(POV Gerard)

Que noite fria. Uh, que aperto no coração... Preciso falar com o Frankie.

Meu celular acabara de vibrar.

- Alô?

- Gerard... — Uma voz de mulher saía do outro lado da linha. — Sabe com quem eu estou agora? — Ela deixou uma risada alta escapar. — O seu pequeno Frankie.

- O quê? Não! O Frankie está em casa, ele precisa estar em casa! — Gritei contra o celular.

- Não, não mesmo. — Ela riu. — Ele está aqui comigo, eu o sequestrei e bom, como todo sequestro a sua fiança... Eu quero você longe de New Jersey. Amanhã chegará uma carta para você e nela terá uma passagem de ida para o Japão, também terá uma boa quantia para que você se vire lá por alguns meses. Sua viagem será amanhã mesmo à tarde, estaremos monitorando-o e caso você não vá... O seu querido Frank irá morrer da melhor forma possível. Torturado, esquartejado e oh, mandaremos os pedacinhos para você.

- Eu vou. Mas por favor, NÃO faça nada de mal ao meu pequeno. Eu lhes imploro...

Caiu assim a ligação.

Lágrimas, descontroláveis lágrimas escorriam de meu rosto, estavam se tornando incontroláveis. Saíam rapidamente e eu não sentia o meu coração bater mais... Ao menos o meu pequeno estaria vivo, ao menos ele ficaria vivo. Ou eu poderia bolar um plano para o próximo dia... Ainda havia pavor em tudo que estava acontecendo, ainda saíam lágrimas de meus olhos, ainda havia medo em mim, estava terrivelmente assusado com tudo aquilo. Eu não poderia perder o meu pequeno, não poderia deixá-lo aqui. Eu teria que obedecer e ao mesmo tempo não o fazê-lo.

Acabei adormecendo com lágrimas ainda em meu rosto, acordei com olheiras e com vestígios de choro, olhos completamente avermelhados. E com o espírito repleto de tristeza pela noite anterior.

Desci às pressas, encontrando uma carta sobre a mesa escrita: \"Para: Gerard Way.\" Abri-a rapidamente quase rasgando o que possuía dentro, o voo era daqui a 1 hora. Não avisei a ninguém que partiria, afinal... Eu conseguirei tapiar tudo o que estava por vir... Liguei para um taxi que chegou em poucos minutos, olhei para trás, visualizando um carro preto que possivelmente poderia ser o dos sequestradores. Cheguei em poucos minutos ao aeroporto, olhando assim discretamente para trás, vendo o carro parado um pouco distante de mim. Paguei o taxi e desci.

Segui até uma loja qualquer onde vi um cara que parecia estar à procura de alguém que supostamente havia perdido de vista. Reapareci e dirigi-me ao banheiro para ter completa certeza de que ele era realmente o cara que seria o sequestrador e foi o que aconteceu, ele ainda estava lá.

Poucos minutos depois e o meu voo havia sido confirmado, segui até ao corredor, antes de entrar no avião e esperei algum tempo, não entrando no mesmo, apenas escondendo-me naquele corredor onde somente os passageiros poderíam ficar. Olhei para trás e vi aquele mesmo cara conversando com alguém no telefone e olhando para o lado oposto que o meu. Suspeitei que estava falando que eu já havia pegado o avião. Esperei longos 15 minutos parado alí até anunciarem o voo, foi quando vi o cara observar se o avião realmente tinha saído de lá e enfim, seguiu até o carro.

Permaneci por alí por longos 40 minutos, para ter ao menos certeza de que não tinha ninguém lá. Deliguei meu celular para o caso de me ligarem. E.

(POV Gerard OFF)

Adentraram no quarto em que eu estava e retiraram a minha mordaça, desamarraram-me de lá e então me colocaram de pé. Alguma coisa cobria seus rostos, impossibilitando-me ver quem eles eram...

- É melhor você não pedir socorro, estaremos te libertando. Então quieto!

Permaneci em silêncio por todo o caminho. Eles jogaram-me em terreno abandonado em uma rua a qual não possuía casa alguma, mas eu sabia ao menos que era a umas 25 quadras de minha casa... Meu rosto chocou-se com o chão e cortou o meu lábio um pouco ao sentir o meu piercing cortar-me um pouco. Minhas mãos haviam sido cortadas e então me coloquei de pé, comecei a longa caminhada que viria pela frente. Minha casa não era nada perto de lá. Meus lábios necessitavam de água, sem contar do corte que possuía. Tentei acelerar o passo, mas era em vão, estava ainda amedrontado com tudo o que tinha acontecido e cansado daquela noite terrivelmente assutadora...

Cheguei em minha rua e fui diretamente na casa de Gerard, à procura dele, não o encontrando fiquei apavorado... Cheguei em casa peguei meu celular e liguei-o descontroladamente, mas a tudo... Dava-se desligado.

Meu telefone fixo tocou e eu ainda estava apavorado, fui ao telefone com certo receio, mas acabei atendendo-o.

- Alô?

Fim do capítulo 8.

Notas finais
No próximo capítulo vocês vão entender o porquê da capa. E os capítulos começam a ficar menores apartir desse! Obigada pelos comentários ou por apenas estarem lendo. *-*