Notas iniciais
Boa leitura!

O que dizer quando pode ser sua ultima e única chance?

O desespero tomou conta de todo o Mckinley High, as pessoas corriam pra lá e pra cá tentando sair do colégio, estávamos todos no Glee Club conversando sobre a nova tarefa e então o som de dois tiros quase estourou nossos tímpanos.

“Abaixem-se, agora!” Mr. Schue correu fazendo todos nós nos abaixar. “Espalhem-se” ele gritou.

Cada um foi pro seu canto, Mr. Schue e a treinadora Beist foram pra um lado, Unique foi pra trás de uma cadeira comigo, Artie, Marley e Jake pra trás do piano, Sam encostado na bateria com sua mochila do time de futebol grudada ao peito e Blaine ao seu lado chorando feito um doido, Ryder se isolou com o celular na mão digitando pra alguém. Nem Brittany e nem Tina estavam ali, o que preocupou ao Sam e ao Blaine que cochichavam um modo de sair dali pra procurar as meninas.

Eu queria ser otimista, aquele era o melhor ano da minha vida e eu não queria que acabasse. Eu conheci as pessoas mais importantes pra mim no momento e tinha libertado meu lado carinhoso só pra elas. Fazia tempo que não arruinava a vida de alguém do Mckinley High, não jogava uma raspadinha na cara de alguém, ou outras coisas erradas que eu fazia.

Mr. Schue tinha sido o cara mais legal dos mais velhos que eu conheci em toda minha vida, Artie era o inteligente que estava me ajudando a tirar boas notas, Unique me dava coragem pra que eu fosse eu mesma, e virou meu/minha melhor amigo(a) que sabia tudo, mas tudo mesmo sobre mim, Jake era um bundão e eu não gostava dele, mas aturava assim mesmo, Sam era engraçado e eu sempre ria das imitações dele mesmo que não fossem nem um pouco parecidas, Blaine era um fofo e eu o admirava, por que garotos podem ser divas, Ryder era um lesado, mas tinha seu lado engraçado e fofo e estava envolvido com alguém por mensagens, o que era engraçado demais de se ver, Brittany e o fondue for two eram meu programa favorito, por que ela me fazia rir e nós guardamos os prazeres culposos uma da outra depois do web show, Tina tinha uma queda pelo Blaine, o que me admira, uma garota inteligente se apaixonar por um gay é a coisa mais estupida que eu já vi, e Marley... Marley era a Marley, a garota mais interessante que eu já conheci, o que me tornava a estupida do caso anterior.

O Glee Club tinha tomado a maior parte da minha vida e essa maior parte era a minha preferida, depois da Marley. Sim, a coisa mais estupida do que gostar de um cara gay é gostar de uma garota hetero.

Mas como não gostar de Marley Rose? Ela é uma garota doce, um pouco ingênua demais, mas é linda e muito talentosa, inteligente e aqueles seus olhos azuis e carinha de bebê fazia qualquer pessoa, por mais durona que fosse, se derreter. Foi o que me aconteceu, eu me apaixonei pela garota fofa que namorava o cara mais mulherengo da escola, assim, mesmo tentando tudo contra ela. Eu sabia que nós nunca teríamos nada, por que nem eu mesma conseguia me perdoar por tudo que fiz contra ela. Quem perdoaria uma pessoa que diminuiu suas roupas pra você se achar gorda e depois tentou te fazer vomitar? Ninguém.

O incrível é que ela tinha me perdoado, o que a tornava ainda mais interessante ao meu ver. Nas ultimas semanas cantamos algumas musicas juntas, saímos pra jantar até mesmo na companhia de Jake e Ryder que nem dava atenção a gente falando sobre futebol e essas coisas. Viramos amigas desde então e eu não sabia se eu ficava feliz ou triste, afinal quando se entra no campo de amizade de uma garota não se sai mais de lá, a não ser que seja pra sair pra sempre da sua vida.

Marley é incrível por me perdoar e agora estava... chorando ao lado do namorado, que estava digitando no celular sem dar atenção a ela.

“Tá na hora, Kitty, fala logo pra ela.” Unique me cutucou e me empurrou pra frente. Ele estava certo, se morrêssemos ali eu nunca mais a veria e não teria outra chance de dizer o que eu sinto o que me tornaria uma covarde.

“Marley...” me aproximei abaixada, ela me encarou com seus olhos azuis já vermelhos de tanto chorar e me abraçou forte. “Oh, Kitty!” chorou ainda mais e eu me sentei ao seu outro lado pra um abraço mais confortável. Jake não dá à mínima e continua digitando em seu celular, o que me deixa mais confortável em dizer.

“Marley, e-eu preciso te contar algo.” Falei com a respiração um pouco mais pesada que o normal de quando a abraço.

“Diga, por favor.” Marley já tinha parado de chorar e tirou seu rosto que estava enterrado no meu pescoço pra me encarar. Aquilo me deixou nervosa, quando encarava aqueles olhos eu não conseguia falar nada com nada, pedi que qualquer Deus que existisse me ajudasse naquele momento.

“Lembra da ultima tarefa, a dos prazeres culposos?” Suspirei ainda procurando um jeito de dizer aquilo.

“Sim, é claro. Eu adorei fazer as Spice Girls, graças a você!” ela sorri, aquele sorriso fofo.

“Bem, aquele não é bem um prazer culposo... você sabe, eu não sou do tipo que liga pra se as pessoas gostam ou não do que eu gosto, eu faço elas gostarem... ou fazia, enfim, não é bem esse o ponto onde quero chegar, é sobre esse meu prazer culposo, eu tenho que te falar, pode ser que seja minha ultima chance.” Falei um pouco rápido tentando adiantar e ela acenou pra que eu continuasse, pegou minha mão como já tinha virado costume e massageou.

“E-eu... Marley, vo-você é o meu... o meu prazer culposo.” Eu olhei nos olhos dela e depois abaixei a cabeça sem esperar pela sua reação.

“O quê?” Ela falou calma e no seu tom baixinho.

“É isso, você é meu prazer culposo, e-eu, eu acho, não, eu não acho, eu tenho certeza de que eu, eu estou apaixonada por você.” Tomei coragem pra falar isso olhando em seus olhos.

Ela suspirou massageando minha mão devagar, olhou pro Jake que agora ouvia a conversa atencioso, ele acenou pra ela e sorriu.

“Pensei que você nunca me diria, Kitty.” Marley alisou meu rosto com uma das mãos e se inclinou em um beijo. Fiquei surpresa, é claro, e por que diabos o Jake não nos parou?

Parei de pensar e apenas a beijei por uns minutos, quando ela se afastou com seu sorriso fofo eu franzi o cenho. “Mas e o Jake?” perguntei.

“Não ‘namoramos’ de verdade, ele namora o Ryder, só estava ajudando a esconder isso enquanto eles se preparavam pra assumir.” Marley sorriu pra mim e depois pro Jake.

“O Jake é gay? Espera, o Ryder é gay? Eles namoram?” Comecei uma tosse.

“Decidimos assumir depois que o Mr. Schue passou a tarefa dessa semana, assim como você” Jake piscou e amostrou com quem conversava por mensagens, Ryder, que acenou e se aproximou da gente.

“Nossa.” Fiquei apática.

“Pessoal, pra onde foram o Sam e o Blaine?” Mr. Schue nos interrompeu.

“Estamos aqui!” Blaine se manifestou aparecendo na porta com Tina, Brittany e Sam. “Fomos procurar as garotas, os policias disse que já podemos ir.” Ele disse.

Todos suspiraram aliviados e nos levantamos, eu esperei um sinal da Marley e do Jake e Ryder pra saber o que aconteceria agora. Jake e Ryder se abraçaram forte, como se nunca mais fossem se separar.

“Vamos, Kitten?” Marley falou depois me dar um abraço muito forte, eu sorri com o apelido, kitten significava gatinho ou gatinha em várias línguas, o que era fofo.

“Vamos, my Rose.” A morena riu e me agarrou outra vez em um beijo, eu já estava me acostumando aos seus lábios quentes e saborosos aos meus e não queria me afastar deles nunca mais.

Notas finais
Gostaram, quero saber!
Beijinhos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!