My New Life

16 O Poder do Deus Alado


Notas iniciais
- Os personagens de Fairy Tail não me pertencem. Grande parte dos personagens da Fanfiction são criações do mangaká Hiro Mashima. — Alguns dos personagens da Fanfiction (Ex.: Draco, Vitous, Urano) são criações próprias. PS: O personagem Urano foi criado com base no deus grego de mesmo nome. PS2: O personagem Draco, teve o nome inspirado na constelação de dragão. — O conteúdo da Fanfiction (Ex.: Magia Infinity Slayer, Dragon Soul) são criações próprias e não devem sob hipótese alguma ser inseridos em Fanfictions de terceiros. Caso você conhece alguma Fanfic com algum dos elementos originais deste enredo, por favor denuncie. — A primeira parte da sinopse desta Fanfiction foi escrita pela usuária NoRedemption. Ela está sendo usada com permissão dela. Aproveito o espaço e agradeço pela colaboração da leitora. E aí moçada? Vocês devem querer saber de onde eu tirei o termo moçada, né? Pois bem, ele veio de um professor de matemática da minha escola que fala isso direto. kkkkkk Enfim, capítulo novo aqui pra vocês, sei que demorei um pouco, mas é que eu aumentei o meu mínimo de palavras de 2500 para 3000. Então eu demoro umas horinhas a mais escrevendo, mas ainda assim eu tentarei ao máximo continuar postando aos fins de semana, valeu? Boa leitura e caso achem erros, por favor me avisem pelos comentários tudo bem? Até as notas finais :3

Katherine

Assim que eu defendi Carol do ataque de Keyes, me posicionei a frente dela, impedindo assim que o demônio voltasse a atacar. Eu precisava derrotá-lo antes que ele dissesse qualquer coisa sobre nosso “tempo” juntos. Mas para minha infelicidade, Carol me chamou pelo meu nome atual, fazendo o Etherious questioná-la.

— Katherine? – perguntou ele.

Ele deu um de seus sorrisos asquerosos e tornou a falar:

— Oh, Katrina. Que tipo de mentiras você tem contado a esta bela jovem?

O esqueleto desprezível lambeu a área onde deveriam se encontrar seus lábios.

— Kath… Do que ele está falando? – perguntou Carol – Você o conhece?

Minha boca secou e eu suei frio.

— Bem, eu… Eu…

Diversos pensamentos encheram minha cabeça, todos eles eram hipóteses de possíveis explicações que eu poderia usar. Mas então eu me recordei de algo que há muito tempo o mestre havia me dito, na época em que me juntei a Phoenix Sociére.

— Não é vergonha ter um passado trágico – eu o ouvia repetir em minha mente – Compartilhá-lo com alguém não é fraqueza. Principalmente quando se é com alguém que você confia.

E então, de milhares de possíveis desculpas, eu me reduzi a uma única alternativa: a verdade.

— Meu nome verdadeiro é Katrina, Katrina Ives.

Hermes

Finalmente cheguei a localização do Face, após alguns minutos de vôo em velocidade máxima. Cinco, para ser exato. E tudo que passava pela minha cabeça, durante o trajeto, era o estado no qual Lucy ficaria, afinal, eu sou um deus. Minha invocação é custosa para o meu invocador, isso sem mencionar a distância percorrida por mim, e o tanto de poder mágico utilizado na viagem, o qual fora um pouco alto. Mas eu tinha plena consciência de que o pirralho de Ares estava com ela, então eu sabia que ele a manteria sã e salva.

Pousei em um vale, o qual possuía diversas fendas. Todas elas levavam até uma caverna subterrânea diferente, e agora, eu deveria entrar na correta. Mas, como o mapa projetado por Lucy havia indicado bem no centro do vale se encontrava uma fenda em formato de “V”, a qual me levaria até o Face.

Desci por ela e me deparei com um intrincado e confuso labirinto subterrâneo. Se fosse para andar sem sentido por ali em busca do Face, eu jamais o acharia, porém algo chamava minha atenção naquele ambiente rochoso. Uma muito agradável corrente de ar passava por mim, vinda da parte norte do lugar. Esta possuía uma grande quantidade de Ethernano em sua formação, por isso, segui até seu ponto de origem.

Após alguns metros andando por uma espécie de trilha formada pelas pedras, eu cheguei a uma caverna em formato circular. No centro desta se encontrava uma grande rocha branca em forma de rosto. Face.

— Pelo visto você não recebeu esse nome por acaso – disse, enquanto observava o dispositivo – Além de tudo, é uma grande cara feia – completei, debochando.

Andei até ele, parando em sua lateral, na qual havia uma área cheia de círculos mágicos. Toquei algum deles, tentando achar alguma forma de fazê-lo parar a contagem, a qual marcava agora vinte e cinco minutos. Alguns segundos de tentativa me fizeram chegar até uma função um tanto quanto útil e peculiar: autodestruição.

− Vejam só se não é meu dia de sorte. Valeu Tique, e bem na sua cara Nêmesis – disse rindo.

Em termos leigos, Tique é basicamente a deusa da sorte. Ela se encarrega por decidir a sorte no destino das pessoas e, de vez em quando, até mesmo deuses. Enquanto isso, Nêmesis é a deusa da vingança, mais precisamente, do equilíbrio entre ações e suas consequências. Ela acha que tudo deve custar algo, ou seja, nada pode vir “de graça”. Para que qualquer coisa boa ocorra devemos pagar um preço por nossas ações e escolhas. E é por este tipo de pensamento que Nêmesis não gosta muito de Tique, por achar que ela faz tudo acontecer por acaso e sem ser necessária escolha ou sacrifício. Particularmente eu prefiro o estilo de Tique, afinal, sorte é mais do que bem vinda.

− Sorte? – disse uma voz feminina, retumbando do fundo da caverna – Acha que é seu dia de sorte?

Passos ecoaram pelo lugar e uma figura se revelou, saindo das sombras que a escondiam. Sim, “a” escondiam. Era uma mulher, porém alguns traços em sua aparência diziam que ela não era completamente humana. Ela era morena, e era da mesma altura que Lucy. Seus cabelos negros eram longos e nas laterais de sua cabeça se encontravas chifres negros. Uma mancha cobria seu olho direito, e esta perecia se estender até sua perna esquerda. Seus trajes eram um tanto reveladores. Faixas semelhantes a ataduras cobriam seus seios, uma pequena parte de sua barriga e sua região íntima. Ela também usava grandes luvas pretas que davam um aspecto de garras as suas mãos. Vestia uma capa e um par de botas de cano alto, ambas também pretas.

− Quem é você? – perguntei a mulher.

Ela riu e me olhou fria e sadicamente.

− Eu sou Neo Minerva. Um demônio integrante da Tartaros – ela disse dando alguns passos para frente – E agora, serei aquela que o matará – completou me ameaçando.

Uma risada desumana ecoou de mim. Encarei-a de forma psicótica.

— Me matar? Você, um demônio de segunda? – questionei, fazendo-a rosnar em sinal de raiva – Eu adoraria vê-la tentar.

A mulher rugiu, exprimindo pura fúria e fazendo uma aura roxa emanar de seu corpo. Ela correu louca e freneticamente em minha direção, e eu fiz o mesmo, indo em direção a ela, com uma grande onda de poder dourado fluindo por mim.

Lucy

Minhas pernas fraquejaram e eu fui em direção ao chão novamente. Eu teria batido a cabeça em uma rocha se John não tivesse me segurado. Ele passou meu braço pelos seus ombros, me apoiando em seu corpo.

— Hey, você está bem? – perguntou ele, me olhando de forma preocupada.

— Huh? Eu… eu… quero me sentar – pedi, mesmo que de forma pausada, já que minha cabeça rodava por causa da exaustão.

— Claro.

Ele me pôs suavemente sobre uma pedra e eu apoiei minhas costas na parede. Fechei os olhos e cobri meu rosto com as mãos. Concentrei-me por um instante e pensei em Hermes e rapidamente sua imagem surgiu em minha mente.

Ele se encontrava em uma caverna e nesta se localizava algo que com certeza era o Face. Foquei minha atenção no deus e o vi lutando contra a pessoa que eu menos esperava ver em uma situação como esta. Minerva da Sabetooth. Mas ela estava diferente. Mais demoníaca.

Os punhos dos dois se encontraram e uma onda de choque fez o chão tremer com a força dos golpes. Então Minerva tentou atacar Hermes com as garras de sua outra mão, porém ele bloqueou o ataque com extrema facilidade, para logo em seguida desferir um potente chute no rosto da mulher, fazendo-a recuar.

Ele continuou avançando, desferindo socos por toda a extensão do tronco de Minerva, resultando em gritos por parte da mulher.

− Território! – gritou a mulher.

Em um piscar de olhos os papéis se inverteram literalmente, ou seja, a oponente assumiu o lugar do adversário, enquanto este passava a receber os golpes. Agora Minerva atacava-o constantemente com suas garras, causando cortes pelo peito do deus e retalhando a parte superior da toga dele, fazendo com que ele ficasse nu da cintura para cima.

Em nenhum momento Hermes gritou, porém seu rosto assumiu um aspecto de dor. A oponente parou de atacá-lo e se afastou alguns passos.

− Ih Ragdo – Minerva proferiu assim que se afastou de Hermes.

O deus foi envolto em uma esfera de energia, a qual reteve completamente todos os seus movimentos.

− Merda – queixou-se ele, tentando em vão se livrar da contenção da inimiga.

− Niel Wielg Mion Terse Elcantaeus… − ela começou a recitar, movimentando suas mãos, as quais emanavam puro poder mágico, em círculos. Eu sabia exatamente qual era a próxima parte − Yagdo Rigora.

Não!

− Lucy! – alguém gritou me despertando do transe no qual eu me encontrava.

A imagem da caverna, do Face, de Minerva e de Hermes sumiu completamente, e eu me vi sentada no chão de antes, com John sacudindo meus ombros.

− Você está bem? Estava tremendo – ele perguntou com um ar preocupado.

Separei minhas costas da parede e pus meu rosto entre os joelhos, tentando recuperar o fôlego que me faltava.

− Hermes está lutando – expliquei respirando com dificuldade – Isso somado com a distância entre mim e ele consome muito poder mágico.

− Então feche o portão – disse ele em um quase grito – Não há razão em deter o Face se for para você morrer.

Nossa. Isso foi extremamente fofo. E essa carinha que ele faz quando fica obstinado dessa forma... É quase atraente. Ri e em seguida expliquei meu ponto:

− Na verdade há. Caso o Face seja ativado, e toda a magia do continente suma, todos os magos, seres mágicos e até mesmo pessoas que não praticam magia, sofrerão de síndrome de deficiência mágica. Isso vai matá-los de qualquer forma, e a mim também. Então não diga que não há motivos para eu estar mantendo o portão aberto quando isso não é verdade.

Ele me olhou de forma surpresa, mais logo sua expressão se tornou triste.

− Se ao menos eu pudesse te transferir um pouco do meu poder mágico, você ficaria bem – ele disse encarando fixamente o chão.

− Tudo bem – o consolei, segurando seu ombro.

Não há motivo para ele se sentir triste, afinal ele acabara de me conhecer. Não é possível que tenha se apegado tão rápido a mim.

Ele olhou em meus olhos e estava prestes a me dizer algo, porém sons de passos, vindos de um corredor próximo, o fizeram ficar em silêncio. Ele equipou um machado e uma espada e se posicionou em pé a minha frente.

Marcus

— Er… Erza? – perguntou Mira boquiaberta.

— Olá Mira – cumprimentou a ruiva com se a sua situação atual fosse a mais natural do mundo.

Eu simplesmente não podia acreditar no estado atual da ruiva. A maga estava com uma aparência completamente diferente da de antes, pois agora ela possuía um par de chifres em sua cabeça, os quais eram vermelhos escarlates assim como seus cabelos. Suas vestes eram uma armadura negra e extremamente reveladora, deixando sua barriga e suas pernas completamente a mostra. Esta armadura era feita de aço negro e cobria apenas a região íntima da mulher e uma pequena parte de seus seios. Além disso, ela usava luvas que cobriam até a metade de seus braços, e botas que iam até a metade de suas coxas.

— A senhora Kyôka havia dito que você também seria transformada. Também iria “evoluir”. Mas ao que parece te tiraram de lá antes – disse Erza em tom calmo – Mas se você me pedir educadamente, eu poderia pedir que te dessem uma segunda chance.

— Oh, Deus… – exclamou Mira – O que houve com você?

Erza sorriu e respondeu calmamente:

— A senhora Kyôka me mostrou a verdade. Ela me mostrou um verdadeiro propósito de existência, tudo isso nas crenças do Lorde Zeref. Ela me mostrou que é possível evoluir, transformando-me em um ser superior. Um demônio.

A ruiva riu aí terminar de falar.

— Eu mantenho a oferta de antes Mira. Se você aceitar a superioridade da Tartaros, eu mesma intercederei por você perante a senhora Kyôka. Você já utiliza o Satan Soul, não é mesmo? Por que então você recusaria se tornar um demônio, se você já está a meio caminho de ser um? Você aceita?

Mira estava em choque. Ela tremia ao meu lado e eu notei que aquilo não acabaria bem para ela, devido o envolvimento emocional dela.

— Mira, afaste-se. Eu a farei voltar à razão com uns bons socos – disse me pondo a frente da albina.

Na verdade eu também estava um tanto assustado com a transformação de Erza, afinal ela havia sido transformada em um demônio pela Tartaros. Porém eu entendia que a situação era ainda mais complicada para Mira, já que a ruiva era para a albina uma amiga de guilda. Por isso eu me prontifiquei para lutar contra Erza.

— Para trás Mira. Eu vou…

— Não! – exclamou Mira ficando frente a frente com Erza e ativando seu Satan Soul – Como uma maga da Fairy Tail, é meu dever enfrentá-la. Você deve prosseguir e se reunir com a sua guilda, e juntos derrotar os membros remanescentes da Tartaros e dar um fim aos planos deles.

A determinação dela era quase palpável. Mira estava mesmo decidida a batalhar contra Erza mesmo esta sendo uma companheira corrompida pelas trevas.

— Tudo bem, então. Boa sorte.

Falei e me retirei da sala, porém ainda consegui ouvir suas últimas coisas do recinto:

— Sorte? Será necessário mais do que isso para derrotar um demônio da Tartaros – eu ouvi Erza dizer.

Em seguida, se fez presente um som metálico. A luta havia começado.

Hermes

— Niel Wielg Mion Terse Elcantaeus: Yagdo Rigora – recitou Neo Minerva.

Eu sabia exatamente que tipo de magia era aquela, e por isso sabia que deveria dar um jeito de fugir do raio do ataque, mas graças à bolha mágica onde eu estava era impossível escapar. O jeito seria receber o ataque e torcer para que o meu poder atual fosse o suficiente para me defender, porque se não fosse, eu precisaria absorver mais da magia de Lucy.

O chão abaixo de mim brilhou fortemente e uma espécie de estátua surgiu a minha frente. Ela possuía a aparência de um homem e tinha detalhes em toda sua constituição. Uma luz forte acompanhou o surgimento da estátua e uma forte explosão ocorreu.

Um grande pilar de energia se formou, ferindo minha pele com um calor que não podia ser medido, mas ainda sim eu não emiti um único som. Ao invés de gritar, eu simplesmente contorci meu rosto em sinal de dor, afinal a sensação ardente que percorria meu corpo era inegavelmente dolorosa. Ela se assemelhava a lava fervente sendo esfregada a minha pele.

O pilar de energia desapareceu, assim como a bolha que me continha, e por isso meu corpo caiu no chão, sentindo todo o cansaço que se depositava em mim. Olhei para a mulher e a vi se aproximar.

− Ora, ora. Você não é isso tudo, não é mesmo? – disse Neo Minerva rindo – Mas afinal de contas, quem é você? Eu sinto uma magia conhecida fluindo por você, mas eu não consigo me lembrar...

A mulher parou de falar inesperadamente. Ela me encarou com surpresa por um segundo, logo em seguida voltando ao seu habitual olhar maníaco.

− Você é dela. Da vadiazinha da Fairy Tail, não é? Lucy? Acho que o nome é esse – questionou ela dando um sorriso cínico – Eu posso sentir a asquerosa magia celestial dela fluindo por você.

Vadiazinha? Quem você pensa que é para falar da Lucy desse jeito? E ainda na minha frente. Não pude evitar que meu ódio se manifestasse em minha face.

− Oh. Eu estou adorando ver essa sua carinha linda se contorcer de raiva. Mas você deve estar se perguntando de onde eu a conheço, não é? Bem, tudo aconteceu durante os Grandes Jogos Mágicos de quatro anos atrás, na época em que eu fazia parte da Sabertooth, a guilda mais forte de toda Fiore. Eu e ela participamos em uma prova e eu tive um dos melhores momentos da minha vida – explicou ela em um sorriso nojento.

− O... O que você quer dizer com isso? − perguntei com dificuldade à mulher.

Neo Minerva riu escandalosamente e me lançou um olhar que transparecia loucura e escárnio.

− Eu surrei aquela vadia durante toda a prova. Quase a matei. Tirei dela suas patéticas chaves e a ataquei sem o mínimo de piedade – explicou, fazendo o meu sangue ferver nas veias – Ela até teve que ser carregada pelos “amiguinhos” imbecis dela para fora da arena, ou será que eu deveria dizer “ex-amigos”?

− Do que você está falando? – perguntei a ela, com um tom de voz extremamente perigoso e ameaçador.

− Você não sabe? Sua “dona” não lhe contou? – questionou, dando ênfase à palavra dona – Sua amada Lucy foi escorraçada da Fairy Tail, a antiga guilda dela. Foi um escândalo na época. A autoproclamada guilda que ama seus companheiros acima de tudo no mundo, expulsou alguém por fraqueza – prosseguiu em tom mais que aparente de prazer – Quando isso foi exposto à mídia, a popularidade da Fairy Tail caiu por terra. Muitas das guildas que eram aliadas dela se afastaram como se fugissem de uma doença, ainda mais quando acharam que as fadas tinham matado a loirinha, afinal, ela sumiu por quatro anos.

Escorraçada? Ferida? Quase morta? Como, em nome de Hades, tiveram coragem de fazer isto à Lucy. Quando Urano pediu para que nós, os deuses do Olimpo, aceitássemos ter nossa existência atada a chaves, as quais seriam dadas para uma humana, ele disse que essa humana era bondosa e forte. Não nos trataria como armas, mas sim como amigos. Muitos não acreditaram. Mas ainda assim Zeus, meu pai e rei do Olimpo, aceitou e pediu para os doze deuses principais aceitassem. Além disse, ele conseguiu convencer até mesmo Hades a aceitar a oferta. E assim, surgiram as treze chaves dos deuses, as quais foram entregues à Lucy. Quando questionamos Zeus sobre esta decisão, ele disse que estava observando esta humana em especial há algum tempo, e por isso reconheceu a força dela, assim como sua bondade.

As palavras que Lucy havia me dito, enquanto fazia o contrato comigo, ecoaram fortemente por minha mente.

− Eu desejo ser uma amiga para você e para todos os outros. Eu amo os meus espíritos mais que tudo no mundo, e tenho certeza que não será diferente com vocês. Então, não me trate como alguém que lhe invoca e lhe dá uma ordem, mas sim como uma amiga, que lhe faz um pedido.

Droga, Lucy. Você tornaria as coisas tão mais fáceis se fosse uma cretina.

Eu estava tão absorto em meus pensamentos, que nem sequer notei que minha inimiga continuava a falar.

− ... Para falar a verdade eu achei bem merecido para aquela putinha... – tagarelou Neo Minerva de costas para mim.

Ela não deveria fazer isso. Mesmo que seu inimigo seja um deus que esteja caído, você não deve sob hipótese alguma dar as costas para ele.

Levantei-me, ficando ereto e ignorando completamente a dor que percorria meu corpo. Não era uma tarefa fácil, mas eu pensava apenas em quanta dor Lucy teve de suportar nos últimos anos. Se ela conseguiu, eu também posso.

Concentrei todo o meu poder restante. Recusava-me completamente a canalizar qualquer tipo de poder mágico de Lucy. Neo Minerva se voltou para mim, sentindo a grande energia mágica que fluía por meu corpo.

− O que... O que é você? – perguntou ela.

− Eu? – retruquei.

Estendi minha mão direita e um cetro dourado surgiu nela. Ele era um pouco maior do que meu braço e possuía duas serpentes entrelaçadas ao seu cabo, enquanto que em seu topo se encontrava um par de asas também dourado. Um caduceu. Minha arma sagrada e, particularmente, preferida.

— Eu sou o deus mensageiro, Hermes, e agora farei jus ao meu nome – disse ameaçadoramente, enquanto o caduceu começava a brilhar.

O ar em toda a caverna começou a se tornar rarefeito. Uma luz cegante preencheu o ambiente, fazendo Neo Minerva fechar os olhos.

— O... O que você está fazendo? – gritou a mulher desesperada.

Derrotando você sua vadia. E garantido uma vitória para minha amiga.

— Vôo do Deus Alado – gritei.

Surgi rapidamente à frente da oponente e a golpeei com força, desferindo um golpe certeiro e poderoso bem na cabeça dela. O ataque fez com que uma forte energia destrutiva passasse pelo corpo de Neo Minerva, causando-lhe grandes danos.

Mas o raio do ataque não se reduziu apenas à Neo Minerva, mas também acertou em cheio o Face, destruindo completamente o grande dispositivo e parando o cronômetro.

O efeito do ataque se dissipou e a caverna voltou a entrar em foco na minha visão. O caduceu desapareceu da minha mão, enquanto eu encarava a inimiga nocauteada na minha frente.

— Isso foi pela Lucy.

Próximo capítulo: O Retorno das Fadas.

Notas finais
E ai moçada? O que acharam? Comentem, se expressem, favoritem, o que der na telha. Lembrem-se, comentários não vão fazer eu parar de escrever, mas eles me dão inspiração para continuar escrevendo com a qualidade que vocês merecem, tudo bem? Então por favor, deem suas opiniões. Gostaria de acreditar a todos que favoritaram e comentaram o capítulo passado. Vocês são 10 :3. Dúvida: repararam bem o título do próximo capítulo? kkkkkk. Enfim, até o próximo :3 PS: Neo Minerva: http://vignette1.wikia.nocookie.net/fairytail/images/a/aa/Neo_Minerva's_appearance.png/revision/latest?cb=20150704050938 :3