My Lovely Nanny

10 Capítulo 10 - Confraternização


Notas iniciais
Ehhhhhhhhhhhhhh!! Uru Take-hime na área, postando a continuação de My Lovely Nanny! E ai pessoal, tudo bem? Eu to pra fazer esse capitulo a alguns dias, mas tava enrolando pra caramba. Pelo menos ele finalmente saiu e está aqui! Vocês se lembram do Zaraki? Pois é, ele vai dar as caras de novo nesse capitulo de uma maneira bem inesperada! Espero que vocês gostem, pois eu adorei escrever 8D Sem mais delongas: Boa leitura!

Alguns dias se passaram, Rukia ainda estava de férias e o ruivo tinha que cuidar dela em período integral por conta disso. Não era nenhum problema cuidar da pequena, na verdade o problema era como distrair a menina todos os dias. Renji tinha que ser criativo para divertir a menina no tempo que passavam juntos. Acabavam saindo algumas vezes, o mais velho a levava no parque, no shopping, até mesmo levou a menor para a casa de Ichigo uma vez e ficaram os três brincando a tarde toda. Rukia era tão agitada que ocupava a mente do maior, impedindo que ele pensasse em algo que realmente estava o corroendo ultimamente.

Abarai pode notar um afastamento considerável da parte de Byakuya de sua pessoa. Já se encontravam pouco, mas agora parecia que o moreno realmente o evitava. Não olhava para seu rosto por muito tempo, evitava cruzar olhares e praticamente fugia de ficar sozinho com o mais novo. Isso estava deixando o ruivo maluco! Não dava para entender... O Kuchiki estava completamente normal depois do beijo, por que só dias depois é que começou a se afastar dele? Não fazia nenhum sentido... E claro, deixava o maior muito angustiado, além de magoado.

O executivo tinha decidido criar uma distancia segura entre os dois, para evitar que aquela relação além de patrão e empregado fosse ultrapassada. Desde que viu o ruivo no bar com Hisagi, não conseguia mais pensar que poderia ficar com o outro. Sua mente pensava apenas nas diferenças que os dois tinham e com isso, aumentava pouco a pouco a distancia entre eles. Claro que não estava sendo fácil para o Kuchiki, por muito pouco ele não se declarou apaixonado também e agora, voltava a trás em suas decisões, coisa que era muito rara de acontecer. No fundo, não queria ver Abarai com outra pessoa, porem não acreditava que poderia dar a felicidade que o outro merecia.

Esses dias foram terríveis para ambos. Byakuya lutava para não ficar observando o maior, mesmo que de longe. Se seus olhos se encontrassem com o belo par de olhos castanhos, apostava que não resistiria a eles. Não era grosseiro, mas falava menos com o ruivo assim como certa distancia entre os corpos era mantida. Renji tentou se aproximar varias vezes, mas podia ver o moreno se afastar em seguida. Tentava cruzar os olhares, mas era inútil... E isso só o fazia crer que agora o Kuchiki o odiava e pensar nisso era doloroso demais, por que o amava mais que tudo.

Quando chegava em seu apartamento, o ruivo ia direto para o banho e depois para a cama, tamanho era o seu cansaço após tomar conta de Rukia. A menina era mesmo um amor, se seu pai o aceitasse, passaria a cria-la com o maior gosto. Na verdade, desde que começou a ficar atraído pelo moreno, já via aquela criança como sendo sua também. Podia ser jovem, mas Abarai era mais responsável que qualquer um, adorava aquela garota e faria tudo pelo seu bem. Agora essa ideia já estava longe demais por conta das atitudes do mais velho... Por mais que pensasse, não conseguia entender suas atitudes.

O Kuchiki chegava igualmente cansado em sua casa e depois que a filha dormia, tomava um bom banho e caia na cama também. Andou pegando mais trabalhos para fazer, só para manter sua mente ocupada e afastar a imagem do ruivo completamente de sua cabeça. Mas a noite em seu quarto, sua mente só girava em torno daquele rapaz. O amava... O amava tanto a ponto de segui-lo e morrer de ciúmes. A imagem de Hisagi abraçando o maior e sussurrando em seu ouvido fazia o moreno trincar os dentes e apertar os lençóis, irritado. Era obvio que Renji atrairia a atenção das pessoas, bonito do jeito que era... Então logo encontraria alguém melhor e que o faria feliz. Mesmo que esse pensamento lhe causasse dor, o executivo se mantinha firme em sua decisão, pensando apenas no bem do outro.

...

– Vamos lá, Kuchiki! – bradou Zaraki, apoiado com as mãos na mesa do moreno.

– Eu não tenho por que ir nessa confraternização. – rebateu o Kuchiki, tentando revisar um relatório, mas pelo jeito o outro não o deixaria terminar até que desse uma resposta positiva.

– Mas você é mesmo um bicho caseiro hm? Não pensa em relaxar e se divertir depois do trabalho? – o maior cruzava os braços, encarando o outro com desdém – Sair com o pessoal do escritório às vezes não vai te matar.

– Eu tenho uma filha me esperando em casa. – Kenpachi sabia como ser irritante, pensava o moreno.

– Você não tem uma babá? Então peça pra ele ficar depois do horário ou algo assim. Até o patrão quer a sua presença dessa vez, então é melhor não contrariar!

Byakuya suspirou demoradamente, levando a mão até o rosto e começou a massagear as têmporas. Pelo jeito não tinha como escapar... Uma confraternização foi organizada pelo pessoal do escritório para comemorar o fechamento de um grande negocio e também era como uma festa de boas vindas a alguns novos membros que entraram na companhia. O moreno sempre evitava ir nessas festas, ele já não socializava muito com o pessoal do escritório, que dirá tentar isso numa reunião como essa. Mas o Kuchiki sabia que não podia fugir desse tipo de coisa sempre e essa parecia ser uma dessas situações sem escapatória.

– Está bem, eu vou.

– Ótimo! Saímos todos juntos do escritório e seguimos até o bar onde marcaram a confraternização. Até a noite Kuchiki. – Zaraki finalmente se pôs a sair da sala, exibindo seu sorriso um tanto aterrorizante pelos dentes afiados.

Finalmente a paz havia voltado ao seu escritório e o moreno pode terminar o que estava fazendo. Na verdade essa noite Rukia estava na casa de uma amiga, tinha combinado com o pai de ficar lá por três dias e como o Kuchiki conhecia bem a família da garota, permitiu. Desse jeito também pode dar uma folga a Abarai e relaxar quanto ao fato de ter que evita-lo sempre. Era difícil fazer isso, ainda mais quando o ruivo tentava se aproximar dele, mas continuava firme em sua decisão, o mais velho era muito bom em seu autocontrole afinal. No fim, nada o impedia realmente de ir à confraternização, quem sabe até poderia se distrair.

Byakuya passou o resto do dia trancado em seu escritório, afogado no trabalho. No momento era o que o salvava... Até que a noite chegou e teve que seguir com o resto do pessoal para o local da confraternização. Quem tinha carro dava carona para quem não tinha, até mesmo o moreno fez o favor de levar duas moças com ele até o local. Assim que conseguiu uma vaga para estacionar, saíram do carro e foram andando até o bar que o Kuchiki reconheceu imediatamente como sendo o mesmo onde vira Renji e Hisagi juntos. Isso não foi nada bom para o executivo que tentava a todo custo não se lembrar daquela noite.

– Kuchiki-san...? – uma das moças chamou sua atenção, já que estava parado na frente do bar, distraído.

– Estou indo. – murmurou, entrando logo atrás delas.

O bar estava cheio devido ao evento, mas não estava fechado somente para eles. Havia uma parte do bar onde o pessoal da empresa estava e o resto do local era ocupado pelos clientes comuns. O moreno continuava distraído, olhando ao redor e pensando naquela noite... Até que se acomodou em uma das mesas, suspirando profundamente. Tinha que esquecer isso, tinha que parar de pensar. Renji ficaria bem com qualquer outro, então tinha que ser forte e resistir às tentações. Estava pensando nisso quando sentiu uma mão forte segurar seu ombro.

– Ora ora Kuchiki, então vai me fazer companhia essa noite? – perguntou Zaraki que estava sentado ao lado do moreno, sorrindo da mesma forma superior.

– Não vi que você estava ai. – rebateu o moreno, fechando a expressão. Como pode se sentar justamente do lado daquele homem?

– Bem, agora não pode mais fugir. Vamos, tome alguma coisa! – o maior já empurrava uma garrafa de bebida para que o outro se servisse e sem ter como recusar, Byakuya apenas colocou um pouco em seu copo, tomando em seguida.

A relação entre Kenpachi e o Kuchiki não era muito boa e isso era de conhecimento geral da empresa. O maior tinha um gênio implacável, era agressivo e impiedoso. Seus subordinados o temiam tanto quanto o respeitavam e poucos batiam de frente com ele. Uma dessas poucas pessoas era Byakuya, que em nenhum momento abaixou a cabeça diante do outro. Nas reuniões que tinham que frequentar juntos, quando discordavam de alguma coisa era praticamente uma guerra! Zaraki rosnava como um cão raivoso e o moreno se mantinha impassível, o rebatendo com toda a calma e porte que sempre teve. Por isso o executivo não perdia a chance de tentar derrubar o menor onde quer que se encontrassem, mas quase nunca conseguia isso.

A confraternização corria sem maiores problemas, muita conversa, animação e bebidas que acabavam rápido demais. Mesmo que não gostasse desse tipo de evento, Byakuya estava conseguindo se distrair bem e até exagerava na bebida, como muitos estavam fazendo ali. Não que fosse fraco para o álcool, mas se tomasse muito com certeza ficava mais solto e até mesmo um pouco tonto. A risada alta de Kenpachi ao seu lado fazia o moreno até sentir dor de cabeça, mas o ignorava como sempre fazia no escritório, virando mais um copo. Já tinha perdido a conta de quanto já havia bebido ou que horas eram, mas naquele momento isso não importava.

– Finalmente está se soltando, hein Kuchiki? Acho que é a primeira vez que o vejo assim... – comentou Zaraki, observando o outro pelo canto dos olhos.

– O álcool sempre relaxa as pessoas... Mas eu ainda sou o mesmo, Kenpachi. Então se esta pensando em me colocar pra baixo, eu vou te rebater tão rápido quanto eu costumo fazer sobreo. – o menor nunca baixaria a guarda para aquele homem que insistia em irrita-lo.

– Há! Esse é o Kuchiki que eu conheço! – o maior riu, deixando seu braço passar pelos ombros do outro e bateu em seu ombro com um pouco de força.

Byakuya grunhiu e tomou mais um gole de sua bebida, olhando para a mão do outro que se mantinha em seu ombro. Parecia um abraço meio de lado, mas imaginava que Kenpachi não fosse dado a esses gestos de carinho, muito menos consigo. Acho que só queria irrita-lo mais com isso... Porem sentiu a mão dele descer pela lateral de seu corpo e parar na cintura, onde apertou. O moreno estranhou muito aquela ação, virando o rosto para encara-lo e pode ver um sorriso diferente desenhado naqueles lábios.

– Está tão bêbado que permite que eu o toque assim, Kuchiki?

– De forma alguma. Tire suas mãos de mim, Kenpachi.

– Haha... Sempre me desafiando. Você não muda. – o maior se inclinou e seus lábios ficaram próximos aos do ouvido dele – Mas eu gosto disso em você.

– O que está pensando?! – o mais novo se arrepiou com aquela voz ao pé de seu ouvido e ficou preocupado que mais alguém da empresa tivesse notado aquela situação dos dois.

– Não se preocupe, todos já estão bêbados demais pra distinguir a realidade de alucinação. – a mão de Zaraki conseguiu invadir a camisa do menor e agora lhe tocava a pele, deixando um arranhão em sua cintura.

– Não é essa apenas minha preocupação... Quem você pensa que é para me tocar desse jeito? – Byakuya não queria fazer nenhuma cena ou escândalo, então tentava afastar o mais velho o mais discretamente possível.

– Alguém que vive para derrubá-lo, destruir sua mascara de senhor perfeito. Eu fico pensando às vezes... Como seria se Kuchiki Byakuya perdesse sua pose? – Zaraki mordeu o lóbulo da orelha do menor – Eu gostaria de ver isso na cama.

Byakuya arregalou os olhos ao ouvir aquelas coisas, estremecendo por causa da mordida e mesmo que tentasse se afastar, Kenpachi era muito mais forte do que ele. Imaginava que o efeito da bebida atacou o maior muito mais do que poderia imaginar, se não por que estaria dizendo e fazendo aquelas coisas. Apenas se suportavam no trabalho, jamais conseguiram falar por muito tempo sem entrar em uma discussão e de repente Zaraki demonstrava um interesse muito além do trabalho sobre ele. Só podia estar caçoando de si, era a única resposta que o moreno encontrava. Mas as coisas só iriam piorar...

– Kuchiki-san?!

Aquela voz... Tudo menos aquela voz naquele momento e naquele lugar! Virou o rosto e pode ver Renji parado ali com uma expressão de completa surpresa e algo mais que se misturava em seus olhos castanhos. Dor? Tristeza? Raiva? Provavelmente um pouco dos três se revirando dentro do rapaz ao ver Byakuya ali sendo agarrado. O moreno finalmente conseguiu se desvencilhar dos braços fortes do outro e Zaraki notou a presença do ruivo também, sorrindo tranquilamente. O Kuchiki também notou que Abarai não estava sozinho, estava acompanhado por ninguém menos que Hisagi.

– Oh, Renji. Veio curtir a noite também? – Kenpachi perguntou com total tranquilidade, não notava o momento tenso na verdade.

– Como vai, Zaraki-san...? – o mais novo o cumprimentou por educação, afinal já havia trabalhado para ele e cuidado de sua filha. Alias, foi por causa de Zaraki que Byakuya conheceu o outro – Não esperava vê-los aqui.

– Estamos numa confraternização com o pessoal do escritório. Sabe como é, muita bebida e riso para descontrair depois do trabalho. – Kenpachi voltava a ter seu costumeiro sorriso de desdém, mas voltou a fitar o moreno com um olhar desejoso – Kuchiki, eu disse que não podia fugir...

– Cale a boca!! – Byakuya se exaltou pela primeira vez em muitos anos e claro que deixou os três surpresos – Como se atreve a tocar em mim, Kenpachi?! Só por que estou bêbado, não te dei liberdade comigo. Se ousar colocar as patas em mim de novo, vou garantir que a sua vida na empresa seja um inferno!

Byakuya ofegava, visivelmente vermelho e tinha se levantado da cadeira, tentando se manter firme. O rubor era uma mistura de vergonha e ira, não queria de forma alguma que Abarai o visse daquele jeito e pensasse que tinha algo entre ele e Zaraki, afinal estava tentando se soltar dele há algum tempo. A raiva que sentia daquele homem só triplicou depois daquele momento... Não permitiria que sua imagem fosse manchada. Os outros três encaravam o moreno, Hisagi sem entender o que se passava, Renji um pouco mais aliviado por perceber que o mais velho não estava de fato com outro homem e Kenpachi encarava o outro com uma expressão incrédula, que logo se tornou divertida e riu.

– Ora ora Kuchiki... Finalmente! Agora eu vejo que você tem mais expressões do sua cara seria e de tedio. – o maior ainda ria, fazendo Byakuya ficar mais irritado – Sempre quis ver uma expressão diferente nesse seu rosto bonito. Pode deixar, não vou tocar em você de novo. Já tive o que eu queria. Embora... Seria muito bom ver mais em outro lugar. – piscou.

O Kuchiki estava a ponto de explodir de raiva daquele homem a sua frente, chegou a afastar a cadeira para lhe bater ali mesmo, mas suas pernas fraquejaram e só não foi ao chão por que Renji o segurou bem a tempo. Aquela situação lhe parecia familiar... Já tinha sido salvo pelo ruivo outro dia. Seus olhos finalmente se encontraram depois de tantos dias e os corpos voltavam a sentir um ao outro. Abarai pode entender que o mais velho não queira mais ficar ali naquele lugar e no seu estado por conta da bebedeira, era melhor mesmo ir pra casa.

Mantendo Byakuya apoiado em si, foi saindo do bar, somente se despedindo de Hisagi e dizendo que ligaria para ele depois. O amigo não entendia mais nada do que estava acontecendo, mas assentiu e viu os dois saírem. Zaraki também ficou observando a situação até o momento que ambos saíram do local e voltou a beber, pensativo. Pode notar algo no olhar daqueles dois... Então percebeu que nunca teria uma chance com o Kuchiki. De tanto que batiam de frente no trabalho, passou a admirar aquele homem e até mesmo deseja-lo. Mas não colocaria as mãos nele de novo, era melhor assim.

Byakuya foi levado até seu carro pelo mais novo e foi colocado no banco do carona, vendo o ruivo dar a volta e entrar pelo lado do motorista. Lhe entregou a chave em silencio e encostou a cabeça no vidro do carro, sentindo a cabeça girar. Passou da conta com a bebida, no que estava pensando afinal? E por pouco não foi abusado por Kenpachi, se não fosse por Renji... Mas não queria que ele tivesse visto aquela cena. O caminho que foi silencioso e o moreno pode perceber que não estava indo na direção de sua casa. Mesmo assim não perguntou para onde iam, confiava no ruivo... Além disso já tinha uma ideia para onde iriam.

Notas finais
A propósito, eu gosto de KenBya 8D Huehueheuehuehue Por isso o capitulo ficou assim, até tenho uma oneshot com esses dois. Enfim... Reviews?!