My Life is one Sadness

15 Save he. Save our son.


Notas iniciais
Triste. Boa leitura.

– Olá Kozmotiss feliz em me ver? — fala a mulher. Eu não consigo nem mais raciocinar depois dessa.

– E-elinor? — pergunto sem acreditar no que vejo. Elinor dece do cavalo e sorri para mim. Ou melhor, de mim.

– Deveria ver sua cara, está ridícula! — fala ela com um tom debochado. Eu me aproximo dela e ela dá uma gargalhada.

– É você mesma? — pergunto, sussurro gritando. Estou realmente feliz e realmente confuso.

– Sim idiota! — fala ela acariciando a crina do cavalo. Levo alguns segundos até processar o chingamento dela e quando entendo olho para ela confuso. Ela ri novamente e fala — Você é um tolo mesmo não? Achou que eu estava morta não é? — ela está gargalhando de forma assustadora e eu me questiono se isso não é apenas uma ilusão.

– Achei. Seus registros desapareceram então ... — falei meio enrolado.

– Então você deduziu que eu estava morta, mas na verdade eu estou aqui ... — ela pega uma mecha de cabelo nas mãos e olhando para ela diz — eu sempre estive — ela diz mais para si mesma do que para nós.

– Eu a procurei! — falo, quase gritando. Ela solta a mecha de cabelo e ri — eu falo a verdade! Procurei por você ... no mundo inteiro. — ela anda até mim com um sorriso cínico e quando está a centimetros de minha face e me dá um tapa.

– Você acha mesmo que queria que você me encontrasse? — ponho minha mão aonde ela me bateu, está ardendo um pouco.

– Achava, até o tapa. — falo — Vem cá, me diz, se você não queria ser encontrada por que veio falar comigo? Por que me bateu? — as palavras saiam em um tom ansioso e preocupado de minha boca.

– Por que foi sua culpa! — sua voz trêmula a denuncia — Se VOCÊ tivesse morrido. Daniel estaria vivo! Por sua culpa meu filho está morto! — lágrimas escorrem de seus olhos e fico incrédulo com as acusações dela.

– Nosso filho Elinor. Não foi culpa de ninguém. O incêndio foi um acidente, ninguém teve culpa. — ela revira os olhos e pragueja algo baixinho.

– Você é ingênuo mesmo ou só se faz? — pergunta ela, era uma pergunta retórica por isso fiquei calado olhando-a apenas sem entender e com certo desprezo — O incêndio não foi um acidente! — prosseguiu ela com um olhar distante e perdido. Escuto passos se aproximando de mim, mas não olho para trás ou ouso fazer qualquer movimento. Raciocino rapidamente e chego a conclusão do obvio. Encaro-a e ela volta para a realidade com um sorriso diabólico no canto do rosto.

– Como você pode? — Cuspiu Elsa antes que eu pudesse fazê-lo e ela prosseguiu — Você é um ser-humano horrível! Matar o marido e a própria filha?! Que tipo de ser cruel você é? — Elsa gritava e avançava na direção de Elinor furiosamente com as mãos em posição de ataque. Eu estava pasmo e me controlava para não lança um terror sombrio (hadukem) sobre ela e arrancar de sua alma cada milimetro de felicidade e vida que era possível.

– Não se meta nisso "majestade" — falou Elinor com desdém. O rosto de Elsa ruborizado e os flocos de neve que caiam a nossa volta denunciavam a raiva que sentia. Seguro-a pelos antebraços e a puxo para perto de mim.

– Elsie, acalme-se isso ... é assunto meu ... — falei pausadamente. Ela assente, meio a contra gosto e se afasta. Ficando alguns metros atrás de mim.

– Por que? — murmurei encarando seu semblante alegre.

– Eu precisava dar um futuro para eles — começou ela virando-se para seu cavalo — para os dois. — completou com um tom ainda mais distante.

Ela acaricia o crina do cavalo novamente, silabando algumas palavras perdidas como se estivesse perdida em recordações ou em uma musica. Sim, uma música.

Puppet:

Welcome to my world that’s painted with sadness.
There’s no light of sun,
There you can’t hear any sound at all.
Here I’m waiting silently for you, father.
Why you were so cruel to left poor Mary alone?

Help
Help
Help
Help
Help
Help
Help
Help

Please, take me away, I desperately promise to be a good girl, to be worthy of your love.
I don’t need the paint books, the dolls and the dresses.
Just tell me why you’ve left your pictures and gone.

Help
Help
Help
Help

Who are you stranger with the red rose in your hand?
I liked you from the first sight,
I wanna be your friend, let’s play!
I never asked for this place that’s called my home,
But hope you will be staying with me until the end.

Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala

Please don’t be scared of me, I’m a good girl.
I just want to be with you to forget my sorrow.
I’m tired of being the puppet of this world.
Oh, tell me, why do you want to go with this man?

Help
Help
Help
Help

Is he your true knight in the shining armor, who’ll sacrifice himself just for your sake with no fear?
But then…Why does he resembles the one who created this gallery and pictures, that gave me a birth?

Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala
Lalala

My tears are falling.
Oh, why it’s so painful?
I did nothing wrong so…Why do you hate me so much?
This burning canvas became your cruel answer,
And now flames kiss me of
Goodnight.

Help
Help
Help
Help

Welcome to her world that’s lying in ashes.
There’s a sea of fire,
And there’s no way to run at all.
She only wanted to be with her father,
but little Mary is melting in her abyss alone.

I’m coming, father.

Esta foi uma musica que uma garotinha, chamada Mary*, cantou em seus últimos momentos de vida. Eu estava com ela quando aconteceu, o medo pairava no ar de forma perturbadora e para encurtar a história seu quadro foi queimado e ela se fez em pó. Outra pessoa estava ali, não era ela que cantava.

– Ele está vivo ... — ela parou abrupdamente de cantar e me encarou assustada. — sim ... ele esta vivo... e... eu nunca menti para você.

– Ela me disse ... — balbuciou ela e em seguida olhou para trás — você mentiu para mim! — acusou ela apontando o dedo indicador para o ar, onde surgiu um sorriso cínico no rosto de Morrigan.

– hahahahahahahahahahahahahahahahaha — gargalhou Morrigan — vocês são tão tolos! — disse séria.

– Eu sabia! você está por trás disso não é? — falei num tom acusatório. Ela sorri.

– Não tudo querido irmão. A ideia de te matar veio dela — falou apontando para Elinor — mas a de sequestrar e forjar a morte de seu filho foi minha sim. — ela desse de seu "pedestal" sem ter noção do perigo que corria — a propósito, ele sente muito a sua falta Majestade. Venha comigo e poderá vê-lo uma ultima vez. — propos ela para Elsa estendendo sua mão, me ponho na frente dela e Morrigan ri novamente.

– Onde ele está? — pergunta Elinor atrás de Morrigan — Onde está meu Daniel? — pergunta ela novamente, segurando o choro.

– Ele sabe! — fala Morrigan apontando para mim — E o nome dele é Jack.

Morrigan desaparece deixando um clima de perturbação no ar. Elinor cai no chão chorando e Elsa se aproxima de mim rapidamente. Suas mãos frias me confortam e seus abraços gelados esquentam até minha alma.

– Temos que ir — sussurra ela em meus ouvidos — não temos muito tempo. — Virei o rosto para o abismo e observei o sol nascer por entre os flocos de neve que caiam novamente sobre nós.

– Elsa tente se controlar, por favor. — falei tentando não ser rude, mas eu não aguentaria muito mais frio. Não sem dormir logas horas de pesadelos.

Elsa se concentra e consegue fazer com que a neve diminua, seguro suas mãos e começo a nos envolver em pesadelos para atravessarmos a divisa mágica. Elinor se arrasta até nós e segura minha perna.

– Salve ele. Salve o nosso filho.

Notas finais
* Mary: Personagem do jogo Ib ( link da minha fic sobre o jogo aqui: http://fanfiction.com.br/historia/557125/Rosas_sobre_o_chao/) Espero que tenha sido melhor que o anterior. Por favor comentem. Serio. Comentem. bjus geladus