My life or your life?
22 22 - Não deveria ter gritado.
Notas iniciais
POV Clary
Enquanto o taxista dirigia pelas movimentadas ruas de Nova York, a única coisa que eu conseguia fazer era chorar, olhava para meu pequeno príncipe em meu colo e me lembrava de tudo o que passei para conseguir estar com ele nos braços hoje. Sebastian não tem o mínimo de direito sobre ele. E se ele tentar se aproximar do meu pequeno, não vou hesitar em denuncia-lo para a polícia, além do mais, ele está sendo procurado desde que me bateu em frente ao hotel em que eu estava. Ele que ouse se aproximar da minha família.
– Chegamos. – Disse o taxista, um homem de meia idade com aparência gentil. – 20 dólares.
– Obrigado. – Dei o dinheiro para ele e logo sai do carro, forcei-me a parar de chorar e sorrir. Se alguém soubesse que Sebastian me ameaçou eles surtariam.
Toquei a campainha e logo vi meu pai em minha frente, ele me deu um beijo na testa e logo foi pegando Thomas do meu colo, o levando para dentro. Sorri ao ver meu pai tão feliz com o neto e entrei. Logo minha mãe veio me abraçar.
– Filha, estava com saudades.
– Eu também mãe, desculpa não ter vindo antes.
– Tudo bem querida. – Ela sorriu afagando meus cabelos. – Sente-se, vou chamar seu irmão e o Lucas, eles estão lá em cima.
– Pode deixar mãe, eu os chamo.
Minha mãe sorriu concordando e eu subi as escadas, ouvi murmúrios no quarto do meu irmão e fui até lá, bati duas vezes na porta e ouvi um entre. Abri com cuidado e coloquei a cabeça do lado de dentro. Os dois sorriram e vieram até mim. Jonathan me puxou para um abraço de urso e eu sorri bagunçando seus cabelos. Logo que ele me soltou Lucas me puxou para os seus braços, sorri e o apertei mais contra mim, ele era um ótimo amigo. Quando nos separamos, descemos para a sala. Minha mãe estava assistindo TV e meu pai no sofá com Thomas dormindo.
– Então esse é o mais novo Morgenstern? – Lucas perguntou se sentando ao lado do meu pai que sorriu orgulhoso mostrando o neto. – Posso pegá-lo?
– Valentim, deixe a criança um pouco, Lucas veio aqui somente para vê-lo.
– Deixe-o pai. Lucas não parou de falar no Thomas. – Jonathan disse, meu pai bufou e entregou Thomas para ele.
– Ele é muito parecido com você Clary. – Lucas disse enquanto brincava com a mãozinha do meu pequeno.
– É sim. – Me sentei ao lado dele e fiquei observando os dois.
Lucas era muito carinhoso e Thomas parecia gostar muito do colo do mais novo amigo babão dele. Jonathan gargalhou muito quando eu disse que Lucas era pior que Jace. Mimava o garotinho mais que tudo.
Algumas horas depois, minha mãe fez almoço e todos comemos enquanto Thomas estava dormindo no quarto do meu irmão. De sobremesa comemos bolo com sorvete de morango e calda de kiwi. Depois do almoço resolvemos assistir filme no quarto do meu irmão. Meus pais foram até supermercado fazer as compras do mês, então estávamos nós três e meu pequenino no quarto.
Eu e Lucas ficamos na cama, Lucas se sentou e eu me deitei em suas pernas com Tom dormindo na minha barriga. Meu irmão se sentou no puf com um balde de pipocas na mão. O filme estava super legal, mas eu estava com sono, Lucas mexia no meu cabelo, me fazendo cafuné, ele riu ao ver minha cara de sono. Minutos depois a campainha tocou e meu irmão desceu para atender. Logo depois meu irmão entrou no quarto seguido por Jace, que até então tinha um sorriso no rosto, mas ao me ver deitada no colo de Lucas o sorriso sumiu dando lugar a uma carranca.
– Atrapalho? – Ele pergunta irônico e sei que isso não é boa coisa.
– Jace, não comece. – Peço.
– Começar com o que? – Ele diz um pouco mais bravo, logo depois sai do quarto batendo a porta Thomas acorda e começa a chorar pelo susto.
Me levanto irritada e tento acalmar Thomas, mas nada funciona. Ele deve estar com fome e eu ainda tenho que ir atrás de Jace. Levanto da cama e saio do quarto. Desço as escadas e vejo Jace saindo pela porta. Vou atrás dele um pouco mais rápido.
– Jace, pare ai mesmo. – Gritei irritada. Thomas levou mais um susto e começou a chorar um pouco mais alto.
– Volte para lá Clarissa. – Ele continua a andar e abriu a porta do carro.
– Pare ai mesmo Jonathan, fale o que há de errado com você?
– O que há de errado comigo? Comigo Clary? Você me trai com aquele lá e o problema é comigo? – Ele gritou.
– Eu não estava te traindo. Estava deitada no colo dele, do mesmo modo que deito no colo do meu irmão.
– Eu não acredito. – Ele gritou ainda mais fazendo Thomas voltar a chorar.
– Viu o que fez? Ele não para de chorar agora. – Digo brava e me sento na pequena escadaria para tentar acalmar meu filho. – Ei pequeno, mamãe está aqui, não precisa chorar. – Sussurro baixinho enxugando algumas lágrimas.
Minutos se passam até que Thomas se acalma e vejo que Jace está parado me olhando. Logo depois a porta se abre e Lucas sai com a mochila nas costas.
– Sardas, achei que você já tinha ido. – Ele disse ainda sem perceber Jace ali.
– Vou daqui a pouco. E você já vai?
– Vou sim, ainda tenho que passar na casa da Lucya. – Ele bagunçou meus cabelos e se abaixou dando um beijo na testa de Tom. – Tchau pequeno.
– Mande um beijo para ele, estou ansiosa para conhece-la. – Ele piscou para mim em concordância e saiu, indo direto para seu carro.
Jace ainda estava ali, nos olhando enciumado, mas assim que Lucas saiu ele veio até mim e se sentou ao meu lado, ele não me olhou, apenas ficou encarando o céu azulado.
– Quem é Lucya? – Ele perguntou depois de um tempo.
– Irmã mais nova dele.
– Pensei que fosse namorada.
– Não, ele é solteiro. – Me levantei e arrumei meu vestido. – Já estou indo para casa, vou apenas me despedir do meu irmão e pegar minhas coisas.
– Eu te espero.
Entrei mega irritada dentro de casa e subi as escadas, me despedi dele e peguei a pequena mala que eu trouxe para Thomas. Desci novamente as escadas e abri a porta, Jace já estava no carro, apenas revirei os olhos e entrei no carro, no banco traseiro. Fomos o trajeto todo em silencio e quando chegamos eu fui direto para o quarto do Thomas, dei um banho nele e logo depois dei de mama. Fiquei sentada na poltrona enquanto ninava ele, que estava de olhinhos arregalados olhando através da janela. Depois ouvi a porta sendo aberta e Jace entrar.
– Desculpe por hoje.
– Não deveria ter gritado. – Disse desviando o olhar.
– Eu sinto muito.
– Sabe, quando eu disse a primeira vez que te amava, eu sabia que iria ser difícil, amar alguém que estava gravida de outro, mas eu nunca menti para você. Sempre fui verdadeira. E agora você me vem com essa, esse ciúmes bobo. – Suspirei acariciando os cabelos de Thomas.
– Eu não me arrependo de ter me apaixonado por você. Me arrependo de ser ciumento, infantil, mimado, mas eu nunca fui assim, nunca tive compromisso com ninguém, nunca amei ninguém.
– Deveria desistir de mim já que não confia no amor que sinto por você. – Ele arregalou os olhos mas eu continuei. – Sei que você ama o Thomas e não vou te proibir de ver ele. Você ainda será o pai dele.
– O que quer dizer? – Ele perguntou se levantando.
– Não quero mais ficar com quem não confia em mim. – Levantei tirando o anel que ele me deu e colocando em sua mão. – Adeus Jace.
– Clary, não... eu não quis... meu amor, perdão. – Ele disse a ponto de chorar.
– Sebastian me procurou hoje. – Seus olhos se arregalaram. – Não se preocupe, ele vai ficar longe de mim e do nosso... do meu filho.
– Clary, por favor...
– Quando conseguir confiar em mim, estarei na casa dos meus pais. – Sai do quarto antes que eu não conseguisse mais sair.
Desci as escadas correndo com Thomas nos braços e abri a porta, fui para o ponto de Taxi mais próximo com a voz do Jace gritando meu nome.
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