My dear angel
12 Capítulo 12
Notas iniciais

POV DAWN
Mal acreditava que estava lá, dormindo abraçada com quem amo. Coloquei minha cabeça no seu peitoral e tentei dormir, mas não conseguia, estava agitada.
— Quer conversar? — Ele perguntou.
— Claro! Posso perguntar uma coisa?
— Pode.
— Como os bebês são feitos na terra? Minha mãe disse que aqui é diferente...
Ele arregalou os olhos por um tempo, engoliu em seco e me fitou corado e com muita vergonha. Sorri, na intenção de acalmá-lo, o que acho que não deu certo, já que ele começou a suar frio.
— P-primeiro, como são feitos os bebês anjos no seu mundo e como eles saem da barriga da mãe?
— São feitos por luz, o pai cria um ponto de luz em sua mão e deposita no ventre da mãe, e saem por meio de partos... Mas você ainda não respondeu minha pergunta. — Disse, sorrindo de um forma sapeca.
Ele novamente suou frio, mordia o lábio inferior e estava corando. Ri baixinho, acariciando seus cabelos negros e encarando seus belos olhos pretos.
— Bem... N-na terra é diferente... O-os meninos tem uma coisa diferente das meninas, e essa coisa faz sair uma "sementinha" e coloca na menina, entendeu?
Assenti, ainda meio confusa, mas eu havia entendido melhor. Agradeci, indo novamente tentar dormir, o que deu errado. Encarei-o e percebi que ele também não dormia, resolvi conversar com ele, contar meus desejos mais íntimos.
— Ash, eu... Quero ter uma família com você...
— Eu também... — Disse o moreno, me encarando. — Posso perguntar uma coisa?
— Claro.
— Quer namorar comigo?
Arregalei meus olhos, abracei-o fortemente e lhe beijei como naquela noite. Não tardou muito para o mesmo sorrir junto de mim e me retribuir o beijo. Fiquei o encarando após aquilo e finalmente consegui dormir.
Acordei na manhã seguinte com meu namorado saindo do banheiro, ele vestia uma camiseta vermelha, uma bermuda jeans preta e um tênis. Meu amado chegou até mim e me deu um singelo selinho, logo , vi um pedaço de torta de morango em minha frente.
— Obrigada! — Exclamei.
— Não há de quer!
Após algumas horas, me despedi, indo para minha casa. Quando cheguei, minha mãe dormia com a cabeça no colo de Kenny. O garoto me encarou, dando um singelo sorriso. Eu o ignorei, indo para a cozinha pegar um copo de suco.
— Poderia dar valor à sua mãe… — Ele comentou.
— Ela também poderia me dar valor.
— Como assim?
— Kenny, ela não se importa comigo, Paul sempre foi o favorito dela.
Dona Johanna mexeu um pouco, o moreno a colocou no sofá calmamente e veio em minha direção, tentando entender o que eu dizia. Ele não era próximo de mim pra saber o que eu passava naquela casa, naquela família… O garoto dizia gostar de mim mas mal me conhecia.
— E você sabe não é? — Ele me perguntou. — Estamos marcados para vivermos juntos pela eternidade.
— O-OI?!
Quando berrei, a mulher que dormia no móvel acordou, me encarando com um de seus famosos sorrisos falsos. Minha mãe andou até mim e me abraçou fortemente, porém, fiz questão de sair daquele agrado dela.
— Vai me fazer casar forçado?
— É para sua felicidade…
— É para a SUA felicidade! EU ODEIO ESSE MOLEQUE! EU ODEIO ESSE FALSO AMOR!
Corri para o meu quarto, tranquei o mesmo e fiquei abraçada com meu pinguim. Quando consigo ter um pingo de felicidade, minha família faz questão de estragar tudo com as piores notícias possíveis. Mas isto não ia mais acontecer, eu não ia permitir.
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