My Lovely Nanny
2 Capítulo 2 - O Primeiro Dia
Notas iniciais
Oi pessoal, desculpe a demora pra postar, mas eu estou aqui de novo e com um novo capitulo bem legal XD O primeiro dia do Renji cuidando da Rukia. Sera que ele vai conseguir? XD Bem, espero que voces gostem.
Sem mais delongas: Boa Leitura!
- Otou-san, você não pode ficar em casa hoje? – perguntava a pequena Rukia, sentada na cama do pai enquanto o via dar o nó na gravata.
- Não. Tenho uma reunião importante hoje, não posso faltar. – explicou o moreno, fitando a menor através do espelho.
- Mas eu não tenho aula hoje, podíamos aproveitar o dia juntos... – um bico podia ser visto claramente no rosto da menina.
- Sinto muito, Rukia. Eu te recompenso no fim de semana. – caminhou ate a menor, selando o topo de sua cabeça – E hoje, uma nova pessoa vem cuidar de você.
- Uma nova pessoa? – isso atraiu a atenção da mais nova, sorrindo.
- Isso mesmo. Ele deve estar chegando... Eu espero.
Como sempre, Kuchiki estava preocupado com um possível atraso em mais uma manha rotineira. Por sorte, a campainha tocou em seguida e os dois desceram as escadas, já estando de frente para a porta e o moreno abriu, ficando muito surpreso com a figura ali parada. Poderia ter imaginado a pessoa de todos os jeitos, menos aquela.
Um rapaz se encontrava ali, claramente mais novo e com uma aparência exótica. Era alguns centímetros mais alto que o moreno, um corpo mais trabalhado, tendo cabelos de um intenso vermelho e compridos, presos em um rabo de cavalo. Olhos castanhos escuros e o que mais chamava a atenção eram as tatuagens em seu rosto que, ao seguir atentamente, desciam por todo o corpo.
Byakuya sentiu um pouco de arrependimento, mas não deveria julgar o outro só pela aparência, por mais suspeita que fosse. Rukia já olhava o rapaz com curiosidade, se perguntando ele era a sua nova babá. Alguns minutos de silencio se instalaram ate que o moreno dissesse algo, dando passagem ao ruivo.
- Abarai Renji, não? Entre...
- Sim senhor. – o maior entrou, um tanto sem jeito, olhando ao redor.
- Fico feliz que não tenha se atrasado, tenho uma reunião importante hoje. – o Kuchiki media o outro de cima a baixo, numa analise mais demorada – Tem comida na cozinha, pode preparar o que quiser para o almoço. Televisão e radio estão liberados, telefone somente para emergências. Não deixe nada fora do lugar nem entre no escritório. Estamos entendidos?
- Sim senhor! – o rapaz notou que o outro era um homem bem decidido e rígido, assentindo positivamente.
- Ótimo! – o moreno se virou para a pequena que ate então assistia tudo em silencio – Estou indo agora, Rukia. Comporte-se e obedeça ao Abarai.
- Sim Otou-san! – a menina sorriu docemente, ficando na ponta dos pés enquanto o maior se inclinava e lhe dava um beijo na bochecha.
Com a despedida, Byakuya apanhou sua pasta e saiu de casa, deixando a filha aos cuidados do ruivo. Mesmo que ainda estivesse hesitante sobre sua decisão, não havia como voltar a trás, só podia confiar que ele cuidaria bem de Rukia. Entrou no carro e saiu de casa direto para a empresa, preparando a mente para a longa reunião que teria aquele dia.
De volta a casa, Renji e Rukia se encararam por um breve tempo, analisando um ao outro. Como nunca se viram antes, era claro um desconforto e uma timidez no ar por parte dos dois, mas também havia curiosidade. O ruivo estava acostumado com crianças, então estava confiante de que também lidaria com aquela pequena.
- Olá! Sou Abarai Renji, vou cuidar de você hoje... – começou o mais velho, com um sorriso.
- Kuchiki Rukia! – a menina se apresentou com um sorriso também, estendendo a mão para ele.
- É um prazer conhecer a senhorita. – comentou com diversão enquanto se agachava e envolvia a pequena mão entre a sua – Você tem olhos bonitos como seu pai.
- Eu sei! Otou-san é o homem mais lindo do mundo! – Rukia estufou o peito, falando com orgulho do pai.
- Sim, eu vi... Bem, o que você quer fazer, Rukia-chan? Conte-me o que você gosta.
A morena sorriu mais ainda, dando mais confiança para o ruivo. Ele tinha mesmo jeito com crianças... Em pouco tempo os dois estavam conversando e se divertindo como se fossem amigos. Rukia havia trazido papel e seus lápis de cor favoritos para a sala, fazendo desenhos com o ruivo. O maior mais observava do que desenhava, rindo das coisas que a menina criava no papel.
Depois dos desenhos, assistiram um pouco de televisão e ao checar o relógio, Renji deixou a menor assistindo enquanto ia preparar o almoço. Era bom na cozinha por morar sozinho, então não teria dificuldades de fazer uma refeição. Colocou um avental branco que encontrou na cozinha e decidiu fazer um espaguete com molho. Não demorou muito para o cheiro do molho atrair a atenção da menina, fazendo-a ir atrás do maior.
- O que esta fazendo? – Rukia perguntou assim que chegou ao lado do outro, espionando.
- Espaguete com molho. Você gosta? – o ruivo explicou, sorrindo.
- Sim... Mas pode ter salsicha?
- Haha, claro. Vou colocar algumas picadas no molho pra você.
- Arigato! – a menina ficou mais animada, puxando uma cadeira e sentando enquanto observava o mais velho – Minha antiga babá fazia comidas estranhas e não me deixava comer nada do que eu queria.
- Não se pode comer tudo o que quiser, mas pelo menos á uma boa refeição você tem direito. Pelo jeito não gostava dela.
- Ela era muuuuuuuuuuuuuuuuito chata! – a pequena balançava as pernas, franzindo a testa ao lembrar.
- E eu? Eu sou chato?
- Iie! Renji é bom!
O ruivo riu e agradeceu, terminando de preparar a refeição. Era algo simples, não havia muito que fazer. Arrumou a mesa com a ajuda da menor e como prometido, havia colocado as salsichas picadas no molho pra ela. Tiveram um almoço tranquilo e o espaguete foi aprovado por Rukia, que até se sujou de molho. Depois de lavar a louça, Abarai colocou a pequena pra tirar um cochilo, indo assistir mais um pouco de televisão.
Enquanto isso, Byakuya finalmente saiu para almoçar depois de ficar a manha toda preso em uma reunião. Não reclamava, afinal já estava acostumado a essa rotina do trabalho, mas também havia passado o tempo com parte da mente ocupada, pensando em como estaria à filha com o ruivo. Só a noite poderia ver se tudo correu bem, e esperava por isso.
...
Já havia passado um certo tempo e Renji ainda assistia a TV quando ouviu um barulho alto vindo do andar superior. Rapidamente se preocupou com Rukia e desligou o aparelho, correndo escada acima para ver o que tinha acontecido. Ao abrir a porta do quarto da menina, deu de cara com uma bagunça colossal. A menina havia acordado com energia o suficiente para espalhar todos os brinquedos pelo quarto, desarrumar a cama e estava pulando nela com um coelhinho de pelúcia.
- Rukia-chan! Que bagunça...
- Ah, Renji! – a menina o viu ali e logo pulou pra fora da cama, correndo até ele e segurando sua mão, o puxando para que entrasse – Vem brincar comigo!
Abarai aceitou o convite, entrando no quarto e começando a brincar com a garota. Fizeram uma guerra de travesseiros super divertida, mesmo com o ruivo tendo que maneirar a força para não machucar a menina, Rukia aproveitava para bater o mais forte que conseguia nele, rindo. Depois de um tempo, ambos estavam cansados e deitados na cama da menor, recuperando o folego. Por fim, Renji se levantou e começou a juntar os brinquedos da garota.
- Vamos Rukia-chan, temos que arrumar tudo antes que seu pai chegue.
- Otou-san sempre chega bem tarde, não se preocupe.
- Mesmo assim, temos que arrumar seu quarto. Vamos.
- Eu não vou guardar nada. – a morena virou o rosto, emburrada.
- E por que não?
- Por que eu nunca arrumo. Era sempre a chata da Orihime que arrumava tudo depois que eu brincava.
- Não pode deixar tudo pra mim, o quarto é seu e as coisas são suas, portanto você que deve arrumar.
- Não!
Rukia fazia manha, voltando a deitar na cama e se enrolando no cobertor, se negando a sair para ajudar o ruivo. O rapaz suspirou profundamente, mantendo a paciência. Sabia como lidar com crianças, não era a primeira vez que cuidava de uma mimada e sabia bem como contornar isso. Caminhou ate a cama, sentando na ponta enquanto olhava a menina encoberta ali.
- Rukia-chan, a Orihime brincava com você?
- No começo sim, depois ela parou...
- E por quê?
- Ela disse que eu era muito mimada e bagunceira, que não aguentava quando eu desarrumava tudo e fazia ela arrumar.
- Ela tem razão.
- O que?! – a pequena saiu de debaixo dos lençóis, encarando o ruivo – Você pensa como ela, é? Só me vê como um fardo?!
- Não Rukia-chan, não... – o rapaz rapidamente se desculpou, segurando uma das mãos dela – Eu digo que ela tem razão em você ser bagunceira. Olha só o que fez com o seu quarto. – ambos olhavam a bagunça do quarto, voltando a se encarar – Sei que é bom brincar e desarrumar tudo, mas esse aqui é o seu quarto, você deveria arruma-lo. Eu ajudarei você.
- Por que tenho que fazer isso?
- Por que você é uma mocinha e tem que deixar suas coisas organizadas. Você vê o seu pai deixar alguma coisa fora do lugar no quarto dele ou no escritório? – a pequena balançou negativamente a cabeça – Então, é por que é o espaço dele e as coisas dele, ele mesmo deve colocar e arrumar como achar melhor. No meu apartamento também é assim, eu posso desarrumar alguma coisa, mas eu mesmo tenho que arrumar depois, não tenho ninguém que faça isso. E também pode não ter alguém perto de você pra arrumar suas coisas, e então o que fara?
Rukia parecia pensar muito sobre as palavras do ruivo, ficando em silencio por um tempo. Reiji deixou que a menina decidisse o que ia fazer e sorriu ao vê-la descer da cama e começar a juntar os brinquedos. Logo o rapaz estava ajudando a menor e não demorou muito para que o quarto estivesse organizado novamente. Abarai pegou a menina no colo, a abraçando e deixando um selar em sua bochecha.
- Muito bem mocinha, assim você se torna um pouco mais madura. E merece até uma recompensa. – o ruivo mexeu no bolso do casaco, ganhando rapidamente a atenção da mais nova. Logo retirou um pirulito dali, que havia comprado mais cedo – Aqui está.
- Oba!! – Rukia se animou e pegou logo o doce, já o abrindo e degustando com vontade.
Os dois saíram do quarto e desceram para a sala, voltando a assistir TV. Abarai colocou um filme da Disney que a menina adorava e assim puderam aproveita o resto da tarde juntos. Quando escureceu, o ruivo voltou à cozinha para preparar o jantar e foi seguido pela curiosa menina, disposta a ajuda-lo. Fizeram uma refeição simples: arroz, feijão, batatas cozidas e carne moída. Logo arrumaram a mesa e jantaram com tranquilidade. Renji guardou o que restou da comida para o pai da menina, caso chegasse com fome e lavou a louça enquanto a Rukia voltava a desenhar na sala.
Assim que deixou a cozinha arrumada, o ruivo foi para a sala e encontrou a pequena sonolenta enquanto terminava de desenhar um coelhinho. Sorriu, a pegando no colo e a acomodou nos braços, vendo-a bocejar e se entregar ao sono. Não se incomodava que ela dormisse ali, era tão leve... Ficou assistindo o noticiário, aguardando Kuchiki chegar para que enfim pudesse ir pra casa. Só esperava ter feito um bom trabalho, assim poderia voltar para cuidar da pequena.
Depois de certo tempo, Byakuya finalmente chegou em casa, estacionando o carro na garagem e saindo dali, querendo ver logo a filha. A preocupação de como ela estaria o rodeou o dia todo e nem se quer conseguiu uma brecha para telefonar. Assim que entrou em casa, foi ate a sala ouvindo o som da TV ligada e viu o ruivo sentado ali. Ao perguntar por Rukia, o mais novo apenas fez sinal para que ele se aproximasse, podendo ver a filha totalmente aconchegada e adormecida nos braços de Abarai. Isso o surpreendeu, afinal sua filha nunca dormia antes de chegar em casa, não importava o horário. Muito menos ficava tão confortável no colo de alguém.
- Ela não aguentou te esperar, estava com muito sono...
- Não tem problema... Melhor eu colocar ela na cama. – Kuchiki deixou a pasta sobre o sofá e recebeu Rukia no colo, vendo-a despertar – Cheguei, Rukia.
- Otou-san... Chama o Renji amanha também, por favor... – a menina pedia ainda que sonolenta. Queria dizer ao pai como havia gostado do ruivo.
- Quer que eu o chame mais vezes?
- Quero o Renji como minha babá... Pra sempre... – foi tudo o que conseguiu responder antes de cair no sono novamente.
Kuchiki percebeu o carinho no tom de voz da filha, sinal de que ela havia mesmo gostado do rapaz. Renji sorriu sem jeito, feliz por ela ter gostado tanto de si. Esperou que o mais velho fosse ate o quarto e colocasse a menina na cama, a ajeitando confortavelmente. Por fim voltou à sala, encarando o mais novo. Pediu para que o mesmo se sentasse, o acompanhando e sentando na poltrona ao lado.
- Parece que ela gostou muito de você... Fico feliz, eu estava preocupado sobre como você estava se saindo.
- Eu fico feliz também, Rukia-chan é uma menina adorável, foi fácil cuidar dela.
- Ah, não precisa dizer algo assim, eu sei como minha filha pode ser impossível. Se também que ela deve ter feito a maior bagunça, peço desculpas por ter que arrumar tudo...
- Eu não arrumei sozinho, ela o fez também.
- Como?! – o Kuchiki se surpreendeu, afinal sabia que a filha era um tanto mimada e não gostava de arrumar nada.
- Eu disse a ela que ela era uma mocinha e que precisava deixar as coisas dela em ordem. Não foi muito difícil faze-la arrumar tudo também. É só dizer com as palavras certas e Rukia se torna bem obediente.
Byakuya definitivamente estava muito surpreso com varias coisas. Não só a eficiência do rapaz, o cuidado e a habilidade dele convencer sua filha a obedece-lo, mas também o carinho que Rukia demonstrou pelo rapaz e o fato de ter dormido em seu colo sem nenhuma preocupação. Não achou que o rapaz se sairia tão bem logo no primeiro dia. Não tinha mais duvidas sobre ele e de sua capacidade, então decidiu que era melhor contrata-lo de vez.
- Bem, você mostrou que foi um excelente babá para minha filha... Passou com louvor ate. Não tenho mais duvidas em chama-lo mais vezes para cuidar dela. – o mais velho falava tudo com calma e com a expressão seria de sempre.
- Fico feliz, eu realmente gostei de cuidar dela, vai ser um prazer voltar.
- Bem, então amanha você deve pegar Rukia na escola. Ela sai um pouco antes do almoço. – o empresário pegou um pedaço de papel sobre a mesa de centro e escreveu o endereço e o horário correto da saída da filha, entregando-o para o outro – Lhe pagarei no fim do mês. Boa noite, Abarai.
- Boa noite, Kuchiki-san. – Renji se levantou para sair quando se lembrou de mais uma coisa – Ah, Kuchiki-san! Eu fiz o jantar e como sobrou, eu deixei para o senhor comer. Se não se incomodar, é claro. É algo simples, mas segundo a Rukia está muito bom.
- Oh, sim... Obrigado.
O ruivo sorriu, exibindo a fileira de dentes branquíssimos, ganhando certa atenção do mais velho. Apesar da primeira impressão que teve, o rapaz era muito mais gentil e dedicado do que seu visual passava. E era bonito também, de uma maneira exótica. Acompanhou Renji ate a porta, vendo o rapaz acenar antes de sair pela rua e fechou a porta, indo direto pra cozinha. Encontrou o prato sobre a mesa, tampado com outro para evitar que algum bicho pousasse ali. Esquentou o prato no micro-ondas e se sentou para comer, experimentando. O gosto da comida era bom e com um ar caseiro, fazendo Kuchiki sorrir. O rapaz era realmente habilidoso e estava mais confiante em deixar que ele fizesse parte da rotina de sua vida e da filha.
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