My baby Robin!
2 A caça
–Minna! Temos um problema! -a navegadora entrou desesperada na cozinha com um... bebê?
Todos a encararam confusos e surpresos...
–Cadê a Robin-chan? -Sanji indagou realmente confuso. -E de quem é esse bebê?
–Esse bebê é a Robin! -Nami respondeu sem hesitar, a mesma ainda chorava por algo e não sabia o que era.
Um choque... Um tremendo choque abalou a tripulação.
Zoro estava completamente sem fala, a mulher que tanto admira (mesmo sem admitir) voltou a ser... um bebê?!
Um inocente bebê?!
–M-M-M-MAS COMO?! -Sanji falava por todos os outros, desesperado.
–O cara de ontem... ele disse algo sobre uma praga não foi? -a navegadora ficou pensativa.
–Pelo que eu lembro, ele disse que rogaria uma praga na Robin caso ela não lhe desse suas roupas. -o espadashin afirmou.
–Então... o que fazemos agora? -Franky encarou-as ainda meio confuso.
–Eu não sei... E ela não para de chorar, o que ela quer?
–Nami-san, ela deve estar com fome. -Chopper entrou na conversa trazendo a tona a atenção da nakama. -Sanji, vamos precisar de leite morno!
–Sim, sim... Espere um pouquinho só, Robin-chan!...
É, mesmo nessa crise ele não deixa de ser tarado. Os cabelos negros caíam sob o rosto da agora, pequena arqueóloga, isso parecia estar irritando-a bastante. Nisso, Chopper foi até seu canto de bagunça da sala de observação e de lá pegou uma tampa de copo e um laço amarelo, voltou apressado e sorriu:
–Yosshi! Vamos ver...
E com calma ele conseguiu ajeitar aquela cabeleira toda, Robin estava com um "coqueiro" no topo da cabeça, amarrado pelo laço da rena. Assim que o leite ficou pronto, Chopper colocou a tampa no copo e encostou o objeto nos finíssimos lábios da criança, que de imediato ela agarrou com a língua já que ainda não possuía dentes. -Vou examiná-la depois, pode ser alguma doença ou até alguma substância.
–Em questão de substância, se fosse de digerir acho que nós teríamos sido afetados também. -Ussop tomou a vez de falar... -Por acaso vocês sabem que tipo de praga é?
–A praga Maya, a qual transforma você em criança de novo. -Nami explicava enquanto segurava Robin em seu colo, com atenção para que Chopper continuasse o processo.
–E vocês viram algo de estranho ou diferente?
–Bem, ele soltou um pozinho meio gay nas mãos dela, e depois ela tinha reclamado de dor quando ele a tocou, como se ardesse.
–Hum... -Ussop pensativo? Cuidado minna... -Eu acho que a praga deu certo.
–Mas se tivesse dado certo mesmo a Robin teria virado criança antes mesmo de voltarmos pro Sunny!
–Mas ela já completou a segunda fase da infância, na idade normal.
–Uh?!... -Todos indagaram.
–Faz sentido, ela já tem trinta anos, completou as duas fases da infância, como já é uma mulher formada e com muita maturidade o efeito não é imediato. -A rena concluiu.
–E como vamos fazê-la voltar ao normal?
–Isso vai ser difícil. Mas o mais rápido é achar o cara que fez isso com ela e fazê-lo retirar a praga.
–O Zoro fez ele sumir do mapa ontem, não vamos encontra-lo tão cedo.
–Hey, não botem a culpa me mim! -o moreno esbravejou.
–É só por culpa sua que a Robin-chan está assim, seu marimo de merda! -Sanji se irritou.
Pronto... a confusão estava armada.
Nami teve que gritar com os dois, fazendo Robin chorar outra vez, e agora ela não parava mesmo.
–Viram seus idiotas?! Agora ela vai ficar chorando o resto do dia! É bom darem um jeito com esse choro se não eu dou um jeito em vocês!
É... fazer um bebê parar de chorar já é difícil, fazê-lo rir então... Zoro não tinha certeza do que estava para fazer, mas a pegou no colo e encarou aqueles olhinhos curiosos, no mesmo instante só se ouvia os soluços dela...
–Hey, por que essa cara? -ele indagou a pequena, Robin pareceu fascinada com os olhos escuros, se enxergava neles e de certa forma, estar nos braços daquele homem estava lhe causando uma boa sensação, sorriu. -O que está achando engraçado hein mocinha?
E como resposta os bracinhos da pequena se jogaram no tronco do maior, as mãozinhas tão delicadas e miúdas tocaram de leve, por cima do tecido branco da blusa dele, parte da cicatriz, ela olhou para baixo, voltou-se aos olhos negros e jogou sua coluna para frente, como se quisesse um abraço...
Inconformação. Essa era a cara do bando no momento, menos a de Luffy que estava ocupado com o café.
–C-Como você você fez isso Marimo?!... -Sanji berrou irado, sua deusa se rendendo aos braços de seu rival!? Não podia ser verdade!
–Cala a boca, você vai assustar ela de novo!... -exclamou baixo... A respiração da menina parecia mais calma, bem mais calma. -Brook, olha aqui um minuto... Vê se ela dormiu.
O esqueleto sentado na ponta da mesa foi, a cara de fofura dele era a pior... Mas assentiu a resposta.
–Incrível... Parece que a Robin gosta do seu colo... -Nami ficou realmente impressionada, até agora a amiga só chorou com ela. É... mas digamos que a ruiva não é tão delicada no quesito crianças, não tem a mínima paciência.
Já Zoro, apesar de se estourar fácil com Sanji, é do tipo de pessoa que é calada, sempre na sua e que não precisa de muito assunto para conversar quando quer. E gosta de Robin, sabe se entender com ela até mesmo com o olhar... Não faz esforço para compreendê-la.
E ela se apegou mesmo aquele colo, suas mãos agarravam fortemente a blusa do espadashin. E claro que ele não irá admitir, mas estava gostando daquela situação;
–Tá bom, agora a gente tem que pensar com calma para não piorar nada. -o arrogante Roronoa falava pensativo.
–Vamos procurar o cara que fez isso com a Robin. -Luffy falou eufórico. -Vamos trazê-la ao normal!
–Mas alguém vai ter que cuidar dela enquanto os outros procuram o Oggy.
–Você pode ficar com ela, a Robin-chan se dá melhor com você e a Nami vai ajudar a gente com o cara feio. -Luffy encarou Zoro como sempre, aquela cara decisiva, mas ingênua. E ele teria como reclamar? Não, afinal, é uma ordem direta de seu capitão e com certeza Nami não gostaria de ouvir mais choros só porque não sabe cuidar de um bebê (apesar do maior a frente também não saber muito).
–Mas eu vou precisar de ajuda, nunca cuidei de uma criança, quanto mais de um bebê!
–O Chopper também vai ficar, ele vai examiná-la e te ensina a cuidar da Robin.
–Pela primeira vez eu ouço o Luffy dizer algo tão sério e conexo. -Sanji afirmou meio boquiaberto... -E vamos trazer a Robin-chan de volta! -pervertido assumindo seu posto em 3, 2, 1... -Não é mesmo Robin-hime?...
O loiro ficou de frente para o rostinho bochechudo que até agora dormia em paz, bastou chegar mais perto e a mesma acordou, encarando com seus grandes olhos azuis os castanhos escuros de uma cara pervertida assustadora. Resmungos quase em forma de choros podiam ser ouvidos.
–Oe, Ero-Cook, sua cara feia está assustando a Robin de novo! -Zoro franziu o cenho, mas o cozinheiro é são o suficiente para não começar outra briguinha naquele momento crítico, e com certeza estava arrasado por sua deusa Robin não estar o reconhecendo como antes.
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Os que foram a caça de Oggy deixaram o Sunny por conta do espadashin e do médico do nariz azul... Com certeza, naquela calmaria a arqueóloga tão pequena agora dormiria mais sossegada, mas... Já dormiu o suficiente, quem disse que queria dormir mais?
Pelo óbvio notado, só sabia manter a coluna dura e reta de vez em quando, mas não engatinhava e muito menos andava.
Chopper pegou algumas almofadas e espalhou pelo gramado do convés, conseguindo-a manter sentada por uns minutos... Já Zoro estava sentado ao lado da mesma, a entretendo com um cubo mágico; Se fosse ela com seus trinta anos, já estaria o montando pela terceira vez, mas nessa forma ela apenas encarava e tentava descobrir porque aquele objeto é colorido.
–O que fazemos com ela agora Chopper? -indagou o homem encarando a pequena com o cubo.
–Bem, pela amostra de sangue dela, não foi substância e nem doença, nada de anomalia, mas... As moléculas do corpo dela diminuíram. Indicando que sua forma humana também ganhara um tamanho menor. Robin tem o sangue muito vermelho, é um vermelho muito puro e difícil de se ver em qualquer lugar. Não é um sangue comum... -a rena analisava o tubo de ensaio nas patas- Mas eu não encontrei nada de anormal. Acho que é a prega mesmo.
–O que vai acontecer se ela não voltar ao normal?
–Voltar ao normal ela volta, mas pode demorar bastante...
–Ah, seria tão mais fácil se você pelo menos tivesse oito anos... -Zoro lamentou enquanto olhava para a moreninha, que agora já tinha largado do cubo mágico, estava com um gracioso sorriso estampado. Encarava as orbes escuras do homem ali ao lado e esticou seus bracinhos, como se quisesse alcança-lo. Mas era impossível. Não conseguia nem mesmo engatinhar... Ele a pegou então, percebendo o esforço que a mesma teria se fosse fazer isso sozinha.
–E quantos meses ela tem agora Chopper?
–Quatro. Daqui três semanas terá cinco, e vamos ter que nos acostumar com os choros dela, essa é a fase em que os dentes começam a sair.
–Vai doer não é?
–Com certeza.
–Acho que a bruxa da Nami terá trabalho em dormir.
–Se é que vai dormir...
Mas o que diabos você conseguiu aprontar hein Robin?
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