rosto e secou algumas lágrimas.

– Ele nunca vai conseguir tirar Thomas de nós. Sou o pai dele e você a mãe. Sebastian é louco, um homem que não merece o filho que colocou no mundo.

– Mas ele pode conseguir alguma coisa, algum direito.

– Ele não vai conseguir nada. Thomas é meu filho e você é minha também e todos sabem que eu cuido com a minha vida do que é meu.

– Promete que ele não vai conseguir tirar nosso filho? – Sussurrei escondendo meu rosto no pescoço dele.

– Mas é claro que prometo, ele não vai conseguir nada com essa audiência de guarda. Thomas é só nosso.

– Obrigado. – Murmurei e ele levantou o rosto beijando meus lábios trêmulos pelo choro.

Vem, vamos tomar um banho de banheira, você está tensa. – Ele sorriu me puxando.

Eu tenho a plena certeza que com Jace ao meu lado, Sebastian não representa ameaça alguma para nossa família, mas uma coisa é certa, Sebastian ainda tem direitos sobre Thomas por ser o pai biológico, mas eu não vou deixar que ele tenha o mínimo contato com meu filho, nem que eu precise morrer para que isso aconteça.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Não esqueçam os comentários. Até breve.