My life or your life?
13 13 - É um menino.
Notas iniciais
3 semanas depois...
POV Jace
Aqui estou eu mais que ansioso, esperando Clary sair do banho. Hoje ela vai fazer a primeira ultrassom com um médico que minha mãe indicou. Olhei no relógio e estávamos no horário. Comecei a andar de um lado para o outro dentro do quarto do hotel. Clary ainda não tinha se mudado para a minha casa, ela queria esperar o momento certo para fazer isso.
– Clary, anda logo nesse banho, vamos chegar atrasados. – Eu disse.
– Já vai. – ela gritou de volta.
Minutos depois ela saiu do banheiro com uma saia longa azul clara, com uma fenda que deixava à mostra a sua coxa e uma regata azul, que deixava sua barriga bem marcada. Sorri enquanto ela calçava uma sapatilha e trançava os cabelos vermelhos cumpridos.
– Prontinho. – Sorriu. Segurei sua mão e a puxei para um beijo.
– Está linda. Mas precisamos ir.
A guiei para fora do quarto e entramos no elevador, continuei segurando sua mão para me concentrar, eu já estava ficando com uma pequena falta de ar quando o elevador finalmente parou. Clary sorriu quando eu suspirei aliviado por estar fora daquela caixa metálica. A ajudei a entrar no carro e dirigi com muito cuidado para o hospital. Assim que chegamos eu já dei o nome dela na recepção e a secretaria disse que o médico já estava a esperando.
– Sala 7. – Ela disse com a voz doce e um sorriso no rosto.
– Obrigado. – Sorri de volta e fui com Clary até lá.
Bati na porta algumas vezes até ver um médico alto e de cabelos negros, com olhos azuis abrir a porta, seus olhos foram instantaneamente para Clary e ele sorriu dando espaço para que entrássemos. Notei que seus olhos acompanhavam cada movimento que Clary fazia, não pude evitar de sentir o ciúmes crescendo em mim.
– Clarissa Morgenstern Fray certo? – Ele perguntou se sentando do outro lado da mesa.
– Sim. – Ela respondeu contendo a tristeza por lembrar dos pais.
– Bom, vamos começar então? – Ele se levantou. – Quantos meses de gravidez?
– Provavelmente seis, não tenho certeza.
Acompanhei a Clary e o médico até uma pequena salinha, onde Clary se deitou em uma maca e eu fui até ela ficando ao seu lado e segurando sua mão. O médico levantou a blusa dela até a altura dos seios, passou um gel em sua barriga e colocou um pequeno aparelho, logo uma imagem surgiu na tela. Clary sorria de orelha a orelha e seus olhos estavam repletos de lágrimas, assim como os meus.
– Você está de 24 semanas e alguns dias, isso quer dizer que está de seis meses. Está tudo okay com o bebê e com o útero ele está saudável, pelo menos visualmente, vou passar alguns exames sangue.
– E já dá pra saber se é menino ou menina? – Eu perguntei.
– É um menino, um garotão. – O médico disse. – Parabéns aos pais.
Clary já chorava e eu sorri a beijando com calma, senti algumas lágrimas caírem pelo meu rosto, sorrimos e eu a ajudei a levantar. Clary ajeitou a blusa novamente a colocando no lugar e eu a abracei.
– Nosso filho, nosso menino. – Eu disse.
– Só nosso.
O médico passou algumas receitas para melhorar a alimentação da Clary, fez algumas recomendações e passou alguns exames. Assim que saímos de lá, Clary insistiu em passar no Taki’s para comer um lanche. Depois de insistir muito, eu perdi. Quando paramos em frente a lanchonete eu a ajudei a descer e abri a porta para que ela entrasse. Todos os funcionários cumprimentaram a ruiva e a mim também, nos felicitando pelo bebê.
– Obrigado Josh. – Eu disse ao ex chefe da minha namorada.
– Você é um homem de verdade Jace, assumir o filho d Clary é um ato nobre.
– Eu amo os dois. Já fazem parte de mim. – Respondi observando ela ser paparicada pelas outras funcionárias.
– Eu quero um suco de graviola meninas, por favor, estou morrendo de sede. – Clary disse sorrindo.
– Fomos no hospital hoje, fazer ultrassom. – Eu disse ao Josh.
– Então, é menino ou menina?
– É um garotão. – Eu disse sorrindo.
– Parabéns. – Ele sorriu dando tapinhas em meu ombro. Dois clientes entraram e ele pediu licença indo até eles, fui até Clary e me sentei ao seu lado passando o braço pelos seus ombros.
– Já escolheram o nome? – Uma das garçonetes perguntou.
– Tenho alguns nomes, mas nada concreto. – Clary respondeu dando de ombros.
– Meninas, eu sei que estavam com saudades da Clary, mas eu preciso de ajuda. – Josh disse e as meninas se despediram de nós e voltaram a atender os clientes, minutos depois o suco da Clary chegou.
– Beba logo isso ruiva, você está babando por esse suco. – Eu sorri e ganhei um tapa no braço.
– É desejo. – Ela sorriu antes de beber o suco. – Nossa, isso está uma delícia.
– Você fica linda assim ruiva.
– Assim como?
– Com esse bigodinho de suco. – Disse antes de a puxar para um beijo.
– Acho que já podemos ir embora. – Ela disse encostando a testa na minha recuperando o folego.
– Não acha melhor ir para a minha casa logo? Depois passamos para pegar suas roupas.
– Jace, eu já disse que...
– Clary? – Uma voz masculina a chamou.
– Jonathan? – Ela disse surpresa antes de ir abraçar o irmão.
– Você sumiu depois que nos encontramos na quarta- feira do mês passado. – Ele acusou. – Quem é ele?
– Sou Jonathan ou Jace. Namorado da Clary. – Me apresentei. Clary fez o irmão se sentar ao meu lado.
– Clary me contou o que está fazendo, admiro muito a sua atitude. – Ele sorriu cauteloso para mim. – Mas quero que ela volte para casa.
– Sabe que eu não posso fazer isso. Nossos pais não querem me ver nem pintada de ouro. – Clary disse segurando uma das minhas mãos.
– Mas você tem direito de morar lá, também é sua casa.
– Eu não tenho casa desde que eles resolveram mandar embora como se eu fosse uma vadia.
– Eu não acho uma boa ideia ela voltar. Seus pais precisam entender que ela não tem culpa do que aconteceu. – Eu disse a defendendo.
– Nosso pai está preocupado, não tinha notícias de você desde que cheguei.
– Foi ele mesmo que pediu para que eu não ligasse. – Ela disse ficando um pouco vermelha pela raiva e magoa.
– Clary, se acalme. Pense no bebê. – Eu disse carinhoso, ela respirou fundo e assentiu.
– Eu vou morar com o Jace. – Ela anunciou.
– Vocês nem estão casados. – O irmão disse.
– O filho também não é dele e mesmo assim estamos juntos. – Ela rebateu. Fechei os olhos e ela notou o que tinha falado. – Desculpe Jace.
– Jonathan. – Eu comecei. – Clary está comigo agora, vai ser minha mulher em breve e nosso filho vai nascer. Os pais dela fizeram a escolha errada ao expulsa-la de casa. Não tenho certeza se isso tem volta.
– Também não concordo com o que eles fizeram. – Ele se rendeu. – Vou te apoiar no que decidir Clary.
– Eu vou morar com Jace. – Ela sorriu acariciando o rosto do irmão. – Quero que vá me visitar. E quando seu sobrinho nascer, quero que o conheça.
– É um menino? – Jonathan sorriu e Clary concordou. – Parabéns. – Ele me olhou e sorriu com um breve aceno.
– Temos que ir, precisamos arrumar suas coisas pra mudança. – Eu disse.
– Nos vemos depois John. – Clary sorriu beijando a testa do irmão.
– Se cuida pimenta.
Paguei o suco e fomos para o carro, abri a porta do passageiro e ajudei Clary a entrar, a barriga dela já estava bem grande, o que impedia alguns movimentos mais bruscos. Dirigi em silencio até o apartamento da Clary e assim que entramos me sentei na cama e Clary se juntou a mim segurando uma das minhas mãos.
– Me desculpe por ter dito aquilo na lanchonete, falei sem pensar.
– Se disser toda vez que ficar brava que ele não é meu filho, essa criança não vai me considerar um pai. – Respondi fitando o chão.
– Jace, eu amo você e o único pai que ele terá. – Ela disse colocando a minha mão em sua barriga. – Será você.
– Promete?
– Prometo. Me desculpe mais uma vez. – Ela segurou meu rosto e beijou o canto dos meus lábios. – Eu amo você.
Tomei seus lábios em um beijo calmo e segurei sua cintura a puxando ainda mais para mim, sorri entre os beijos e me separei dela quando o ar fez falta.
– Eu também te amo. Desde o dia em que me levou pra casa. – Sorri e a abracei.
– Tenho sorte de ter te encontrado.
– Tenho sorte de ter me deixado te fazer feliz. – Sorri. – Vou arrumar suas malas, quero te levar pra casa ainda hoje.
– Está ansioso loiro. – Ela riu se deitando na cama.
– Você nem imagina o quanto ruiva. – Sorri pegando suas malas a suas roupas.
Vinte minutos depois as malas dela já estavam todas prontas, Clary tinha dormido abraçada com o travesseiro. Aproveitei para levar as malas até o carro antes de voltar para busca-la. Fechei a porta do quarto com cuidado e entrei no elevador. Clary tinha poucas coisas, precisei somente de duas malas pra colocar tudo, e a maioria das roupas era as que a Izzy tinha comprado para ela.
Assim que o elevador se abriu, no terceiro andar, uma pessoa indesejada entrou. Sebastian. Seu sorriso era cínico, e ele me avaliou de baixo a cima.
– Perdeu alguma coisa aqui? – Perguntei.
– Só estou tentando me lembrar de onde te conheço. – Ele pensou por alguns instantes antes de sua expressão mudar para raivosa. – Você é o loiro que se intrometeu na minha conversa com a minha namorada.
– Ela não é sua namorada e eu tenho nome. – Respondi, já começando a ter falta de ar.
– Que seja. – Ele desdenhou. – E como está minha ruiva?
– Não conheço nenhuma ruiva que seja sua.
– Tem claustrofobia? – Ele perguntou com um sorriso de lado.
– Não. – Respondi.
– Acho que essa não é a resposta correta. – Sebastian levou a mão ao botão para parar o elevador quando a porta abriu. Sai pra fora puxando as malas e ele me acompanhou. – Espero que aproveite enquanto pode.
– O que quer dizer? – Perguntei soltando as malas e ficando de frente para ele.
– Clary me ama. Basta que eu diga que me arrependi que ela vai voltar pra mim.
– Se você cogitar a possibilidade de tentar tirar Clary de mim, eu mato você. – Segurei seu colarinho e respondi rígido.
– Não confia que ela te ama? – Ele disse antes de se soltar a ir para a recepção.
Fale com o autor