My complicated love
16 Capítulo 14 - Período de paz II
Notas iniciais
Capítulo 13 – Período de paz II
Lucy
– Lucy... – O ruivo murmurou enquanto cochilava no sofá. Ri baixinho para não acorda-lo. Estávamos em sua casa assistindo filmes tranquilamente naquele sábado chuvoso. Abraçados debaixo de um edredom com pipoca e guaraná na mesinha de centro. O perfeito cinema em casa. A não ser pelo fato do meu acompanhante cochilar durante o filme. Mas isso era só um pequeno detalhe.
Beijei-lhe a testa e me aninhei em seu peito, sentindo o seu calor mais de perto. Estávamos numa relação indefinida. Apenas juntos, era o que nos autodenominávamos. Tudo o que já havíamos feito já explicava o que éramos agora, sem necessidade de oficialidades ou coisas do tipo. Estávamos apaixonados. E tentávamos aproveitar o máximo possível disso.
Além disso, não era só o pensamento alheio sobre nós que não me incomodava. Surpreendentemente, o fato dele ser casado não estava mais tão gritante quanto antes. Não sei se foi devido a avalanche de problemas que recaiu sobre mim que este virara apenas um probleminha ou se eu não mais considerava aquilo um casamento como nem mesmo Natsu considerou. Só tinha certeza de que o amava. Apenas isso.
– Hey... – Senti as mãos grandes cercarem meu rosto. – Eu cochilei muito? – Ri de seu rosto sonolento e neguei com a cabeça, beijando seus lábios de leve.
– Um pouco menos da metade. – Ele riu e beijou-me a testa.
– O que você quer fazer agora, princesa? – Olhei-o pensativa. Seus cabelos estavam mais bagunçados que o normal, denunciando a sua dormida. Seus olhos tinham um brilho malicioso e soube que a resposta que ele queria não seria a que eu iria dar. Ri internamente e dei-lhe outro beijo.
– O que você quiser fazer. – Em poucos segundos, Natsu rodeou-me com seus braços, levantando-me e levando-me provavelmente para o quarto. – Cuidado Natsu! – Exclamei quando fui praticamente jogada na cama.
– Desculpe amor. – Disse-me beijando meu pescoço. Fiquei estática por alguns segundos, repassando várias vezes o chamamento em minha cabeça. – O que foi? – Perguntou-me incomodado com minha inércia.
– Nada... – Tinha extrema certeza de que sorria como uma boba naquele momento. O ruivo olhou-me questionador, mas nada eu disse. Queria voltar no tempo apenas para ouvir aquilo novamente. Céus, há quanto anos ele não me chamava assim?
Natsu continuou beijando-me naquela área até que chegasse em minha boca. A delicadeza que utilizava, somada com a intensidade de seus gestos faziam-me delirar a cada toque. Sua língua acariciava a minha vagarosamente, deleitando-se com o atrito gerado pela carícia. Suas mãos não mais estavam paradas, passeando pelas partes expostas de meu corpo.
O telefone toca e Natsu suspira em desaprovação. Ele tenta ignorar, mas mesmo após dois toques a pessoa insiste. O ruivo tenta ignorar ao máximo, mas sinto sua irritação quando ele aperta-me com força nas coxas assim que o barulho é ouvido pela terceira vez.
– Acho melhor atender – Arfava devido ao beijo sem pausas. – Deve ser....importante. – Ouço-o bufar e pegar o aparelho eletrônico em sua cômoda.
Natsu
– Sim? – A voz grossa e ameaçadora soou ainda mais grave através do telefone.
– Lucy não me atende ou responde minhas mensagens. Você está fazendo a cabeça dela, Dragneel? – Laxus havia conseguido tirar todo o meu bom humor com apenas uma dúzia de palavras, imagine o que ele conseguiria com algumas dezenas a mais?
– Não. – A rudeza em minha voz denunciou que a conversa não era lá a mais agradável. Vi Lucy olhar-me confusa, como se perguntasse com quem eu falava.
– Ela está com você, por um acaso? – A pergunta fora quase cuspida, tamanha a indelicadeza do meu querido cunhado.
– Sim. – Mal abri a boca e o desgraçado soltou o seu veneno. Trinquei os dentes, irritado.
– Oh, claro. Não se porque perguntei.– A ironia era palpável em seu timbre. Céus, eu não poderia dizer o que queria com Lucy ao meu lado. – Avise-a de que o pai dela está melhor e vai voltar para casa em uma semana. Ele irá repousar na mansão e ficará com hospital residência por um tempo. – Suspirei.
– Avisarei. – Cerrei os olhos com força. Precisaria pisar em meu orgulho um pouco para poder passar um pouco de confiança para Lucy e o projeto de irmão. – Obrigado por nos deixar informados. – Laxus soltou uma risada gutural.
– Não pense que não sei porque voltou. – Engoli em seco, nervoso. – Não acredito nessas mentiras que você joga na Lucy. Eu sei a verdade e sei que nada do que saiu da sua boca até agora tem um pingo de sinceridade. Estou apenas esperando minha irmãzinha ser decepcionada novamente para chutar sua bunda de vez, Dragneel. – Pausou seu discurso para rir um pouco mais. – Espero que você cumpra suas metas e complete de vez essa sua vingança de merda. Estou mais do que ansioso para ver até onde você vai por causa daquilo. Volte para seu mundinho mentiroso, Dragneel. – Ele desligou antes mesmo de eu ter a chance de retrucar.
Suspirei pesadamente pensando na veracidade daquelas palavras.
– Quem era? – A voz doce chegou aos meus ouvidos e senti uma pontada de arrependimento em meu coração. Os olhos castanhos olhavam-me preocupados. Céus, Lucy, eu não mereço essa preocupação...Nem sequer este olhar.
– Laxus. – Respondi uns minutos depois. – Seu pai está melhor. E está em casa. – Senti as mãos delicadas em meu rosto.
– Hey, tudo bem com você? – Não a merecia. Nunca merecera.
– Sim... – Sorri forçadamente, beijando os lábios rosados com desejo. A única coisa que queria neste momento era esquecer tudo. As mentiras, os problemas, Laxus, minha mãe... queria esquecer tudo e todos. Focaria somente nela a partir de agora. Queria senti-la contorcer abaixo de si. Queria ama-la com toda a sua fúria e com todo o seu amor restante. Esqueceria sua vingança apenas por hoje e verdadeiramente viveria a sua vida por apenas um dia. Faria aquilo que jamais se arrependera antes: entregar-se a ela.
Retirou a blusa que a loira usava vagarosamente, sentindo todo o seu torso com a palma de suas mãos. Jogou-a longe e tratou de tirar a sua sob o olhar da menor, que lhe sorria. Beijei-a delicadamente os lábios rosados. Desci a boca para a clavícula acentuada da mesma e ali depositou beijos molhados e mordidas, acariciando de leve. A mão direita agarrou um dos seios da menor enquanto a esquerda destacava o sutiã que a loira usava. Beijei um dos seios expostos, vendo-a arrepiar-se por inteiro e soltar um som baixo.
Lucy estava irresistível naquele short folgado e sutiã preso nos braços. Beijei seu pescoço com intensidade, ouvindo-a suspirar. Voltei minha atenção para sua barriga lisa e tratei de trilhar beijos pela pele exposta, vendo sua pele avermelhar-se a medida que mordia de leve ou chupava com um pouco mais de força.
– Ah... – Ouvi-a suspirar quando toquei-lhe naquele lugar em especial ainda por cima da roupa. Continuei beijando-a até chegar na barra de seu short. Abaixei-o por completo, juntamente com a calcinha rendada a qual ela usava.
Voltei a beija-la, desta vez com mais intensidade, pressionando nossos lábios enquanto travava uma batalha tremendamente prazerosa com sua língua. Minhas mãos apertaram-na em sua cintura, com certeza deixando marcas ali.
Senti suas mãos desfazendo o laço de minha calça de moletom, puxando-a para baixo numa tentativa falha de deixar-me nu. Ajudei-a enquanto a trazia para mais perto. O frio se dissipava conforme nossos corpos se encontravam.
Segurei-a pela nuca e beijei-a com tudo o que ainda tinha me restado de recordação de nossa época antiga. A nostalgia de estar novamente junto a ela era o êxtase para mim. O gosto levemente doce da pele e da boca. O cheiro viciante de seu perfume. Os fios de ouro espalhados pela cama que tantas vezes chamaram minha atenção com seu aroma de baunilha.
Desci minha mão até sua intimidade e pressionei meus dedos ali, ouvindo-a arfar entre os beijos constantes que trocávamos. Lucy puxou com força meus cabelos, quando a adentrei vagarosamente com meus dedos. E em alguns segundos a vi render-se completamente a mim, pressionando-se mais contra meu corpo. Beijei seu busto com devoção, aumentando a intensidade das mordidas e lambidas a medida que aumentava os movimentos de minha mão. – Aah...Natsu... — Deliciava-me vê-la em tal deleite ocasionado por mim. Meu membro pulsava cada vez que ouvia meu nome de sua boca.
Beijei-a novamente, desta vez, posicionando-me para penetra-la. Segurei seus pulsos e adentrei-a de uma vez, ouvindo o languido gemido que saíra de seus lábios. Arfei com o aperto que suas pernas fizeram-me, sentindo-a ainda mais apenas através daquele pequeno contato.
Estoquei-a fortemente e continuadamente, enquanto devorava-a por inteiro. Observava com atenção o pequeno corpo abaixo de mim arrepiar-se e tremer de leve, enquanto suas unhas arranhavam-me com força nas costas.
– Ahn... – A voz tremida e vacilante denunciava o insano prazer que o chocar de nossos corpos nos proporcionava. Era quente e acolhedor, enquanto que ao mesmo tempo era malicioso e ardente. Era o paraíso dos insanos.
Aumentava a velocidade e a intensidade das estocadas a medida que os gemidos de Lucy aumentavam. Queria vê-la enlouquecer no deleite de ser preenchida inteiramente por ele. Queria vê-la gritar seu nome repetidas vezes. Queria tê-la nas mãos para faze-la ir aos céus.
– Lucy! – Chamei-a enquanto derramava-me dentro da mesma, sentindo sua intimidade apertar-se contra meu membro. E aquele orgasmo violento lhe era mais do que suficiente para provar o quanto a desejava e amava. Apenas ela.
– Natsu! – Seu tom era choroso, mas podia ver claramente em seu rosto a felicidade pós-orgasmo no sorriso de puro deleite que possuía. Joguei-me em cima dela, sentindo o cheiro de seu suor e constatando que até mesmo ele tinha aroma de baunilha. Beijei-lhe o ombro e senti seus braços rodearem-me num abraço.
– Hey. – Chamei-a com a voz rouca.
– Hmm... – Respondeu, um sinal de que estava me ouvindo.
– Você é perfeita, sabia? – Esperei uma resposta, mas quando a olhei, apenas encontrei seus olhos marejados. – Você é muito perfeita, Lucy. Como você está com alguém como eu? – sussurrei a última parte, apesar de ter certeza de que ela escutou.
– Como? – A loira segurou meu rosto com suas pequenas mãos e sorriu para mim, olhando-me nos olhos. – Olha pra você, Natsu. Você é que é perfeito. – Algumas lágrimas caíram de seus olhos. – E eu te amo. Te amo muito. – Meu coração disparou tão rápido que eu achei que estivesse tendo um ataque cardíaco. Ao mesmo tempo, minha consciência pesava mais e mais.
– Eu também, princesa. –
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Levy
– Gaj, não podemos nos atrasar... – Era inútil tentar falar algo para o brutamontes. Ele estava incrivelmente focado em meu pescoço e ombro, e parecia não escutar nada do que eu dizia. Não que eu desgostasse de seus carinhos, mas meia hora antes do encontro com a galera? – Gaj, por favor... ah... – Senti uma mordida em meu ombro e arrepiei-me quase que automaticamente. Céus, Gajeel!
– Ah, vamos lá, baixinha. – Beijou-me novamente em minha nuca. – Só precisamos de uns vinte minutos... – Soltei uma risada alta e senti a boca do moreno sorrir sob minha pele.
– Você sabe que não precisamos apenas de vinte minutos... – O moreno virou-me para si com agilidade e uma certa rudez.
– Então o quanto antes fizermos, menos iremos nos atrasar, não acha? – O sorriso malicioso daquele palhaço era deveras tentador. Mas sem nem mesmo tentar resistir um pouco mais, concordei, agarrando-me ao seu pescoço com força e beijando os lábios carnudos com vontade. Afinal, precisaríamos de apenas vinte minutos, certo?
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Erza
Estava ansiosa para contar a novidade para as meninas! Apesar de estar ainda chocada com a nova descoberta, aceitava aos poucos o fato de que iria ser mãe daqui a alguns meses. Após a consulta de ontem, descobrimos que o bebê estava com nove semanas de gestação. Eu estava carregando aquela pequena vida comigo a exatamente dois meses e uma semana. Sorria bobamente enquanto pensava no meu futuro filho ou filha.
– Erza, está pronta? – Gerard sorria para a cena que via. Devia estar tão ansioso quanto eu estava. Abaixou-se em minha frente e beijou minha barriga por cima das roupas. – E você pequeno? Está pronto para conhecer seus tios e tias? – Ri para o entusiasmo de meu marido e o ajudei a levantar-se.
– Sim, ele está. – Sorri para o azulado, que inclinou-se para beijar-me delicadamente.
– Vamos? – Anuí positivamente com a cabeça, segurando em sua mão e seguindo para o carro.
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Gray
– Juvia? – Vi-a rente ao espelho de meu quarto, olhando-se com os olhos inseguros. Estava impecável, vestida num vestido azul marinho com detalhes em branco, tão feminino quanto a própria. Beijei sua nuca, enquanto a abraçava por trás. – O que houve? Está nervosa? – Ela assentiu, tremendo de leve enquanto pegava minha mão para colocar sobre seu coração.
– Juvia es- Suspirou. – Digo, estou um pouco nervosa... – A mania de falar em terceira pessoa quando estava nervosa era uma das particularidades daquela garota que tanto lhe atraía a tenção.
– Não fique, meu amor. – Virei-a para mim, alisando o rosto que parecia mais o de uma boneca de porcelana. – Eles irão adora-la. Assim como eu te adorei desde a primeira vez que te vi, Juvia... – Sussurrei a última parte perto de sua orelha, fazendo-a arrepiar.
– Se o Gray diz... – Beijei-a ternamente, apertando de leve sua cintura.
– Vamos? – E com um aceno positivo de cabeça, saímos de meu apartamento. O nervosismo também me dominava. Apesar de saber que todos gostariam dela, ainda sentia-me inseguro em apresenta-la para eles, sendo que eles nem nunca me viram falar de uma garota em especial. Além dela, é claro.
Adentramos o carro, eu coloquei os óculos ray-ban cinza espelhados e dei a partida no carro. A azulada ligou o rádio e pôs o nosso CD favorito. Escutávamos Placebo enquanto nos dirigíamos para o jantar de apresentação de Juvia para o pessoal. A música a acalmava e ela estando calma, deixava-me mais tranquilo. Tudo daria certo.
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Lucy
Após o nosso intenso momento no quarto, tomamos um banho demorado e começamos a nos arrumar para o encontro com o pessoal. Coloquei uma saia rodada com estampa tribal colorida, juntamente com uma blusa preta de cetim e meu salto negro. Arrumei os cabelos numa trança desleixada jogada para o ombro esquerdo e apliquei um pouco de maquiagem no rosto.
Natsu estava estranho desde a ligação de Laxus. Normalmente ele iria parar o nosso “momento” e chamar-me para fazer alguma outra coisa. Mas, desta vez fora tão inesperado, tão...Intenso. Parecia que ele estava se desculpando. Devia ser coisa de minha cabeça.
O ruivo colocava uma blusa negra, combinando com o jeans aparentemente gasto e os sapatos que usava. Estava lindo. Sorriu para mim quando viu meu olhar recair sobre ele.
– Gosta do que vê, loira? – Ri de seu comentário. Ignorando a “modéstia” contida nele.
– Não vejo porque não gostar, Dragneel. – Ele sorriu, vindo em minha direção e roubando-me um – Não tão roubado assim – beijo.
– Vamos? – Assenti, animada com a inclusão de Juvia ao nosso ciclo de amigos.
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O bar estava um pouco cheio. Segurava na mão de Natsu enquanto procurava pela cabeleira ruiva que já havia chegado. Erza estava sentada juntamente a Gerard numa mesa redonda, com um sofá redondo ao redor, onde estavam sentados.
– Erza! – Abracei-a fortemente e acenei para Gerard. – Gerard. – O azulado sorriu para mim. Era impressão minha, ou os dois estavam mais radiantes que o normal?
– Erza, Gerard! – Natsu os cumprimentou devidamente e sentou-se ao meu lado, trocando umas poucas palavras com Gerard vez ou outra.
– Você está radiante hoje, aconteceu alguma coisa nesse dia dos namorados hein? – Erza corou com minha pergunta, assentindo positivamente.
– sim, aconteceu algo...Inesperado. – Sorri, vendo a felicidade em seus olhos.
– Dá para ver no seu olhar! – A ruiva sorriu para mim, acenando para uma azulada ao longe. Levy havia chegado e estava acompanhada de Gajeel. Parece que os dois haviam finalmente se acertado.
– Natsu, Lu! – Abraçou-me e acenou para Natsu. – Erza, Gerard! – Cumprimentou-os igualmente enquanto Gajeel acenava para todos nós.
– Ah, olá. – Disse o moreno, sentando-se ao lado de Levy. Por incrível que pareça, ele possuía um sorriso no rosto. Disfarçando os olhares pasmos, olhei para a ruiva que fitava igualmente surpreendida com a mudança do moreno.
– Então, Levy, como foram esses dias sem mim? – Dramatizei, sendo que apenas passei três dias fora do apartamento. E acho que ela aproveitou-os bem.
– Foram os mais tranquilos da minha vida. – Todos riram do comentário da baixinha e eu apenas a olhei fingindo estar brava, mas rindo com os outros. – Mas senti sua falta Lu. Tudo bem que era dia dos namorados e feriado, mas também não precisava sumir. – Fez uma expressão de tristeza e eu sorri para ela.
– Não venha dizer que não gostou do apartamento vazio... – e novamente todos rimos.
Notei a aproximação de Gray e vibrei assim que vi a dita cuja Juvia. Ela era linda. Parecia uma boneca de porcelana de tão alva e delicada que aparentava ser. Possuía olhos azuis escuro e cabelos cacheados de um azul mais claro, um tanto exóticos. O nariz era fino e delicado e suas bochechas estavam rosas. Vestia um vestido azul marinho com detalhes brancos e usava um salto igualmente branco, deixando-a com uma aparência mais madura. As unhas grandes e bem feitas, ostentavam um esmalte azul bebê que parecia servir perfeitamente para seu tom de pele. Ela era uma princesinha!
– Pessoal, essa é Juvia Lockser, minha namorada. – Todos sorriram para a mais nova integrante do grupo.
– Olá Juvia, sou a Lucy e este é o meu...Namorado, Natsu. – A azulada sorriu e me abraçou, acenando para Natsu timidamente.
– Prazer Lucy, Natsu. – Ela tinha uma voz doce e aveludada.
– Juvia, estes são Erza e Gerard. – Gray a apresentou os recém casados.
– Prazer Erza, Gerard. – Sorriu para a ruiva que sorriu de volta.
– E estes são Levy e Gajeel. – Novamente o moreno a guiou para o outro casal.
– Prazer Levy, Gajeel. – Levy a abraçou e Gajeel sorriu para ela.
O moreno e a azulada sentaram-se na mesa e passaram a interagir pouco a pouco com o resto do grupo. Pedimos bebidas e petiscos, enquanto aprofundávamos a conversa. Descobrimos que Juvia e Gajeel se conheciam da universidade, assim como ela e Gray. Ela se mostrou ser uma pessoa incrivelmente sociável e simpática, interagindo com todos e divertindo-se conosco.
– Ela é ótima, Gray. – Erza sussurrou para o moreno. Eu assenti, concordando.
– Obrigado. – Ele sussurrou, beijando o ombro da menor. Os olhos azuis escuro viraram-se na direção do moreno e eu jurei vê-los marejados. Trocaram um beijo rápido e voltaram a conversar animadamente.
Aos poucos tudo ia se encaixando em seu devido lugar. Todos estavam em paz, de bem com seus parceiros e repletos de alegria. Gray havia finalmente achado a sua parceira. Levy e Gajeel haviam se acertado, e desta vez estariam sem brigas por um bom tempo! Erza e Gerard estavam esperando um bebê! Eu e Natsu estávamos indo bem até demais. O que mais poderia acontecer?
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