My Lovely Nanny
5 Capítulo 5 - O Parque Aquatico
Notas iniciais
Cara, eu odeio quando o Nyah! fica mudando a estrutura do site -.- Pra eu achar onde adicionava um novo capitulo foi uma bosta! Pqp... Mas ok, não é a primeira nem a ultima vez que o Nyah! vai tirar minha paciência...
Novamente esse capitulo saiu a base de muito tapa na cara e amor da minha esposinha. Bebe, você sabe que eu te amo e se não fosse por ti, esse capitulo só sairia tipo, ano que vem 8D *cara de pau*, então continuem agradecendo a essa diabinha que me faz escrever hm.
Sem mais delongas: Boa Leitura!
Em mais um fim de semana aparentemente comum e extremamente quente, Abarai tinha acordado cedo e estava checando as coisas em sua mochila, afinal não queria deixar nada pra trás. Tinha até colocado duas toalhas e três sungas diferentes para poder escolher na hora. Onde o ruivo estava indo? Simples, iria a um parque aquático com a pequena Rukia e seu pai. Geralmente nos fins de semana era dispensado do serviço de babá e nem se envolvia com os dois, mas dessa vez a garota fez questão de convida-lo, então não poderia recusar. Soube que Rukia também havia chamado Ichigo para ir, então teria trabalho duplo ao lado do Kuchiki. De certo o moreno não iria conseguir tomar conta das duas crianças sozinho...
Checou o relógio antes de sair de casa, não queria se atrasar e deixa-los esperando, sempre foi pontual e manteria isso naquele dia. Tomou o ônibus próximo de casa e seguiu rumo ao bairro nobre onde a família morava. Renji estava pensativo durante todo o percurso, aquela seria uma grande oportunidade para ver o moreno em um momento mais casual, além de poderem ter um dialogo mais longo. Sim, o ruivo pretendia estreitar a relação que tinha com Kuchiki naquele dia, afinal se estava interessado nele, tinha que se esforçar para alcançar o moreno, por mais que isso lhe parecesse impossível. Não negava o que sentia e era um homem que corria atrás do que queria, então não ia desistir tão fácil.
Assim que desceu no ponto mais próximo, passou a caminhar até a casa onde trabalhava, vendo a pequena Rukia já na porta de casa junto do pai. Estava atrasado? Checou o relógio de pulso e se aliviou ao ver que tinha chegado em cima da hora, mas ainda assim pontual. A garota parecia uma bolinha de energia, pulando até o ruivo com um sorriso de ponta a ponta e o abraçando apertado quando o alcançou. Voltaram juntos até a frente da casa, Abarai cumprimentou o outro de imediato, ganhando o costumeiro “Bom dia”. Pelo jeito, quem estava atrasado era o Ichigo...
- Ruu-chan! – o ruivinho gritou, correndo na direção da menina quando finalmente apareceu, ofegante.
- Ichi-kun! – a menina ficou emburrada primeiramente pela demora do menino, depois abrindo um sorriso e o abraçou.
- Desculpem a demora, o ônibus quebrou no meio do caminho... – o pai de Ichigo se explicou assim que conseguiu chegar até o pequeno grupo. – Espero que cuidem bem do meu filho. E você mocinho – o homem bagunçou os cabelos alaranjados do pequeno – se comporte e não de muito trabalho ao senhor Kuchiki.
O pai do garoto se despediu, voltando na direção da rua para pegar novamente o ônibus. Rukia estava mais animada agora, segurando as mãos de Ichigo enquanto contava como era o parque em que iriam. Renji pode perceber Byakuya olhando as duas crianças com atenção e teve que tapar a boca com uma das mãos para esconder a risada baixa. Tinha acertado na mosca! O sério Kuchiki era um pai ciumento. Ver sua pequena e preciosa filha tão feliz com a presença do outro menino o perturbou um pouco. Logo o moreno pediu que todos entrassem no carro e assim foi feito. As duas crianças ficaram no banco de trás enquanto os dois mais velhos estavam na frente.
Como o percurso seria um pouco longo, os quatro se distraiam como podiam. Rukia e Ichigo mostravam o que estavam levando para o parque, a menina exibiu uma bola colorida com alegria enquanto o ruivinho mostrava uma pistola d’água com um sorriso triunfante. Byakuya vez ou outra olhava pelo espelho perto do teto, examinando as duas crianças e decidiu ligar o radio, deixando baixo para não incomodar ninguém, ouvindo musicas que gostava. Renji por sua vez se distraia analisando o mais velho, tinha virado seu passatempo preferido nos últimos dias. Notava o ciúme presente no olhar dele sempre que olhava as crianças no banco de trás, seus pequenos gestos, a música que ouvia... Aprendendo um pouco mais sobre o outro.
Quando estavam se aproximando do parque, Rukia gritou de empolgação, apontando da janela do carro para o topo de um dos tobogãs que já poderia ser visto. Logo chegaram ao estacionamento e Kuchiki não demorou a estacionar, suspirando ao ver sua filha vibrando de empolgação, mas nunca soltando a mão de Ichigo. Renji achou melhor intervir, segurando uma das mãos do ruivinho e mostrando que ficaria junto dele enquanto Byakuya poderia acompanhar a menor sem problemas. O moreno comprou os ingressos e logo entraram no local. Estava lotado, cheio de crianças e familiares aproveitando as diversas atrações, brincando e se divertindo.
Primeiramente o mais velho levou Rukia até o vestiário feminino para se vestir, esperando-a do lado de fora. Ela logo apareceu com um vestidinho florido de alcinha e chinelos, o biquíni lilás estava por baixo. Em seguida, foi à vez dos homens se vestirem, indo para o vestiário ao lado. A pequena Kuchiki prometeu espera-los encostada na parede, sem sair do lugar. Renji podia imaginar o moreno tendo um treco caso a pequena sumisse naquele lugar enorme. O ruivo achou melhor ajudar Ichigo a se vestir primeiro, vendo que tinha trazido uma sunguinha do lanterna verde e vestindo uma regata azul clara.
Byakuya apareceu um pouco depois, estava vestindo uma bermuda bege e uma camiseta creme larga, ajeitando os cabelos escuros. Abarai estava apreciando ver o mais velho de forma bem mais informal dessa vez, tentando imaginar que tipo de sunga ele estava vestindo por baixo. Decidiu afastar aqueles pensamentos, vendo os dois irem pra fora do vestiário, indo se trocar por fim. Não demorou muito e ele logo apareceu com uma sunga estilo boxer da cor vermelha com detalhes em branco e uma camisa branca com apenas os últimos dois botões fechados, acabando por exibir o peitoral definido. Dessa forma, imediatamente atraiu alguns olhares, principalmente o par de olhos azuis do moreno.
Finalmente puderam sair dali e andar pelo parque, aproveitando algumas atrações. Rukia queria muito ir aos tobogãs, mas eles eram muito grandes e proibidos para as crianças, devido ao risco. Isso deixava a menina com um bico enorme nos lábios, ainda tentando convencer seu pai de alguma maneira a leva-la até lá. Esse era um dos defeitos de Rukia: ser mimada. Renji ia logo atrás dos dois, mantendo uma mão segurando a de Ichigo que parecia encantado com uma das atrações em particular. Isso também chamou a atenção do ruivo maior, parando e chamando por Byakuya.
- Kuchiki-san, que tal levar as crianças ali primeiro? – sugeriu, apontando para algumas estatuas em formato de flor, animais e coisas fofas que saiam agua e varias crianças estavam brincando, podendo se molhar assim primeiramente para curtir o resto depois.
- Boa ideia... O que acha Rukia? – olhou para a menor que logo olhou para o lado.
- Coelhinho!! – a menina gritou ao ver a estatua de um coelho gigante que soltava agua pelas duas orelhas inclinadas, querendo sair correndo na direção dele. Isso com certeza foi um sim!
Os dois mais velhos riam e levaram os menores até o local, soltando-os finalmente para brincarem. Rukia tirou o vestido e Ichigo à regata para não molharem as peças, logo correndo até o coelho. Assim que Byakuya viu que estavam de mãos dadas de novo, estava com os olhos semicerrados automaticamente, fazendo Renji rir. Dessa vez o mais velho percebeu e encarou o rapaz ao seu lado, tentando entender o que tinha achado engraçado afinal.
- Do que está rindo, Abarai?
- Sinto muito Kuchiki-san... Mas seu ciúme sobre a Rukia é tão evidente que chega a ser fofo. – o rapaz explicou, ainda rindo um pouco. Não tinha resistido em chamar o mais velho de fofo indiretamente.
- Eu não... – pensou em negar primeiramente, mas estava realmente evidente então não tinha por que esconder do rapaz – Ah... Não gosto de pensar na minha filha crescendo e aparecendo com um namorado em casa, já tive pesadelos com isso.
- Mas isso é a coisa mais normal do mundo e vai acontecer um dia. – o mais novo rebateu, encostado em um apoio alto onde os pais estavam para vigiarem os filhos – Sei também que a ama muito, ela é a única pessoa que você tem então... Entendo seu ciúme.
- ... Estou sendo paranoico demais? – o moreno perguntou depois de uma pausa, apoiado no mesmo lugar ao lado do outro.
- Não... Está sendo o pai amoroso que sempre mostrou ser.
Abarai olhava para o rosto do menor e sorriu quando este virou o rosto em sua direção pelas palavras, mantendo um longo contato visual dessa forma. Nunca tinham ficado tão perto assim antes, tirando aquela noite na cozinha. Podiam sentir algo novamente, um estranho calor e a sensação de querer estar mais próximo. Sabiam o que era, mas não tinham a coragem para fazê-lo. Byakuya decidiu voltar a olhar as duas crianças antes que perdesse o controle e o ruivo suspirou, virando o rosto também. Rukia e Ichigo se divertiam bastante ali juntos com outras crianças, mas logo voltaram aos adultos, prontos para continuar o passeio.
O parque era grande, tinha muita coisa para ver. Logo pararam numa atração chamada Terra dos Piratas que encheram os olhos das crianças de encantamento. Tratava-se de uma montanha artificial onde poderiam explorar seus cantos, achando tesouros, esqueletos, mapas e cada canto tinha um quadro explicativo que contava alguma coisa sobre os piratas, era uma atração bem educativa. O melhor estava no topo: um grande tobogã que se estendia por dentro da montanha e jogava as pessoas na piscina ao redor da montanha. Rukia estava doida para descer sozinha, mas teve que aceitar ir no colo do pai assim como Ichigo foi no colo de Renji.
A próxima atração em que foram era um rio artificial em que desceriam em uma boia redonda para quatro pessoas, perfeito para o pequeno grupo. O rio tinha uma descida em espiral, a agua propositalmente agitada levava a boia a se mexer de um lado para o outro e pequenas quedas davam mais emoção ao brinquedo. A menina ria do balanço gostoso da boia, mas Ichigo não parecia muito confortável. Renji estava de olho no garoto quando passaram pela segunda queda e o ruivinho acabou agarrando a mão do Kuchiki automaticamente, já que estava sentado próximo a ele. Abarai prestou atenção naquele momento, curioso sobre o que o mais velho faria.
Byakuya encarou o menino ao seu lado, parecendo analisa-lo com calma. Kurosaki estava tenso com o brinquedo, mal percebia onde sua mão estava e na próxima queda, segurou a mão do maior com mais firmeza. Tremia apesar de tentar manter uma expressão seria no rosto, não querendo demonstrar o seu medo. O moreno acabou se compadecendo do menino, abrindo a mão e segurando a dele, deixando que os dedos se entrelaçassem. Ichigo então sentiu alivio, olhando o mais velho e agradecendo com um pequeno sorriso. O ruivo mais velho praticamente estava derretido assistindo a cena, o Kuchiki poderia parecer frio, mas na verdade era muito gentil.
Depois de aproveitarem mais algumas atrações, decidiram que era hora de comer. Obviamente as crianças imploraram por lanche e mesmo o moreno não gostando muito disso, acabou aceitando, principalmente por que Abarai estava a favor dos pequenos e três contra um era uma diferença desleal! Foram para a praça de alimentação e os menores pediram um lanche que vinha com brinquedo, Renji optou por um cachorro quente e, sem muita opção, Byakuya decidiu acompanhar o ruivo. Sentaram em uma mesa e Ichigo exibia o robô que tinha ganhado com o lanche, brincando de perseguir o pônei que Rukia havia ganhado.
- Vocês dois, comam primeiro e brinquem depois! – avisou Abarai, fazendo-os guardar os brinquedos de imediato para comer.
- Você tem mesmo jeito com crianças... – o Kuchiki comentou, vendo o ruivo dar uma mordida em seu lanche.
- Você também tem... Eu vi o que aconteceu no rio. – contou, vendo o moreno ficar meio sem jeito ao seu lado – Foi importante por Ichi ter seu apoio naquele momento, acredite. Mesmo com medo, ele tentou ser forte... – falava em tom mais baixo, afinal sabia que o menino ficaria com vergonha do assunto, principalmente se falasse disso na frente de Rukia.
- Meninos geralmente são assim... Não podia negar ajuda. Por mais que eu não goste quando ele fica tão perto da minha filha. – o mais velho respondia baixo também, ainda sem ter dado uma única mordida no cachorro quente.
- Coma, Kuchiki-san! Se não vai ficar frio... Está gostoso, pode comer. – o maior o incentivou, sorrindo.
Byakuya concordou, olhando para seu lanche como se fosse algo de outro mundo. Era um homem que gostava de boas refeições, dificilmente comia lanches e coisas do gênero. Quando comia, era sempre por causa de Rukia que insistia em fazer o pai experimentar. Por fim decidiu comer logo, ou realmente iria ficar frio e seria pior de comer. Deu uma dentada, sentindo o gosto dos molhos, a salsicha, a batata palha e o que mais tivesse ali se chocando em sua boca. Era gostoso de fato, mas não era acostumado. Continuou comendo assim como todos, as crianças terminaram primeiro e logo voltaram a brincar. Renji estava quase no fim quando notou algo no rosto do moreno.
- Kuchiki-san... – os olhos azuis encararam o rosto do mais novo, surpreendido ao sentir a mão dele em seu rosto – Tem maionese na sua bochecha.
- O que...? – o menor não entendeu de pronto, sentindo o polegar do ruivo deslizar por sua pele e quando ele afastou o dedo, pode ver o creme branco ali – E-eu não sei comer essas coisas.
- Tudo bem, qualquer um se suja comendo lanche. – Abarai o tranquilizou, levando o polegar até os lábios e limpou a maionese com a língua, fazendo Byakuya se arrepiar ao ver aquilo.
Assim que os adultos também terminaram de comer, os quatro caminharam um pouco para fazer a digestão antes de voltarem aos brinquedos, afinal ninguém queria passar mal e estragar o passeio. Passando por mais algumas atrações, decidiram ir na piscina de água quente que era um dos locais mais tranquilos e sem nada que destacasse, apenas um local pra nadar e relaxar. Ichigo e Rukia decidiram brincar com a bola da garota ali perto da piscina enquanto os dois maiores relaxavam na água. Renji estava muito ansioso para ver o mais velho só de sunga e nem imaginava que causava essa mesma euforia no outro. Quando retiraram as peças de roupas e deixaram sobre uma mesa próxima onde também deixaram as mochilas, puderam se contemplar.
Byakuya perdia o olhar sobre o corpo moreno e tão bem trabalhado do maior, as tatuagens tão exóticas que percorriam seu corpo pareciam estar em todos os lugares que a imaginação do mais velho tinha pensado, os cabelos estavam presos no costumeiro rabo de cavalo, mas soltos com certeza chegaria ao quadril de Abarai. O ruivo também admirava o menor, a pele branquinha totalmente exposta como nunca pensou que veria antes, o corpo forte, mas claramente mais esquio que o seu era de uma beleza ainda mais atraente, os cabelos negros do Kuchiki caindo por seus ombros e usava uma sunga estilo boxer azul com detalhes em preto, moldando-se muito bem as pernas grossas do moreno.
Depois de ficarem se encarando por tanto tempo, obviamente perceberam o que faziam e decidiram entrar logo na agua, ambos sem jeito. A atração que sentiam um pelo outro era algo tão gritante que algumas pessoas na piscina acabaram notando a cena tão incomum entre aqueles dois homens. Logo a água quente os relaxou e Renji decidiu nadar um pouco enquanto Byakuya permanecia encostado na borda da piscina, vigiando as crianças ali perto. Sua filha era só sorrisos para Ichigo... Seu ciúme tinha diminuído um pouco, mas mesmo assim era estranho vê-la tão apegada a aquele menino.
- Ichigo não vai fazer mal a ela. – Abarai comentou, voltando para perto do menor e assustando-o pela aproximação repentina.
- Sei que não... Mas quando crescerem, ele pode acabar batendo na minha porta, pedindo a mão de Rukia.
- Hahaha, e não seria bom? Sabe que é um bom menino, seria um ótimo marido pra ela. – recebeu um olhar mortal do moreno, mas não conseguia deixar de rir – Ora vamos, tem que encarar a realidade Kuchiki-san! Seu sogro era tão ciumento assim quando foi pedir a mão de sua mulher?
- ... – o mais velho não respondeu de imediato, surpreso pela pergunta e pelo assunto de sua falecida esposa vir à tona. Renji percebeu isso e estava pronto para pedir desculpas quando o outro se pronunciou – Na verdade, ele ficou muito feliz quando fiz o pedido. Já era esperado que nos casássemos, nos conhecíamos há muitos anos e sempre tivemos um bom relacionamento... Era praticamente certo que ficaríamos juntos.
- Me desculpe... Não queria tocar nesse assunto, sei que não tenho nada a ver com isso.
- Não se preocupe. Eu só fiquei surpreso por que não falo de Hisana há muitos anos... – querendo ou não, Abarai gravou aquele nome em sua cabeça, vendo o olhar nostálgico do mais velho – Nem mesmo Rukia pergunta mais sobre ela. Deve pensar que o assunto me causa dor, por isso evita.
- E não causa?
- Não sinto dor... Somente saudade. – concluiu o menor, deixando um longo suspiro escapar – Eu sempre a amei... Fazia de tudo por ela. Queria que nossa vida fosse perfeita e quando Rukia nasceu, foi um dos momentos mais felizes que tive em minha vida. Eu achei que nada poderia estragar a vida que estávamos construindo. Mas...
Byakuya não concluiu a frase, o maior não precisava saber exatamente o que tinha acontecido, não era pertinente e também não queria que o ruivo soubesse além do necessário. Já tinha falado demais... Não conseguia se conter quando era Renji que dizia algo, que fazia algo. O mais novo respeitou o silencio do outro, sabia que já tinha sido difícil para ele dizer aquilo e de certa forma se sentia feliz pelo moreno se abrir um pouco com ele. O clima ficou um pouco pesado, mas logo foi quebrado com a chegada das duas crianças. Ichigo atirou um jato de agua com sua pistola no rosto de Abarai, rindo quando o ruivo maior pulou da piscina para persegui-lo e Rukia convidou o pai para jogarem bola, os quatro juntos.
Depois de passarem um bom tempo brincando todos juntos, Byakuya checou as horas e lembrou que tinha uma atração imperdível para irem, provavelmente a ultima antes de irem embora. Juntaram as coisas e se vestiram, caminhando na direção de um grande aquário que ficava no centro do parque. As crianças estavam maravilhadas com a quantidade de peixes e outros animais ali exibidos, procurando por alguns escondidos entre as pedrinhas e folhagens. Quando estavam no fim do aquário, viram um largo corredor que conectava a um picadeiro aquático, rodeado por arquibancadas que estavam quase cheias.
Os quatro entraram e se acomodaram em uma boa posição para verem uma espécie de circo aquático. O apresentador, vestido em trajes de mergulho, apresentava diversos animais aquáticos e os mesmos se apresentavam para as pessoas com incríveis manobras. Rukia amou os golfinhos, assim como Ichigo adorou os pinguins. Renji ria com a foca travessa enquanto o Kuchiki se interessava pelo filhote de baleia. Os quatro ficaram mais tensos quando apareceu um tubarão lixa, mas o apresentador chegou a acariciar o animal, então o resto do espetáculo se deu tranquilamente.
Quando tudo acabou e saíram do aquário, estava quase totalmente noite e Byakuya achou que já era hora de irem embora. Como já estavam vestidos novamente, só precisavam chegar ao estacionamento. Rukia estava manhosa de sono e pediu colo ao ruivo que prontamente cedeu seus braços fortes para a menina. No meio do caminho, Kuchiki percebeu que Ichigo também cambaleava de sono, mas se mantinha firme para chegar até o carro. Novamente seu coração mole falou mais alto, pegando o ruivinho nos braços. Mesmo sem jeito, o menino se apoiou no mais velho e logo adormeceu assim como a garota.
Chegaram ao carro e os dois deixaram os pequenos deitados no banco de trás, ainda dormindo profundamente. Entraram no veiculo em seguida e colocaram o cinto, partindo dali. Byakuya não podia ligar o radio para não acordar as crianças, então ele e Renji começaram a conversar sobre o dia tão divertido que tinham passado. O moreno admitiu que seus momentos de lazer com Rukia eram os que mais o deixava feliz e conseguia relaxar muito bem do acumulo de estresse durante a semana de trabalho. O ruivo agradeceu mais uma vez por ter sido chamado, tinha gostado muito de passar o dia “em família” e gostaria muito de repetir isso. O Kuchiki apenas lançou um olhar para o maior, como se concordasse. Talvez Abarai entrasse em sua vida daquela forma cada vez mais a partir de agora...
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