My Secret Valentine.
3 Drunk.
Notas iniciais
Já era tarde da noite, e Blaine estava sozinho no quarto, havia um barulho de TV no andar de baixo da casa, ele estava deitado na cama, olhava fixamente para o teto, como se estivesse hipnotizado, o ventilador de teto rodava a uma velocidade devagar, não se sentia o vento vindo de lá. De repente, o celular de Blaine toca, o toque era “Teenage Dream” da Katy Perry.
Ele se assustou, mas pegou logo seu celular, olhou e era um numero desconhecido, logo, ele atendeu.
– Alo?! – Disse Blaine.
– Blaine Anderson, o que aconteceu hoje... Na verdade NUNCA aconteceu. – Um desconhecido responde.
– O que? Quem é? – Blaine pergunta confuso.
– Sou eu Kurt, seu tonto!
– Ah, Kurt... Oi.
– Droga Blaine, eu não posso demorar, liguei apenas pra dizer que o que aconteceu na sua casa... Já foi não toca mais nesse assunto, com ninguém, entendeu?
– Achei que você curtia essas coisas... – Disse Blaine sarcástico.
– Cale essa maldita boca e não comente isso com ninguém, do contrario... Vou te encher de pancada rapaz! – Disse Kurt contendo sua raiva para não gritar.
– Pode deixar, mas me responda... Você gostou não? Eu beijo bem? – Blaine que continuava com seu tom sarcástico.
– Vai à merda Anderson! – Kurt disse e desligou.
Blaine tentou responder, mas já era tarde, Kurt já havia desligado na cara dele, ele riu sarcasticamente, como o de alguém que não estivesse ligando, mas no fundo, ele estava desesperado, mas sabe- se lá por que.
O quarto de Kurt já, era desorganizado e sujo, assim como o resto da casa. A mãe de Kurt tinha falecido há um tempo, então dificilmente a casa ficava organizada. O pai de Kurt era trabalhador e lutava para manter a casa em ordem, a comida na mesa e dinheiro no bolso do filho. Para Kurt tudo o que seu pai fazia era indiferente, mas mesmo sabendo disso Burt, o pai de Kurt, tentava deixar a casa limpa e confortável para seu filho, o qual não ajudava.
Kurt estava sentado, feito uma estatua, olhando a merda que tinha feito, após as provocações de Blaine ele pegou seu celular e o jogou não chão, com força suficiente para quebrar. A cabeça de Kurt estava cheia com tudo o que havia acontecido, ele tremia de raiva e se perguntava por que se sentia assim. Então ele resolveu sair para beber, alias era o que sempre fazia quando estava nervoso. Pegou sua jaqueta preta e a cheirou para conferir se estava suja, realmente estava. Ele jogou no chão junto com o resto da bagunça, abriu o armário e pegou uma jaqueta jeans. Abriu uma gaveta e pegou mais um celular, um Iphone, novo, ele tinha vários, provavelmente roubados. Com a roupa já vestida e tudo na mão, jogou um monte de coisas em cima da cama e as cobriu, dando impressão que havia alguém dormindo ali. Depois ele abriu a janela sutilmente, pulou, deu um jeito de pular do telhado (como sempre fazia) e saiu.
A noite estava realmente fria, chovia muito, e não havia muitas pessoas na rua. O bar não ficava muito longe de sua casa, mas fazendo tal trajeto encontrou um alguém inesperado. Alto, de olhos verdes claros, cabelos castanhos, que contrastavam perfeitamente entre si. Um amigo de infância.
– Sebastian?! – Disse Kurt espantado.
– Kurt! – Exclamou Sebastian.
– Mas que surpresa você por aqui... Achei que tivesse se mudado...
– Entendo, mas sim, realmente me mudei, mas vou estar aqui por alguns dias, sabe... Visitando os pais.
– Ah sim, entendo...
O de Sebastian, sua beleza, sua inteligência, essas coisas sobre ele, deixavam Kurt se sentindo estranho, ele sabia sobre Kurt, eles eram muito íntimos, ou ao menos foram na infância... Por sinal essa palavra assustava Kurt, tão “íntimos”...
– Mas então, o que você tem feito – Sebastian puxou papo, interrompendo os pensamentos de Kurt.
– Ah, nada né, o de sempre, vagabundeando. E você? — respondeu Kurt.
– O que eu fazia quando sai daqui... Mato-me de tanto estudar.
– Af! – Desdenhou Kurt.
– Você não mudou nada hein! – disse Sebastian com um largo sorriso no rosto.
Como se você tivesse mudado né, Sebastian?!
Sebastian sorriu e olhou para baixo meio sem graça.
– O que há? — Perguntou então Kurt.
–Nada... Quer dizer... Bom, você não quer ir fazer algo? Ai podemos conversar adequadamente, sem ser nesse frio...
– Hawn... Claro. Agora?
– Depois, agora tenho que ir pra casa.
– Quer meu telefone?
– Claro... Por Favor – Respondeu Sebastian gentilmente.
– Anote então.
– Claro. Então, Sebastian tirou o celular do bolso.
– Bom, aqui vai... (979)759-94. Pegou?
– Sim... Sim! – Respondeu Sebastian – Agora tenho que ir, até mais Kurt!
– Até – Disse Kurt acenando.
Sebastian foi embora. E Kurt se perguntava por que se sentia assim perto de Sebastian, afinal, ele não era o durão¿ Porém, havia algo no passado de ambos.
Logo Kurt voltou a sua postura natural e continuou seu caminho ate o bar. Chegando lá ele se sentou no balcão e o dono do bar diz:
– E ai Kurt, o mesmo de sempre?
– Sim — responde ele grosso, após ter lembrado o motivo de estar ali.
De repente vê algo incomum. A chefa torcida do colégio se pegando com... RACHEL BERRY! “Eca” pensou Kurt consigo mesmo, depois passou a encarar as duas. Então Brad o dono do bar interrompeu Kurt.
– Elas tem vindo sempre aqui, primeiro começam a discutir, quase se matam por um tal de Finn, depois que bebem ficam assim.
– Vai entender essas vadias... – Disse Kurt com um ar debochado.
Kurt sabia quem era o cara que elas quase se matavam, era Finn Hudson, o galã da escola, ele provavelmente já tinha ficado com Quinn, mas com a Berry¿... Na opinião de Kurt era até gostosa e tal, mas era muito esquisita com essa coisa de cantar e ir pra Broadway...
A bebida de Kurt chegou, e ele decidiu ignoraras as duas. Meia hora depois a expressão beber ate cair se aplicava em Kurt, bebeu ate desmaiar no balcão do bar. Ele não parecia nada bem, seu rosto estava terrível, chegava a dar pena. Porem a ultima coisa que ele havia visto e ouvido tinha sido Blaine o chamando, e tentando descobrir onde ele morava. Então... Nada mais
Notas finais
OBS: Vou TENTAR escrever pra semana que vem, nao prometo nada.
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