My Reason For Living-Percabeth
7 Capítulo 7- Minha razão de viver.
Notas iniciais
POV Percy
Estava voltando para casa andando. Antes de sair da casa da minha namorada. Atena havia me dado um sermão. Dizendo que se eu magoasse a filha dela, iria me ver com ela. E também me mandou um lembrete, para sempre usar camisinha.
Quando cheguei a casa, toquei a campanhinha e esperei uns 10 minutos. Meu pai abriu a porta com um roupão, o cabelo bagunçado e uma expressão de felicidade extrema. Não precisa ser um gênio para saber o que meu pai e minha mãe estavam fazendo lá dentro.
-A tarde foi boa heim? – falei com um olhar malicioso. –Você usou a camisinha que eu te dei? –como eu adoro fazer meu pai ser confundido com um tomate. Ai lembrei que tinha que contar uma coisa. Então calei. Meu pai é assim: se eu colocar muita lenha na fogueira, só basta uma misera faísca para o fogo sair alto. É eu sei metáfora estranha.
Entrei em casa e fiquei assistindo TV. Só fui parar, pois minha mãe me chamou para o jantar. Sentei a mesa e fiquei pensando como contar que estou namorando Annabeth.
-Filho, por que está tão quieto? – minha mãe me olhou preocupada. Vi que aquela é a hora certa de contar. Respirei fundo e disse em um só fôlego:
-Mãe, pai estou namorando Annabeth. – eles não disseram nada, somente minha mãe pegou a bolsa e deu 100 dólares para meu pai. Não acredito que eles apostaram. De repente meu pai pula da cadeira e fala:
-Eu sabia, ganhei 100 dólares. Eu sabia. Eu sabia. Eu sabia. Eu sabia. – ele ficou assim por 5 minutos. Depois sentou respirou e disse:
-Desde quando vocês começaram a namorar? Como foi? Foi por que você engravidou ela? – nesta ultima é meio obvio que eu corei. Mas respondi todas as perguntas. Depois, meu pai me deixou ir para a cama. Não sei por que tive vontade de ligar para Annie. E foi o que fiz:
-Alô. – falou Annabeth.
-Olá sabidinha. – respondi animado.
-Oi Percy, como foi que você contou a seus pais. – perguntou ela do mesmo jeito que eu.
-Quando contei. Minha mãe pagou 100 dólares para o meu pai. Acredita que eles tenham apostado? Bem, depois meu pai ficou pulando e gritando pela sala que tinha ganhado. –Annabeth riu e respondeu:
-Tchau Percy tenho que dormir para amanha. – falou ela bocejando.
-Tchau sabidinha.
E pela primeira vez na vida queria que a escola começasse logo.
Segunda 6h: 00m
Acordei com o barulho insistente do despertador. Acordei animado. Tomei banho e fiz minha higiene matinal. Me arrumei, desci correndo. E quando estava chegando à mesa, eu cai. Cara, o que tem de errado com o meu pé?
Tomei o café da manha normalmente e minha mãe me levou à escola. Ao passar pelos portões. Braços me barraram novamente. Igual o primeiro dia de aula. Luke Castellan sorriu cínico para mim. E disse:
-Percyana, sentiu nossa falta? Por que sentimos a sua. Não te vimos à semana passada inteira. Onde você estava? – falou ele com um tom de voz falsamente preocupado.
-Sai da frente Luke, tenho coisas muito mais importantes do que conversar com um filhinho da mamãe. – por que eu tenho que ser tão língua grande? Luke se virou para mim com os olhos vermelhos de raiva e disse:
-Olha aqui Jackson você não se atreva a falar assim comigo. – dito isso ele levantou a mão em punho e logo depois senti um soco em meu nariz. Cai no chão e eles começaram a desferir socos e chutes por todo meu corpo. Depois disso Luke disse:
-Da próxima vez Jackson. Vou mandar você para o hospital. – ele saiu. Eu consegui me levantar. E fui para o único lugar da escola que eu conseguia pensar.
POV Annabeth
Estranho, Percy não apareceu na entrada, não apareceu na aula. Estou preocupada com ele. Ele geralmente é o primeiro a chegar em sala comigo. Fiquei pensando nisso a aula inteira. E quando menos percebi já era o intervalo. Fui procurá-lo. No dia que eu fiquei mal ele me levou comida e me consolou. Esta na hora de retribuir. Peguei comida e entrei na biblioteca. No mesmo lugar que ES estava naquele dia. Percy estava com o rosto sangrando em varias partes. O rosto praticamente todo roxo e com uma caixa de lenços no lado e ele estava se limpando. Cheguei perto dele e sentei ao seu lado, tomando o lenço das mãos dele e o ajudando a limpar.
-Annabeth, o que faz aqui? –perguntou ele.
-O mesmo que você estava fazendo comigo aquele dia. – falei limpando seu rosto. –O que aconteceu com você?
-Luke. – entendi na hora. Eu sabia o que ele sofria. Diferente de mim ele levava bulling físico. O meu era bulling mental. Fui à parede da biblioteca, lá tinha um quite de primeiros socorros. Peguei o álcool e o algodão. E comecei a passar no rosto dele. Ele recamava toda hora que tava doendo.
-Porque tem que ser você a fazer isso comigo? – perguntou ele olhando em meus olhos. Respondi na hora.
-Porque você só tem a mim. – respondi e o beijei. Um beijo calmo, eu diria ate que apaixonado.
Ficamos a manha inteira na biblioteca namorando. Eu sei que o conheço há somente uma semana. Mas eu o conheço melhor que ninguém, e ele me conhece melhor que ninguém. E de uma coisa eu tinha certeza: estou apaixonada por ele. Eu não sabia ainda. Mas esse é o começo de uma grande historia de amor.
-Semanas atrás eu estava triste, pois a escola iria começar. Mas eu não sabia que encontraria um motivo para sorrir apesar de tudo. Não sabia que um dia acordaria animado para ir à escola. Não sabia que mesmo com o rosto todo machucado, uma pessoa conseguiria me fazer o homem mais feliz do mundo. Não sabia que encontraria minha razão de viver. Que é você. – depois dessa declaração eu somente respondi:
-Você também é minha razão de viver. – e voltei a beijá-lo.
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