My Little Girl
1 My Little Girl
Notas iniciais
Enfim. Desculpem desde já pelos erras e tal.
Boa Leitura
Levantei calmamente da cama e suspirei. Olhei ao redor e ela não estava lá. Senti um cheiro bom de café e soube imediatamente que ela estava lá na cozinha, preparando o nosso café.
Sorri sozinha e fui para fora do quarto, descendo as escadas sem fazer barulho. Encontrei-a encostada na pia, de costas para mim. Ela estava com uma calçinha de corações, realmente fofa. Com a minha camiseta do Tokio Hotel extremamente larga e grande para o seu corpo delicado.
Seu quadril balançava suavemente de um lado para o outro, fazendo com que seus cabelos pretos ondulados balançassem por suas costas. Ela cantarolava uma música qualquer com sua voz doce, que me causa arrepios.
Encostei-me no batente da porta e não me importei se estava fazendo frio e que minhas pernas descobertas estivessem arrepiadas. Isso simplesmente não importava enquanto eu ficava vendo ela; a minha menina.
Demorou longos minutos para que ela me visse ali, a espiando. Apenas fui descoberta, pois ri quando ela se molhou todinha, enquanto tirava o sabão de uma colher.
-O que você está fazendo ai? — Sua voz doce preencheu a cozinha e os meus ouvidos, fazendo-me sorrir.
-Nada não — Respondi dando de ombros.
Sai da porta e fui a sua direção, pegando um pano pelo caminho. Aproximei nossos corpos e passei o pano por seus braços, rosto e em seu pescoço.
-Faz tempo que estava ali? — Perguntou-me logo após eu ter terminado de secá-la.
-Um pouquinho só — Disse envolvendo sua cintura fina com meus braços.
-Você viu-me dançando e cantando? — Ela perguntou um pouco envergonhada.
-Vi sim. Estava linda, a propósito — Disse enquanto via suas bochechas adquirirem um tom rosado.
-Isso não é legal — Ela disse fazendo um bico.
-É sim. Você nunca dança e canta perto de mim amor — Disse dando uma risadinha ao final da frase.
-Por motivos óbvios né? Minha voz é horrível e eu não tenho ritmo, sou toda errada — Falou enquanto passava seus braços em volta de meu pescoço.
-Nada em você é horrível. Apenas o fato de que sua boca está muito longe da minha — Dei uma cantada barata, conseguindo arrancar uma gostosa gargalhada dela.
-Idiota — Ela disse levantando o rosto.
Tirou um braço de meu pescoço e colocou a sua mão em meu rosto. Aproximei-os e pude sentir nossas respirações colidirem. Colei nossos lábios e senti seu gosto. Era bom, viciante pra porra.
Acariciei seu rosto com um de meus polegares e iniciei um beijo calmo, cheio de amor e tudo o que sentíamos uma pela outra.
Ela poderia ser toda errada; poderia não dançar bem e ter uma voz horrível. Poderia não saber cozinhar e ser um tanto quanto preguiçosa. Poderia pegar as minhas roupas sem pedir ou até mesmo quase por fogo na casa apenas tentando passar a roupa.
Mas eu não me importava com nada disso. Ela era minha e de mais ninguém. Seus defeitos eram meus, seus qualidades eram minhas, seus sorrisos eram meus e seu coração era meu também.
Era isso que importava: Ela era minha. Inteiramente minha.
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