My complicated love
14 Especcial I - Dia dos namorados
Notas iniciais
Especial I — dia dos namorados
Natsu
– O que será que a Lucy vai gostar mais? Hein? – Olhava atentamente para os dois ursinhos de pelúcia. Diferenciados apenas pela cor, um era branco e vermelho e o outro creme e azul. – Gray! Você veio me ajudar, então faça seu trabalho! – O moreno revirou seus olhos, os voltando para mim logo depois.
– A Lucy gosta de rosa, idiota. – Trinquei os dentes com o xingamento. – Pega aquele na estante, está muito mais bonito. – A pelúcia a qual ele se referia era realmente fofa. O boneco era em forma de um urso panda com corações cor de rosa em suas patas. Gay. Muito gay. Mas fofo.
– Realmente, acertei em cheio em trazer você aqui. – Ri baixinho, indo em direção ao ursinho. Até que ele era grande. Deveria ser do tamanho de meu torso, nem muito grande, nem muito pequeno. Era incrivelmente bom de apertar e tinha um cheiro de... morango? Ou seria baunilha? Era a cara da Lucy. Ela vai amar.
♥
Lucy
– Levy! – Suava frio. Mesmo conhecendo-o, era como se não o conhecesse. Não tinha ideia do que daria de presente. Na verdade, tinha várias, mas nenhuma delas achava que ele iria gostar. – O que eu faço? O que eu dou? – A azulada soltou um risinho irônico e tive quase certeza do que sairia daquela boca suja.
– Dê aquilo que ele nunca negaria. – Emiti um som de interrogação e ela traduziu a subjetividade envolvida na frase. – Faça amor com ele. Não é óbvio? – Sim, era óbvio até demais. O que eu sou, uma tarada de plantão?
– Isso não é presente! – Resmunguei um “Ele ia ter de todo jeito...” causando risinhos na menor.
– Compre um livro. Você é professora de português e sabe muito sobre os gostos dele. Escolha um livro do interesse dele, deixe uma dedicatória e faça o que vocês fazem de melhor! – Desta vez eu soltei a risada, batendo de leve no ombro da menor.
– Um livro então! –
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Erza
– Hm... – Gerard beijou meu ombro demoradamente. Mesmo não estando na devida data, nós estávamos em clima de dia dos namorados desde a semana passada. Eu estava de férias e Gerard folgou uns dias, ou seja, a casa se transformou em uma grande cama. No último mês, tudo o que eu quero fazer é sexo, sexo e sexo. Alguma coisa vem afetando meu humor, meu apetite... devo estar doente, ou algo assim. – Ah... – Sem falar na minha pele ultrassensível. Gerard soltou uma risada baixa, como se estivesse zombando da minha cara.
– Esses dias você está mais... Não sei dizer, diferente? – Concordei com a cabeça, sentindo minhas bochechas corarem. Sabia muito bem do diferente de que ele estava falando.
– Estou percebendo isso também... – Ele passou as mãos em meu rosto, beijando-me a testa.
– Você está perto daqueles dias? – Gelei. Fazia um tempo que minha menstruação estava atrasada. Contei mentalmente quantas semanas ela tinha atrasado e o resultado não foi lá muito satisfatório.
– Não. – Minha voz tremeu de leve enquanto eu me preparava psicologicamente para dar a notícia de que eu poderia estar grávida.
– Erza, que cara é essa? – Respirei fundo, mas não adiantou de nada. Me veio uma vontade imensa de chorar e pequenas lágrimas se formaram em meus olhos. – O que foi, meu amor? – As mãos que antes alisavam meus ombros subiram para minhas bochechas, limpando o pranto de descia meu rosto.
– Eu estou grávida! – Chorei ainda mais alto ao proferir o pensamento turbulento de agora a pouco. Céus! Eu iria ser mãe! Eu não estou preparada para ser mãe!
– Isso é sério? – Imaginei o desespero dele, mas quando mirei-o na face não era exatamente essa expressão que ele carregava. Um sorriso enorme decorava o rosto de Gerard, tão lindo quanto o que eu via todos os dias quando ele chegava do trabalho.
– S-sim... – Me acalmei um pouco mais, sentindo seu abraço quente.
– Meu amor, isso é maravilhoso! – Sorri quando ele me beijou. – Precisamos ir a um médico, certo? – Meneei positivamente com a cabeça, vendo-o pegar o celular na cômoda e mandando eu tomar um banho.
Engraçado que no início, somente eu tomava as iniciativas de quase tudo. Agora, é ele que a toma. Ele é o meu porto seguro. E agora, ele vai ser o pai do meu filho.
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Gajeel
– Natsu, onde você está? – Sentia que ao fazer essa ligação iria estar me submetendo ao pior tipo de companhia, mas se era o jeito...
– Gajeel! Que surpresa, logo você me ligando?– Ouvi a voz que parecia ficar ainda mais irritante pelo telefone e quase rosnei para ele.
– Não fode, idiota! Estou precisando de uma ajuda com o presente da Levy. – O miserável soltou outro risinho e desta vez eu quase jogo o telefone no chão. – Desembucha logo! Vai me ajudar ou não? – Ouvi um barulho de algo caindo no chão, uns xingamentos e outra voz falando no telefone.
– Estamos no shopping, nos encontre na praça de alimentação do setor 2. – A voz grave e gélida chegou aos meus ouvidos e tive quase certeza de que era o Fullbuster.
– Estou chegando. – Desliguei o telefone, peguei a carteira e a chave do carro e segui para o maldito shopping. – Ah, esse dia vai ser cansativo... – Resmunguei pensando nos dois idiotas no shopping.
– Finalmente resolveu aparecer! Estamos aqui a quarenta minutos! Onde diabos você se meteu?! – Aquele ruivo de merda não parava de cacarejar no meu ouvido.
– Tch. – Ignorei-o completamente e fui em direção ao moreno. – Levy passou no meu apartamento de última hora com a loirinha, pedindo meu carro emprestado... enfim, tive que leva-las num lugar e preciso busca-las quando elas ligarem. Então... – Olhei em meu relógio. – Temos umas duas horas. – Gray assentiu, enquanto que Natsu reclamava por eu tê-lo ignorado.
– Natsu já comprou o dele, só falta nós Gajeel. – Anuí positivamente, soltando um “o meu vai ser melhor de qualquer jeito...” deixando o cabeça de fósforo irritado.
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Lucy
A livraria estava um pouco cheia. Muitos homens na sessão de romance e alguns na de culinária. As mulheres eram poucas ali. Dirigi-me para a sessão de história. Não sei porque não pensei nisso antes. Dar um livro com contexto histórico para um professor de história! A ideia mais boba, mas ainda lógica de um presente para ele. É por isso que amo a Levy.
– Lu, que tal esse? – Virei-me em sua direção e segurei fortemente o riso. Levy segurava um exemplar do Kama Sutra. Limpei as lágrimas de diversão e respirei fundo.
– Não, não. Ele já tem esse no celular... – Rimos juntas com nossa piada sexista.
– Mas sério, esse aqui parece interessante. – ela me estendeu um livro sobre as maiores guerras que ocorreram no mundo. Era um romance que relatava a história de casais que viveram em cada uma delas. Parecia interessante.
– Gostei muito desse, mas também desse daqui. – Apontei para um livro de capa dura que relatava toda a história do Japão. – Mas estou em dúvida... E se ele não gostar? — Não tinha ideia do que ele iria gostar mais.
– Então leva os dois. – A baixinha sorriu e passou a mão em meu braço. – Ele vai amar. – Sorri em resposta. Dirigimo-nos ao caixa.
– Boa tarde, eu vou levar esses dois por favor. –
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12/06
Valentine’s
Um café da manhã na cama. Um livro interessante. Um ursinho de pelúcia. Uma ida ao aquário da cidade. Uma ida ao médico. Um porta retrato. Um buquê de flores. Um perfume. Um filho. Uma surpresa. Um anel. Um almoço ao ar livre. Um piquenique. Um jantar romântico. Uma noite de amor. Você. Eu. Nós.
“- Espero que você goste, baixinha. – O buquê era repleto de rosas brancas e azuis. E dentro dele, um cartão com tudo o que havia dentro daquele coração de ferro. Para você, era o que dizia. Porque somente ela habitava aquele lugar tão difícil de se chegar.
– Eu te amo, Gag. – “
“- Bom dia meus amores. – O azulado beijava a barriga lisa da ruiva. A única mulher da sua vida. O seu único bem. A sua vida. E agora, teria mais uma razão para viver. O seu filho fora o seu presente. Seu filho. O bem concebido do amor deles. Estava nervoso, mas incrivelmente feliz.
– Gerard... – Beijou a boca de sua mulher tão vorazmente que ela nem se deu o trabalho de pegar fôlego. Um sorriso brotou nos lábios vermelhos após o beijo apaixonado.
– Eu te amo, Erza. Sempre vou te amar... – Beijou a testa da ruiva. – feliz dia dos namorados. – Pôs a bandeja com as frutas, o cereal e o suco sobre a cama, vendo-a corar e beija-lo em agradecimento.
– Obrigada, meu amor. – “
“ Observava as entradas para o aquário atentamente, enquanto que segurava a caixa do perfume. Estava inseguro. A mulher que amava estava deitada em sua cama, dormindo depois de uma noite de amor com ele. Não sabia se ela aceitaria. Não tinha certeza de nada, apenas do que ela representava para ele.
– Juvia... – Beijou o ombro desnudo e seguiu uma trilha para seu pescoço. Beijou ali mais algumas vezes até ela acordar. Os olhos azuis escuro fitaram os cinza chumbo com alegria.
– Oi. – O moreno riu e beijou a boca carnuda da azulada.
– Oi... – O sorriso dela era o seu combustível para viver. E queria que fosse pelo resto de sua vida. – Juvia... – Ela olhou-o confusa. Ele estendeu a caixa do presente e viu os olhos da menor brilharem.
– Gray... – Sorriu mais uma vez. Ah, como ele a amava. As mãos delicadas abriam o presente vagarosamente, encontrando o anel dourado e o perfume. Olhou-o novamente. – Isso... Isso é o que estou pensando? – O homem assentiu e o mais lindo sorriso brotou nos lábios da garota a sua frente. Ela colocou o anel no dedo anelar e abraçou-o fortemente. – Eu aceito namorar você, Gray. – O moreno beijou-a vorazmente, segurando fortemente em sua cintura.
– Eu te amo, Lockser... – “
“- Lucy? – Adentrou seu quarto, observando-a ressonar sobre sua cama. Riu internamente quando viu a embalagem que ela dormia abraçada. Jogou as compras na cozinha rapidamente e pegou o presente dela, enquanto a deixava descansar mais um pouco. – Lucy... – Acordou-a com um beijo sabor café – Do qual acabara de tomar – Olhou-a apaixonado.
– Hmn... – A loira devolveu o selinho logo após se espreguiçar. – Você demorou... – Coçou os olhos como uma criança pequena.
– O suficiente para o seu presente não ser mais uma surpresa. – Riu, vendo-a corar. Aquela mulher que acabara de dar-lhe um tapa fraco no braço era a mulher de sua vida. Aquela que tinha um humor em constante mudança, a voz irritante, o sorriso mais lindo, o corpo mais atraente, a boca mais doce, o cheiro mais envolvente... ela era dele. E somente dele.
– Feliz dia dos namorados... – Estendeu a embalagem com os livros e ele a embalagem com o ursinho de pelúcia e a caixa de chocolate. Ela abriu e encontrou o urso mais fofo que já havia visto. – Natsu! Ele é lindo! – Abraçou-o fortemente. – Obrigada amor. – Gelou. Era a primeira vez que o chamava assim. Esperou uma expressão estranha, mas nada veio.
– Eu também gostei, meu amor. – Beijou a testa da sua razão de viver. – Eu te amo Lucy Heatfilia. – “
When you love someone
your heartbeat beats so loud
When you love someone
Your feet can’t feel the ground
Shining stars all seem
To congregate around your face
When you love someone
It comes back to you
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