My Lovely Nanny

8 Capítulo 8 - Vespera de Natal


Notas iniciais
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!! Uru Take-hime na area, postando a continuação de My Lovely Nanny! Oi pessoal, tudo bem com vocês?! Espero que sim... Sabe, eu prometi pra mim mesma que postaria esse capitulo antes do natal, ainda mais que tem base nisso e tudo mais, da pra notar pelo titulo. O capitulo está uma fofura e com um presentão no final pra vocês. Espero que gostem assim com o Bya adorou -v- kkkkkkkkk Bem, eu só vou postar o proximo capitulo em Janeiro agora, então eu espero sinceramente que vocês tenham um otimo Natal e um feliz Ano Novo! Amo todos vocês, sem meus leitores eu não seria nada

Dezembro havia chegado e com ele a correria de preparações para as festas de Natal e Ano Novo. O comercio lotava de pessoas em busca de objetos e alimentos mais baratos, além de presentes para os entes queridos. As casas eram decoradas com primor, onde quer que você olhasse veria muitas luzes e verde. Rukia estava completamente empolgada pela data, a garota amava o Natal e o Ano Novo não apenas por poder ganhar presentes e decorar a casa, mas também por que seu pai ficava as duas ultimas semanas do mês sem precisar ir trabalhar. Aproveitar o tempo com o moreno era o que mais a deixava feliz.

Até chegar esses dias, Renji continuava tomando conta da menor com todo o carinho e dedicação. O ruivo havia notando que o Kuchiki tinha voltado ao normal, alias seus olhos se encontravam com mais frequência e isso o deixava feliz de alguma forma. A empolgação que a pequena demonstrava pelas datas comemorativas até chegava a contagiar o ruivo que não se importava muito com isso. Afinal morava sozinho, não tinha nenhum familiar próximo e costumava passar o Natal sozinho no apartamento. No Ano Novo algum amigo acabava convidando-o, então pelo menos também não ficava só. Acabou comentando isso com Rukia, mas não esperava que a menina resolvesse fazer algo a respeito.

No primeiro dia de férias de Byakuya, ele e a filha começaram a decorar a casa por dentro. O bairro todo já estava arrumado, Abarai tinha ajudado a menor com a decoração de fora da casa, mas dentro eram sempre os dois que faziam. Quando estavam decorando a arvore de natal num canto da sala, Rukia comentou que o ruivo sempre passava o Natal sozinho e que achava isso muito triste... Seu pai já imaginava que viria alguma dali e não demorou muito para a garota parar de enrolar e pedir diretamente para que convidasse o maior para celebrar o Natal com eles. Renji era parte da família praticamente, então por que não? O moreno não foi muito relutante sobre isso.

Imaginem a surpresa do mais novo quando recebeu o telefonema do Kuchiki no seu segundo dia de férias, convidando-o para passar o Natal com eles. Sabia que isso era obra da pequena, mas o fato do mais velho dizer que tinha achado uma ideia boa e que ele seria muito bem vindo na ceia o deixou mais que animado. Confirmou a presença sem pensar duas vezes e prometeu ajudar com a ceia. Seria o primeiro Natal em muitos anos que não passaria sozinho e também ficaria perto do mais velho, então finalmente se sentia mais animado com aquela data e esperou ansiosamente pelo dia 24.

Quando chegou o dia tão esperado, Renji apareceu cedo para ajudar em tudo como havia dito e o Kuchiki agradeceu. Os dois passaram a manha na cozinha preparando a comida e Rukia os observava, sentada em uma cadeira. A menina podia perceber que os dois formavam uma bela equipe e que o maior era muito mais prendado na cozinha, temperando e preparando tudo com mais cuidado. Seu pai também parecia mais solto ao lado do ruivo, fazendo tudo com mais calma, mas seguindo o ritmo do outro. Seria bom ter o moreno e o mais novo em casa ao mesmo tempo, a pequena achava que seria muito mais divertido assim. Almoçaram tranquilamente depois, deixando o pernil assando no forno enquanto outras coisas estavam devidamente protegidas até a noite.

– Renji, eu tenho algo pra você! — a menina disse depois de comer a sobremesa, um delicioso pudim de chocolate.

– Rukia, a troca de presentes é apenas de noite... — o pai avisou, juntando a louça para lavar.

– Eu sei Otou-san! Mas é algo que fiz na escola... Eu fiz pra você também. — explicou, saindo da cozinha e subindo as escadas correndo para o quarto. Não demorou muito para voltar com dois cartões na mão — Aqui, pra vocês!

Byakuya deixou tudo na pia e foi pegar o cartão, Abarai já estava com o seu em mãos, lendo com um sorriso bobo. A menina tinha feito dois cartões com desenhos de natal na capa e enchido de gliter, estava bem fofo. Dentro ela havia escrito algo para cada um: para o pai ela disse o quanto o amava e como ele era o melhor pai do mundo. Que sentia falta dele por trabalhar tanto, mas sabia que era para terem uma vida boa e digna. Na contra capa havia um desenho de Byakuya com ela no colo, abraçados. Para Renji ela escreveu como gostava dele, que ele era super divertido e que ele era a melhor babá do mundo. Que aprendeu muito com ele, que confiava nele e que o queria junto dela e do pai pra sempre. Na contra capa também havia um desenho de Renji segurando a mão dela e os dois com um grande sorriso.

Rukia esperava impaciente pela reação dos dois pelo cartão, mas logo foi pega no colo pelo pai e riu com os muitos beijos que o Kuchiki depositou em sua bochecha. O ruivo também se ergueu e beijou a outra bochecha da menina, fazendo-a rir e corar. Sem duvida os dois tinham gostado muito dos cartões e a pequena se sentiu satisfeita por deixar ambos felizes. Os três foram para a sala e sentaram no sofá para ver algum filme, deixando assim as horas passarem. Depois de um tempo, a campainha tocou e o moreno foi atender, se deparando com um pequeno ruivo junto do pai.

– Rukia, é pra você. — avisou o moreno com um tom meio serio. Ainda sentia um pouco de ciúmes de Ichigo com sua filha.

– Ichi-kun!! — a menina praticamente voou para a porta assim que o viu, lhe dando um abraço apertado.

– Ruu-chan! — o menino parecia tão empolgado quanto ela, entrando na casa junto do pai. Os dois olhavam a distinção e luxo do lugar, muito diferente da casa simples em que moravam.

– Olá Ichigo, tudo bem? — Renji foi se reunir com eles, cumprimentando o menor.

– Tudo sim, Renji... Nee Ruu-chan, não podia vir mais tarde por que vou passar o Natal com a minha família, mas queria te dar isso... — o menino estendeu um pacotinho para ela, que o pegou de imediato.

– Eu sei nee... Mesmo assim, obrigada.

A garota ergueu os olhos para o Kuchiki, querendo saber se podia ou não abrir o presente naquele momento. O mais velho fez um aceno com a cabeça e ela tratou de abrir o saquinho, deixando que seu conteúdo caísse em sua outra mão. Logo pode ver que era um par de brincos de coelhinhos que fizeram os olhos azuis da menina brilharem. Ficou tão feliz que abraçou o pequeno ruivo novamente, deixando um selar demorado em sua bochecha e o fez corar muito. Byakuya olhou para o teto, dando um longo suspiro e Renji tentava se controlar para não rir mais uma vez daquele ciúme fofo do menor.

Rukia correu novamente para o quarto para pegar o presente do menino, entregando uma caixa pra ele. Ichigo também abriu o presente ali e ficou muito feliz ao ver que era um boneco de seu herói preferido. Tinha dito muitas vezes que estava guardando moedinhas para poder comprá-lo e a menina se lembrou disso. Agradeceu com outro abraço e Abarai aproveitou para tirar uma foto daquela cena tão linda com o celular. O menino não pode ficar muito mais tempo precisava voltar com o pai para casa, então se despediram de todos e finalmente saindo da casa dos Kuchiki.

O resto do tempo foi passado com filmes e brincadeiras entre os três, Byakuya estava feliz pelo outro estar com eles. Tudo parecia mais divertido com o ruivo por perto... Renji também estava muito feliz por estar com eles nesse Natal, não se sentia mais solitário e poder compartilhar uma data tão importante com o mais velho estava sendo maravilhoso. Quando anoiteceu todos voltaram para a cozinha e se deliciaram com a ceia tão bem preparada pelos dois adultos. Rukia chegou a ficar gulosa, fazendo um prato enorme para si. Abarai estava degustando as carnes com vontade enquanto o Kuchiki aproveitava as coisas mais leves, como a salada de maionese.

Depois da ceia, arrumaram toda a cozinha e foram para a sala. Era hora da troca de presentes finalmente... Rukia mal conseguia ficar parada de tanta agitação, os dois se perguntavam de onde a menina tirava tanta energia, tanto que a pequena exigiu ser a primeira a entregar os presentes. Estendeu uma pequena caixa para o moreno, era um novo relógio já que vivia se preocupando em não chegar atrasado. Na verdade, a menina tinha escolhido o modelo e feito o pai comprar. Para Renji, estendeu uma caixa menor onde havia três bandanas com estampas estilosas, tinha percebido que o ruivo as usava de vez em quando para segurar os cabelos. Ambos agradeceram pelo presente e a menina sorriu largo.

Byakuya foi o próximo, se levantando para pegar duas caixas que havia deixado na estante. Colocou a maior delas no chão para a filha e a menor tratou de rasgar o papel de presente, se maravilhando com o que tinha dentro. O moreno havia comprado uma casa de madeira que abria no meio e tinha um monte de moveis pequenos, também de madeira e a filha poderia brincar a vontade com suas bonecas ali. Rukia deixou um beijo estalado na bochecha do pai, já explorando a casinha por dentro. Nisso o menor se voltou para o ruivo, lhe estendendo uma caixa menor e de veludo.

– Espero que goste... Eu não sei muito dos seus gostos, então espero ter acertado. — murmurou um tanto sem jeito.

– Ah, não precisava... Obrigado. — realmente, Abarai não estava esperando por um presente do outro, mas um sorriso enorme surgiu assim que abriu a caixa.

Dentro havia uma fina corrente com um pingente de um macaco com um rabo de cobra¹ em volta de seu corpo, algo único que Renji jamais pensou ver e tinha certeza que era de prata de verdade, mas que era extremamente bonito e exótico. Gostava desse tipo de coisa, então tirou a corrente e colocou no pescoço de imediato não conseguindo parar de sorrir. Isso fez com que Byakuya percebesse que tinha acertado no presente e ficou mais tranquilo. O ruivo chegou a abraçar o outro para agradecer, fazendo um rubor aparecer nas bochechas alvas do Kuchiki.

Por fim, era a vez de Abarai entregar os presentes. Se levantou do sofá e foi pegar uma sacola que havia trazido e deixado perto da porta. Retirou um único pacote dali de dentro e estendeu a Rukia, voltando a se sentar. A pequena correu a rasgar o papel novamente e ficou muito feliz ao ver que era um kit completo de desenho, com lápis de cor, giz de cera, canetinhas, tinta aquarela, lápis, borrachas, apontador e até pinceis! A menina amava desenhar, então já quis usar o kit, pegando alguns papeis pra desenhar. Seu pai ficou feliz ao vê-la tão contente, mas... E ele? Renji não havia trazido nada para ele? Tinha certeza de que o mais novo lhe traria algo, mas... Pelo visto foi engano. E isso o deixou meio sentido.

Quando Rukia ficou totalmente concentrada nos desenhos que fazia, o ruivo aproveitou este momento para segurar o pulso do mais velho e quando ganhou sua atenção, fez um sinal para que o acompanhasse. Ambos se levantaram e Abarai os levou até o corredor, onde a menina não poderia vê-los. Byakuya estava se perguntando o que o rapaz pretendia, suspirando com sua mão segurando seu pulso. Definitivamente o calor que sentia quando o mais novo o tocava era algo realmente bom e confortável. Quando pararam teve seu pulso liberto e se encararam por alguns segundos.

– Kuchiki-san, eu não me esqueci de você... — contou, vendo os olhos azuis ficarem mais atentos.

– Oh, eu... Não estava esperando nada, realmente... — mentiu, afinal tinha esperado algo sim do outro e chegou a ficar chateado ao pensar que ele havia o deixado de lado.

– Não poderia presentar a Rukia e não presentear você... Eu só espero que goste do presente. É algo simples... É tudo o que posso e quero dar a você nesse momento.

Byakuya estava ficando mais curioso sobre o tal presente, o que seria afinal? Foi quando de repente o maior enlaçou a cintura dele com os braços e o puxou contra si, fazendo os corpos se colarem. O moreno só teve tempo de arregalar os olhos e seus lábios foram tomados em seguida por um beijo doce, mas exigente. Renji havia decidido que ia deixar claro o seu desejo pelo outro e que melhor forma de mostrar isso do que com um beijo que estava querendo dar a tanto tempo? Sentia as mãos do menor apoiadas em seu peito e conseguiu uma brecha para invadir sua boca com a língua, passeando por cada canto e descobrindo o sabor irresistível dele.

O Kuchiki havia travado desde o momento em que havia sido pego de surpresa, não esperava ser tomado assim pelo outro. Mas tinha que confessar... Desejou aquele beijo tanto quanto o ruivo. Não conseguia se expressar muito bem naquele momento, então apenas deixou as mãos apoiadas em seu peito e sentiu a língua do mais novo brincar dentro de sua boca, acabando por acompanhá-lo com a própria. Sentia as mãos de Abarai segurando sua cintura com firmeza e seu sabor intenso tirava qualquer folego que pudesse tomar. O beijo só foi encerrado quando o ar se fez necessário, fazendo os dois apoiarem a testa uma na outra e trocar alguns olhares.

– Feliz Natal, Kuchiki-san... Eu te amo.

Se Byakuya estava tentando retomar o folego, o perdeu novamente quando escutou aquelas palavras. Era como se tivesse se tornado fraco diante do ruivo com aquela declaração. Ele realmente havia dito que o amava... Parecia um sonho!! O moreno moveu os lábios algumas vezes, tentando articular alguma resposta, mas parecia que sua voz havia sumido por enquanto. Renji deu uma risadinha baixa ao vê-lo daquela forma, já esperava pelo choque do mais velho. Lhe deixou um selar na testa e se afastou quando ouviu Rukia chamá-los para ver o desenho que tinha feito. O Kuchiki não atendeu o chamado da filha de imediato, ainda estava encostado na parede e com a mão sobre os lábios, relembrando o beijo de minutos atrás. Definitivamente... Foi o melhor presente que poderia ter recebido dele.

Notas finais
1: O pingente do presente do Renji simboliza a Zabimaru, que é justamente um macaco com a cauda como cobra. Quem assistiu o filler das Zampakutous virando gente vai lembrar deles. Reviews?