My Rebel Heart
23 "Amigas são para essas coisas" (Zelena)
Notas iniciais
Ouvi que minha irmã tinha aberto a porta e não consegui segurar minha curiosidade.
Terminei rapidamente de arrumar tudo com magia e fui ao seu encontro.
Chegando na sala eu vi minha irmã sentada de frente para uma estranha com cabelos castanhos, e me assustei, consequentemente assustando a mulher ao seu lado e seu gato.
“Quem diabos é você?” – eu exclamei o mais alto que pude fazendo com que o gato no colo da mulher, que eu nem tinha visto direito, grunhisse alto e arranhasse a mesma.
“Oh meu santo Deus!” – a mulher exclamou com um sotaque bem carregado – “Está tudo bem Lúcifer...” – Ela disse acariciando o pelo arrepiado do animal que eu tinha salvo no mesmo dia.
“Está tudo bem?” – Regina disse aproximando sua mão do ferimento no braço dela.
“Oh, está sim querida!” – ela disse enquanto uma névoa cinza se envolvia em seu braço a curando.
Ok, seja quem ela fosse, ela tinha magia.
“Você é a dona dele?” – eu disse me aproximando delas e me referindo ao gato em seu colo.
“Oh, sim.” – Ela disse meio hesitante e então olhou para minha irmã, possivelmente perguntando algo sobre mim, que em resposta apenas assentiu com a cabeça, fazendo com que a dona da nevoa cinza sorrisse e voltasse a me olhar – “Você ajudou Henry com os cuidados dele?” – ela perguntou para mim.
Eu apenas assenti e o sorriso da mulher a minha frente se tornou ainda maior, então com um movimento de sua mão esquerda, ela fez aparecer uma corrente com um pingente de esmeralda em formato oval por trás de uma névoa cinza.
“Por favor, aceite esta corrente como um agradecimento por cuidar de meu gato!” – ela disse estendendo a mão e assim que eu vi o pingente, sorri e o peguei, agradecendo e dizendo que não tinha feito nada demais.
Ele era lindo e incrivelmente pesado.
Então eu levantei o olhar, e meus olhos encontraram os da mulher a minha frente.
A minha surpresa foi absurda.
Eram olhos tão absurdamente brilhantes e lindos.
Olhos que expressavam a gratidão que ela tinha pelos cuidados que eu prestei a seu gato.
Olhos com tanta intensidade quando os de Regina.
Nesse momento, eu apenas dividia meu olhar entre os dois pares de olhos em minha frente esboçando um “O” com a boca.
Embora fossem de cores muito diferentes, eram incrivelmente parecidos.
Algum tempo depois, eu me recuperei e arranhei a garganta, lembrando minha irmã que ela não tinha respondido minha pergunta.
“Zelena, está tudo bem! Você poderia nos deixar sozinhas durante um tempo?” – Regina disse suavemente olhando para mim, que apenas assenti vendo que aquilo era um assunto particular. Então apenas disse que daria uma volta pela cidade enquanto Robin dormia e guardei meu mais novo presente em meu casaco.
E assim sai em direção das ruas de Storybrook.
Não fiquei nem 20min em paz e senti cheiro de Magia.
Magia poderosa.
Como num clique, corri o olhar pela rua, procurando de onde vinha aquele cheiro. Até que encontrei uma névoa alta e tão escura que parecia um breu.
Apenas uma pessoa tinha uma névoa assim.
Maleficent.
E então eu me lembrei de 5 coisas muito importantes.
Primeira: O amor de Maleficent por Regina.
Segundo: O que Emma tinha feito para minha irmã.
Terceira: Que toda a cidade estava falando sobre isso.
Quarta: Que provavelmente Maleficent já estava sabendo de tudo.
E quinta e mais importante: Maleficent não sabia controlar sua raiva, ainda mais quando o assunto é Regina, e provavelmente estava querendo direciona-la a alguém.
Assim que a névoa se dissipou, eu vi em quem era.
Emma Swan.
Droga!
Como eu queria aquela loira dos olhos verdes morta, mas, aparentemente eu estava andando muito com os heróis e temi sentir remorso pela alma das duas se não fizesse nada para impedir aquilo.
E Regina, com certeza, não iria me perdoar por deixar Emma morrer.
Então eu apenas corri o mais rápido que pude e me enfiei na frente de Emma.
“Mal, pare e volte para sua forma!” – eu disse com um tom que não deixava espaço para uma resposta.
“O que você esta fazendo?” – a loira irritante atrás de mim cochichou de volta.
“Salvando a mãe do meu sobrinho... você tem 3 segundos para sair de trás de mim, ou eu mesma mato você!” – eu cochichei de volta com um leve tom de irritação.
Nesse momento, Maleficent se envolveu novamente em sua névoa negra e eu apenas vi que Emma tinha corrido para longe de nós.
“AS VEZES EU ACHO QUE VOCÊ NÃO AMA MESMO MINHA IRMÃ, VIU MAL?! O QUE ACHA QUE VAI ACONTECER SE ELA SOUBER QUE VOCÊ TENTOU MATAR A OUTRA MÃE DO FILHO DELA?” – eu gritei para a mulher a minha frente.
Então Maleficent começou a chorar e pediu desculpas enquanto me abraçava.
A pouco tempo atrás eu descobri do amor que Maleficent nutria por minha irmã. Um dia no Grannys, eu vi a loira na minha frente perdida e com um sorriso bobo, assim que segui o olhar dela, encontrei Regina e Henry brincando entre eles. Fui conversar com a metamórfica e, depois de muita insistência minha, ela me confessou seus sentimentos direcionados a minha irmã.
Ela a amava a décadas. Até tiveram um relacionamento que durou muito tempo, porem quando a mesma se recusou a entregar a Maldição das Trevas a minha irmã, tudo foi desfeito.
Era triste ver todo o amor que ela tinha para minha irmã e saber que a mesma não correspondia na mesma intensidade.
Após alguns minutos abraçadas, eu vi que tinha que leva-la para casa. Concentrei a minha magia enquanto ainda a abraçava e a levei para seu chalé.
Assim que chegamos eu a ajudei a se deitar e invoquei um de meus comprimidos verdes. Assim que estendi o mesmo, junto com um copo com água, ela reclamou:
“Eu não quero isso, vou fazer uma maldição do sono para mim... quem sabe um dia Regina me acorde...”
“Não enrola e toma isso! Você está cansada e precisa dormir um pouco!” – eu disse entregando o comprimido para a loira chorosa a minha frente que, prontamente e contragosto, o tomou.
Minutos mais tarde, Maleficent já estava “bêbada de sono” e deitada no meu colo se lamentando:
“Por que ela não me ama Lena? Eu a amo tanto, poderia até ama-la por nós duas!”
“Durma Mal!”
“Mas...”
“Apenas durma Mal!”
“Eu estou sendo chata?”
“Está!” – eu respondi prontamente acariciando seu cabelo, até que senti lágrimas em meu colo – “Eu estou brincando Mal! Apenas durma para se sentir melhor amanhã!”
“Você gosta mesmo de verde?” – ela soltou, já se esquecendo do que tinha acontecido a segundos atrás.
“Sim.” – eu respondi confusa – “Por que?”
“Curiosidade...” – ela respondeu bocejando – “Você fica bem de verde!”
“Oh, obrigada Mal...”
“Mas Regina fica melhor...” – ela me interrompeu sorrindo no meu colo.
“Ah, é claro que ela fica!” – eu disse também sorrindo.
“Você pode ficar aqui comigo?” – ela sussurrou.
“Posso Mal, afinal, amigas são para essas coisas!” – respondi com um beijo em sua testa antes de ambas cairmos em um sono profundo.
Fale com o autor