My Rebel Heart

30 Motivos (Regina)


Notas iniciais
Hello Darlings NOTAS FINAIS Boa leitura amores! ❤ Twitter: @HausOfVal

“Cinderela...” – repeti, ainda diluindo aquela informação – “E o que diabos essa infeliz quer aqui?”

“Nada relacionado a você...” – Victoria sussurrou com a voz embargada e então se dirigiu, agora, ao seu gato – “Fique tranquilo querido, respire! Eu não vou perder você...”

Mais soluços saiam de sua garganta e então meu filho voltou para a sala.

Henry deixou o Kit de Primeiros Socorros ao lado de Zelena, agachou atrás de Victoria e a abraçou, com o olhar manchado por suas lagrimas. Naquele momento eu lembrei que aquela não era, realmente, cena para ele.

“Filho, vá para o seu quatro!” – eu disse suavemente, mesmo com a voz embargada pela dor em ver um animal tão dócil naquele estado.

“NÃO!” – ele gritou, apertando ainda mais Victoria em seus braços – “Eu vou ficar aqui com a Tia Vic!!”

“Tia Vic?” – Victoria vislumbrou um sorriso, e olhou para traz enquanto colocava gaze nos ferimentos de seu animal de estimação.

“Você não gostou?” – ele perguntou receoso – “Se você quiser eu não te chamo mais assim... Eu...”

“Esta tudo certo querido! E eu gostei!” – Victoria disse enquanto acariciava o rosto de meu filho, mas em um momento ela o soltou e finalizou – “Mas eu acho que você deveria ver sua prima lá em cima!”

Foi rápido.

E alguém sem magia não teria notado.

Mas eu notei. E Zelena também notou.

Enquanto Victoria apontava para as escadas, uma fumaça quase imperceptível saiu de seu dedo indicador. Segundos depois, Robin resmungou, alto o bastante para ser ouvida do andar de baixo. Nesse momento, eu e Zelena trocamos um olhar silencioso que mostrava que nos tínhamos entendido o que aquilo significava. Victoria queria muito que Henry saísse dali.

“Eu vou.” – Henry disse, derrotado se aproximando das escadas, mas antes de subi-las ele perguntou diretamente para Victoria – “Você vai salva-lo não vai?”

“É claro querido!” – Ela disse desviando o olhar para o chão.

Embora eu não conhecesse Victoria a muito tempo, eu sabia o que aquilo significava.

Ela tinha mentido.

Henry subiu as escadas correndo. Mesmo que ele tentasse esconder, eu sabia que ele também tinha notado e que iria chorar assim que chegasse ao quarto de Robin.

“Você mentiu para ele!” – Eu sussurrei, já sem conseguir segurar as lágrimas.

Rápido como um raio e me ignorando totalmente, Victoria se sentou no chão em frente ao seu gato, que miava baixo, e se cobriu com o mesmo em sua névoa cinza.

Os dois foram envoltos por uma névoa tão densa que eu e minha irmã ficamos impossibilitadas de ver por alguns segundos. Ficamos uma ao lado da outra, com as mãos dadas e pedindo aos céus para que, seja o que for que Victoria esteja fazendo, de certo.

Quando a névoa de dissipou, tomamos um susto.

Victoria estava abraçada ao seu gato, que estava parcialmente curado, mas o seu braço esquerdo estava completamente mutilado.

“O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ?” – Zelena gritou, enquanto corria para examinar o braço da mulher a nossa frente.

“Você prometeu que não iria gritar comigo...” – Victoria sussurrou, conseguindo tirar um sorriso tímido de todas nós.

“Por que você não curou ele da forma.... tradicional?” – não consegui segurar a curiosidade, embora não soubesse exatamente que palavras usar nessa pergunta.

“Eu... não posso... a minha magia é inútil contra ela...” – Victoria sussurrou e fitou nossos olhos – “Eu não sei como e nem porque, mas é... E única coisa que eu posso fazer é transferir os danos de Cinderela para outro lugar...”

“Venha aqui!” – eu disse enquanto a levantava e a levava para o sofá.

No meio do caminho, ela quase caiu. Não porque fosse pesada e sim porque estava fraca.

Assim eu fui envolver o braço dela em minha névoa roxa, ela recuou.

“São as lágrimas...” – Ela disse cabisbaixa – “Eu sinto muito...”

Quando eu finalmente entendi o que aquilo significava, foi como se eu tivesse sido atropelada por um milhão de pessoas.

Minha magia nunca falhou.

Ao menos não depois de ter aprendido completamente. Com a exceção de alguns momentos aqui em Storybrook assim que a Magia foi enviada para cá.

Mas agora ela não iria falhar.

Corri o mais rápido que pude ao encontro de Lucifer e notei que Victoria não conseguiu recriar os pelos do mesmo nos locais que ele mais sofreu.

Isso era simples.

Envolvi o corpo inteiro do gato, menos sua cabeça e comecei. Me concentrei o máximo que pude. Nunca tinha me sentido tão nervosa em recriar magia, desde minhas aulas com Rumple.

Assim que a nevoa se dissipou, foi como um soco em meu estômago.

Era como se eu não tivesse feito nada.

A minha magia também não funcionava contra Cinderela.

Olhei para trás e me encontrei com o olhar cheio de expectativa de minha irmã. Com apenas um aceno negativo de cabeça, ela já entendeu tudo.

Trinta minutos se passaram.

Todos em silêncio.

Não tínhamos palavras que nos descrevessem nesse momento.

Frustração. Medo. Tristeza. Incerteza.

Talvez essas chegariam próximo de nos descrever.

Esse fim de noite foi, real e verdadeiramente, muito intenso.

“Ao menos me de seu braço!” – Zelena disse para Victoria, nos despertando de nossos pensamentos.

“Não precisa!” – ela disse enquanto olhava para o nada, até que Lúcifer passou por mim e atraiu sua atenção, junto com uma lágrima silenciosa que ela logo tratou de limpar.

Mas Zelena, assim como eu, notou.

“Ah NÃO!” – ela gritou e se levantou do sofá – “Você não vai ficar se sentindo culpada!”

“Mas a culpa é MINHA!” – quando Zelena foi responde-la, a mesma bloqueou sua voz com magia — “nem tente querida... E OH CÉUS EU NEM DEVERIA ESTAR AQUI! AGORA ESSA PROJETO DE MEGERA VAI VIR ATRÁS DE VOCÊS! INFERNO!!” – o desespero era incrivelmente perceptível em sua voz, mas um sorriso tímido pintou seus lábios e ela repetiu em um sussurro o apelido, nem um pouco carinhoso, que me intrigou – “Projeto de megera...”

“Eu pensei que odiava minha enteada.... até conhecer você!” – eu disse enquanto chamava sua atenção — “Enfim, é criativo...” – disse por fim arrancando uma gargalhada da mesma.

“Não fui eu que criei... Mas obrigada mesmo assim!” – Victoria disse com um olhar nostálgico.

“Victoria...” – iniciei com cuidado para não aborrece-la – “Você não precisa se sentir culpada...” – quando ela foi tentar me interromper, eu apenas encostei em seu braço intacto e ela se calou – “esse sentimento tem que ser sentido pela Cinderela, você está me ouvindo?”

“Estou, mas...”

“Mas nada! Você não tinha como adivinhar que ela viria te perseguir..”

“Eu tinha... Ela prometeu que....”

“Isso também não é culpa sua! Agora, o que você quer fazer? Se culpar... ou ir atrás dela?”

Nenhuma resposta precisou ser proferida.

Estava claro o que ela iria fazer e uma parte de mim amou aquele adrenalina.

A adrenalina da caça.

Apenas um sorriso foi trocado entre nós, um sorriso muito significativo.

A caça tinha começado e eu não poderia estar mais feliz.

Quando nos dirigimos a porta, o que encontramos foi uma visão inesperada. Zelena estava de braços cruzados, em frente a porta e balançando a cabeça negativamente. Ainda demorou alguns segundo para que o meu cérebro e o de Victoria nos lembrasse que a ruiva a nossa frente estava muda, mas assim que esse fato apareceu em nossa mente, Victoria lhe devolveu a fala e murmurou um pedido de desculpas.

“VOCÊS NÃO ME VIRAM AQUI?” – o silêncio que se estendeu na foi uma resposta mais que suficiente para minha irmã continuar – “E.... VOCÊS NÃO PODEM SAIR DAQUI HOJE!”

A última parte foi proferida por duas vozes, duas vozes conhecidas. A de Zelena e de Henry.

No mesmo instante, os olhos de nós três encontraram meu filho, que estava com os olhos incrivelmente inchados, graças a um possível choro, e correndo desesperadamente pela escada.

“Vocês não... não podem!” – Henry disse, cortando a frase quando precisava de ar, até reparar que Lucifer estava vivo, então ele olhou para Victoria e abriu um sorriso, que chegava a ser mágico. – “Ele está bem!!! VOCÊ O SALVOU!!!”

“Sua tia o salvou! Agora vá agradece-la com um grande e significativo abraço, enquanto eu e sua mãe vamos....”

“Dar uma volta... atrás de uma pessoa...” – completei sua fala e fiz uma nota mental de nunca mais deixa-la iniciar uma mentira.

“Vocês não podem sair daqui! Por favor me prometam, prometam que ninguém vai sair daqui!!” – Henry implorava, com um semblante absurdamente preocupado, que despertou a nossa curiosidade.

“Querido, por que não?” – Victoria, faz a pergunta que estava em meu pensamento. enquanto se aproximava dele.

“Porque... Ela está te procurando e vai fazer com você o mesmo que faz com o Lucifer!”

Como aquela informação chegou até Henry é um mistério pra mim, mas não foi preciso nem uma explicação.

Ele estava falando de Cinderela.

“Mas isso é bom querido, já que ela já está me procurando eu não terei trabalho em procura-la! Ela virá até mim!” – Ela disse com um sorriso tranquilizador demais para ser real e o abraçou.

“Vocês não sairão daqui hoje!” – Zelena disse, calmamente e com uma entonação que poderia intimidar qualquer desconhecido.

“E porque não podemos?” – eu e Victoria perguntamos em um coro direcionado à ruiva a nossa frente, mas sua resposta me deixou sem palavras.

“Por que vocês são incrivelmente inconsequentes...”

“E impulsivas.”

Sim, a frase de Zelena foi completada por Henry.

Sim, estávamos levando uma bronca de minha irmã e de meu filho adolescente.

“Por Deus, vocês realmente querem sair no meio da noite para enfrentar alguém que bloqueia a magia das duas? E SEM UM PLANO?” — Zelena conseguiu fazer uma pergunta que me fez refletir sobre todo o meu reinado, e naquele momento eu vi que ela estava comoletamente certa.

“Eu não preciso de magia para mata-la, eu preciso de uma boa espada!" — a dona dos olhos acinzentados respondeu minha irmã, que a olhava ainda mais incredula — "A propósito, eu espero que Henry goste de Futebol Americano, pois ele irá ganhar uma bola loira e nova o mais breve possível!!” – Victoria completou com a maior naturalidade que um ser humano pode ter enquanto sorria para todos nós.

“Henry não gosta de Futebol Americano! E.... Zelena e Henry tem razão...” – Eu, verdadeiramente, odiava o som de minha voz quando admitia que estava errada. Parecia errada.

“OBRIGADA!” – E novamente, Zelena e Henry fizeram um coro.

“Três contra um! Victoria, você dorme no meu quarto!!” – Henry finalizou sorridente.

A partir desse momento, Henry foi arrumar seu quarto para Victoria e arrumar o de Robin para ele, já eu, minha irmã e Victoria ficamos criando um plano para finalmente livrar Victoria de Cinderela. Enquanto Zelena dizia o que tinha em mente, eu fiz uma promessa interna para nunca contraria-la quando o assunto fosse planos, de ataque ou de fuga. Eu tinha visto seu talento para isso em Camelot, entretanto o dom de Zelena em relação a isso é muito além do meu imaginário.

Quando o sol estava nascendo, só restacamos nós três na sala. Gargalhadas fugiam do controle em meio a historias de todas nós, até que, sem querer meu olhar seguiu a única mancha de minha sala.

A mancha que Emma Swan causou.

A mancha que Emma Swan causou quando tentou me matar.

“Por que você não acredita em mim?” – meus pensamentos foram interrompidos por Victoria que olhava fixamente para meu rosto.

Por que eu não acreditar que Emma não tinha tentado me matar?

Novamente meus pensamentos foram interrompidos pela mesma voz, que antes de ir se deitar com Zelena, colocou mais uma incógnita em minha cabeça.

“Enfim, pense um pouco, que motivo uma pessoa que sempre está te salvando, tem para tentar te matar?"

Notas finais
Obrigada por lerem darlings E TENHO UMA PROPOSTA: se em alguma das plataformas que eu posto (Nyah, Watt ou Spirit) eu tiver 10 leitoras lindinhas comandando nesse capítulo, TEREMOS UMA ATT DUPLA NA PRÓXIMA VEZ Q EU POSTAR! Eu sei q vcs conseguem! Vamos fazer uma autora mto felizinha meu povo!!! ❤ Enfim, espero ansiosamente o retorno de vcs por meio de lindos xingamentos e ameaças de morte...❤ Grupo da fic: https://chat.whatsapp.com/JlbzS21ikDjL5C3X7kEMCe Xoxo Val (@HausOfVal)