My Little Secret
5 Capítulo 5
Chegamos ao hospital.
- O que aconteceu aí, mocinho? — O médico tentava imaginar o que supostamente teria acontecido.
- Caí em um buraco, acabei me cortando e me machucando.
- Bom, vemos que um uma das pernas você apenas machucou. No caso da outra, você torceu, colocaremos apenas um gesso que você terá de usar por pouco mais de uma semana e para tirar volte aqui, pois quero ver se ficou melhor, sim? — O médico me encaminhou para uma sala.
30 minutos depois saí do hospital com a perna engessada, os meninos riram de se acabar porque eu estava andando engraçado. E eu não achava aquilo nada engraçado, era tão desconfortável, uh.
Fomos todos para as nossas devidas casas, devendo acrescentar que eu estava terrivelmente chateado porque eles estavam me zoando demais por causa daquele gesso.
Fui ao meu quarto, coloquei o primeiro CD que vi pela frente e coloquei quase que no último volume, possibilitando quase que a vizinhança inteira ouvir. Minha mãe não encontrava-se em casa e eu estava com muita fome, segui a cozinha quando ouvi o barulho da campainha tocar.
- ENTRA! — Gritei altíssimo conseguindo ultrapassar o barulho da música que estava a tocar.
Permaneci fazendo um sanduíche, enquado pegava um copo de água na geladeira, enchi o mesmo e comecei a levá-los ao meu lábio... Quando senti uma mão pesada segurar ambos os braços, prendendo-me contra a pia e virando-me com rapidez para si. Seus lábios estavam a caminho dos meus, enquanto sem perceber o copo despejou de minha mão e chocou-se com chão, formando um barulho intenso. Meus dedos caminharam até o pescoço dele, enquanto o meu corpo era pressionado com agressividade contra a pia. O língua dele movimentava-se rapidamente com a minha, subia e descia, movimentava-se incrivelmente com a minha. Nossos lábios pareciam ser feitos um para o outro, aquele doce gosto que possuía, aquela maciez, aquelas mãos grossas, quentes e impetuosas, que começavam a se tornar insanas. Minha língua brincava com a dele e vez ou outra, fazia inúmeros movimentos circulares. As mãos dele me pressionavam e me faziam arrepiar com os toques em minhas costas. Eu não entendia de onde vinha todo aquele prazer por estava apenas beijando... Nunca senti prazer em apenas troca de salivas.
Nossos lábios se afastaram lentamente. As mãos dele percorriam o meu pescoço e ia diretamente ao meu rosto, quando ele começou a acariciar a pele do meu rosto com a ponta de seus dedos, provocando alí arrepios intensos. Fixamos nossos olhares um no outro e ficamos assim por intensos minutos, sem proferir uma palavra sequer.
Ele entreabriu os lábios e ousou falar algo, que saiu de baixo tom.
- Por favor, diga-me o que você sentiu? Eu preciso saber... — Ele falou um olhar triste a mim. — Porque foi sinceramente como ter fogos de artifícios, em mim. (N//A: Nem roubei a fala do Gerard.)
Eu fiquei longos minutos tentando formular alguma coisa, mas nada prestável fundia-se em minha cabeça.
- Não! Você está louco... Quero dizer, você É louco! Eu sou hét...
- Shhh. — Ele aproximou seus dedos de meus lábios, olhando fixadamente em meu olhos. — Você ainda está se descobrindo, Frankie.
\"Frankie, Frankie, Frankie.\" Ele me chamou de Frank, awh, juro que quase orgasmei com isso.
- Eu não... Você... Eu... — Por fim, desisti de tentar falar alguma coisa.
- Pequeno, eu sei que você precisa de tempo para assinalar as ideias em sua cabeça. Sei que está tudo confuso em sua cabeça... Eu só preciso saber se... Nós. Temos. Chanse. — Ele falou pausadamente.
- Eu não gosto de você. E nós não temos chanse. Não gosto de te beijar e não quero... Você.
Saiu por... Impulso. Não que eu queira falar aquilo. Epa! Eu queria, sim. Ele mereceu e eu não... Eu não... Não quero. Não quero ele: Não, não e não!
\"Para quem você está mentindo, Frank.\" Uma voz malígna parecia soar ao meu lado.
\"Você está falando a verdade, Frank. Não o escute!\" Uma voz belígna soou ao outro lado.
Meu inconsciente estava até mesmo trabalhando com diabinhos e anjinhos. Sempre dizem que sempre acabamos seguindo ao demonío. Sinto me informar, mas estou sentindo que comigo não será tão diferente assim.
As chaves balançaram-se e pode-se ouvir o destrincar da porta.
- Frank, flho... — Ouviu-se a voz de minha mãe pela casa.
Seguimos até a sala, encontrando a minha mãe com uma cara, sinceramente de assustada.
- O que aconteceu com você? — Ela me olhou repleta de preocupação.
- Torci, apenas.
- Fique tranquila, Linda. Já o levamos ao médico. — Falou com calma, na intenção de acalmá-la, tento um resultado bem sucedido a respeito.
Comentei. Gerard despediu-se de mim e foi direto até a sua casa.
Uma múscia ecoou pela casa:
\"Tell me your secrets. And nurse me your questions. Oh, let\'s go back to the start. Running in circles. Coming up tails. Heads on the science apart. Nobody said it was easy. It\'s such a shame for us to part. Nobody said it was easy. No one ever said it would be this hard. Oh, take me back to the start...
Me conte seus segredos. E me pergunte suas dúvidas. Oh, vamos voltar para o começo. Correndo em círculos. Atrás de nos mesmos. Pensando no silêncio quebrado. Ninguém disse que era fácil. Oh, é mesmo uma pena nós nos separarmos. Ninguém disse que era fácil. Ninguém nunca disse que seria tão difícil. Oh, leve-me de volta ao começo...
Oh, tell me you love me. Come back and haunt me. Oh, and I rush to the start...
Oh, diga-me que me ama. Volte e me abrace. Oh, e volte para o começo...\"
Ecoou, percorreu, de uma forma estranha por cada canto de meu quarto. O som parecia estar cada vez mais alto, mesmo sentindo que minha mão não o teria aumentado. Uma sensação estranha me tomou a ouvir cada lenta palavra daquela música. Aquilo estava me fazendo refletir de tal forma, que até mesmo eu tinha ficado impressionado. Aquelas palavras me relembravam tudo que estava acontecendo comigo naquele momento. Segundos depois, a música havia acabado, minha mãe sintonizou seu rádio em outra estação e eu esqueci até mesmo que tinha tocado uma música por alí.
Eu estava pensativo, com medo das próximas semanas. Eu teria que vê-lo todos os dias e aquela situação me assustava. Ele estaria na minha sala, no refeitório, com meus amigos, ele era meu vizinho poderia ir à minha casa a qualquer hora, ele poderia arrumar meu telefone e me ligar, ele poderia encher o meu saco pedindo para que eu fique com ele. Ele poderia... Me beijar. Não quero ele amanhã, não que eu queira depois de amanhã. Eu preciso, sinceramente, me afastar dele. A cada dia eu sinto que no próximo será pior, que no próximo acontecerá coisas que nunca me imaginei fazendo, eu preciso desaparecer.
Saí um pouco de casa, indo apenas à padaria, para comprar uma carteira de cigarro. Caminhei dentre as ruas apressado, encaxei um cigarro dentre meus dedos e o acendi com rapidez, levei-o aos meus lábios, sugando o que continha alí, tragando e adquirindo um intenso prazer. Aquele cheiro era magnífico, aquele gosto me domava, às vezes eu me senti um completo escravo do cigarro. Era inevitável não querer tê-lo dentre meus dedos, sugá-lo dentre meus lábios e senti-los dentre meu corpo.
22:15. Já encontrava-me em casa, desesperadamente à procura de sono. Rolava por horas pela cama, mas uma nítida imagem possuía em minha face, aqueles fios negros até o pescoço, aqueles verdes acastanhados e penetrantes olhos, aqueles lábios rosados e macios. Atraentes e possuídores.
Eu estava começando a me ligar, estava começando a perceber que eu estava realmente me... Apaixonando. E o pior de tudo para mim era saber que ele tinha barba. (N//A: O sentido foi que ele era homem.)
Adormeci depois de muito custo...
Fim do capítulo 5.
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