My Rebel Heart
3 Quando comecei a ama-la (Emma)
Notas iniciais
Até hoje eu me recordo da primeira vez que à vi. Eu tinha acabado de chegar com o meu filho biológico na casa da mãe adotiva dele. É uma cena excêntrica. Regina apareceu como um tornado, se jogando nos braços do pequeno Henry com tanta intensidade que por um momento eu jurei que os dois cairiam no chão.
Quando o mesmo me apresentou à ela eu fiquei tão acanhada, tão tímida, que simplesmente mirei o chão, porem em algum momento, meus olhos teriam que encontrar os dela e quando isso aconteceu meu êxtase foi intenso.
Regina.
Com aquele corpo que não pode ser comparado a nenhum outro, com aqueles cabelos curtos e negros que sem o mínimo de esforço se moldam ao vento e me tiraram o fôlego, alem daqueles olhos incrivelmente intensos e num castanho tão belo e que se mostravam, ao mesmo tempo, tão preocupados com o nosso filho.
Eu sei que aquele não era o melhor momento para pensar nisso porem a única coisa que me veio a cabeça foi “Meu Deus, como ela é linda!”.
A história esta errada.
Ela era e continua sendo a mais bela de todas.
Ela é única.
Ela é perfeita.
E foi naquele momento que eu comecei a amar Regina Mills, ainda sem nem saber disso.
Naquela mesma noite, enquanto estava dirigindo o meu fusca para fora daquela cidade, aqueles olhos tão penetrantes simplesmente invadiram a minha mente com toda a violência existente. Tenho quase certeza que entrei em um estado perfeito de transe. E sem nem notar, bati meu carro e caí em um sono profundo com apenas um sonho.
Este sonho é um dos únicos bons que eu já tive e que lembro com total clareza. Tudo o que aconteceu no mesmo continua vivo em minha mente.
Eu estava em um quarto relativamente claro cheio de espelhos. Meus cabelos estavam soltos, em meu corpo estava uma roupa de cavalheiro toda em prata e eu empunhava uma espada em minha mão direita. Eu me senti estranhamente feliz com a imagem que observava. E então eu ouvi vozes. Vozes tão belas que eu não conseguia comparar a nada que já tinha ouvido. Nem com a mais bela cantora lirica.
Essas vozes sussurravam para mim frases que no momento não fizeram o menor sentido.
“É ela!”
“Preste atenção!”
“Ela é única!”
“Seus verdes mesclam com os castanhos dela!”
“Você a ama!”
E esta última frase me acordou bruscamente.
Amar? Amar aquela estranha? Sentir aquele sentimento absurdo e insano por uma mulher que eu acabei de conhecer? Eu me senti uma louca, uma mulher que perdeu completamente o juízo.
Enquanto ainda estava sonolenta, soube o que tinha acontecido comigo na noite anterior. Eu tinha batido o meu fusca na placa da entrada/saída da cidade.
Quando eu estava realmente alerta, ouvi saltos. Mesmo sem tê-los ouvido com clareza anteriormente, eu sabia que pertenciam a ela. E quando meu pressentimento se fez real e meus olhos colaram nela, neste exato momento eu soube, e consequentemente admiti pra mim mesma, que as vozes do meu sonho estavam certas.
Eu tinha perdido completamente o juízo.
Eu tinha me perdido naquelas íris castanhas. Eu a amava. Eu a amo.
Entretanto, ela não me ama.
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