My Reason For Living
92 Sem voz
Notas iniciais
Eu sei que devo mil desculpas a vocês pela demora.
Sinto-me envergonhada por voltar aqui depois de tanto tempo.
Porém eu mesma não sei o que aconteceu comigo. Esses dias foram bem confusos pra mim e eu acabei perdendo aos poucos o gosto pela fic. Mas não precisam se descabelar eu fiz uma promessa e vou cumpri-la. Nem que eu passe as noites escrevendo eu vou terminar essa fic antes de excluírem.
Não sei se ficou bom esse capítulo, porque foi algo que eu fiz aos poucos conforme a minha inspiração/vontade surgiam. Então pode estar meio confusa, qualquer coisa me perguntem.
DESCULPE novamente, vocês são uns amores comigo e eu sinto muito por ter acontecido isso de novo.
Ignorem os erros, tudo culpa do Word U.U
AMEI TODOS OS REVIEWS, DE CORAÇÃO.
SEJAM BEM VINDOS LEITORES NOVOS ♥
Enfim...
Boa leitura Killjoys e Avengers!!!
EU ESTOU DE VOLTA O/
*--------------*
Matthew Charles Sanders venha aqui agora.
Shadows arregala os olhos automaticamente ao escutar a voz tão familiar, já Tuck continuava estático com suas testas franzidas mantendo seu olhar fixo aos olhos de Shadows.
Shit. — Shadows murmura baixo.
Matthew.– A voz volta a chamá-lo.
Quem é? — Tuck pergunta preocupado com a reação do rapaz.
É meu pai. — Shadows suspira fraco, já se levantando da cama.
E isso é bom ou ruim? — Tuck pergunta olhando Shadows andar de um lado ao outro.
Shadows: Muito ruim.
Charles. Eu não quero ter que ir te buscar.
Fudeu ele me chamou pelo segundo nome. – Shadows fala pensando alto. — Vem. – Ele estende a mão para Tuck.
O que...mas Shadows. — Tuck murmura hesitante.
Shadows: Por favor, eu vou ter que falar pra ele que você está aqui. Porque se ele descobrir depois vai ser mais um bronca.
Eu vou contar até três.
Por favor. – Shadows implora.
Três.
Mas se ele não gostar de mim? – Tuck olha pro chão.
Há por favor né Mattie, vem. – Shadows segura à mão de Tuck conduzindo-o.
Dois.
Shadows aparece na sala vendo seu pai em pé impaciente, enquanto Tuck se postava atrás de si envergonhado.
Oi pai. – Shadows sorri forçado.
Oi? Onde você se meteu que ontem vim aqui e nem sinal de você? Ah já sei devia estar na farra gastando os cem mil que eu idiota te dei. – Gary fala tudo rápido não deixando o filho responder.
Pai. – Shadows o chama.
Gary: Você não tem vergonha de mentir pro seu pai assim?
Shadows: Pai.
Gary: Não, você vai escutar agora. Eu me esforço para dar o melhor para você e sua mãe e você fica gastando em coisas fúteis.
Shadows: Pai.
Gary: Mas agora vai ser diferente, veremos como você se susten...
Pai dá de me escutar ou está difícil? Se você não percebeu não estamos sozinhos. – Shadows o interrompe nervoso.
Ah deu de trazer alguma mulher pra casa agora. – Gary fala ao não ter visto Tuck.
NÃO, PAI.- Shadows grita indignado. — Você vai me deixar explicar?
Quem é esse garoto? – Gary pergunta ao enfim ver Tuck, ignorando o que o filho falava. — Matthew o que você fez com ele? – Ele arregala os olhos ao ver o rapaz com alguns machucados expostos e com o peito enfaixado.
Eu não fiz nada. – Shadows se defende.
Aham sei. Garoto você está bem? – Gary se posta ao lado de Tuck.
Tuck acena tímido.
Meu nome é Gary Sanders, sou pai desse destrambelhado. – Gary aponta para Shadows que revira os olhos. — E você filho como se chama?
Tuck, Matthew Tuck. – O rapaz murmura baixo.
Mais um Matthew? Já me basta um, espero que você não seja tão rebelde como o Charles. – Gary fala brincalhão.
Shadows: Pai, por favor dá de parar de colocar o meu amigo contra mim.
Shiu, fica quieto eu não estou falando com você. – Gary faz uma pausa e depois completa. — Ainda. Pois bem Tuck ele te fez algum mal?
Tuck: De jeito nenhum senhor, na verdade ele está me ajudando.
Gary: Ajudando? Como assim?
Tuck olha para Shadows como se perguntando se deveria contar, Gary percebe a troca de olhares e franze a testa confuso.
Tuck: Acho melhor o seu filho contar.
Gary franze mais a testa passando o seu olhar de Tuck para Shadows.
Acho melhor sentarmos. – Shadows aponta para os sofás, Gary aceita o pedido ainda contrariado.
Tuck senta ao lado de Shadows, enquanto Gary senta no sofá de frente aos dois.
Gary: Shadows o que você aprontou desta vez?
Shadows: Calma, eu só peço para o senhor não me interrompa.
Gary: Okay, prossiga.
Shadows: Eu e o Tuck nos conhecemos através do Jimmy, desde então temos sido grandes amigos. Alguns homens vêem perturbando-o faz um tempo, porém desta vez eles foram longe demais. Eles o sequestraram...
Sequestraram? Como assim? Por quê? – Gary o interrompe arregalando seus olhos.
Qual a parte do eu não quero que me interrompa o senhor não entendeu? – Shadows murmura nervoso.
Charles. – Gary o repreende.
Shadows: Como? A gente estava em uma festa e eles o sequestraram. Por quê? Porque eles são uns filhos da puta.
Gary: Charles.
Shadows: O que? Eles são mesmo. Há e também por causa de uma divida. Continuando, eles pediram o resgate e isso explica como gastei o dinheiro.
Eles pediram cem mil dólares pelo resgate? – Gary pergunta surpreso.
Cem mil dólares? – Tuck murmura baixo olhando para Shadows que sustentava um pequeno sorriso, essa parte não haviam lhe contado.
Sim. – Shadows dá de ombros.
Gary: Você é louco? Charles como você saberia se eles cumpririam o acordo? E se os machucassem? Vocês poderiam estar mortos agora.
Shadows: Eu sei, mas eu tinha que fazer alguma coisa. Não podia simplesmente deixá-lo nas mãos daqueles monstros.
Gary: Você poderia ter falado comigo, nós chamaríamos a melhor equipe de policiais e planejaríamos um plano para resgatá-lo.
Shadows: Você acha que na hora eu pensei em alguma coisa? Você poderia me impedir, sei lá. Na hora eu só pensei em salva-lo.
Tuck apenas observava os dois ainda tentando absorve toda a informação.
Gary: Okay o importante é que vocês estão bem agora. Mas ainda quero saber detalhes de como aconteceu isso, entendeu Charles?
Ah tem mais uma coisa. – Shadows sorri fraco.
Gary: O que?
Shadows: O Tuck vai morar comigo agora, para se recuperar e etc.
Tudo bem, será até bom pra você. Ele parece ser um bom garoto, o siga como um exemplo. Queria ficar mais, porém infelizmente o dever me chama. – Gary levanta fazendo os dois rapazes repetirem sua ação. — Tchau Tuck, foi um prazer conhecê-lo. – Ele estende a mão para Tuck e trocam comprimentos.
Igualmente senhor. – Tuck murmura ainda tímido.
Tchau Charles, juízo. – Gary abraça o filho já se dirigindo a porta. — E cuida bem do garoto, vejo que os cem mil foram bem gastos.
Gary pisca antes de fechar a porta deixando os dois rapazes se entreolhando pasmos com a cena.
O que ele quis dizer com isso? – Tuck olha para Shadows com uma sobrancelha erguida.
Não sei e tenho medo de saber. Mas parece que você conquistou o velho. – Shadows dá um soco fraco no ombro do rapaz provocando-o.
O importante é que já conquistei o filho. – Tuck devolve sorridente.
É, mas é bom estar em harmonia com o sogro também. – Shadows o abraça por trás conduzindo-o até o sofá fazendo ambos deitarem.
Idiota. – Tuck dá um tapa na mão de Shadows que se postava sobre sua cintura, rindo em seguida. — Ele é legal.
Shadows: É, legal quando não está dando bronca.O que são raras vezes.
Tuck: Também você provoca. Ele é seu pai, ele se preocupa contigo. Além de que você é obrigado a lhe dar explicações.
Shadows: Vai ficar do lado do velho agora?
Ai claro que não seu bobo. – Tuck vira selando seus lábios.
Shadz. – Tuck murmura deitado no peito de Shadows, enquanto o mesmo acariciava seus cabelos.
Shadows: Hm?
Você gastou cem mil dólares no meu regate? – Tuck levanta o rosto olhando nos olhos de Shadows.
Shadows: Sim.
Tuck: Mas isso é muito dinheiro, eu não valo tanto assim.
Shadows: Claro que não, porque não há dinheiro no mundo que substitua o quanto você é importante pra mim. Tuck eu iria até o inferno pra te buscar.
Tuck: E eu te esperaria o tempo que precisar.
Seus lábios se juntam outra vez, era um beijo calmo e ao mesmo tempo cheio de sentimento. Suas línguas formavam uma dança envolvente, um beijo único onde apenas duas almas apaixonadas podem sentir. Naquele momento nada mais importava, pois para os dois tudo estava perfeito desde que ambos estejam completos.
...
Um mês depois.
O despertador soa alto no quarto fazendo o garoto dar um pulo na cama assustado com o barulho. Logo depois o fazendo socar o aparelho conseguindo com que o barulho cessasse. Seus olhos piscam até se acostumar à claridade e então seu olhar para no despertador anteriormente socado. Seus olhos se arregalam automaticamente ao visualizar a data, um sorriso surge ao seu rosto ao lembrar que era a véspera de um dia tão especial. Nesse mês havia acontecido tanta coisa que ele nem acreditava que enfim aquele dia iria chegar.
Fora um mês bem puxado com ensaios e mais ensaios da banda, tudo tinha que sair perfeito como o planejado. Agora que os irmãos Leto estavam fora da competição, eles poderiam respirar mais aliviados. Alias o próprio sequestro dos Leto foi algo que o custou bastante tempo. Um caso que trouxe bastante repercução, porém no fim ambos conseguiram o habeas corpus e foram soltos. Agora pelo pouco que o rapaz sabia parecia que os dois haviam saído do pais. Deixando todos aliviados por nunca mais precisarem ver o rosto dos mesmos.
O garoto levanta e faz sua higiene matinal, tomando café em seguida. Sua mente verificava tudo que ele teria que fazer naquele dia, não querendo esquecer nada. Seus passos seguem até a casa de seu namorado, não bastou nem dois batidos na porta e aparece Mikey na porta.
Ah que bom que você veio Frank. – Mikey murmura aliviado ao ver o rapaz.
Por quê? Aconteceu alguma coisa? – Frank pergunta já entrando na casa.
Mikey: Aconteceu, mas acho melhor você mesmo ver.
Frank segue o Way hesitante ao pensar o que poderia ser. Ao ver que Mikey o levava ao quarto de Gerard sua preocupação só aumenta, o garoto para na frente da porta do quarto do irmão e faz um sinal para que Frank entre. O Iero ainda confuso abre vendo um corpo encolhido no meio da cama abraçando seus próprios pés.
Frank: Gerard?
Fran-kie? — Uma voz fraca o chama.
Frank segue até a cama e é surpreendido quando o garoto lhe abraça fortemente.
Fran...eu...-Gerard falava baixo.
Calma Ge. Respira e me conta o que aconteceu. – Frank se afasta olhando nos olhos do namorado.
Eu...eu...não. – Gerard tentava falar, porém sua voz emitia apenas murmúrios baixos.
Frank arregala os olhos e então direciona o seu olhar para onde Mikey está parado.
Mikey: Ele perdeu a voz.
O QUE? Mas como? – Frank arregala os olhos voltando a olhar para Gerard.
Mikey: Ele não sabe, acordou desse jeito de manhã.
Frank: Amor, você se lembra de ter tomado algo ontem?
Gerard balança a cabeça negativamente.
Frank: Tem esforçado muito a voz?
Gerard volta a negar.
Mikey: Ele estava ótimo ontem até falava pouco para guardar a voz pra amanhã.
Frank: Que estranho. Mas e agora o que faremos? Sem o Gerard não dá.
Gerard abaixa a cabeça.
Mikey: A mãe disse que pode ter sido ansiedade. Ela foi comprar um xarope ou qualquer coisa que eles recomendem para voltar à voz.
Frank sente uma mão puxando sua blusa, então ele se vira e vê Gerard ainda cabisbaixo com um papel na mão.
O que foi amor? – Frank pergunta confuso.
Gerard estende a folha, no meio da mesma estava escrito “desculpa”.
Frank: Gee, não fica assim. Não precisa se desculpar não é culpa sua. Você vai ver, amanhã você já vai estar melhor.
Fran. – Gerard sussurra.
Gerard volta a abraçá-lo começando a soluçar.
Calma amor, vai ficar tudo bem. Isso deve ser passageiro. – Frank olha para Mikey preocupado e o mesmo faz sinal que vai sair do quarto.
Gerard vai se acalmando aos poucos até enfim parar de soluçar.
Frank: Eu sei que você conseguirá, eu acredito em você Gee. Nunca desista e se você não conseguir tudo bem. Haverá outras oportunidades.
Gerard sorri fraco e mexe seus lábios, porém fazendo com que a mensagem seja totalmente compreendida por Frank.
Frank: Eu também te amo.
Eles selam seus lábios calmamente, ao se afastarem eles sorriem olhando nos olhos um do outro. Até Gerard arregalar seus olhos como se estivesse lembrado de algo. Ele se desloca até a cômoda e pega um bloquinho de papel e uma caneta, logo começando a escrever no mesmo. Frank apenas o observa intrigado, logo Gerard entrega o bloquinho para Frank. Lá estava a tão perfeita caligrafia de Gerard, nela estava escrito:
“Vou usar esse bloquinho a partir de agora para poder me comunicar.”
Frank: Brilhante Ge.
“Obrigado.”
Frank: Nós temos que comunicar o Ray e o Bob sobre isso.
“O Mikey disse que tinha mandado uma mensagem pra cada um para vir aqui.”
Só resta esperar então. – Frank deita ao lado de Gerard.
“Fran, será que a minha voz vai voltar?”
Claro que vai, não se preocupa. – Frank sussurra.
“Mas se ela não voltar? O que faremos?”
Frank: Não sei Ge, mas tente não pensar nisso.
Frank na verdade não tinha tanta certeza quanto a isso, ele mesmo temia pela voz de Gerard. Porém ele tinha que se mostrar confiante diante do Way do contrário isso só pioraria o estado do rapaz.
Eles começam a desenhar no bloquinho e por fim ambos desenham juntos um coração, trocando sorrisos bobos e olhares cúmplices em seguida. Nesse momento alguém bate na porta.
Estou atrapalhando algo? – A mulher pergunta observando-os parada na porta.
Frank: Claro que não, pode entrar Donna.
Donna: Então, como está o meu bebê?
Gerard revira os olhos reprimindo um pequeno sorriso.
Ainda sem voz. – Frank responde sorrindo com a cena.
Mamãe trouxe remédio. – Donna balança um recipiente.
Donna se desloca até onde Gerard está e entrega um copo com um liquido escuro.
Donna: Tome tudo, a farmacêutica disse que se você tomar esse xarope hoje amanhã já estará melhor.
Frank: Olha que notícia boa Ge.
Gerard sorri confiante, olha para o conteúdo do xarope e da um gole fazendo uma careta em seguida.
É tão ruim assim? – Frank ri.
Gerard assente ainda fazendo careta, ele entrega o copo para Frank balançando a cabeça negativamente.
Donna: Há você vai tomar sim mocinho.
Frank: Isso mesmo, não importa se o xarope seja bom ou ruim o senhor vai tomá-lo todinho.
Gerard cruza os braços e faz bico negando novamente com a cabeça fazendo manhã.
Arthur não seja criança e tome esse xarope logo. – Donna o repreende.
Frank: Donna deixe comigo eu vou fazê-lo tomar.
Donna: Okay então deixarei esse trabalho com você Frank.
Pode deixar comigo Donna. – Frank pisca para a mulher.
Quando Donna sai do quarto Gerard só então percebe o quanto Frank está perto, um sorriso maldoso forma em seus lábios fazendo Gerard arregalar seus olhos.
Frank: Você vai tomar?
Gerard nega temeroso.
Frank: Se não for por conta própria será do meu jeito.
Frank engatilha até a direção do Way que se deslocava pra trás temeroso com o que o menor iria fazer. Gerard paralisa ao encostar na cabeceira da cama percebendo estar preso entre a mesma e Frank. O Iero sorri arteiro sentando no colo do maior imobilizando-o as pernas e sussurra rouco no ouvido de Gerard, fazendo o Way se arrepiar.
Frank: Você vai tomar esse xarope por bem ou por mal. E pelo jeito você escolheu a pior alternativa, agora terei que castigá-lo.
Frank começa a cavalgar devagar no colo do maior, enquanto sua mão já adentrava a blusa do mesmo arranhando toda a extensão. Gerard abre sua boca surpreso tentando afastar o corpo do namorado em vão.
Tsc tsc tsc nada disso, você foi um garotinho mal, muito mal. – Frank balança a cabeça negativamente voltando a sussurrar no ouvido do moreno, mordendo o lóbulo da orelha em seguida.
Frank morde o queixo de Gerard sorrindo divertido vendo Gerard morder o lábio e o olhar suplicante.
Frank: Vamos lá segunda chance. Você vai tomar o xarope?
Gerard acena positivamente.
Então abre a boca. – Gerard franze a testa com o pedido do menor. — Abre. – Frank fala mandão fazendo Gerard obedecê-lo. — Isso, agora beba.
Gerard bebe fazendo uma careta.
Frank: Bom garoto, viu nem foi tão ruim assim.
Frank fala já se levantando do colo do Way e sentando ao seu lado. Gerard o olha incrédulo com o que acabara de acontecer. Pensando em como seu namorado poderia mudar tão de repente.
Frank: Agora vou deixar você descansar.
Antes mesmo de Frank levantar da cama Gerard de joelhos o puxa e o rouba um beijo. Gerard segurava o rosto do Iero com as duas mãos não deixando com que o garoto fugisse. Surpreso Frank arregala os olhos, porém logo envolve suas mãos na cintura do Way. Suas línguas se enroscavam em um beijo intenso daqueles de deixar qualquer um sem fôlego. E é deste jeito que Gerard o deixa depositando um ultimo beijo no rosto e deita virando-se para o outro lado. Frank ainda fica o encarando com a boca entreaberta ofegante e confuso, enquanto o Way sustentava um sorriso de vingança comprida. Gerard sente a cama se mexer, logo ouve passos se distanciando e um batido na porta. Gerard fecha os olhos e adormece ainda com o sorriso vitorioso nos lábios.
...
Frank desce as escadas e ouve vozes. Ao chegar na sala vê que Ray e Bob já haviam chegado.
Ray: Então o anão apareceu.
Bob: E aí little Frank.
Bom dia pra vocês também.- Frank fala revirando seus olhos.
Bob: Hi ta de mal humor.
Que foi? O Way não quis te comer? – Ray provoca.
Cala a boca.-Frank ataca uma almofada nos dois.
Querido, o Gerard tomou o xarope? – Donna aparece na sala fazendo Frank corar.
Frank: Tomou.
Ótimo, vou fazer uma comida leve pra ver se ele melhora. – Donna acena saindo da sala.
Ray: Xarope? O que deu no Gerard?
Frank: Ele acordou sem voz.
O QUE? – Ray e Bob gritam juntos.
Bob: Como vamos nós apresentar amanhã com o Gerard sem voz?
Frank: Teremos que torcer para que ele melhore até a apresentação.
Ray: Mas já é amanhã.
Frank: Paciência, agora é só esperar.
Bob: Mas o que causou isso?
Frank: Ele não sabe, mas Donna desconfia que seja ansiedade.
Ray: Que estranho.
Bob: Shit, era só o que me faltava.
Ray: Onde ele está?
Está no quarto descansando. Alias cadê o Mikey? – Frank pergunta ao perceber a ausência do rapaz.
Está no telefone com a Alicia. – Bob sorri malicioso.
Frank: A garota da biblioteca que ele vive falando?
Bob: Aham.
Ray: Hmmmm esses dois não sei não hein.
Frank: É parece que só você Ray está encalhado aqui.
E quem disse que eu estou solteiro? – Ray manda um olhar superior.
Como você conseguiu alguém? – Bob pergunta debochado, recebendo um revirar de olhos de Ray.
Sabe a Christa? – Os dois assentem. -Então. – Ray sorri.
Frank: Não pode ser. Mas ela é uma garota tão amável.
Bob: Como ela pode estar com você?
O que vocês estão sugerindo? – Ray pergunta com uma sobrancelha erguida.
Nada não. — Bob e Frank respondem juntos.
Bom dia pessoal. – Mikey aparece na sala.
Ray: Então o garanhão apareceu.
Como a Alicia está? – Bob sorri malicioso.
Isso não é da conta de vocês. – Mikey cora.
Hmmmm ficou vermelho. – Frank provoca.
Não precisa ficar vermelho Mikey, você já é um orgulho. Porque essa casa cheira a gayzisse nem sei como você aguenta. – Bob fala fazendo uma careta, enquanto recebe um revirar de olhos de Frank.
Ray: Mas você foi forte meu amigo, assim que deve ser.
Idiotas. – Mikey revira os olhos, voltando seu olhar para Frank. — Como está o Gerard?
Frank: Ainda sem voz. Ele acabou de tomar o xarope que Donna comprou e agora está descansando.
Mikey: Ótimo, a Alicia me disse que se ele descansar a voz e tomar certinho o xarope amanhã ele já estará melhor.
Hmmmmm Alicia. – Bob e Ray fazem um coro. — Alicia, Alicia, Alicia, Alicia.
Oh, Alicia meu amor. – Bob se ajoelha olhando para Ray.
Oh Mikey, venha me salvar. – Ray levanta fazendo pose.
Bob: Então jogue suas tranças Alicia.
Hey eu não sou o Tuck. – Ray fala indignado botando a mão na cintura.
Bob: Ah desculpe texto errado.
Chega, já deu com a palhaçada né. – Mikey fala encarando os dois sérios, enquanto Frank gargalhava.
Bob e Ray: Aaaah, mas agora que a brincadeira estava ficando boa?
Ray: Bob me lembre de se a banda não der certo nós formarmos juntos uma dupla de comédia.
Bob: Claro. Mister Toro e Mister Bryar. Que tal?
Ray: Ótimo.
Eles batem as mãos e depois voltam aos seus lugares.
Mikey: Ta mais pra os dois patetas.
Ray: Há há há seu senso de humor é terrível Mikey.
Mikey: Foda-se.
Passos são ouvidos na escada e todos viram seus olhares na direção da mesma.
Frank: Gerard?
Gerard aparece acenando ainda cabisbaixo, ele continuava segurando o bloquinho com a caneta.
Mikey: Como você está?
Gerard dá de ombros.
Ray: Sem voz?
Gerard acena sentando ao lado de Frank e estende o bloquinho para o mesmo.
“Temos que conversar sobre a apresentação de amanhã.” – Frank lê em voz alta.
Frank: Mas Gerard...
Gerard faz sinal para ele se calar e volta a escrever, entregando novamente o bloquinho ao Iero.
“Esqueçam que eu estou com esse probleminha. Nós temos que acertar como ficará as músicas, os arranjos e tudo o que tínhamos combinado de fazer hoje. Independente de se minha voz voltar, como se nada tivesse acontecido. Amanhã nós vemos o resto.”
Eles se entreolham hesitantes e por fim assentem concordando com o Way. Já começando a discutir sobre a apresentação.
...
O garoto dormia calmamente depois de ter tomado vários calmantes, sua preocupação com o garoto de olhos verdes persistia em permanecer em sua mente e só os remédios conseguiram fazê-lo descansar.Naquele momento parecia que nada poderia acordá-lo, a não ser uma pessoa.
FRANK IERO ACORDA AGORA.
Hã? Não, só mais uns minutinhos. – Frank puxa o lençol se encolhendo entre ele.
NADA DISSO ACORDA FRANK.
Ah mãe, deixa eu dormir mais um pouco. – Frank resmunga.
Frankie acorda esse é o nosso dia. – A voz sussurra próxima ao seu ouvido.
Hã? Mas essa voz. – Frank pensa em voz alta, pensando ainda estar dormindo.
Frank então abre os olhos arregalando em seguida ao ver o garoto na sua frente.
GERARD?
CONTINUA...
Notas finais
~respira~
Desculpe meu surto aí em cima, mas eu estou muito feliz com isso.
E podem me xingar se ficou ruim o cap. eu sei que mereço por toda essa demora.
MAS EU QUERO REVIEWS, POR FAVOR ♥
Fui *-----------*
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