My complicated love
4 Capítulo 3 - Encontros e desencontros I
Notas iniciais
“Isso é apenas um até logo, Lucy”. Sua frase ficava se repetindo em minha mente, enquanto eu andava em direção ao elevador. Puxei o celular do bolso e vi as inúmeras mensagens que Levy havia mandado. Não me dei ao trabalho de ler nenhuma delas. Sabia que assim que chegasse a baixinha faria o seu interrogatório, não havia necessidade de ler algo que iria ser dirigido a mim de uma forma ou de outra.
Adentrei o elevador assim que as portas abriram, agradecendo mentalmente pelo mesmo estar vazio. Apertei o botão do terceiro andar e esperei pacientemente as portas se abrirem. Saí a passos lentos e me dirigi a porta de madeira logo a minha frente. Coloquei a chave na fechadura e abria porta lentamente, tentando não fazer barulho para não chamar a atenção de minha companheira de apartamento. Mas, como o dia estava ótimo, tropecei no tapete de entrada e caí sentada no chão, espalhando os pertences que estavam em minha bolsa.
– Lucy? – Levy apareceu na sala com uma expressão séria na face delicada. – Você está bem? – Indagou enquanto me ajudava a levantar.
– Sim. – Sorri amarelo. Meu bumbum doía, mas eu sabia que não era isso a que ela estava se referindo. Ela fechou a porta enquanto eu colocava meus pertences de volta na bolsa.
– O que ele disse? – Abordou sem rodeios, Levy sempre fora objetiva. Como eu gostaria de ser assim.
– Nós não conversamos. – A confusão tomou conta de seu rosto e logo depois, uma expressão de indignação se instalou na face infantil.
– Então que merda vocês fizeram?! – Assustei-me com sua irritação. Mas o que que ela pensa que fizemos?
– Nós brigamos, Nos beijamos e nos abraçamos. – Minhas palavras saíram doídas. Não queria me recordar do que havia dito para ele, muito menos das carícias que trocamos. Pelo menos, não agora.
– Só isso? – Havia um certo alívio na pergunta de Levy. Sei que ela estava preocupada com minha reação diante dele, mas não pensava que ela chegaria ao ponto de me imaginar me entregando de bandeja no primeiro dia que nos vimos. Se é que me entende.
– Já disse que sim. – A irritação evaporou quando ela suspirou e me abraçou apertado. Era tão baixinha que a raiz negra de seu cabelo ficava visível todas as vezes que nos abraçávamos.
– Desculpe-me, fiquei preocupada com o que ele poderia fazer com você. – Ri pensando no que se passava na cabeça de Levy.
– E o que ele poderia fazer sem meu consentimento? – Os músculos da azulada se retesaram e o abraço se tornou mais apertado.
– Não sei. Não conheço esse Natsu. Não sei se continua o mesmo depois de tanto tempo. – Desfiz o abraço e puxei a baixinha para sentar no sofá.
– As pessoas não mudam tão facilmente, Levy. – Ela cruzou os braços e um bico formou-se em sua boca.
– Você sabe que sim, Lucy. – Sim, eu sabia. Mas não podia admitir aquilo, não conseguia. Não conseguiria nem ao menos imaginar o Natsu fazendo algo que eu desgostasse, muito menos sem o meu consentimento.
– Vamos encerrar esse assunto. É sábado, e nossas féria já estão acabando, que tal saímos com a Erza e o Gray? – Levy assentiu e levantou-se rapidamente.
– Vá tomar um banho, vou telefonar para os dois agora! – Anui positivamente e me dirigi para o banheiro.
Despi-me rapidamente, colocando no cesto de roupa suja o vestido que estava usando. O cheiro de Natsu estava impregnado em meu corpo, como se tivéssemos feito algo muito além do que apenas beijar. Inspirei o ar e novamente o seu cheiro adentrou minhas narinas, acalmando-me.
Adentrei o box do chuveiro e me deliciei com a água morna que se derramava sobre o meu corpo, retirando toda e qualquer impureza existente no mesmo. Passei o sabonete por toda a extensão de meu corpo, formando uma espuma esbranquiçada e escorregadia sobre todo ele. Lavei-me novamente, saindo apenas de toalha, indo diretamente para o meu quarto.
Enxuguei-me rapidamente, secando as longas madeixas loiras, que estavam mais rebeldes do que o de costume. Coloquei uma roupa simples, uma blusa branca estampada e um short jeans preto, dando-me um ar jovial apesar dos vinte e quatro anos. Calcei um sapato trançado até o tornozelo e fui ao quarto de Levy ver se ela já estava pronta.
– Levy, estou pronta! – Anunciei, enquanto dava leves batidinhas na porta, avisando a minha entrada.
– Entre! – Adentrei o quarto assim que me foi permitido, deparando-me com a enorme estante repleta de livros de psicologia que a baixinha tinha. Levy estava num vestido branco que juntamente com a baixa estatura, deixava-a cerca de cinco anos mais nova.
– Você está linda, nem parece que vai sair com os amigos. – Ela riu divertida e apontou para mim.
– Você também não está nada mal. – Sorri e mostrei o sorriso mais convencido que tinha, arrancando uma risada alta da baixinha. – Vamos logo que eles já estão vindo nos encontrar! – Pegamos as nossas bolsas e descemos para o térreo, encontrando o carro com de neve estacionado logo à frente do prédio. O vidro da janela do motorista abaixou e pude ver o moreno tão conhecido. Os cabelos negros bagunçados e sorriso sedutor instalado nos lábios carnudos, ele acenou e acenamos de volta com animação.
– Gray, seu sumido! – Disse Levy, assim que entramos no carro.
– Oi anã! – Levy bufou irritada e cruzou os braços.
– Gray! Estávamos com saudades! – Beijei sua bochecha e recebi um beijo na testa.
– Oi maninha! – Minha relação com Gray era facilmente confundida com um namoro, mas não passava de um amor fraternal. Logo depois que Natsu foi embora, ele juntamente com Levy e Erza, me consolou nas crises de choro e dormiu comigo quando os pesadelos me tiravam o sono, se tornando o irmão que eu nunca tive.
– Os dois podem parar com a sessão incesto agora? – Rimos com a fala de Levy e voltamos a nossos lugares.
– Contem-me as novidades! Faz mais de duas semanas que não nos vemos! – Gray estava empolgado. Depois que chegara da viajem a Europa com sua namorada, vivia falando em como a amava e o que faria sem ela. Juvia deveria ser a mulher mais paparicada desse mundo. Mas a empolgação logo se foi, quando ele não obteve resposta alguma de nenhuma de nós duas. – O que aconteceu nesses últimos dias? – Sua voz era carregada de preocupação. Lembrei da briga que Levy teve com Gageel e da chegada repentina de Natsu, logo agora que estava me esquecendo de tudo o que havia acontecido mais cedo.
– Não tivemos uma semana muito boa. – Não entrei em detalhes, não queria que ele se preocupasse comigo, não queria estragar seu humor.
– Gray, o Natsu voltou. – Gray se voltou imediatamente para trás, dando total atenção a Levy. Os olhos arregalados e as sobrancelhas franzidas denunciavam sua surpresa.
– Como assim? – Encolhi-me no banco quando seu olhar parou em mim, reparando nas lágrimas que desciam sem o meu consentimento. Seus olhos faziam uma pergunta muda, exigindo uma confirmação a qual eu apenas assenti, tentando enxugar as lágrimas que caiam.
Um silêncio se fez presente e apenas os meus soluços eram ouvidos, Gray ainda olhava para mim com indignação no olhar e Levy estava com os punhos cerrados de tanta raiva.
– Porque agora? – Era uma pergunta retórica, uma dor compartilhada e um sussurro mudo.
– Você está bem, Lucy? – O moreno pôs a mão sobre a minha, apertando de leve. Enxuguei as lágrimas e as proibi de saírem.
– Sim. – Gray deu partida no carro e pôs-se a andar pelas ruas, num caminho conhecido por mim e por Levy. Nunca, o caminho para a casa de Erza fora tão demorado e tortuoso como fora dessa vez. O silêncio incômodo continuou durante todo o percurso, fazendo-me sentir novamente a dor aguda no âmago. Logo, a fachada da casa de Erza fez-se visível e paramos em frente a mesma. Gray foi o primeiro a descer, abrindo a porta para mim e Levy, sendo o cavalheiro que sempre foi.
Tocamos a campainha da enorme casa e esperamos pacientemente a porta se abrir. Logo, a ruiva saiu sorridente acompanhada por seu noivo, Gerard.
– Lucy! Gray! Levy! – O entusiasmos de Erza ao nos ver foi tão grande, que ela não percebeu a atmosfera pesada a qual estávamos inseridos. – Venham, vamos entrar um pouco! – Gerard acenou e nós respondemos com um acenos de cabeça.
– Erza, temos uma notícia. – Disse Gray sem a empolgação de antes.
– O que é tão sério para você estar preocupado, Gray? – A ruiva nos convidou para sentar e assim foi.
– Promete que não vai pirar? – Erza revirou os olhos, sorrindo logo depois.
– Você precisa melhorar esse vocabulário. – Comentou maldosamente, me arrancando um fraco sorriso.
– Estou falando sério, Erza! – A dona dos cabelos de cor escarlate se retesou ao ouvir o tom severo do moreno.
– Gray, seja mais delicado. – Repreendi-o pela grosseria.
– Como você quer que eu seja delicado, Lucy?! Eu ainda não consigo acreditar no que você me disse... – Suspirou derrotado.
– Alguém pode, por favor, me dizer que merda que está acontecendo?! – A voz de Erza soara como um trovão, demonstrando a sua irritação.
– O Natsu voltou. – Ao proferir tais palavras, minha boca amargou e minha garganta se fechou, temendo o pranto que estava perigando se derramar. A ruiva colocou as mãos sobre a boca, olhando para mim com os olhos arregalados. Claramente confusa com toda a situação.
– Vocês se encontraram com ele? – Disse baixinho, num murmúrio quase inaudível. Os punhos estavam cerrados junto ao corpo e os cabelos cobriam o rosto que olhava fixamente para o chão.
– Apenas a Lucy e eu. – Levy se pronunciou pela primeira vez, com a raiva e irritação claramente expressadas no tom de voz que oscilava entre a raiva e a preocupação.
– Isso é tão repentino... – Erza agora olhava para mim, as orbes castanho avermelhadas focadas nas minhas, exibindo sua preocupação.
– Foi um acaso. Ele não nos procurou, apenas... nos encontramos. – Erza pareceu pensar.
– Você está bem, Lucy? – Que belo dia estou tendo!
– Não, não estou. Mas gostaria muito de esquecer esse assunto, ou pelo menos não falar mais dele! Eu não estou nenhum pouco legal e isso não está ajudando! Sei que não se trata apenas de mim, mas só queria sair com vocês e esquecer o Natsu! Esquecer que ele não me deu notícias, que me abandonou, e que agora volta como se nada tivesse acontecido! Eu queria me divertir com VOCÊS. Mas acho que isso não vai ser possível, não é mesmo?! – Minha explosão surpreendeu a todos no cômodo. Se no início eu estava confiante e impassível agora eu parecia uma criança chorona. As lágrimas voltaram e eu gritei passando a mão em meu rosto fervorosamente, deixando uma sensação de ardência nas bochechas.
– Lucy... – Gray segurou forte minha mão e me puxou ao seu encontro, abraçando-me apertado. Chorei ali, em seu peito, sentindo o olhar de todos sobre mim.
– Desculpem, eu tive um dia péssimo e esperava esquecer dele saindo com vocês. Estou estressada e ele ainda mexe muito comigo. Eu só... Não sei o que fazer. – A voz saíra embargada por causa do choro e tremida por causa do nervosismo em que estava.
– Tudo bem, Lucy. Nós entendemos. – Erza passou a mão em meu cabelo acariciando de leve, fazendo-me ficar mais calma.
– Não... eu não podia estragar o dia de vocês. Desculpem... – E então estávamos num abraço coletivo, os quatro numa posição torta em cima do sofá.
– Não chore mais, não suporto ver você assim.... de novo. – A voz rouca do moreno chegou aos meus ouvidos, fazendo-me sorrir com sua preocupação.
– Vamos sair, não aguento mais esse clima deprimente! – Levy sempre sabia o que dizer nos momentos certos. Rimos do tom debochado que ela usara e nos dirigimos ao carro cor de neve, ficando eu e Levy no banco de trás, Gray na direção e Erza no banco do carona.
– Para onde iremos? – Indagou Erza.
– Eu preciso beber. – todos me fitaram surpresos com minha afirmação. Não bebia ou fumava haviam anos, e queria extravasar, precisava na verdade.
– Preciso levar uma câmera para presenciar esse momento! Lucy Heartphilia quer beber! É o fim do mundo! – Todos no carro rimos com o comentário da azulada.
– Eu também preciso beber! – Disse Erza com animação.
– Eu conheço um bar aqui perto, bem perto da sua casa Lucy. – Disse Gray sorrindo com o nosso entusiasmo com a bebida.
– E o que está esperando? – Proferi com malícia, fazendo todos rirem animados.
***MCL***
Adentramos o bar e nos sentamos numa mesa perto da enorme janela, que dava para a rua pouco movimentada. Nos sentamos e pedimos petiscos, para não beber de estômago vazio.
– E então Gray, como vai o namoro com a garota água? – Levy chamava Juvia por esse apelido pela mesma fazer oceanografia e conseguir a atenção do moreno ao nadar num tanque cheio de peixes. Fora assim que eles se conheceram, um pouco antes de se encontrarem na faculdade.
– Ela é maravilhosa, Levy. – Os olhos cinza gelo brilhavam quando ele falava da amada. Aquele coração de gelo havia derretido. – Ciumenta, mas doce e apaixonante. – Todos na mesa olhavam com admiração o sorriso do moreno, que corou com toda a atenção voltada para si. – E o noivado, Erza? – A ruiva sorriu com a palavra “noivado”.
– Eu estou noiva! Isso é tão gratificante! Gerard é um poço de carinho e não espero a hora de me casar! – Ela estava realmente empolgada.
– E quando isso vai acontecer? – Indagou Levy.
– Quando terminarmos a faculdade e nos estabilizarmos com a casa! É tão empolgante morar junto com quem se ama! – Suspirou apaixonada. – Conte-nos Levy, como vai o metidinho a médico? – Erza não gostava nenhum pouco de Gageel, mas ela tem lá suas razões. As constantes brigas lascivas que ele e Levy tinham, deixavam a baixinha atordoada e isso não deixava ninguém tranquilo.
– Não fale assim dele. – Repreendeu. – O Gageel vai bem, devido ao estágio teve que tirar os piercings e está muito frustrado com isso. Tivemos um desentendimento por causa disso, mas nada sério. – Sua voz saíra entediada. Claramente não queria falar sobre isso.
– Ele continua descontando em você as frustrações dele? – Indagou Erza com certa irritação.
– Todo casal tem seus problemas, Erza. – A ruiva não revidou, apenas assentiu evitando uma briga.
– E você, Lucy? – Perguntou Gray.
– Nada sério, só uns encontros sem compromisso. – Todos olhavam-me.
– Porque não arranja um namorado? Aquele professor ainda á em cima de você? – Scarlet conseguia ser inconveniente quando queria.
– Não é tão fácil assim, Erza. – Levy riu divertida.
– Mentira sua, Lu! Você tem um montão de pretendentes que eu sei! – Olhei-a irritadiça.
– Até estava estranhando, um loira gostosa dessas sem namorado! – Rimos do comentário obsceno do moreno. – Você não tem interesse em ninguém, loirinha? – Neguei com a cabeça e me levantei da mesa apontando para a pista de dança.
– Chega desse assunto. Vou dançar, quem topa? – Gray se levantou quase que imediatamente.
– Você não vai lá sozinha nem fudendo! – Segurei em sua mão gargalhando, enquanto ele pegava uma cerveja com o garçom. Antes de chegar a pista de dança, Gray já havia tomado metade do copo. Tomei a outra metade da cerveja em um gole, ficando tonta quase que imediatamente.
– Wow, vai com calma maninha. – Sorri e comecei a dançar ao redor do moreno, que espantava qualquer um que pusesse o olho em mim.
Durante o espaço de tempo que ficamos na pista de dança, conseguimos esvaziar seis latas de cerveja e duas garrafas de vodca. Gray estava firme e forte, não demonstrando nenhum sinal de que havia ingerido álcool. Eu por outro lado, estava tonta e entusiasmada com tudo ao meu redor. Uma felicidade tremenda me consumia toda vez que ingeria mais um pouco daquele líquido viciante e eu mal conseguia me manter em pé. Levy e Erza não haviam saído da mesa nem por um segundo, conversando sobre algo sério o qual não me interessava. Pelo menos não enquanto eu estivesse bêbada.
– Lucy sente um pouco, vou ao banheiro e já volto. – Disse Gray confiante de que iria voltar para a mesa e me sentar comportada. “Mas nem fudendo!” Respondi-o mentalmente e ri sozinha com meu pensamento. É, eu não estava nada bem.
Continuei a dançar requebrando os quadris no ritmo da música, mexendo os braços acima da cabeça e ás vezes cambaleando, por causa da tontura. Senti uma mão quente em meus quadris e me virei na direção em que “aquilo” estava me puxando. O destino parecia me odiar a cada dia a mais, e hoje foi o seu recorde. O dono da mão em meu quadril era o mesmo dos cabelos levemente rosados, o mesmo que virou minha vida de cabeça para baixo em apenas um dia.
– Me solta, Natsu. – Falei com a voz distorcida entre irritação e um gemido de dor.
– Não. – Ah. Ele estava irritado. Minha mente não estava em condições de processar o motivo, mas era algo que eu estava fazendo. “Será que foi a dança? Pensar quando se está bêbado é difícil.” Bufei e deixei que ele me levasse para onde quer que ele estivesse indo.
Depois de andarmos um pouco mais, Natsu me colocou de frente para ele, fitando minha boca com desejo. Desejo esse que era recíproco, vindo de uma Lucy bêbada.
– O que você quer?! – Olhei ao redor e vi que estávamos no fundo do bar, onde se encontravam os banheiros. Mordi o lábio nervosa, Gray havia ido ao banheiro.
– Você está bêbada? O que está fazendo aqui sozinha? – Natsu estava muito perto. Seu perfume estava me entorpecendo e eu iria me entregar a ele de uma vez por todas. Danem-se os sete anos de pranto e pesadelos. Dane-se Loke. Dane-se Tudo! Aproximei-me, mas fui interrompida pela voz rouca e cortante que fez questão de responder a pergunta de Natsu.
– Ela não está sozinha. – Gray olhava ameaçadoramente para o ruivo, sem se deixar abalar por ter o velho amigo de volta.
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