My complicated love

15 Capítulo 13 - Período de paz I


Notas iniciais
Pessoal, aqui está o novo capítulo. Como ele ficou um pouco grande, eu dividi em duas partes. a próxima parte eu postarei neste final de semana ou na quarta-feira. Coloquei algumas músicas no meio do texto, por favor escutem. Gente esse capítulo possui hentai, quem não gosta não leia a parte ok? Boa leitura e um beijo

Capítulo 13 – Período de paz I

Lucy

Uma semana se passou após o ocorrido com meu pai. Sete dias de pura apatia emocional. Não fiz questão de visita-lo ou de mandar notícias. Não procurei por notícias dele e ignorei todas as tentativas de Laxus para tal. Natsu havia compreendido que eu precisava de espaço e passou esses dias apenas conversando casualmente comigo, sem pressão ou tentativas falhas de diálogos mais informativos sobre nós ou sobre Jude.

“Ela combinou com um ano de avanço, ele disse "vamos tocar de orelha"

Ela não queria que ele fugisse, ele não quer que ela temesse

Ninguém disse que seria fácil, porque sabia que era difícil

Mas, azar”

Hoje era novamente uma terça-feira, mas não haveria aulas na escola, pois era feriado. Encontrava-me sentada na varanda, observando o nascer do sol. Pensava em tudo o que havia acontecido em tão pouco tempo. Tantos problemas... Complicados. Suspirei, pondo as mãos na cabeça, remoendo tudo o que ocorrera nessa semana.

Eu me apaixonei, hoje, não há nenhuma palavra que você pode dizer

Que poderia nunca chegar a minha mente para mudar

Ela é o suficiente para mim, ela está apaixonada por mim

– Lu? – A mais baixa apareceu na porta corrediça, esfregando os olhos. – Acordou cedo hoje... – Assenti, chamando-a para sentar-se ao meu lado com duas tapinhas no banco ao meu lado. – Sei que não costuma acordar cedo, ainda mais em feriados. Aconteceu algo? – Sorri para a azulada.

“Você é uma boneca, você é impecável

Mas eu não posso esperar para o amor para nos destruir

Eu apenas não posso esperar para o amor

A única falha, você é impecável

Mas eu não posso esperar para o amor para nos destruir

Eu apenas não posso esperar para o amor”

– Nada além do que já aconteceu. – Levy abraçou-me.

– Eu sei que não é fácil, Lucy. Mas você precisa ser forte. Tente ao menos não ficar tão depressiva. Isso não vai ajudar nem você, nem ninguém ao seu redor. – Anuí positivamente, abraçando-a fortemente. – Porque não saímos todos juntos? Como nos velhos tempos? – Observei atentamente sua face, ela estava séria. Então ela incluiu Natsu nesse “todos”?!

Então, ela colocou seu coração em um saco, ele não iria pedir de volta

Ele não queria que ela chorasse, ela não quer ser triste

Ela disse: "é melhor você não me deixar"

Esta merda vai ser fodida por dias, semanas e meses, mas

– Você quer dizer, como nos velhos tempos de escola? – Ela assentiu, sorrindo docemente.

– Eu tenho falado com Erza e Gray, tentando convence-los. E eles estão dispostos a tentar. – Sorri, abraçando-a mais forte.

– Obrigada Levy. Muito obrigada. – E mesmo não admitindo para mim mesma, eu estava esperando por isso há muito tempo. Aquilo era como uma aprovação, “Vá, Lucy. Você pode seguir sem medo agora.”. Se até mesmo os meus amigos estavam dispostos a tentar, porque eu não estaria também?

Some tudo isso, eu posso encontrá-lo

O problema com amor é que estou cego por ele

Ele sacode meus pulmões, mas minha mente está

Entrelaçado entre suas pequenas falhas

suas falhas, seus defeitos, suas falhas”

Natsu só precisava de uma chance. E eu só precisava dá-lo a oportunidade. Sete anos foram perdidos, não queria perder nem um segundo a mais. Amava-o e estava disposta a arriscar novamente o seu coração por causa dele. Desta vez iria dar certo. Sabia que daria.

Era tarde. O sol banhava as pequenas colinas esverdeadas do jardim botânico de Tóquio. Estávamos quase todos reunidos na grama. Erza e Levy forravam a toalha, enquanto Gray trazia nos braços a cesta repleta de lanches. Minha mão tremia de leve, estava ansiosa.

– Nervosa? – Senti sua mão quente segurar com leveza minha mão trêmula.

– Um pouco. – Sorri amarelo. – E você ? – Natsu suspirou, olhando para os nossos amigos de infância.

– Estou tremendo por dentro. – Soltei um riso e beijei-lhe a face.

– Não se preocupe. –

O clima estava tão agradável quanto a nossa conversa. Todos entrosados como costumava acontecer antigamente. Rimos, comemos, bebemos... Troquei um ou dois selinhos com Natsu. Gray, Erza e Levy estavam mais falantes do que nunca, em nenhum momento apresentaram resistência para com o ruivo.

Passamos a tarde numa agradável convivência. No final, todos foram para as suas respectivas casas. Bem... Não exatamente todos.

A língua quente acariciava a minha com lascívia. As mãos atrevidas passeavam livremente pelo meu corpo. Tentava aproximar-me mais e mais de seu corpo quente. Natsu prensou-me contra a porta da sala, segurando a parte inferior de minhas coxas, fazendo com que ficássemos na mesma altura.

– É isso que você quer? De certeza? – Assenti, acariciando seus cabelos. – Não vou parar daqui para frente, Lucy. – Beijei seu pescoço como confirmação de minha fala. Suguei toda a região, enquanto sentia-o apalpar minhas nádegas com força.

– Hm... – Suspirei desejosa.

“O espaço ficou vazio, os convidados se cadastraram

O porteiro foi frio

As tubulações de água tiveram moldes todos sobre eles

O quarto foi ajustado para dois

A cama foi deixada em ruínas

O vizinho estava batendo, sim

Mas ninguém iria deixá-lo entrar”

Arrepiei-me quando sua língua resvalou por meu pescoço. O ar frio fazia com que sua saliva em minha pele se tornasse gelada, quase como um paraíso gélido. Beijávamos enquanto tirávamos as roupas, que aos poucos caiam no chão.

Agora apenas de roupas íntimas, ainda suspendida pelo ruivo, concentrava-me em apalpa-lo. Cada músculo torneado. Cada extremidade. Cada pedaço de pele exposta. Natsu acariciava-me nos mais variados lugares, beijando meu ombro vez ou outra. Percebi que nos movimentávamos e prendi-me mais a seu corpo, roçando de leve nossas intimidades.

“Toque-me, sim

Eu quero que você me toque aí

Fazer-me sentir que estou respirando

Fazer-me sentir que sou humana de novo”

Fui jogada contra a cama sem delicadeza, logo sendo cercada pelos braços fortes tão conhecidos e adorados. O ruivo levou a mão calejada para a latera de meu pescoço, pegando parte da nuca, e puxou-me para um beijo repleto de malícia. Com a mão livre, segurou meu sutiã bem no vale dos seios e puxou com força, arrebentando o fecho. Arfei quando senti o tecido se desfazer e escorregar por minha pele.

Não demorou muito para que ele fizesse o mesmo com a calcinha e possuir-me com necessidade naquele mesmo momento. A força com que nossas peles se chocavam era tremendamente prazerosa. Sentia-o por completo dentro de mim.

Natsu virou-me de costas e voltou a me amar com ainda mais força e velocidade, fazendo-me ir ao paraíso. Ele beijava minhas costas com frequência, sussurrando indecências em meu ouvido constantemente.

– Eu te amo... – Senti-o acelerar ainda mais o ritmo e morder de leve um de meus ombros. Gemi alto quando alcancei o ápice, ouvindo-o soltar um suspiro profundo e segurar-me ainda com mais força contra o seu membro.

“Toque-me, sim

Eu quero que você me toque aí

Fazer-me sentir que estou respirando

Fazer-me sentir que sou humana de novo”

– Eu te amo, Natsu... –

Era meio dia e vinte de uma segunda-feira. Estava esperando Natsu terminar de dar uma aula para almoçarmos com o pessoal. Meu celular vibrou em meu bolço e apressei-me em atende-lo.

– Alô? – Ouvi risadas e a voz grossa de Gray mandando as vozes calarem a boca.

Onde vocês estão? – Perguntou irritado. – Só faltam vocês três! – suspirei com a impaciência de Gray.

– Já estamos a caminho, daqui a uns... vinte minutos estamos aí. – Despedi-me rapidamente de Gray e dirigi-me para o segundo ano e observei Natsu finalizando uma apresentação e se despedindo dos alunos.

– Nossa, você tá apaixonada mesmo. – Assustei-me com a voz fina de Levy e tratei de rir com seu comentário.

– É admiração. – Ela sorriu e eu avistei a silhueta de Natsu vindo em nossa direção.

– Vamos? – Beijou-me na testa e acenou para Levy.

Entramos no carro negro e rumamos para o restaurante de ramén mais gostoso do nosso bairro. Ao chegarmos, encontramos Gray e Erza sentados numa mesa.

– Esperaram muito? – Brincou Natsu, cumprimentando os dois.

– Só uma meia hora. – Resmungou Gray, falando algo com Natsu e o puxando para sentar.

Eu e Levy falamos com os dois e sentamos junto a Erza.

– Gerard não vem? – A ruiva negou com a cabeça, explicando logo depois.

– Ele teve um problema no escritório e me pediu para vir sozinha, porque ele realmente não poderia vir comigo. – Suspirou ao final. – Ultimamente estou ficando muito... Dependente dele. – Riu ao final.

– Em que sentido? – Perguntou a baixinha, lançando um olhar malicioso para a ruiva.

– Em todos os sentidos possíveis. – Todas rimos, chamando a atenção dos rapazes.

– O que é que as princesas estão fofocando, hein? – Perguntou Gray, curioso.

– Estamos falando sobre quando é que nós vamos conhecer a tão famosa “Juvia”. – Brincou Levy.

– Estamos começando a achar que ela não é real... – Comentei, ganhando um olhar furioso do moreno.

– Juvia, é? – riu Natsu. – É ela a tal de “J. Lockser” nas suas últimas três ligações? – O ruivo olhava as últimas chamadas de Gray na maior cara de pau, quase foi socado quando o moreno retirou o telefone das mãos do ruivo, que ria.

– Sim, é ela. – Resmungou, olhando para o lado, escondendo o seu rubor.

– Oh, quanta frieza no nome dela. – Disse sorrindo. – O meu está “L.Heartfilia” também? – Gray bufou, e mandou todos nós a merda, irritando-se de vez.

– No próximo ela virá, pode ter certeza. – Disse-nos com um sorriso na face.

– Nossa, você deve estar muito apaixonado mesmo, para falar dela desse jeito... – Brincou Levy.

– Essa mulher deve ser uma deusa, pra te conquistar Fullbuster. – Completou Erza.

E nosso almoço se deu nesse clima relaxado e brincalhão, como os muitos outros que se seguiram.

Levy

Era um sábado, estava sozinha no apartamento, já que Lucy agora saía constantemente com Natsu. Os dois estavam na mesma sintonia e eu estava achando ótimo, mas não posso negar que me sentia um pouco só ás vezes.

“Amar pode doer

Amar pode doer às vezes

Mas é a única coisa que eu sei

Quando fica difícil

Você sabe que pode ficar difícil às vezes

É a única coisa que nos mantém vivos”



Ainda estou desestabilizada por causa do término com Gajeel, apesar de tentar passar isso o mínimo possível para Lucy. Ainda sinto que poderia desabafar, mas repreendo-me ao vê-la sorrindo. Sei que ela vai se chatear e não a quero triste de maneira alguma.

“Nós mantemos este amor numa fotografia

Nós fizemos estas memórias para nós mesmos

Onde nossos olhos nunca fecham

Nossos corações nunca estiveram partidos

E o tempo está congelado para sempre”

Sentei-me no sofá da sala e pus-me a ver televisão. Olhei para o centro e vi uma foto minha e dele. Aquilo doeu tanto em mim.Nunca pensei que estaria tão patética sem o meu problemático. Assistia a um filme romântico, enquanto comia pipoca e sentia os olhos arderem para derramar lágrimas. Sentia saudades dele. Muitas saudades. Mesmo com o jeito indelicado de falar e ás vezes a grosseria habitual, eu o amava.

“Então você pode me guardar no bolso

Do seu jeans rasgado

Me abraçando perto até nossos olhos se encontrarem

Você nunca estará sozinha

Espere por minha volta para casa”

Ele não era perfeito, mas ninguém o era. Ele tinha sua própria delicadeza em algumas ações. Seus beijos, abraços. Ele tinha total cuidado comigo. Ou pelo menos tentava ter. Independente de sua personalidade exótica, ele conseguia ser agradável e, ainda que poucas vezes, sociável. E tudo por mim. E eu desgastei nossa relação, pedindo mais do que ele conseguia dar.

Deixei as lágrimas correrem livres por minha face, abraçando a almofada do sofá com força. Chegava a soluçar. Céus, eu estou tão patética! A campainha tocou e eu achei que Lucy havia esquecido a chave novamente. Não fiz questão de enxugar os olhos. Dirigi-me a porta e a abri.

“Amar pode curar

Amar pode remendar sua alma

E é a única coisa que eu sei

Eu juro que fica mais fácil

Lembre-se disso em cada pedaço seu

E é a única coisa que levamos conosco quando morremos”

– Esqueceu de novo, Lu? – Infelizmente, não era Lucy que estava ali. A altura demasiado exagerada e os cabelos negros caindo sobre os ombros fizeram-se arrepender de ter levantado. – O que você está fazendo aqui? – Passei as mãos sobre o rosto, limpando o rastro das lágrimas e tentei ao máximo controlar minha voz embargada.

– Eu quero falar com você. – A voz rouca e grossa fez com que minha pele se arrepiasse, tamanha era sua seriedade.

“Nós mantemos este amor numa fotografia

Nós fizemos estas memórias para nós mesmos

Onde nossos olhos nunca fecham

Nossos corações nunca estiveram partidos

E o tempo está congelado para sempre”

– Tudo bem. – Afastei-me da porta, esperando-o entrar. O mais alto estava vestido com suas roupas de trabalho e parecia extremamente cansado. — Quer algo? Água, café? – Ele negou com a cabeça, segurando minha mão logo depois.

– Desculpe-me. – Gajeel olhava-me profundamente, implorando o meu perdão através daqueles olhos de cachorro pidão. Meus olhos ardiam novamente. Céus, ele precisava ser tão intenso? – Eu fui um idiota. Estava estressado com meu trabalho e acabei descontando tudo em você. Levy, eu te amo muito. Você é a única pessoa que me entende, que eu fico totalmente confortável. Eu não sei explicar, você me completa. – Sem perceber eu estava chorando. O moreno enxugou minhas lágrimas e abaixou-se para encostar sua testa na minha. – Não chora, por favor. Eu te amo. – Senti seus lábios nos meus e percebi que havia o beijado desesperadamente.

– Eu te amo, Gaj. – Beijei-lhe novamente. – Te amo muito. – Ele sorriu e me puxou para outro beijo, um mais demorado, como se declamasse toda sua paixão por mim nele.

Passamos a nos beijar fervorosamente, transformando todo aquele amor em luxúria. Correspondi desesperadamente, reagindo aos seus toques e estímulos. Senti meu corpo ser içado e quando dei por mim, estava sobre os ombros e Gajeel. Ele desferiu uma pequena tapa em minhas nádegas, cobertas pelo tecido do short.

– Vamos fazer amor, baixinha. –

“Nós mantemos este amor numa fotografia

Nós fizemos estas memórias para nós mesmos

Onde nossos olhos nunca fecham

Nossos corações nunca estiveram partidos

E o tempo está congelado para sempre”