My Sweet Teacher
21 Capítulo 21 - Noite de meninas.
Notas iniciais
–– Eu vou pro meu quarto – Lilly se virou – Tchau Miley.
–– Tchau gatinha – Miley soprou um beijo pra ela, e tirou a bolsa e a mochila da costa – Vai contar o que ta acontecendo?
–– Não ta acontecendo nada – Demi a cortou.
–– Sou sua amiga, confia em mim – ela segurou o braço de Demi – Me conta.
–– Pode parecer idiota – Demi abaixou a cabeça, depois a jogou pra trás suspirando alto – Mas eu acho que to gostando, tipo muito mesmo, do Joe. Isso aumenta meu medo de perder ele.
–– Demi... – Miley colocou suas coisas no chão, e a abraçou – Ninguém vai tirar ele de você, não precisa ter medo.
–– Pensei que minha insegurança era só por causa da Selena – Demi se apertou mais no abraço – Já vi que eu tava errada.
–– Isso é só uma coisa da sua cabeça – Miley separou o abraço gentilmente.
–– Espero que sim – Demi sorriu fraco – Então, esquecendo meus problemas... Tem vinho barato escondido no meu closet e algumas cervejas. Se eu não me engano.
–– “Esquecendo meus problemas” ou “Pra esquecer meus problemas”? – ela fez aspas com as mãos.
–– Encare como você quiser – Demi deu de ombros. Virou de costa pra ela e foi correndo pro quarto, desligando a luz da sala antes.
–– EI! NÃO ME DEIXA SOZINHA AQUI! – Miley correu atrás dela.
–– Uuuh, cuidado com o fantasma do 14º andar. – Demi cantarolou se jogando na cama.
–– Palhaça – Miley disse entrando no quarto.
–– Não posso evitar, vem de mim – eu falei ligando a TV, zapeando pelos canais.
–– Hei! – ela puxou o controle da minha mão – Deixa ai, adoro The Vampire Diares, o Damon é tão gostoso.
–– Prefiro meu Edward, isso dai tem muitas mortes e etc. – fingi arrepios.
–– Freeeeesca! – ela disse jogando um travesseiro em mim logo depois – Pegue nossas bebidas da noite, vamos virar porra louca!
Gargalhamos juntas e eu fui buscar as bebidas, o básico: cerveja e vinho. E um whisky do meu pai que encontrei, e mais uns aperitivos, se agente fosse vomitar, era pra vomitar comida, e não o estomago. Só lembro-me da Miley depois de bêbada, chorando dizendo o quanto o Nick é burro, e que ela queria ele de volta. Me controlei ao máximo pra não falar da Lilly, e se eu falasse que ela esquecesse amanhã. Mas com certeza falei do Joe. Depois dessa tentativa de engolir meus segredos, não me lembro de muita coisa só de uma música, no fundo e nós duas rindo, muito, até demais. E ao telefone. Bebendo cada vez mais.
Acordei com o sol refletindo na minha cara, e com as pernas da Miley em cima de mim. Estávamos apenas de peças intimas. Deus! Não quero lembrar nada. O despertador começou a tocar, e nunca ele tocou tão alto. Minha cabeça latejou, Miley resmungou algo. Estávamos cheirando a álcool, muito forte. O chão tava cheio de porcarias, os nossos celulares ali no meio da comida, e uma barata saia do meu banheiro. Tirei a Miley de cima de mim, e me sentei. O quarto todo girou ao meu redor, quando parou, avistei minhas roupas e a da Miley arrumadas num canto. Ok, ta certo, não fizemos besteira, provavelmente ficamos batendo foto de peças intimas. Ou experimentamos todas as minhas roupas, o que me lembra de colocar todas pra lavar. Por que eu to fedendo, e ela também. Me levantei dei três passos, e pareciam que todos os passos faziam um barulho imenso! Eu já devia ter aprendido a não misturar bebidas. Meu estomago revirou, minha garganta coçou, e vomitei, no meio do meu quarto. Eu segurei um pouco e fui pro banheiro terminar minhas necessidades. Ouvi passos atrás de mim, Miley me empurrou e vomitou também. Quando ela acabou olhamos uma pra cara da outra e começamos a rir, mas logo paramos... A dor de cabeça chegou.
–– Mas que merda. Eu te avisei pra não misturar bebidas, odeio vomitar – Miley parecia falar baixinho, mas as palavras dela ecoavam na minha mente.
–– Me avisou nada! – falei no mesmo tom, ela fez uma careta, supus que a dor de cabeça dela tava tão quanto a minha – Vai tomar banho, enquanto eu preparo um café pra nós duas.
–– Beleza – ela olhou pra baixo, pra suas roupas, ou melhor, pra falta delas – Meu trabalho foi facilitado.
Ela entrou debaixo do chuveiro de um jeito quase que caindo, o que fez um barulho na parede, ela começou a gargalhar sozinha e eu sai de lá. Definitivamente ela é mais fraca pra bebida que eu. Andei em passos lentos até a cozinha e quando eu cheguei lá, tudo que eu fazia, era lento. O silêncio tava gostoso, enquanto o cheiro de café me deixava já em alerta. Ouvi uns passos leves, tremi pro dentro, se fosse minha mãe, eu tava bem ferrada.
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