My Lovely Nanny

1 Capítulo 1 - Cotidiano


Notas iniciais
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!! Uru Take-hime na area, postando uma nova fick pra voces: My Lovely Nanny!
A muito muito muito tempo eu queria fazer uma RenBya. Tinha muita vontade, mas nenhuma ideia decente me surgia para me fazer começar a escrever. De repente, uma ideia assim me passou pela cabeça... E pensei "por que não?" afinal não tinha visto nada parecido, pelo menos em ficks do Bleach. Enfim, espero que gostem, não sei ao certo quantos capitulos essa fick terá, mas não vou estender muito tambem.
Sem mais delongas: Boa leitura!

Era mais um dia comum em um bairro qualquer, onde pessoas de classe média alta moravam. Ainda era cedo, mas as pessoas já estavam se movimentando em suas casas para mais um dia rotineiro. Em uma das casas, especificamente, um homem saia do banheiro após um banho rápido e já se enxugava, olhando o terno impecável sobre a cama, tratando de vesti-lo em seguida.

Seu nome era Kuchiki Byakuya, um sério e respeitável empresário de uma indústria de automóvel, além de ter uma beleza invejável em seus 34 anos. Ele tinha cabelos negros que passavam um pouco dos ombros e olhos azuis profundos como um oceano, uma pele alva e um porte físico imponente. Um homem admirado, principalmente pelas mulheres, mas que não pensava mais em relacionamentos.


– Rukia! Já esta pronta? – chamou o moreno, terminando o nó de sua gravata.


Não demorou muito para uma pequena menina aparecer na porta do quarto dele, sorrindo docemente ao vê-lo. Ela tinha os mesmos cabelos e olhos do homem, mas com o cabelo mais curto e os olhos maiores, fazendo qualquer um se derreter na fofura daqueles grandes olhos azuis. A pequena entrou no quarto, indo ate o maior enquanto negava com a cabeça.


– Não acho meu tênis favorito, Otou-san. – comentou enquanto ficava emburrada.

– Não temos muito tempo... Vamos procurar.


Byakuya pegou a filha nos braços enquanto saia e ia ate o quarto da menor para ajuda-la a procurar o tênis. Ele havia se casado cedo, mas amava a mulher e quando Rukia nasceu, praticamente foi como se tudo se tornasse perfeito. Mas a felicidade não durou para sempre e infelizmente Hisana, sua esposa, faleceu por causa de uma doença incurável.

Já fazia quatro anos desde que sua esposa faleceu e na época, Rukia só tinha 3 anos de idade, agora estando com 7. Mesmo abalado com essa horrível fatalidade, Byakuya se manteve forte por sua menina que precisava dele e se parecia tanto com a mãe. Tentou cria-la da melhor forma possível esses anos, mesmo sendo um homem muito ocupado.


– Não esta aqui, Otou-san! – murmurou a menina, procurando o tênis.

– Por que não vai com outro? – o moreno tentava ajudar a menor, mas ficava de olho no relógio de pulso. Não podia se atrasar.

– Mas eu gosto do meu tênis de coelhinho... – Rukia rebateu, segurando a mão do pai – Eu quero ir com ele.


O Kuchiki suspirou profundamente, olhando mais uma vez ao redor. O quarto não estava muito bagunçado e já tinham olhado ate embaixo da cama. Não fazia ideia de onde poderia estar o calçado preferido da filha. Por fim seus olhos bateram no guarda roupa e decidiu verificar. Assim que olhou por baixo, avistou os tênis ali. Só Rukia para fazê-lo ajoelhar no chão vestindo um terno Zegna¹.


– Pronto Rukia. Agora coloque o tênis e vamos andando, você vai ficar com a Senhorita Orihime hoje, depois da escola.

– Ahh... Eu não gosto dela. – a pequena comentou enquanto calçava o tênis e amarrava os cadarços.

– Por que não? – Byakuya se checou no espelho da filha, voltando a olhar pra ela.

– Por que ela faz comidas estranhas e é muito chata.

– Rukia! Não devia falar isso, ela cuida de você com tanta boa vontade... – O Kuchiki reprovava essas atitudes, segurando a filha por uma das mãos enquanto levava a pasta na outra – Pegou tudo?

– Sim, peguei. – ela sorriu, mostrando a mochila que carregava nas costas – Mas é serio Otou-san. Eu não quero mais ficar com ela...

– Vou ver o que posso fazer.


E assim o moreno deu o assunto por encerrado, saindo de casa com a pequena, trancando tudo e indo ate o carro estacionado na garagem. Abriu a porta de trás e acomodou a filha, prendendo o cinto de segurança nela, logo entrando no carro e fazendo o mesmo, dando a partida e saindo para mais um dia comum e rotineiro para eles.

Assim que deixou Rukia na escola, ele passou a dirigir para a empresa que trabalhava como gerente administrativo. Não demorou muito a chegar e estacionar na vaga destinada para si, ligando o alarme do carro assim que o trancou, caminhando para a entrada do grande prédio.

A recepcionista prontamente se levantou, cumprimentando o Kuchiki e o seguiu com os olhos ate ele entrar no elevador. O moreno sempre foi um homem serio e de caráter forte, imponente em seu jeito de ser e sempre buscando a perfeição em seu serviço. Não era de falar muito ou mesmo dar liberdades desnecessárias para funcionários, como via alguns colegas de trabalho fazer. Ele só mudava quando estava com a filha, com quem sorria e falava mais vezes.

Assim que chegou ao seu departamento, o Kuchiki recebeu cumprimentos educados e rapidamente ganhou a atenção, já que era o chefe por ali. Não demorou a dar algumas ordens e se trancar em seu escritório, onde sempre passava a maior parte do tempo. Em um momento, o telefone tocou e o moreno atendeu, ouvindo a voz do presidente do outro lado da linha.

Não demorou muito pra sair do escritório com uma pasta em mãos, alguns documentos que deveria levar pessoalmente ao presidente. No elevador, acabou encontrando um conhecido que nunca conseguia evitar. Principalmente quando o mesmo dava um sorriso insano e o fitava como se o subestimasse.


– Bom dia, Kuchiki.

– Bom dia, Zaraki. – cumprimentou o moreno por educação, mas realmente não suportava aquele homem.

– Vai ver o presidente também? O velho sempre nos tira do conforto do escritório só pra falar bobagens. – comentou o mais alto, ainda exibindo a fileira de dentes assustadores.

– Não há como evitar isso. – Byakuya tentou encerrar o assunto ali, mantendo a expressão seria.


Assim que chegaram ao ultimo andar, a secretaria pediu que aguardassem um pouco, já que o presidente estava em um telefonema importante no momento. Os dois assentiram e aguardaram num canto da sala. Foi quando Kuchiki sentiu o celular vibrar no bolso interior do casaco, o pegando e vendo que era uma mensagem de Orihime, avisando que já estava com Rukia.


– Como está sua filha, Kuchiki? – Zaraki parecia disposto a puxar conversa com o moreno, sabendo muito bem que o mesmo não gostava de falar da vida pessoal no trabalho, muito menos com ele.

– Ela está bem, obrigado.

– Ela dá tanto trabalho quanto a minha Yachiru? Sei que as duas tem praticamente a mesma idade, então tenho uma ideia do que você passa. – a expressão sarcástica do maior se tornou mais amena. Isso sempre acontecia quando falava da filha – O que faz com ela, já que trabalha ate tarde?

– Eu a deixo com uma moça de minha confiança... – explicou o moreno, também ficando menos tenso. Nisso os dois se pareciam: pais solitários com filhas pequenas pra criar – Embora a Rukia já não queira mais ficar com ela.

– Hmm... Se precisar de uma pessoa pra cuidar dela – Zaraki retirou a carteira do bolso e procurou algo, retirando um cartão e estendendo ao moreno – pode chamar essa pessoa. Ele cuidou da Yachiru de vez em quando... E se ele consegue cuidar da Yachiru, com certeza pode cuidar da Rukia.


Byakuya estranhou o gesto do maior, mas pegou o cartão e agradeceu. Porem antes de poder verificar o cartão, ambos foram chamados para a sala do presidente e o moreno somente guardou o cartão, focando novamente no trabalho. No fim, havia esquecido aquele incidente e continuou trabalhando o resto do dia no escritório.


...

O Kuchiki estacionava na garagem de casa, suspirando profundamente enquanto se livrava do cinto e abria a porta de trás, pegando a filha no colo. Rukia havia adormecido no banco de trás do carro por já ser muito tarde, mas só conseguia pegar no sono quando o pai chegava. O moreno entrou em casa com todo o cuidado, carregando a mochila da menor juntamente com a pasta, logo trancando a porta e a levando pro quarto.

Depois que ajeitou a filha cuidadosamente na cama e checou se estava bem, foi para o próprio quarto, tomar um banho relaxante e descansar para mais um dia. Antes de entrar no banheiro, passou a tirar as coisas dos bolsos da calça e do paletó e só nesse momento que se lembrou do cartão, quando o mesmo se encontrava em suas mãos.

O moreno analisou o objeto em mãos, vendo que era um cartão feito no computador, sem muitos detalhes, apenas com o nome da pessoa e o telefone. Seria confiável acreditar no Zaraki e contratar a pessoa? Mesmo que não gostasse dele, Byakuya sabia que o maior também tinha muito amor pela filha e jamais colocaria alguém ruim perto dela.

Decidiu arriscar, afinal não faria mal testar a pessoa e se Rukia gostasse dela, passaria a deixa a filha com ela. Sentou-se na cama e pegou o telefone, rapidamente discando para o numero no cartão. Demorou um pouco a ser atendido, ouvindo uma voz grossa e rouca do outro lado da linha. Definitivamente a voz de um homem.


– Alo...? – a voz soou, parecendo sonolenta.

– Boa noite, me desculpe por ligar tão tarde. – o Kuchiki tratou de se desculpar, só agora notando que já passava das 23:30, olhando novamente o cartão – Eu queria falar com Abarai Renji.

– Sou eu mesmo. Em que posso ajudar? – a voz do rapaz já pareceu mais clara, acordado.

– Sou Kuchiki Byakuya e um colega de trabalho me deu o seu cartão. – se explicou rapidamente, não era um homem de rodeios – Você cuida de crianças não é?

– Sim! Eu cuido... Não é um emprego fixo, mas é o que eu faço enquanto não arranjo um bom emprego.

– Entendo. Eu gostaria que cuidasse da minha filha amanha, se já não tiver outra criança pra cuidar.

– Não senhor! Eu posso ir sim... É só me dar o horário e o endereço e estarei ai. – a voz do rapaz estava bem animada.


Byakuya passou o endereço e o horário que o outro deveria estar ali, avisando também que se sua filha se sentisse bem com ele, passaria a contrata-lo mais vezes. Isso deixou o outro mais animado ainda, que prometeu se esforçar. Depois de tudo decidido, o moreno se despediu e desligou o telefone, suspirando. Estava feito, agora era torcer que tudo corresse bem.

Notas finais
Terno Zegna¹: é um terno de uma grife italiana, um dos mais cobiçados e requisitados na moda masculina. Um terno desse feito sob medida custa de 6.500 a 16.000 reais. Mais informações detalhadas pode ser visto nesse link: http://www.webluxo.com.br/menu/fashion/ermenegildo_zegna.htm
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