My Rock Star Life With You
2 U Smile, I Smile...
Notas iniciais
Esse episódio é sobre a PRIMEIRA VEZ que Cary fala com o Justin. E isso explica a amizade entre eles, então, APRECIEM!
Certo, as aparências enganam. Mais do que eu sempre imaginei. Agora vou confessar a vocês algo que eu nunca imaginava que podia me acontecer, mas aconteceu e eu não me arrependo de nada que tenha me levado a isso.
Justin Bieber é hoje meu melhor amigo.
Claro, vou explicar com calma, e tentar parecer o mais natural possível, o que nem eu consigo acreditar às vezes. Voamos para os Estados Unidos e tudo se tornou um sonho ainda maior. No começo, assinamos um contrato com uma gravadora pequena em New York, o que foi ótimo. Fazíamos pequenos concertos, para cerca de mil a duas mil pessoas, o que me causava náuseas de tanto nervosismo. Mas eu adorava. Ganhávamos o suficiente para nos sustentar na cidade de New York o que era ótimo para mim. Vivíamos num apartamento maior que minha casa no Brasil. Vick morava no apartamento em frente ao meu, e assim respectivamente os de Pedro e Murilo. Mas de repente, eu e Vick passamos pelos Times Square cantando Empire State of Mind, dando risadas. Mas um homem nos parou no meio da rua e perguntou se éramos cantoras. Afirmamos e eles nos perguntou nossa gravadora. Disse que seu nome era Travis Dickerson. Era-me conhecido. Bom, então caiu a ficha. Ele era um ex- cantor e produtor famoso. Mais uma vez o destino foi bom conosco. Assinamos um contrato com ele, e fomos para a gravadora The Island Def Jam Motown Music Group, que por coincidência — ou diria ironia do destino? — é a mesma gravadora do Justin Bieber.
Não demorou muito para estorarmos em todo o país. De ponta a ponta, nossas musicas passavam milhões de vezes em todas as rádios, e começamos a fazer shows maiores, dessa vez para dez a cinqüenta mil pessoas, me fazendo quase ter um ataque cardíaco. A maior emoção da minha vida foi quando cantamos no Staples Center. Nossa, foi mágico. Adrenalina corria sobre meu corpo e eu sentia que poderia fazer qualquer coisa. Havia mais de um milhão de pessoas lá. Havia finalmente encontrado meu lugar no mundo. Era o que eu queria realmente, era o que eu gostava de fazer. Isso nos resultou a milhares de tarde de autógrafos, sessões de fotos com revistas famosas e conhecer famosos no qual há pouco tempo atrás eu cantava desesperadamente em meu quarto. Conheci Katy Perry que, aliás, é um amor de pessoa. Conheci Beyoncé o que quase me derrubou no chão. Ela é realmente linda e maravilhosa. E finalmente, conheci Demi Lovato. Claro, fiquei estática por muito tempo, sem me mexer. Vick teve que explicar a ela o quanto eu era louca por ela para que entendesse meu “pequeno surto”. E finalmente, veio a péssima notícia.
–Hey meninas, hoje tem ensaio fotográfico da Seventeen — Travis nos disse sentando em seu sofá.
–Hm, claro — sorri animada — Eu adoro a Seventeen.
–Não só você — Vick me deu a língua. Travis riu de nós duas.
–Mas ainda tem uma surpresa. Vão fazer o ensaio com Justin Bieber — ele sorriu. Vick gritou ao meu lado quase estourando meus tímpanos e eu sentia um frio passar pela minha espinha.
Nós havíamos conhecido muitos famosos, na verdade. Menos Justin e sua namoradinha enjoada. Ele sempre estava ocupado em turnês e com seus compromissos. O que era ótimo pra mim, que ficava aliviada. Eu já havia visto uma entrevista dele na qual o repórter nos mencionou.
FLASHBACK ON
Repórter: Hey Justin, e o que acha da Banda nova Cherry Bomb? Ela estourou por aí, até algumas beliebers suas estão apaixonadas pela banda.
Justin: Hm, sim. Eu soube delas, na verdade, se fala bastante dessas garotas ultimamente. Eu ouvi algumas músicas e gostei do trabalho delas.
Repórter: Sim, elas tem uma voz maravilhosa! Mas o que acha das duas garotas, Vick e Cary? Elas são brasileiras...
Justin: Bem — risos dele — Acho que Selena vai me matar, com certeza. Mas elas são gostosas. Afinal, são brasileiras — ele sorrio -.
FLASHBACK OFF
E isso só me fez odiá-lo mais e mais. Só por que somos brasileiras? Há, pelo amor de Deus, cara! Engoli a seco e segurei meu ódio. Vamos Cary, respire fundo. É só ignorar esse babaca e pronto!
Fomos ao estúdio de fotografia e uma mulher nos deu nossas araras com as roupas. Estávamos na época de floral e bastante rendas, e como conheço bem a Seventeen de tanto folhá-la, vai ser algo bem “Litlle girl”. Não tenho nada contra essas lindas roupas, afinal, até gosto bastante de algumas, mas meu estilo sempre foi mais rock despojado e menos fru-fru certinha. E isso causava risos a Vick, que sempre gostou de coisinhas mais meigas e femininas. Pegamos nossas roupas e nos vestimos. A maquiadora fez seu trabalho — aliás, nunca gostei muito de maquiagem, na verdade é mais que gosto de coisas em natural, mas nunca dispenso um gloss — e ficamos prontas. Encaramos-nos por um tempo, olhando a roupa uma da outra e soltamos uma risada.
– Acho que eles se enganaram aqui — sussurrei balançando a cabeça.
–Pois é com toda a certeza — Vick riu.
–Eu sairia com isso — dissemos juntas e rimos. Nossa, até nisso somos iguais.
–Justin, precisamos de você em quinze minutos! — ouvi uma assistente dizer e automaticamente rolei os olhos.
Começamos a sessão de fotos. Mandavam-nos fazer caretas ou coisinhas fofas, como piscadelas e etc. Então não foi difícil para mim e para Vick, nós sempre fazíamos isso quando estávamos sozinha, então nos soltamos rápido. Ríamos uma apoiada na outra.
–Nossa vocês parecem tanto com a Selena e a Demi de antigamente — o fotógrafo disse acompanhando nossas risadas bobas.
Entreolhamos-nos e rimos ainda mais. Eu sempre havia dito isso a Vick. Claro, na época que a Selena andava com a Demi ela era diferente, eu até gostava do jeito dela. Parece que o Bieber não estragou somente a própria vida, não é?
–Estou pronto — ouvi aquela voz meio rouca próxima dali. Eu conhecia bem. Era dele. O patético riquinho. Desviei os olhos por um segundo e olhei-o ainda apoiada em Vick. Ele estava vestido com roupas a cara da Seventeen, mas também com seu Supra, que nunca tirava. Ele me olhou e sorriu por um instante. Voltei à atenção ao fotógrafo.
–Certo Justin — o fotógrafo se referiu a ele, que se aproximou e ficou nos olhando. Eu estava tentando controlar minha repulsa por ele estar ali — Tire suas fotos primeiro com Vick, depois com a Cary — ouvi Vick arfar um pouco e rolei os olhos. Saí de lá e fui a uma cadeira próxima. Uma moça veio e me entregou um café, eu a agradeci com um sorriso.
Observei-os de longe, bebericando meu café quente. Conseguia ouvir algumas coisas e principalmente, ver Vick com seu sorriso bobo e encantado. Ela ria demais e se apoiava nele. Ele quase tinha liberdade de passar suas mãos pela cintura dela, e ela provavelmente deixaria. A sessão corria bem, e Vick sempre ria de algo que ele cochichava em seu ouvido. Droga de encantamento de Bieber.
–Acabamos com você Vick — o fotógrafo disse a ela e Vick fez seu biquinho enquanto Justin ria. Ela se despediu dele e se aproximou de mim.
–Vamos, levanta — ela cochichou ao meu lado. Neguei com a cabeça e ela mesma me levantou e eu bufei irritada — Eu juro, ele não é tão ruim assim quanto você pensa. Ele é engraçado! — seus olhos brilharam.
–É fácil falar isso quando se adora ele — rolei os olhos e cruzei os braços. Ela me empurrou um pouco para frente e me mandou ir com sua cabeça. Ela se sentou em minha cadeira e bebericou meu café. “Hey, era meu!”, sussurrei e ela riu.
–Estamos te esperando Cary — o fotógrafo disse e eu respirei fundo caminhando até o fundo branco para as fotos. Justin me olhou de cima para baixo e sorriu. Argh, que idiota!
–Hey, prazer sou Justin — ele estendeu sua mão e eu a peguei com certo sorriso amarelado. Vamos Cary, você consegue!
–Cary — sorri e ele assentiu com a cabeça.
–Eu sei disso. Só se fala em você e nela — ele apontou pra Vick — No mundo inteiro.
–Há certo — sorri falsamente e encarei o fotógrafo que mandou abraçá-lo. Maldito seja esse Francesco Carrozzini gostoso e malvado.
O olhei e ele abriu seus braços convidativos e me aproximei. Ele me envolveu e senti uma risada fraca vindo dele.
–Por que esta nervosa? — ele sussurrou para que somente eu ouvisse.
–É uma longa história — me acomodei em seus braços tentando parecer feliz ali.
–Não está assim só por que eu sou Justin Bieber, né? — ele sussurrou num tom vitorioso. HÁ ESSE INFELIZ!
–Não, isso nunca iria acontecer — sussurrei firme.
–É bom mesmo. Por que eu que estou nervoso por te conhecer — ele sussurrou e eu rolei os olhos sem ele perceber.
–Sorriam! — Francesco advertiu a nós e sorrimos.
– Se você não rir como a Vick ali, vou ter que fazer cócegas em você — ele sussurrou próximo a minha orelha. Deu até para sentir sua respiração quente em mim.
–E por que vai fazer isso só para eu rir? — sussurrei entre dentes ainda sorrindo.
–Porque uma garota só fica linda sorrindo — ele sussurrou e me mantive séria. Que ridículo... Achou que eu ia cair nessa cantada idiota?
Ele me olhou um pouco erguendo a sobrancelha e se aproximou novamente do meu ouvido, com um sorriso sapeca. O que diabos esse aí vai fazer?
–You smile, I smile (oh)– ele começou a cantar em meu ouvido com uma vozinha de bebê muito engraçada. Eu estava começando a ter que segurar o riso — Cause whenever, You smile, I smile– ele voltou a sussurrar. Golpe baixo ouvir U Smile desse jeito engraçado! Eu deveria estar vermelha de tanto segurar a risada. Rapidamente ele colocou as mãos próximas a minha cintura — Hey, hey, hey– e começou a fazer cócegas em mim. Não pude agüentar e tive quer ir. Rapidamente o fotógrafo bateu outra foto enquanto eu ria e sorriu a mim. Justin ria comigo.
–Agora sim, essa ficou ótima! — ele disse e tive que recuperar fôlego.
–Make me smile, baby– sussurrei e logo me arrependi. Ha, droga! Justin ouviu e riu, passando novamente suas mãos por mim me fazendo mais cócegas. Ele vai me pagar! Ri cada vez mais alto e ele também. Francesco só batia as fotos rapidamente.
–Certo Bieber, hora da vingança! — me virei rapidamente com um sorriso maligno no rosto e ele ergueu as mãos ao alto, se rendendo. Corri minhas mãos por ele, e dessa vez ele riu, e tive que rir também. Era engraçado. O fotógrafo ria também, e podia ouvir Vick fazer o mesmo. Certo, ela devia estar pensando um “eu te avisei que ele era engraçado” agora que eu estou rindo. Virei-me rapidamente a ela e mostrei a língua e ela fez o mesmo.
–Hey, também quero brincar — Justin se virou a mim e mostrou a língua. O fotógrafo batia mais e mais fotos, e agora já parecia que eu ele não estava mais lá.
–Brincar? — ergui a sobrancelha e cruzei os braços — Você tem quase 18 anos Justin, não tem mais idade pra brincar — baguncei seus cabelos freneticamente.
–HOOO — sua boca formou um completo “o” enquanto ele apontava para seu cabelo — Você bagunçou meu cabelo?!
–Ué, o loirinho ficou irritado? — dei de ombros segurando minha risada.
–HÁ, ele ficou mais do que irritado! — ele se aproximou de mim e me pegou no colo, me tirando do chão. Como ele se atreve?!!! Ele me pôs em seu ombro e começou a correr comigo pelo estúdio.
–JUSTIN BIEBER! ME PÕE NO CHÃO! — gritei irritada enquanto batia e suas costas. Ele negou com a cabeça e correu ainda mais rápido comigo por todo lugar, assustando a todos. Eu tinha que ficar segurando o vestido, se não ele levantaria.
–É sério garoto! Me põe logo no cão! — bati com mais raiva em suas costas e ele só riu — Vou chamar meu amiguinho segurança pra te quebrar todo! — berrava.
–Chame, eu tenho o Kenny para me proteger — ele ria e eu rolei os olhos irritada.
–JUSTIN DREW BIEBER! — gritei mais alto de que antes, chegando a ecoar no estúdio fechado.
–Wow, acha mesmo que eu vou ter medo só porque disse meu nome inteiro? — ele fez uma careta me segurando firme. Droga, que idiota! Quem disse que ele tem essa liberdade toda comigo?
–ACHO! — gritei e dessa vez acertei com meus pés uma parte dele que tenho certeza que machucou, se é que me entende. Logo ele me soltou no chão e urrou de dor, enquanto eu dava risadas.
–Nossa você machucou mesmo o Biberzão — ele sussurrou apoiando suas mãos entre as pernas.
Eu encarei-o incrédula e soltei outra risada.
–Biberzão? — cruzou os braços e apoiei minhas costas na parede rindo mais ainda.
Vick, alguns assistentes e o fotógrafo vieram correndo em nossa direção, enquanto eu somente ficava quieta, tranqüila.
–O que ouve com ele? — Vick perguntou a mim enquanto olhava Justin ainda caído no chão.
–Bom, digamos que agora vai ser impossível nascer um Biberzinho dele — eu ri e ele me olhou por um tempo e deu um pequeno sorriso. O que é isso? Ei quase mato ele e ele ainda sorri pra mim?
Vick me olhou incrédula e segurou o riso. Francesco fez o mesmo, mas alguns assistentes riram.
–Podem rir — Justin sussurrou — É por que vocês não sentiram o que eu to sentindo.
–AA, culpa sua Justin — disse — Quem mandou me pegar no colo? — apoiei as mãos sobre a cintura — E, aliás, era pra doer mesmo. É um Charlotte Olympia legítimo — apontei para meu salto sorrindo.
E o sorriso bobo ainda continuava no rosto desse garoto idiota. Mas por quê? Ele deveria estar bravo, gritando comigo, como eu achava que ele fazia com todos pelo seu jeito grosseiro. Mas se eu for realmente parar e pensar, não teve NENHUM momento que ele tenha sido grosseiro comigo.
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