My New Life
14 Dançando Sobre o Campo de Batalha
Notas iniciais
John
Jackal veio rapidamente em minha direção. Ele usou uma de suas recém-adquiridas garras para me arranhar, mas eu consegui saltar antes do golpe acertar.
Uma vez no ar eu achei estar imune aos ataques do inimigo, mas eu me enganei. Ele saltou rapidamente, aparecendo atrás de mim.
— Morra!
Jackal chutou fortemente minhas costas, me fazendo voar até o lado oposto da sala. Eu caí com um grande estrondo.
Tentei me por de pé, mas o inimigo era rápido e pisou na minha barriga, mantendo-me no chão. A força não me machucava em si, por causa da resistência da armadura, mas eu não podia me mover, o que era mau.
— Agora eu te farei em pedacinhos – disse Jackal.
Ele arrancou o elmo que eu usava e segurou minha cabeça. Sua mão começou a brilhar fortemente.
— Desapareça!
Bum. Mais uma explosão na sala de controle. Jackal voltou a rir, mas desta vez sua risada soava de forma animalesca e muito mais louca do que outrora.
Acho que desta vez ele realmente achava que tinha me matado, mas eu devo concordar que é exatamente o que a situação fazia parecer. Qual situação, você deve estar se perguntando. Bem, o integrante da Tartaros estava em pé, com uma cratera sob seus pés, na qual não havia nenhum rastro de vida.
— Eu disse que o mataria, não disse? – perguntou ele de forma retórica, enquanto tornava a rir.
— Sim, você disse – respondi – Então, por que será que eu estou vivo neste momento?
Os olhos do inimigo buscaram por mim, por toda sala antes de realmente me ver.
Jackal olhou para cima e seu olhar finalmente me encontrou, imóvel e de ponta cabeça no teto.
— Você não cumpre com a sua palavra? Que feio – provoquei.
Os olhos do inimigo se arregalaram.
— Não é óbvio que você não pode me derrotar? Esta é a Armadura de Hefesto, o Deus Ferreiro. Nada baseado em fogo pode me ferir – expliquei – Você perdeu no momento em que eu pus esta armadura.
Jackal me olhou como se eu fosse o prato principal de um banquete oferecido para ele. Ele saltou em minha direção, enquanto eu tomei impulso e fui em direção a ele com a espada em posição.
Passamos rapidamente um pelo outro. Eu pousei no chão, formando uma pequena cratera no mesmo, enquanto Jackal se pendurou no teto com as suas garras. Levantei-me e olhei para cima, focando no inimigo que sorria de modo travesso.
Não entendia o motivo da felicidade dele, pois eu havia causado um corte no braço direito dele, do qual saia uma grande quantidade de sangue. Mas ele não parecia se importar, tanto é que usava o braço ferido para se manter no teto com um equilíbrio perfeito. Então, segui a linha do olhar dele, o qual ia até a parte inferior do meu corpo e vi o motivo de seu riso.
O desgraçado havia arrancado a parte inferior da minha armadura, deixando minha cueca box preta absolutamente a mostra.
— Maldito – amaldiçoei o adversário e ele simplesmente balançou a parte da armadura que ele havia tirado de mim, usando seu braço bom – Saco.
Concentrei minha magia, despindo a Armadura de Hefesto e equipando a Armadura de Ares. Esta era composta por uma parte de metal que cobria meu peitoral, mas deixava meu abdômen à mostra. Calças de liga metálica flexível de cor azul e botas prateadas também de metal e com uma parte saliente em sua ponta, a qual eu poderia usar para ferir o inimigo. Na parte do peitoral havia esculpida uma caveira branca. Nos meus braços se encontravam braçadeiras que se estendiam do meu pulso, até meu cotovelo, deixando meus bíceps a mostra. Nesta armadura eu também usava um elmo, porém este era azul e possuía uma espécie de “cabeleira” branca em sua parte central.
No momento em que eu removi a Armadura de Hefesto, a parte que se encontrava em posse de Jackal, também desapareceu, causando uma impagável expressão de surpresa no rosto do inimigo. Ele me olhou com um misto de curiosidade e ódio.
— Seu desgraçado – amaldiçoou ele.
— Armadura de Ares – proferi – Dança do Deus da Guerra.
Uma série de armas surgiu ao meu redor. Espadas, machados, lanças, punhais, enfim, todo tipo de arma branca imaginável. Elas voaram rapidamente em direção a Jackal.
O Etherious desviou, pulando em direção ao chão, fazendo com que algumas das armas atingissem a área do teto onde ele estava. Mas grande parte destas continuou a segui-lo e desta vez, já que ele estava em pleno ar, Jackal não conseguiu desviar, tendo grande parte do corpo acertado pelo arsenal voador. As armas causaram lacerações profundas, fazendo-o gritar de dor.
— Merda! – exclamou exprimindo dor.
Em um instante de sua distração, eu surgi rapidamente atrás dele, ainda em pleno ar e com o corpo cravejado por armas.
− Eu ainda não acabei.
Disse e rapidamente uma espada prateada surgiu na minha mão direita, ao mesmo tempo em que uma lança negra surgia na esquerda.
− Armas Sagradas dos Deus da Guerra – proferi.
Em um movimento rápido, cortei rapidamente o inimigo no peito, formando um grande “X” no mesmo. Jackal gritou e caiu no chão sem se mexer, enquanto eu pousava a sua frente.
− O que foi? Não vai mais rir? – questionei, fazendo-o tremer – Mas isso é compreensível, afinal, você não conseguiu me matar como disse que faria, não é mesmo?
Jackal tossiu sangue e tentou dizer algo:
− Vo... Você não vai vencer. Nenhum de vocês vai. N... Nós somos a Tartaros.
Sorri.
− Você não entendeu? Eu já venci. E eu tenho certeza que meus amigos e eu conseguiremos derrotar vocês, demônio.
Foi a vez de Jackal rir. O chão ao nosso redor começou a brilhar e uma barreira surgiu ao nosso redor.
− O que...? – não pude terminar a pergunta.
− Normalmente minha zona de impacto é muito maior que isso. Mas como estamos na minha guilda, eu não posso destruir tudo, não é mesmo? Agora, morra – Jackal disse e seus olhos se fecharam.
O chão ao meu redor brilhou ainda mais intensamente.
Katherine
Não podia ser ele. Não após tento tempo. Não depois de eu achar que havia o derrotado.
Estas eram as principais frases que passavam em minha cabeça, enquanto eu afundava no mar de trevas invocado por ele. Ele, que eu já conheci em uma época da minha vida da qual eu prefiro não me lembrar. Por quê? Talvez medo. Ou ódio. Nunca parei para refletir sobre aqueles acontecidos, afinal eu era apenas uma criança solitária. Mãe morta. Um pai pior do que morto. Sem lar. Sem amigos.
Amigas...
Amigas? Por algum motivo esta palavra se destacava na minha mente, enquanto eu era engolida pelo abraço frio das sombras. Minha consciência tentava fugir de mim, mas esta simples palavra a impedia. Dava-me um pequeno raio de luz, enquanto eu atravessava a mais densa e escura noite.
Amigas...
Desta vez não foi apenas a palavra. Foi uma voz. Uma voz conhecida.
− Somos amigas agora, não é? – perguntou a mesma voz.
− Sim – respondi fracamente.
− Para sempre? – um borrão amarelo surgiu na minha mente com esta pergunta.
−Sim – respondi tentando alcançar a forma que eu achava estar a minha frente.
− Nunca mais ficaremos sozinhas? – a imagem ficou ainda mais nítida, revelando um rosto conhecido.
− Nunca mais – respondi com um pouco mais de força.
− Você vai deixar alguém nos separar? – um par de olhos verdes encarava os meus, aguardando uma resposta.
− Não – gritei.
Um poder inimaginável percorreu minhas veias, me tirando do torpor no qual eu me encontrava.
Meu corpo produziu um brilho rosa que apagou as trevas ao meu redor. O corredor onde eu estava antes voltou a aparecer. Eu estava a metros do chão, mas ainda assim, aterrissei agachada.
− Então a garotinha cresceu e ganhou garras? – o homem a minha frente, que mais parecia um esqueleto, perguntou dando uma risada que fez meu cérebro ferver.
− Você vai pagar por tudo que fez a mim – disse encarando o chão e deixando meu cabelo cobrir meus olhos.
Ele voltou a rir.
— Você sempre foi a minha preferida, Katrina. Sempre foi a mais forte, por isso foi tão bom te atormentar por tanto tempo. E agora eu vejo o porquê – disse o esqueleto analisando-me – Infinity Slayer, não? Nunca ouvi falar nisto. Você faria a gentileza de me explicar?
— Explicar? – questionei – Eu irei lhe mostrar.
Meu corpo tornou a brilhar, enquanto minha mente repassava as visões que eu tive momentos atrás. Elas me fariam vencer. Por ela.
O brilho cessou. Agora eu havia deixado de usar a armadura dos soldados da Tartaros. Ainda usava uma armadura, mas está era diferente da anterior. Ela era de aço branco. Era composto por uma calça branca e um peitoral de armadura feminina, porém sem alças. Também possuía botas brancas com detalhes azuis, que iam até o meio das minhas coxas. Além disto, eu usava luvas de ferro que iam até meu cotovelo e uma gargantilha com uma pedra azul e brilhante.
− Armamento Matador de Dragões: Armadura do Dragão do Tempo.
Keyes fez um som que se assemelhava a uma risada misturada com uma sensação de surpresa.
− Este aço irá te derrotar em nome de todos aqueles que você feriu – ameacei, enquanto uma grande espada, maior do que meu próprio braço, surgia na minha mão direita.
Ela era grande e espessa. Sua constituição era diferente da armadura, pois esta era prateada e sua empunhadura se alongava até metade da lâmina, na qual havia alguns símbolos entalhados. Sua ponta era ligeiramente curva.
Eu irei derrotá-lo. Por meu pai, por mim. E para que eu possa cumprir a promessa que fiz a ela. Carol, ninguém vai nos separar.
Com tudo isto em mente em mente, eu corri rapidamente desferindo um corte no braço esquerdo de Keyes, o qual foi arrancado. O esqueleto nem sequer piscou com a perda do membro e usou o cajado em sua mão direita para lançar uma enxurrada de trevas em cima de mim.
John
O chão ao meu redor brilhou mais intensamente do que antes.
Jackal deu um sorriso final. O solo tremeu e eu estava certo de que seria o meu fim. O ar aqueceu, eu fechei os olhos e “bum”. Uma explosão aconteceu dentro da área limitada pela barreira. Uma muito forte por sinal. Eu nem mesmo senti dor, o que provava que eu havia sido desintegrado instantaneamente.
Esperem um minuto, se eu estou morto, como eu estou pensando? Atrevi-me a abrir lentamente os olhos e dei de cara com uma tela de vidro. Eu estava em um lugar apertado e a minha frente estava uma tela de vidro, enquanto as outras três paredes que formavam o recinto eram de madeira. Também havia uma coisa que batia repetidamente na minha cabeça.
− Que merda aconteceu? – perguntei a mim mesmo, tocando a tela a minha frente.
− Que merda aconteceu? Ele disse – repetiu a “caixa”.
− Meu Deus, eu morri e o meu inferno pessoal é uma caixa que repete o que eu digo e me bate infinitamente. O que foi que eu fiz para merecer isso? – questionei-me em um tom choroso.
Novamente a “caixa” repetiu o que eu disse, mas acrescentando o “ele disse” no final.
Em seguida eu ouvi uma risada de uma voz conhecida. A tela de vidro se abriu como uma porta para que eu saísse e eu o fiz.
Olhei ao redor e vi que ainda estava na sala de controle. Olhei para trás e vi o lugar de onde eu havia saído. E para minha surpresa, era nada mais nada menos do que um relógio. Exatamente um relógio, com um pêndulo e tudo mais. Mas ele tinha pernas e bracinhos super engraçados.
− O que é você? – perguntei ao relógio ambulante.
− Obrigada Horologium. Pode voltar – disse uma voz feminina atrás de mim.
O relógio desapareceu e eu me virei para olhar a dona da voz. E de forma absolutamente inesperada, era Lucy, a qual usava uma roupa de vaqueira, que eu achei um tanto vulgar em minha opinião, mas quem sou eu para julgar?
− Como chegou até aqui? – perguntei à loira.
− Me libertei e encontrei a Kath. Nós duas nos separamos e eu segui o rastro da sua magia até aqui. Acho que cheguei bem a tempo de te salvar, não é?
Minhas bochechas esquentaram e eu encarei o chão, mas então, algo me ocorreu.
− Aquilo era um espírito celestial?
− “Aquilo” é um termo ofensivo, mas sim, era. E ele acabou de salvar sua vida – respondeu ela em um tom irritado.
− Desculpe. Agradeça a ele por mim quando tiver a chance.
Tornei a olhar ao redor procurando algo, ou mais precisamente, alguém.
− Ele fugiu.
− Quem? – questionou a Maga Celestial.
− Crawford, ele estava aqui. Repetia algo incessantemente... Face, se eu não me engano.
− Face? Será que era isso que a Tartaros buscava?
− Provavelmente. Crawford disse algo sobre quebrar o controle de alguém sobre o Face. Um antigo membro do Conselho... Jellal, eu acho. Em seguida disse que o Face estava ativo.
A expressão da loira foi tomada por medo.
− Eles mataram o Jellal? – perguntou ela.
− Não. Crawford disse que havia conseguido dar um jeito de quebrar o selo do Face sem matá-lo.
A Maga Celestial suspirou, aliviada.
− Você o conhece?
Ela ficou alguns instantes em silêncio antes de me dar uma resposta.
− Bem, sim. Do meu tempo na Fairy Tail, mas isso não vem ao caso. Venha. Se foi daqui que ativaram esse tal Face, deve ser possível desativá-lo. Vamos.
Ela correu em direção as telas flutuantes e eu a acompanhei. Analisei o perímetro ao redor da tela de controle principal e constatei que o velho havia realmente fugido no meio da minha luta. Maldito seja.
− Deus – exclamou Lucy encarando uma tela. Sua fala chamou minha atenção de imediato.
− O que foi? – perguntei a ela, também olhando a tela.
No fim das contas, eu nem precisei de uma resposta. Em destaque, na grande tela brilhante, se encontrava o cronômetro que eu havia visto antes. Mas agora, ele marcava exatos trinta minutos até a ativação da arma conhecida como Face.
− Face: uma bomba de pulso mágico com potencial para dizimar toda a magia do continente. É o que diz aqui – explicou Lucy lendo algumas informações que eu não havia reparado antes.
− Toda a magia? – repeti incrédulo – Temos que dar um jeito de desarmá-lo. Pode fazer isso daqui?
A loira tocou alguns círculos mágicos, mas um aviso de erro surgiu na tela principal.
− Não. O único jeito é desativá-lo manualmente – explicou acionando outra série de círculos mágicos.
− Tudo bem. Onde ele está?
− É o que eu estou tentando descobrir.
Lucy passou alguns minutos mexendo nos controles, e após algum tempo um mapa surgiu na tela, mas com um ponto em destaque.
− Ali. O Face está nesta localização. Em uma caverna no norte de Fiore e está é nossa localização. Céu de Magnolia? – a loira disse a última parte com um tom de surpresa.
− Céu?
− Não importa. Temos que dar um jeito de chegar até o Face e desativá-lo.
Sério? Nem notei. Ignorei meus pensamentos irônicos e perguntei a ela:
− Como? Estamos muito longe. Talvez o Marcus conseguisse se transportar para lá, mas nós não vamos conseguir achá-lo a tempo.
− Não vamos precisar do Marcus – disse ela, enquanto uma chave aparecia em sua mão direita – Abra o portão do deus mensageiro, Hermes.
Ela proferiu e um grande círculo dourado se formou a nossa frente. A partir dele surgiu um homem. Ele era alto e relativamente musculoso. Ele usava uma toga branca que se prendia apenas ao seu ombro direito, deixando o lado esquerdo de seu peitoral à mostra, e descia até um pouco acima dos joelhos. Ele usava sandálias prateadas que se trançavam em suas panturrilhas e que possuíam asas brancas em suas laterais. Em seus antebraços se encontravam braceletes dourados que se estendiam desde seu pulso, até seus cotovelos. Ele tinha cabelo loiro penteado para trás e usava uma espécie de coroa, mas ela envolvia sua cabeça na altura de sua testa. Esta era dourada e possuía uma pedra vermelha em seu centro. Ele usava um cinto dourado com o símbolo de duas cobras se enrolando.
− Lucy – ele sorriu ao dizer o nome dela – A que devo esta tão maravilhosa invocação? – perguntou ele, enquanto analisava os trajes da loira.
Tarado. Isso não é algo que se faça de forma tão descarada. Com certeza minha expressão demonstrava toda minha indignação e raiva, e sinceramente, eu não ligava.
− Sem tempo para cantadas de quinta. Preciso que você vá até aquela localização – disse ela indicando o ponto luminoso no mapa – E desative um dispositivo mágico que está lá. Deve fazer isso o mais rápido possível, tudo bem?
O loiro riu.
− Minha cara – começou ele dando um passo em direção a Lucy, fazendo seu peitoral tocar de leve os seios da loira – O termo velocidade vem de mim, mas você tem certeza? – ele perguntou em um tom incrivelmente sério − Quanto mais eu me distanciar de você, mais poder mágico eu consumirei. Isso sem mencionar a hipótese de eu me envolver em uma luta, pois se acontecer, você ficará exposta.
− Não se preocupe com isso – Lucy respondeu.
− Sim. Eu vou protegê-la se necessário – eu expliquei chamando a atenção do deus.
Ele me analisou dos pés a cabeça e sorriu cinicamente.
− Você é o pirralho de Ares, não é? – ele perguntou – Até que pode dar certo, afinal, você deve ser forte. Então cuide dela – ele andou em minha direção, parando seu rosto a centímetros do meu e me olhando de forma ameaçadora – Se algo acontecer a ela, eu quebro as suas pernas.
Eu engoli em seco. Meu rosto suou frio. Eu assenti.
− Bom – ele disse simplesmente e tornando a sorrir – Seria um desperdício machucar alguém como você.
− O... O que? – perguntei com as bochechas coradas.
− Até depois Lucy – ele disse e decolou, atravessando o teto com facilidade e causando um buraco no mesmo.
Tanto eu, quanto a Maga Celestial encaramos o lugar por onde ele havia ido de forma incrédula.
− Acreditaria se eu dissesse que eu e ele fechamos o contrato apenas ontem a noite? – perguntou Lucy, ainda olhando para cima e chamando a minha atenção.
− Sim. Eu acreditaria – respondi com um pouco de vergonha, baixando o olhar.
Ela olhou para mim e riu.
Próximo capítulo: Demônio do Passado.
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