My Little Secret
2 Capítulo 2
- Frank! — Bert aproximou-se de mim com rapidez, encaixando-me com suposta agressividade em teus braços, chocando nossos corpos e abraçando-me com força.
A única coisa que fui capaz de fazer foi retribui-lo com a mesma intensidade, para que não o deixe sem graça na frente de pessoas supostamente novas. Por fim, ele me soltou.
- Estes são, Gerard e Mikey, seu irmão. São novos na cidade. — Ele apontou para cada um.
Estendi a minha mão primeiramente ao Mikey, o magrelo com um óculos. E em seguida, dirigi-me a palavra ao Gerard, estendendo a minha mão e encarando-o fixadamente ao sentir que ele fazia o mesmo.
- Olá, Frank. — Disse Mikey um pouco tímido.
- Hey, Mikey. — Sorri brevemente. — Prazer em conhecê-los.
- O prazer é todo meu. — E assim, um sorriso amarelado se formou nos lábios daquele branquelo de olhos verdes acastanhados e aqueles cabelos lisos meio oleosos e de fios grandes.
Dei espaço automaticamente para a passagem de ambos. Segui rapidamente a sala, pegando um cigarro novamente e logo acendendo-o. Segui até a cozinha...
\"Doce cigarro, deixe-me o meu estado de espírito um pouco melhor. Querida nicotina, deixe-me bem, adentre em meu corpo e acalme-me, como sempre o faz. Querida bebida, adentre em meu corpo e possibilite-me um ótimo dia.\" Eu preciso realmtente esquecer aquela vadia e aproveitar o que tem de melhor nessa festa...
- Frank... — Uma voz em um tom baixo foi adentrada naquela cômodo, olhei para trás, encontrando o Gerard alí parado. — Será que você pode me arrumar uma bebida e um cigarro? O Bob falou que era só...
- Claro! — Ele aproximou-se comigo até a geladeira, retirei para ele uma cerveja, abrindo-a e entregando-a a ele. — Tome. Cigarros tem na sala de trás.
- Obrigado! — Pegou a cerjeva e deu um pequeno gole na mesma.
- Por que veio morar em New Jersey? Quero dizer... Se quiser me contar, claro.
- Minha avó, ela faleceu tem algumas semanas. Meus pais acharam melhor virmos para cá e estamos morando na antiga. Casa dela, enquanto a nossa casa na Califórnia está alugada. Eu e meu irmão não queríamos muito, nossa vida lá estava feita. O Mikey tinha um namorado de dois anos e teve que terminar para vir... E eu estava só.
- Deve ter sido difícil para vocês terem que vir para cá, abandonar toda uma vida lá. Mudar de escola e construir novas amizades aqui.
- Estou sentindo que valerá a pena isso tudo. — Colocou um cigarro nos lábios e acendeu-o com lentidão, colocou o isqueiro sobre a mesa e sentou-se com calma ao sofá.
Lancei meu olhar até o outro cômodo ao que vi dois casais, Bob e Ray. E um outro que foi realmente inesperado... Mikey e Bert. \"O Bert é realmente uma vadia louca.\"
- Nem ligue, acostumei-me com o meu irmão assim. — Ele deixou uma risada escapar.
- Só estou estranhando ainda. Coragem do seu irmão pegar o Bert vadia-bicha-louca. — Balancei a cabeça negativamente, rindo de meu comentário.
- O ex-namorado dele era pior, pode apostar. Mas... E a \"festa\", quando começa?
- Para ser sincero, já começou. Esqueci de mencionar que a \"festa\" para eles é apenas pegação, sexo, cigarro, drogas e ressaca.
- Mas por que você vem, então? — Jogou o cigarro no cinceiro e colocou a garrafa sobre o chão.
- Porque aquele loiro e aquele cabeludo são meus melhores amigos. Geralmente eu vinha com a minha namorada, mas terminamos...
- Então é bi? — Ele perguntou-me com uma cara de incompreensão. — Que triste que seu namoro acabou, sinto muito...
- Não, sou hétero. É até difícil de se acreditar, não? — Deixei uma risada escapar, enquanto levava a minha língua até o meu piercing e começava a brincar com o mesmo lentamente. — Obrigado, mas foi melhor assim.
- Realmente, suas companhias deixam a duvidar.
Horas se passaram, conversávamos sobre um tudo. Ele era legal, bastante simpático, extrovertido... E engraçado.
Fomos à cozinha e trouxemos cachaça de lá. Acendemos um cigarro de maconha e fumamos juntos. O nosso desejo era ficar bêbados. E foi o que aconteceu...
Coloquei a mão envolta de minha cabeça, sentindo uma intensa dor de cabeça... A ressaca acabara de iniciar. Sentei-me e encontrei meus pés sobre os do Gerard, que estava largado no chão, assim como eu. Tentei levantar sem acordá-lo, mas não foi algo que fiz...
- Ai, que dor de cabeça! Parece que vai explodir, céus. — Seus olhos encontravam-se fechados por conta da suposta dor.
- Também estou sentindo o mesmo... Acho que vou para casa tomar um remédio e café. Daqui a pouco temos aula. — Olhei assustado para o relógio, detectando no mesmo 06h.
- Realmente. Também irei para a minha casa. Não sei se devo chamar o Mikey. Ele está dormindo e não teria coragem de acordá-lo alí, sobre o Bert... — Ele olhava de canto de olho para o outo cômodo, avistando seu irmão dormido sobre Bert.
- Acho melhor tu ir para a sua casa e dar um toque no celular dele, é melhor do que ir alí e olhar na cara de Bert. — Riram-se.
- Não é uma má ideia. Vamos? Necessito de cafeína... E nicotína. — Ele sorriu ao pegar um cigarro que encontrava-se sobre a mesa, acendeu-o rapidamente, tragando um pouco do conteúdo.
Segui seu \"exemplo\" e catei um cigarro, acendendo-o e tragando logo após. Saímos da casa de Bob em segundos. Conversamos o caminho inteiro sobre cigarros que gostávamos e não gostávamos...
- Eu moro aqui. — Proferiu ele em um tom baixo, apontando para a casa defronte a minha.
- E eu moro alí. — Deixei uma risada me escapar. — Não acredito que tu é o garoto que ficava me pentelhando, quando eu tinha cinco anos...
- Eu que não acredito que tu era aquele garoto que vinha na casa da minha avó pedir doces. Eu te pentelhava por isso. — Rimos um pouco alto, levando em conta o horário.
(Flash Back — POV Gerard ON)
\" — Tia Elena, me da um docinho? — Um garoto pequeno falava com a minha avó e eu o obeservava.
- Claro, Frank. — Trouxe um prato repleto e chocolates e balas, entregando a ele.
Um sorriso havia se formado no rosto daquela pequena criança, que agora encontrava-se sobre a escadaria da porta.
Aproximei-me da porta, para ver aquele garoto. Fiquei observando-o na porta, enquanto tentava bolar algo quase que maquiávelico... Sentei-me do lado dele.
- Oi! — Eu sorri, tentando puxar um assunto.
- Oi. Quer doces? — Ele lançou um sorriso com chocolates por todo o dente para mim.
- Não. Sua mãe tá te chamando lá, ó. — Eu apontei para um lugar qualquer, fazendo-o levantar.
Meus pés estavam sobre o próximo degrau, propositalmente, para fazê-lo cair. Lentamente o corpo foi aproximando-se do chão, o joelho chocou rapidamente, cortando-o, seu rosto havia encostado consequentimente ao chão, fazendo o seu lábio arranhar e cortar, despejando sangue por toda a sua boca. Lágrimas escorriam pelo rosto do pequeno e a dor era visível em seu corpo, ele levantou com certa dificuldade e ainda, sim, seguiu até a sua casa... Gerard levantou-se dalí com um sorriso e risadas em grande tom escapando, não deixando o garoto ouvir, apenas. O ferimento ficara exposto por vários dias em seu rosto. E o pequeno ao menos sabia que aquele tombo fôra proposital.
(Flash Back — POV Gerard — OFF)
- Mas então... Até mais! — Eu falei a ele, atravessando a rua e adentrando em minha casa, ouvi a sua resposta bem a fundo, não reconhecendo as palavras ditas.
Joguei-me no sofá e esqueci-me do café, do que tinha ou deveria de fazer. Duas intensas horas jogadas ao sofá se passaram e de lá pude ouvir o meu despertador tocar. Foi quando abri os olhos e vi a minha mãe na minha frente.
- Não vai levantar, não, mocinho? Deve estar todo quebrado, dormindo aí nesse sofá. — Ela comentou ao voltar a arrumar a mesa de café. — Se quiser café, venha logo, sim?
- Só vou me trocar. — Subi as escadas, lavei o meu rosto rapidamente com aquela água gelada e vesti-me com uma roupa qualquer. Eu necessitava de um banho, mas sabia que não poderia, senão perderia o café, a hora e a aula. Desci de forma apressada e sentei-me a mesa.
- Como foi na casa do Bob?
Coloquei café em minha xícara e assim proferi.
- Foi bom. Conheci duas pessoas novas. São bastante legais, até. — Sorri, bebendo um pouco do líquido cafeínado que havia em meu copo.
- Que bom! A Jamia ligou e disse que precisava falar urgentemente com você... Vocês terminaram de novo, filho?
- Sim. E dessa vez não tem volta. Ela é tosca, uma vadia. Xingou meus amigos. Não volto com ela nem se ela me pagasse. Se ela ligar de novo, fala que não quero vê-la nem pintada de ouro...
- Tudo bem, eu falo. Mas ela continuará ligando, ao que conheço.
- Mande-a parar, por favor. — Bebi o que restava em minha xícara, peguei a minha mochila e despedi-me de minha mãe, saindo logo após de casa.
O caminho foi tranquilo, eu estava um pouco animado para ouvir os cometários que Bob e Ray teríam para me falar, gostaria de saber da história no ponto de vista deles. Os comentários sobre quem gemeu mais ou quem deu entre o Mikey e Bert. Eu ria só de pensar neles falando... Cheguei na escola olhando para os lados à procura deles, mas nada, segui em direção a sala, encontrando no caminho o Mikey, Gerard, Bob e Ray.
- Hey, Frank. — Bob me gritou.
- E aí, meninos? — Abri meu armário, colocando os livros de ontem no mesmo, sem deixar de prestar atenção no que eles conversavam.
- O Gerard? Ele era o típico \"Tá dando mole? Tô comendo.\"
- Não explana!
Fim do capítulo dois.
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