My Sweet Teacher
33 Capítulo 33 - Ela vai ficar bem.
Notas iniciais
Ai o capitulo pra vocês dedicado pra iThaynara Lovato, annek, Myllene Bianca e KarinaJonas. Minhas leitoras que deixaram recomendação. ♥
–– Eu espero – fiz bico.
Nos sentamos de novo, e veio o silêncio... Até meus pais chegarem. Minha mãe entrou apressada, meu pai entrou atrás, tão aflito quanto ela. Eu me levantei e minha mãe veio correndo até mim.
–– Cadê a Emilly? O que aconteceu com ela? – minha mãe falou em um tom autoritário.
–– Ela ainda ta lá dentro, ela ainda ta desacordada e eu não sei o que aconteceu com ela – falei tentando manter a calma.
–– Ela ta desacordada? – foi a vez de o meu pai gritar comigo.
–– Aham – falei de cabeça baixa, e fui com a mulher da recepção dizer que meus pais tinham chegado.
–– O que o Joe ta fazendo aqui? – minha mãe se aproximou de mim, falando baixinho – Pensei que vocês tinham terminado.
–– Eu não conseguia ligar pra ninguém, ele era o único disponível pra ajudar... – me expliquei.
–– Hm, entendi –
–– Olá, você é a mãe da Emilly? – a enfermeira se aproximou, meu pai veio logo em seguida.
–– Sim, e esse é o pai dela – ela apontou para o papai.
–– Gostaria que um de vocês dois preenchessem isso aqui com os dados da Emilly – ela colocou a prancheta com uma ficha em cima do balcão.
–– Tudo bem – minha mãe pegou uma caneta e comeou a preencher, papai do lado ajudando.
–– Queria dizer pra vocês não se preocuparem, talvez a demora pra Emilly acordar seja por causa da demência dela, por conta da síndrome – a enfermeira explicou.
–– Isso é bom – meu pai balbuciou baixinho.
–– Aqui, terminei – minha mãe entregou a prancheta para a enfermeira.
–– Obrigada, quando ela acordar eu chamo vocês – a enfermeira sorriu fraco e saiu.
–– Agora me explique o porquê de a Lilly ta nessa situação, isso eu tenho certeza que você sabe – minha mãe virou pra mim com uma expressão que não me agradou nada.
–– Por que a senhora não senta? – apontei para as cadeiras. Ela me olhou desconfiada, mas assim fez.
–– Agora me fala – ela disse se sentando do lado do Joe.
–– É... A senhora sabe o que é bullying não é? – eu perguntei depois de enrolar quase dois minutos.
–– Sei –
–– A Lilly era vitima disso, eu soube há pouco tempo. Eu tentei ajudar ela, mas não deu. E por conta disso, eu tenho quase certeza, que é o porquê de a gente ta aqui – disse olhando para o chão enquanto falava.
–– A Emilly? – ela disse descrente – Por que você não me contou no mesmo minuto que soube?
–– Ela não quis que eu falasse – eu me desculpei.
–– Ela não tem querer, Demetria. Uma coisa dessas tem que falar pra mim, podia ter acontecido algo mais grave com ela.
–– O ano tava acabando, eu não pensei. Desculpa – comecei a lagrimar de novo.
Minha mãe pegou as coisas dela e sentou do outro lado da sala, sem falar nada antes pra mim. Meu pai fez o mesmo, os dois começaram a conversar lá. Olhei pro Joe, já querendo chorar. Ele me puxou pelo braço, me fez sentar do lado dele e me abraçou.
–– A culpa é minha, eu devia ter falado – o abracei de volta.
–– Não é culpa sua – ele fez carinho na minha cabeça – Se tu falasse pra tua mãe, ela não poderia tirar a Lilly da escola, ou colocar ela pra estudar em casa faltando tão pouco tempo pra terminar o ano, poderia ter acontecido a mesma coisa, até pior.
Fiquei calada, mas não sai de perto dele, nem do abraço. Eu tava precisando daquilo. Talvez ele tivesse razão, mas isso não faz diminuir a culpa. Tinha se passado algumas horas, acabei dormindo na cadeira e não percebi, quando acordei Joe tava com um braço me rodeando e eu tava encostada no ombro dele.
–– Ela já acordou? – falei me sentando direito, me afastando dele.
–– Ainda não – ele tirou o celular do bolso, olhou alguma coisa. Parecia agoniado.
–– Se quiser ir embora, sem problema. Se tiver que ir encontrar alguém – eu disse pressupondo que ele tivesse que encontrar aquela loira. Ele riu fraco.
–– Não existe “alguém”, Demetria – ele disse fazendo aspas com as mãos.
Dei de ombros. Não achei que ele tava mentindo, com essa aparência não dava pra ir encontrar ninguém. Mas não vou falar muito disso, até porque minha cara não deve mais ta tão diferente da dele.
Eu tava quase caindo no sono de novo quando a enfermeira veio á passos rápidos no corredor.
–– Vocês já podem entrar dois de cada vez, ela acordou – a enfermeira disse alegre.
–– Vocês entram depois – minha mãe disse olhando pra mim e pro Joe.
–– Me sigam os quatro – assim que ela disse, a gente se levantou e seguimos ela até a parte dos quatros – Esperem aqui, assim que eles saírem, vocês entram.
Meus pais entraram, encostei na parede, Joe fez o mesmo.Os minutos não passavam, comecei a bater o pé no chão, agoniada... Até que eles saíram. Entrei no quarto no mesmo pulo, mas parei logo depois da porta ao ver como ela tava. Ela não parecia bem, tava toda machucada, pálida, e com alguns fios ligados á ela. Não consegui me mexer, Joe passou á minha frente, mas quando notou que eu estava parada se virou pra mim.
–– O que foi? – ele parou a minha frente.
–– Eu não sei, só nunca vi ela assim... – murmurei.
–– Ficar parada ai não vai fazer ela melhorar – ele falou no mesmo tom de voz que eu.
–– Porque vocês não chegam perto? – ouvi Lilly dizer, meio chorosa. Andei até ela.
–– Desculpa, só nunca imaginei que ia te ver assim – fiz um carinho na bochecha dela – Quem foi que fez isso com você?
–– Eu não sei – ela deu de ombros.
–– Como não sabe? – Joe chegou mais perto, ficando do meu lado.
–– Era mais de um, eu não sei quem foi não consegui ver, foi muito rápido e não demorou muito pra eu desmaiar – ela suspirou cansada.
–– Nossos pais já sabem, depois disso não posso mais mentir pra eles –
–– Eu sei, eles me disseram – ela fez bico – mas agora não conta mais, o ano já acabou.
–– Vai ficar tudo bem agora, ninguém mais vai machucar você – apertei a mão dela passando confiança.
–– Eu espero – ela sorriu. Eu a abracei.
–– Você me deu um susto tão grande, princesa – Joe disse assim que eu separei o abraço. Ele pegou a mão dela e deu um beijo – Eu to tão feliz por que você está bem agora.
–– Vocês voltaram? – ela disse sorrindo pra nós dois. Corei violentamente no mesmo momento.
–– Não – Joe disse meio baixo.
–– Hm – ela deu uma olhada diferente pra mim e pra ele depois – a enfermeira me disse que vocês não podem demorar.
–– Ta nos expulsando? – eu disse divertida.
–– Claro que não – ela disse incrédula – só to avisando.
–– Tudo bem vou deixar você descansar. Você ta bem mesmo? –
–– To sim, um pouco de dor de cabeça, mas vai passar – ela sorriu.
–– Então durma um pouco – Joe disse e deu um beijo na testa dela – Quero você melhor logo.
–– Ta bom – ela deu uma risadinha.
–– Eu não quero sair daqui – segurei a mão dela – Fica bem, volta pra casa, agora que fiquei de férias e você também a gente vai poder passar mais tempo juntas!
–– Você sempre sai com suas amigas nas férias – ela disse meio triste, não sei.
–– Essas férias vão ser diferentes, prometo – eu sorri largo, e dei um beijo na testa dela – Tchau Emilly.
–– Tchau – ela acenou quando eu e Joe já estávamos perto da porta.
Saímos e meus pais não estavam lá fora, a enfermeira entrou junto com outros médicos assim que saímos. Procurei meus pais na sala de espera, nada.
–– O casal que estava aqui com a gente, já foi embora? – perguntei á recepcionista.
–– Sim, faz uns 15 minutos – ela respondeu educadamente.
–– Quer que eu te leve em casa? – Joe perguntou.
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